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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Peel!

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Caro leitor do La Cumbuca, você pode não saber, mas o senhor John Robert Parker Ravenscroft, ou John Peel, deve ter alguma influência na sua vida também. O DJ que comandava a Radio London de meia noite até às duas da manhã educou uma geração. Ele tocava Mothers of Invention, Dylan, The Undertones, Howlin' Wolf e mais uma infinidade de lendas que mudaram a cabeça da garotada lá na terra da rainha. Mais do que educar Peel criava laços com os ouvintes, tanto que ele recebia cartas, com discos e poemas, mais do que qualquer disc jockey da rádio. Mesmo com o fim da Radio London ele não parou. A BBC então começou a mandar na sua vida. No inicio, nem um programa solo ele tinha, mas mesmo desafiando a sua audiência com um outro tipo de música, ele conseguiu um programa só seu, que depois veio a se tornar o badalado John Peel Show. Ao mesmo tempo, o nobre chegou a tocar programas para as forças britânicas, um na Finlândia, outro na Áustria, fora o seu 'oficial' na BBC Radio 1 e ainda aparecia de vez em quando em alguma rádio independente da vida.

John Peel promoveu vários artistas independentes, e que hoje estão por aí, ou já até expiraram, gente como Sex Pistols, Pj Harvey, Clash, Undertones, Buzzcocks, Bowie e até o White Stripes creditam a ele o sucesso que fazem hoje. Peel gravou mais de 4000 sessões, cerca de dois mil artistas diferentes passaram por um estúdio capitaneado por ele.

Você já deve ter percebido quanto esse cara é importante pro La Cumbuca também. Infelizmente ele morreu em 2004, mas se estivesse vivo comemoraria amanhã 69 anos! Quem já estiver com a data marcada pra partir, lembre de visitar o tio e dizer que o Túlio mandou um abraço!

  • I just want to hear something I havent heard before
  • John Peel (30 Agosto 1939 – 25 Outubro 2004)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Marsolo Camelo

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Imagino que todo mundo já está sabendo do lançamento do primeiro trabalho solo de Marcelo Camelo, desde que Los Hermanos entraram em recesso indeterminado (ou seja, acabaram mas podem um dia voltar). O nome do disco é "sou" e já dá pra ouvir a primeira música, "Doce Solidão" no myspace do Camelo. A capa de "sou" na verdade é um "nós" escrito de cabeça pra baixo. 10 das 14 faixas do disco vão estar disponíveis a partir de amanhã no site sonora e 5 minutos depois nos rapidshares da vida. Um dia antes, também conhecido como hoje, estréia à noite no Multishow o registro do último show do Los Hermanos, na Fundição Progresso. Uma overdose de Los Hermanos na mídia, mantendo a banda e seus integrantes em evidência, mesmo sem estarem necessariamente juntos. Tudo muito interessante. Mas muito mais importante que isso é mostrar essa foto de divulgação do disco solo e turnê do Camelo, que está correndo os sites por aí.



Anti-marketing tem limite!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Em Poucas Palavras

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Quase nenhuma, na verdade, mas temos imagens.


08/08/08 - Monstros do Ula-Ula:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/65



João Penca e Seus Miquinhos Amestrados

09/08/08 - João Penca e Seus Miquinhos Amestrados:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/66



11/08/08 - Palestra bizarra do David Lynch ("bizarra", mas não por causa do David Lynch):
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/67


Canastra

16/08/08 - Canastra:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/68




20/08/08 - Rio Cello Encounter - Tributo a Who e Jimi Hendrix com violoncelos e Victor Biglione:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/69


Teresa Cristina e Semente

20/08/08 - Teresa Cristina e Grupo Semente:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/70


E em imagem e som, Roberto Carlos e Caetano Veloso cantando Tom Jobim no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vídeo da Dine:



Além de Roberto Carlos solo.

E calma, pois ainda tem mais, logo.

sábado, 23 de agosto de 2008

Desventurado

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Winamp Classic + Plugin Analog Vocal Remover + alguns mp3 do Ventura do Los Hermanos =


Além do que se vê - vocal soterrado, bateria e piano bem na frente, metais no final.


Do sétimo andar - barulhinhos percussivos até chegar no refrão.


Deixa o verão - praticamente só a bateria, fora umas notas no meio da música.


Um par - guitarra, bateria e teclado sobressaindo, vocal lá no fundo, mal dá pra ouvir o baixo.


Conversa de botas batidas - boa parte do tempo só o piano



Serve mais como curiosidade. Interessante ouvir uma nota que ainda não tinha percebido lá, uma melodia que estava escondida, nuances, etc. Pelo menos pra mim. Se alguém quiser baixar tudo:
http://rapidshare.com/files/139561638/Los_Hermanos_semi-instrumentais.rar.html
Um par
Último romance
Samba a dois
O vencedor
Do sétimo Andar
Do lado de dentro
Deixa o verão
De onde vem a calma
Conversa de botas batidas
Além do que se vê
A outra

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Das dificuldades de se ver um show 2

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Daí você lê uma entrevista do Lobão no Jornal do Brasil, recheada com aquelas polêmicas que se tornaram a sobrevivência do cantor nos cadernos culturais, já que seus (bons) discos da fase independente pouco repercurtiram junto ao público e mesmo seu acústico foi bem aquém do esperado, comercialmente falando. Vários ataques para todos os lados, mas considerei algumas coisas interessantes destacar. Não é pra concordar não, é para de repente pensar, por exemplo, porque um show do João Gilberto, com 2300 lugares, tem 900 convidados. Mesmo que daqui a uma semana ele mude de opinião sobre tudo que disse, eis a palavra de Lobão:


Por que você se mudou para São Paulo?

– Cara, eu adoro o carioca da Zona Norte, mas o da Zona Sul já estou de saco cheio. Fui criado em Ipanema, ia ao píer nos anos 70, conheço meu pessoal. Eu não tenho assunto com ninguém do Rio, nem gosto desse modelo do cara bombado, com a orelha parecendo uma couve-flor. No Rio você vê advogados falando igual a idiotas, dizendo "merreca" em vez de falar em dinheiro. Que credibilidade um sujeito desses tem? O carioca da Zona Sul, hoje em dia, é um cara que não paga para ir em show. Não paga nem meia, quer ser vip, entrar naquelas listas. Vai ao show, fica aporrinhando o saco e depois ainda vai ao camarim beber meu uísque.(...)

Mas você não gosta de bossa nova?

– Bossa nova é uma língua morta, assim como essas bandas de choro e samba que existem hoje, que ficam tocando naquele lugar sujo que é a Lapa. Tem que parar com essa coisa de ficar lambendo o saco de universotário marxista branquelo, essa coisa loser manos, petista, que virou maioria no Brasil. Porque o Brasil é o país da culpa católica, um país em que se valorizam as pessoas feias.

Entrevista completa clicando aqui

Por ironia, quis o destino que Caetano Veloso abrisse seu show que vai virar o DVD Obra em Progresso, no dia seguinte às declarações do Lobão, com uma música chamada "Lobão Tem Razão". O show foi na mesma zona sul que Lobão agora desanca e você pode ler mais sobre isso nessa matéria do JB. Outra curiosidade, Caetano canta uma música chamada "Lapa", que Lobão também detona (o bairro, não a música) na entrevista. E Caetano, assim como Lobão, costuma abastecer os cadernos culturais com frases polêmicas ou algo que o valha, de tempos em tempos.

Se ainda não ficou claro o motivo do título deste post, os ingressos mais baratos para o show do Caetano custavam 60 reais a meia-entrada. O mesmo preço de uma atração internacional como o Muse, por exemplo. Não sei o pessoal da zona sul, mas pelo menos um da zona norte que gostaria de ver o show sentiu uma grande dificuldade e não foi. Imagino que tenha lotado, mas não imagino também quantos pediram para entrar em lista vip.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Das dificuldades de se ver um show 1

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Queria escrever sobre a via-crúcis que foi conseguir comprar ingressos para os shows de João Gilberto e da performance dupla de Roberto Carlos e Caetano Veloso em homenagem aos 50 anos de bossa nova (se bem que com 50 anos o adjetivo nova fica um pouco estranho, não?). Como falta tempo, achei melhor indicar um texto da Folha de São Paulo, que resume um pouco o que eu queria dizer:

Quem vende pior?

Depois de disputarem as provas individuais, hoje foi dia da Ticketmaster e da Ticketronic ficarem frente a frente para estabelecer quem é o pior vendedor de ingressos do país: a primeira vendeu entradas para os dois shows de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo, a segunda vendeu para o show de João Gilberto no Rio.

Foi uma disputa apertada, com as duas equipes demonstrando que são realmente craques nesse negócio de não vender. O começo foi bem equilibrado (às 10h, hora oficial de início das vendas - o que, como já vimos antes, pode não dizer muito -, ambos os sites começaram a dar pau), mas às 10h24 a Ticketronic assumiu a dianteira, informando em sua home que os ingressos estavam esgotados (e não estavam, como ficou comprovado dois minutos depois, com o site voltando a oferecer os ingressos).
Continue lendo aqui.

Fora toda a dificuldade para conseguir um ingresso, os primeiros da fila para o show do João Gilberto descobriam ao escolher um lugar que as primeiras fileiras já estavam ou reservadas para as vendas por telefone/internet ou reservadas para o patrocinador do evento, o Itaú. Aliás, 40% dos ingressos estavam reservados para o patrocinador. E isso significa o seguinte: vários globais e "celebridades" lá na frente, entrando de graça. Quem dormiu na fila é menos importante que eles, para o Itaú. No Brasil ainda é pouco difundida a noção de que uma empresa que age assim com seus potenciais clientes acaba tendo sua imagem prejudicada. Com a internet as pessoas tem mais informação e quem sabe as coisas melhorem. Fato é que, se eu tivesse uma conta nesse banco, fechava no dia seguinte. Comprar pela Ticketronic? Depois de ser atendido de forma grosseira por uma atendente lá, nunca.

Talvez eu continue sobre o assunto...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Invadindo o João Caetano

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Semana passada foi dada a largada para o evento 'Quartas Cariocas', que vai levar vários nomes da MPB ao Teatro João Caetano. Eu fiquei bem chateado por descobrir que eu perdi um show do Roberto Silva, que abriu o evento quarta passada, mas a vida é assim, pelo menos eu vou poder pegar o concerto do senhor Nelson Sargento! Que aparece hoje lá.

As apresentações não começam tarde, sempre às 19 horas, ideal para quem trabalha por lá e ainda tem disposição para encarar o fim da quarta-feira (você pode preferir a hora do almoço, na quinta). A entrada custa dez reais, quem for estudante ou idoso paga só cinco. O João Caetano fica na Praça Tiradentes, no centro do Rio.

Programação:
Quarta-feira, 19 horas no Teatro João Caetano
20/08 - Noca, Nelson Sargento e DNA do Samba
27/08 - Carlos Malta & Pife Muderno e Cia Dá no Coro
03/09 - Walter Alfaiate e Sururu na Roda
10/09 - Lucinha Lins e Jazzfieira
17/09 - Leny Andrade e Marcel Powell
24/09 - Nilze Carvalho e Garrafieira
01/10 - Quarteto em Cy e Zé Renato
08/10 - Luiz Carlos da Vila e Toque de Prima
15/10 - Nei Lopes e Dudu Nobre

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pernambuco em MUITO mais peso

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Essa agenda de shows que fica aí do lado tem a ajuda muito especial de duas pessoas. Uma delas é o Fábio Fernandes, comentarista do blog do Tom Leão, doador de acervo de fitas cassetes de bandas underground e que tem a habilidade de saber de shows que não saem em jornais nem são anunciados em cartazes.

A outra pessoa é nossa leitora Eli, que já contribuiu com um belo texto sobre o show do Seu Chico no Cinematheque, e passou a dica há duas semanas atrás desse festival chamado Embaixada Pernambuco, que acontece em Santa Teresa a partir de amanhã e vai até dia 31. Se em junho falávamos sobre a vinda mensal de artistas do Recife e arredores para cá, agora tem uma invasão que fazia tempo não rolava. Todos nomes legais e ansiosamente aguardados por aqui (pelo menos por mim) como Academia da Berlina, Guardaloop, 3 Na Massa e Junio Barreto (com Ortinho) ou artistas que já frequentam os palcos cariocas, o que é o caso da banda Eddie e Vitor Araújo. E o que dizer de Lia de Itamaracá, praticamente uma instituição de lá? E Ariano Suassuna, que aparece por lá na sexta-feira e, sei lá eu o que ele vai fazer lá...

Virada Cultural - 26 e 27/04/08 - Siba e a Fuloresta

Mas não adianta, a maior expectativa para qualquer pessoa que gosta de música deve ser o show de Siba e a Fuloresta. Vi a apresentação deles na Virada Cultural em São Paulo, cercado de alta expectativa após ouvir e me apaixonar pelo disco Toda Vez Que Eu Dou Um Passo O Mundo Sai Do Lugar, e, perdão superlativos, mas foi uma das apresentações mais emocionantes deste ano. Tanto para platéia quanto para o grupo e para Siba, ver a frente do palco das atrações independentes ficar completamente tomado mesmo que na mesma hora estivessem se apresentando em outros palcos artistas consagrados e/ou com mais exposição na mídia, como Jorge Benjor, Ultraje a Rigor e Fernanda Takai. Mas bom mesmo era ali com o som vindo da região da zona da mata pernambucana, com as rimas contendo críticas bem humoradas e boas idéias sobre a vida. Siba e a Fuloresta se apresentam nesta sexta e sábado.

domingo, 17 de agosto de 2008

E lá estão The Sonics!

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Enquanto o Violins por aqui acaba, os americanos do The Sonics estão de volta, de acordo com o Senhor F. Uma das bandas de garagem mais sujas e barulhentas dos anos 60 - e precursora do proto-punk, além de "pais" dos Stooges - eles também são mais uma das (muitas) preferidas e influências do universo musical particular de Kurt Cobain, assim como eram The Vaselines. Eles fazem fazem show nos EUA e na Espanha este ano. Dois discos deles são clássicos obrigatórios do Rock'n Roll mais rápido que se podia encontrar em 65/66: Here Are The Sonics e a auto-explicativa Boom.


Foto chupinhada do flickr, da banda tocando há poucos dias atrás em Oslo, Noruega.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vaselina Necessária

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Mais uma que li no Bloody Pop: Vaselines vem tocar no Brasil! Em Goiânia! Com parte do Belle & Sebastian como banda de apoio! O Goiânia Noise Festival dá um grande salto de qualidade ao trazer bandas internacionais legais, já que estão trazendo também o excelente Flaming Sideburns, que é da linha Hellacopters (hard rock com pés e mãos nos anos 70) de música. E ainda tem Circle Jerks, Black Lips e Marcelo Camelo com Hurtmold apresentando seu trabalho solo (o do Camelo). Tudo isso em Goiânia! Quase nada disso no Rio de Janeiro.

Poderia falar mais sobre o assunto "shows no Rio", uma outra hora talvez. E o principal assunto desse texto nem é a vinda de bandas internacionais. O que motivou noticiar aqui a vinda dos Vaselines foi uma busca que fiz no site allmusic na terça-feira de manhã. Fora as músicas que o Kurt Cobain regravou da banda, a saber, "Son Of A Gun" e "Molly's Lips" no álbum Incesticide, e "Jesus Wants Me For A Sunbeam", que no acústico do Nirvana virou "Jesus Doesn't Want Me For A Sunbeam", eu só conhecia do The Vaselines a linda "Rory Rides Me Raw". No allmusic há uma resenha para o disco The Way Of The Vaselines. Costumo ler bastante esse site, e nunca vi um elogio igual ao que vi no parágrafo final do texto. Vê aí minha tradução macarrônica:


Se por algum estranho desvio do destino você está lendo isso e ainda não possui este CD, você precisa tê-lo. Você provavelmente já ouviu isso um milhão de vezes, mas se nunca acreditou antes, por favor acredite agora. Você precisa da hilariante beleza dos Vaselines na sua vida e esse CD te dá isso em sua glória completa.


Quase uma propaganda do disco. E o pior é que nem ao menos mereceram as 5 estrelas. Mas merecem ser ouvidos.

Virada Cultural - 26 e 27/04/08 - MQN
A foto aí de cima é da banda MQN, de Fabrício Nobre, responsável por trazer essas bandas legais pro Goiânia Noise Festival e por fazer existir rock em Goiás. Está faltando um Fabrício Nobre no Rio de Janeiro...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ele é o rei!

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Numa iniciativa bem bacana, o Centro Cultural Light vai abrigar vários shows, todos de gratuitos, em homenagem ao centenário de Cartola. A Velha Guarda da Mangueira e Nelson Sargento dão o ar da graça hoje para abrir as comemorações, que vão acontecer todas as quintas, na hora do almoço (12h 30m) até o início de dezembro. Além da Velha Guarda da verde e rosa, outros ícones do samba também prestarão homenagem ao tricolor. Walter Alfaiate, o grupo Casuarina, Monarco e Dona Ivone Lara estão na lista (ver final post).

Junto com os shows ocorrerá uma exposição. Cerca de 20 fotos em P&B e alguns documentos poderão ser vistos por quem passar dás 11h às 17h, de segunda a sexta no Centro Cultural Light, que fica na avenida Marechal Floriano nº 168, térreo, Centro.

Shows:
[Todos os shows com início às 12h 30m - Tentar chegar um pouco cedo para pegar as senhas]
14/08 - Velha Guarda da Mangueira e Nelson Sargento
28/08 - Marcos Sacramento
04/09 - Elza Soares
11/09 - Walter Alfaiate e Reizilan (neto de Cartola)
25/09 - Casuarina
02/10 - Dona Ivone Lara

16/10 - Tânia Malheiros
30/10 - Monarco
06/11 - Arranco de Varsóvia
13/11 - Elton Medeiros
27/11 - Nilze Carvalho
11/12 - Ney Lopes

Fonte: G1

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Salve Jacob

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Semana passada a Sesc TV exibiu um musical em homenagem ao mestre do chorinho Jacob do Bandolim. Nomes ligados ao choro, como Izaías Bueno de Almeida, Déo Rian e Hamilton de Holanda (que já tem um disco fez um show em tributo à Jacob) marcaram presença no evento que rolou em fevereiro, mês de aniversário do gênio, que completaria 90 anos. O tal musical terá algumas reprises, anota aí: Dias 20,23 e 31/08, às 23h.

Hoje completam 39 anos de sua morte, 13/08/1969, data em que "passou à tarde, no bairro de Ramos, com o seu amigo compositor e maestro Pixinguinha, chegando na varanda da sua casa cansado e esbaforido, caiu nos braços de sua esposa Adília, já sem vida" (Wikipédia). Ficaram seus discos, seguidores e todo o resto produzido pelo antigo funcionário do Ministério da Guerra.
A Sesc TV atende nos canais 137 (Net Digital) e 3 (Sky) para RJ e SP, a lista completa você acha no site deles.

Fonte: Só Samba

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pendências

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- Falamos aqui, em dezembro, do Indie Rock Festival. Maria Jucá anunciava com uns 6 meses de antecedência que Yo La Tengo e Editors tocariam no Circo Voador. Mas não era nada disso. Há poucos meses atrás, o perfil no orkut do festival anunciava que as bandas na verdade seriam Broken Social Scene e Futureheads e tocariam no Canecão. Comentamos a notícia aqui, mas mais uma vez, mesmo com anúncio oficial, inclusive nos sites e myspaces dos artistas, era furada: por conta de patrocínio o festival foi adiado para data indefinida. Da próxima vez, só quando estiverem vendendo ingressos e mesmo assim, melhor ficar com um pé atrás...

- O tal O Esquemaestá no ar. São os blogs Trabalho Sujo, Urbe, Conector (do Gustavo Mini, voz e guitarra do Walverdes - ô show bom!) e o Mau Humor, unidos sob uma mesma asa.

- O Tim Festival acrescentou, dos nomes que já contamos aqui, por enquanto, o rapper Kanye West em sua escalação.


- E o Violins, que lançou um bom disco este ano, acabou. Li no Bloody Pop e depois fui até a comunidade da banda acompanhar as declarações e repercussão. Não sei porque as bandas ainda insistem nessa de acabar. Eles poderiam fazer alguns shows comemorativos, ou esporádicos, sem que isso significasse um trabalho continuado, ou "sério", ou lançamento de um disco. Porque no final das contas todas as bandas voltam. Bobagem. Mas boa sorte nos trabalhos futuros.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O que é que tem na Caixa Preta?

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Que belo presente recebemos dos japoneses, nesse ano do centenário da imigração eim! O descendentes de japoneses, Curumin, lançou seu segundo disco 'Japan Pop Show', canditado forte para as listas do final de ano. O trabalho do quase-japa conta com a participação de Marku Ribas, Bnegão, Lucas Santtana entre outros que chegam para abrilhantar ainda mais o disco. O samples sempre bem colocados e junto com um barulhinho que simula aquela velha 'fritação de ovo' dos long plays comprovam a competência do morador da Liberdade.
Eu destaco 'Caixa Preta', música que tem a participação do Bernardo e Lucas, batidão de funk com uma letra extraordinária, mas nada saturado, tudo no seu devido lugar, o MC Tevez, Serginho & Lacraia, Mulher Melancia e cia deveriam prestar atenção nessa, se todo funk fosse assim eu subiria o morro todo dia! Mas Curumin não fica só nisso, flerta com vários conceitos da boa música (vocês podem escolher os rótulos) e faz um grande disco. Recomendado, espero agora ele passar por aqui.

[Link para download]

domingo, 10 de agosto de 2008

Qinho no Cinematheque (8/8/08)

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Sexta feira passada vai ser lembrada como o dia da abertura das olimpíadas de Pequim, luz, fogos de artifício e orçamentos gigantescos. Isso lá na China, do outro lado do mundo, quando aqui no Brasil algumas horas depois (Tá! Muitas horas depois) bastou voz e violão para realizar um bom espetáculo.

O pequeno palco do Cinematheque tinha uma árvore, uma janela e duas cadeiras, com pouca luz para dar um clima intimista, mas também teve direito a um desfile, o de amigos e familiares. Todo mundo foi lá para prestigiar o jovem compositor carioca, que subiu ao palco com o violão errado, desculpas à parte, trocou o instrumento e voltou para ação.

A apresentação não teve direito a nenhum homem voador, mas sim a surpreendentes composições de Qinho, escritas com seus amigos, que cairam como uma luva para aqueles que acreditam que a MPB vai deixar de ser só dos ‘medalhões’ e passar a contar com os nascidos no final da década de 80 / início dos anos 90.

Mesmo sem quatro horas de duração, o show de apenas uma hora e poucos minutos teve toda magia que só a musica faz. Com alguns acordes e uma boa entonação na voz, nenhuma guitarra, bateria ou contrabaixo, o formato voz e violão funcionou muito bem. Como esperado, fez a platéia cantar em coro músicas como ‘Na Janela’ – melhor música do disco, segundo um dos vários gritantes durante o show – e até o clássico de Nelson Cavaquinho: ‘Juizo Final’ interpretada junto com o público (Lúcio Maia iria chorar se estivesse lá).

Se você não foi, resta saber que tudo foi filmado e será colocado no YouTube em setembro. Não sei quanto à qualidade do som, porque eu vi o ProTools travando várias vezes durante a apresentação, o Mac inclusive quase foi derrubado por uma senhorita que estava subindo pelas paredes, independente de tudo isso fica a certeza de que finalmente vamos ter uma novidade na MPB. O disco solo do Qinho também virá em Setembro, foi bancado pela Totem, grife do Fred D'Orey que já tinha aberto as portas de sua loja para várias apresentações do Vulgo com os Cara, e será lançado em SMD. Audição gratuita no MySpace e quem quiser poderá comprar as Mp3s.

Um dia o dia chega, mas que não tarde para quem merece, é viver pra ver!

sábado, 9 de agosto de 2008

Coletânea quente!

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Vou repassar uma coletânea virtual que encontrei pelo orkut. Foi feito por uma galera de Belém, no Pará, que se denominam Coletivo Pogobol, onde eles escolheram músicas que serviriam de trilha para o ato sexual: antes, durante, e depois. Mas os próprios caras explicam melhor, lê aí:


I’ve Got You Under My Skin - Coletânea Pogobol
Raaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii people!

nós uma pequena e linda parcela do pogobol, resolveu tomar uma atchitude e dá valor ao maroto e cacetudo público dessa piquixita produtora, o 1° tema escolhido é o Amor, mas não aquele amor piegas, é um amor de cama, amor de pica que quando bate fica! mas parando de gracinhas a Coletânea é séria, e faz parte de uma pesquisa de campo para o curso de música experimental de cambridge-UK.

A Coletanêa "I’ve Got You Under My Skin" é dividida em três lados, que são os três atos da peça sexual. Cada lado vem acompanhado de uma poesia. Prestem bem atenção, por que isso não é brincadeira de criança.

Sexlist

baby, eu te quero !
1 - o seu olhar - arnaldo antunes
2 - baby, i'm a want you - bread
3 - in other words - ben kweller
4 - last goodbye - jeff buckley
5 - giz - legião urbana
6 - maybe tomorrow - stereophonics
7 - quand je suis ivre - pauline croze
8 - good woman - cat power
9 - crucify - tori amos
10- playground lover - air

fica até mais tarde !
11- gangster blues - mattafix
12- safe from harm - massive attack
13- liar - bang gang
14- mad about you - hooverphonic
15- ex.factor - lauryn hill
16- inside out - feist (bee-gees-cover)
17- criminal - fiona apple
18- girl, you'll be a woman soon - urge overkill
19- a girl like you - edwin collins
20- down in mexico - the coasters

foi bom pra você...
21- thorn in my side - black crowes
22- downslow - carina round
23- save me - aimee man

DOWNLOAD
http://rapidshare.com/files/131918625/I_ve_Got_You_Under_My_Skin.rar.html

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sábado passado na Lapa

| 2 comentários
Daria até para fazer um Múltiplas Escolhas 4: de um lado Brasov, do outro último show da temporada de Seu Chico aqui no Rio de Janeiro, no meio de tudo isso Suicidal Tendencies no Circo. Mas o destino certo era um só: segundo show do Rockz (a banda onde hoje estão Pedrinho e Nobru, do Cabeça, falado ontem aqui no blog) com Gabriel Muzak nos vocais.

Rockz - 02/08/08

Show excelente, como tinha sido o primeiro dessa nova fase, em Niterói. Veja mais fotos em http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/64. Podem conferir também as fotos do Anderson, muito melhores que as minhas.

Esquemão

| 2 comentários
No simbólico dia 08/08/08 vai entrar no ar o endereço virtual www.oesquema.com.br. Na verdade é a junção em um mesmo endereço de quatro blogs. Dois deles que eu leio sempre e já até comentei em textos passados, outros dois que leio com menos frequência, mas também muito legais. Como eu sou só um admirador, não conheço as figuras e não sei se é pra manter segredo, não vou dizer quais são. Mas procurando pela internet é fácil saber do que se trata. Fucem por aí ou esperem até dia 08.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que é Cabeça?

| 8 comentários
O Rio de Janeiro, nos anos 90, assim como em boa parte do Brasil, produziu um grande número de bandas alternativas, com um som que podia ir de emulações do hardcore californiano à mais destrembalhente e caótica experimentação sonora. Garage era o templo para essas bandas. Kamundjangos (hoje Djangos), Funk Fuckers, Zumbi do Mato, Planet Hemp, Pelvs, Enzzo, Poindexter, Pólux, Mulheres Q Dizem Sim, Chatos e Chatolins, Piu Piu e Sua Banda, Sex Noise, Ack e Acabou La Tequila eram alguns de seus expoentes, cada um com um som mais diferente que o outro. Uma das bandas mais legais era o Cabeça.

Apesar de só ter visto um ou dois shows da banda na época, pelo menos uma apresentação deles, lançando o cd Na Medida do Impossível foi memorável, com um Garage bem cheio e várias bandas abrindo para o trio formado por Kalunga no baixo e voz, Nobru Pederneiras na guitarra e Pedrinho Garcia na bateria. Antes e depois desse show era possível ouvir em programas de rock feito em rádios comunitárias e/ou piratas, como a Rádio Central FM e a Progressiva FM (que tinha bem mais do que música progressiva), em que era preciso uma certa ginástica para conseguir sintonizar, clássicos como "Quem não cola, não sai da escola", "Propaganda" e "Não Pode Mais Ficar Parado". As 6 primeiras e 6 últimas faixas (com exceção de "Miau") do cd são hits absolutos, pelo menos aqui no meu quarto. O som do Cabeça era um punkrockhardcore básico e toscão, porém muito bem executado. Mas o mais legal, além dos riffs e acordes simples e eficientes, eram as letras. Quase todas curtas e diretas em suas "mensagens". "Não pode mais ficar parado" só acrescenta as palavras "menina" e "menino" em dado momento, além daquilo já dito no título da canção, só para ficar no exemplo mais emblemático. E precisava dizer algo mais?

Por acaso, esse ano já vi duas bandas relembrando "Não Pode Mais Ficar Parado": Seu Miranda e Do Amor. Do Amor ainda tocou a tríade "Street no Flamengo é Podre / 1 x 1 / Peneirando o Leite". Não sei se esse tipo de som vai fazer sentido para quem não viveu aquela época, mas para quem viveu ou tem alguma curiosidade em tentar entender e conhecer uma pequena peça do quebra-bate-cabeças que foram as bandas underground nos anos 90, é totalmente recomendável baixar esse disco.


Cabeça - Na Medida Do Impossível
Faixas
01 - Street no Flamengo é Podre / 1 x 1 / Peneirando o Leite
02 - Quem Não Cola Não Sai Da Escola
03 - O Que É Cabeça
04 - Não Pode Mais Ficar Parado
05 - Mães
06 - Propaganda
07 - P.A.
08 - Você
09 - O Gato de Botas
10 - Love Is Pain / Você Não Sabe
11 - Ei
12 - Cuin
13 - Subconsciente
14 - Tutupá
15 - Miau
16 - Criança Alienada
17 - You Better Die
18 - Mundo Dos Sem Noção
19 - Esmague


Atualização 29/04/2012: novo link para baixar.

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Encarnação do demônio

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Esta Sexta 8/8 é um dia marcante para o cinema brasileiro. Estréia em rede nacional, distribuído pela Fox (ou seja, não vai ficar em cartaz algumas poucas semanas em algum cinema obscuro da Zona Sul), Encarnação do demônio, o último filme da trilogia do Zé do Caixão. Caso você tenha passado os últimos quarenta anos hibernando em Marte, saiba que Zé do Caixão é o personagem mais famoso de José Mojica Marins, o maior cineasta brasileiro que já existiu. O Mito aparece em outros filmes do Mojica, mas foi À meia-noite levarei sua alma e Esta noite encarnarei no teu cadáver que o imortalizaram. Zé é um coveiro que acredita com todas as forças que o objetivo maior da vida é a perpetuação da sua linhagem, e busca a mulher perfeita que esteja apta a gerar seu descendente ideal; no caminho, ele espalha uma trilha de sangue e destruição. Graças à total falta de noção dos produtores de cinema no Brasil, o encerramento da saga levou décadas para acontecer, mas finalmente chegou a hora de conferir o trabalho sempre magistral do Mestre do Horror.

Assisti o filme no Sábado, em uma das muitas pré-estréias da semana passada, e posso dizer que é simplesmente espetacular, pelo menos para quem gosta de sangue, sexo, medo, torturas, blasfêmias e feitiçaria. A história se passa 40 anos depois de onde terminou; Zé é libertado da cadeia mas, mesmo depois de tanto tempo, ainda se mantém fiel à sua missão de encontrar a mulher perfeita, auxiliado pelo seu fiel criado Bruno e uma nova geração de asseclas. O primeiro passo para apreciar a película é entender que se passaram mais de trinta anos desde o último filme com o Zé do Caixão, e que o cinema mudou muito de lá pra cá. O estilo é diferente, menos Hammer e mais Evil dead trap, menos Bela Lugosi e mais O chamado, e bem mais violento e gore do que os anteriores. Dito isso, devo ressaltar a qualidade técnica: enquadramento, sonoplastia (sem aquelas dublagens dos clássicos), maquiagem, figurino, cenários, locação, tudo no lugar, um casamento perfeito do talento do diretor com os recursos mais fartos usados dessa vez. Só o roteiro que tem algumas poucas barrigas, mas nada que prejudique o trabalho como um todo.

A trilha sonora, assinada por André Abujamra, é bem interessante, toda instrumental e obviamente bem sombria e incidental. As atuações também são excelentes, principalmente Jece Valadão, verdadeiro estandarte da cultura nacional, no papel do coronel Claudiomiro Pontes nesta que é a última atuação de sua carreira. Ele, junto com o Padre Eugênio (Milhem Cortaz), rouba todas as cenas em que aparece, tal qual o Coringa em Cavaleiro das Trevas.

Incrível ver como um filme feito com menos de dois milhões consegue ser melhor do que praticamente todos os filmes blockbusters dos últimos anos. Não é preciso ser o filho perfeito para saber que Encarnação do demônio vai levar todos os prêmios possíveis, menos o Oscar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Muse - Vivo Rio - 30/07/2008

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Sabbath-Head

30/07/08 - Muse

Em mais de oito meses de blog, essa é somente a terceira apresentação internacional sobre o qual La Cumbuca contará (e mesmo assim, de forma bem pouco detalhada). Antes já falamos sobre o show da Jane Birkin e sobre a festa de Eugene Hutz do Gogol Bordello, ambos momentos maravilhosos na cidade que supostamente possui o mesmo adjetivo. E o trio inglês Muse não ficou atrás não. Vocês querem as boas ou más notícias?

Começando pelos problemas: o som do Morto-Vivo Rio continua muito fraquinho, apesar de alguma melhoria desde o último show que vi ali, dos Mutantes. Mesmo assim, o som poderoso do Muse merecia um pouco mais de potência. De onde eu estava a voz de Mathew Bellamy não era muito nítida. A pista do Vivo Rio é péssima para ver o palco, mesmo que você tenha 1,80m de altura. Ou aumenta o palco ou faz o chão da pista inclinado, igual aquela casa de shows da Barra que muda de nome.


Mas o que mata mesmo é essa gananciosa invenção recente, um curral que separa o público que paga "somente" a meia-entrada de 60 reais de uma pista vip, com pessoas que ou pagaram o dobro disso ou (em muitos casos) não pagaram nada. Estamos falando de um show de rock! Os mais fanáticos pela banda costumavam ficar cedo na fila, antes da abertura dos portões, para garantir o seu lugar na frente do palco, para ver seu artista preferido de perto. Você ainda pode fazer isso, se tiver 120 ou 240 reais. Se não, vai ver a banda lá longe mesmo. Não faço questão de ficar colado no palco, mas gosto de enxergar a banda que estou ouvindo. E haver uma barreira me separando das carnes mais nobres me faz sentir como gado. Carne de segunda ainda por cima. Não pretendo pagar tão caro para ter essa sensação outra vez, apesar do show desmanchar todo esse meu mimimi acima (e nem falei do calor que fazia).

Então vamos a parte boa.


30/07/08 - Muse


Para quem não sabe como é o som do Muse, talvez o mais simplista seja dizer que é como se o vocalista do Black Sabbath fosse o Thom Yorke, do Radiohead, e não o Ozzy Osbourne. Mas existe muito mais do que isso num - ai, clichês - turbilhão de referências que o trio possui. Passam por ali, além de influências do metal - que acaba sendo aquilo que faz a diferença deles para outras tantas bandas inglesas com cantos lamuriosos - programações eletrônicas, música clássica, ópera, punk rock, brit pop, progressivo e até funk-metal. E até Prince! Vide Supermassive Blackhole. Mas a textura de guitarras, numa revisitação do hard rock dos anos 70 os tornam próximos de contemporâneos como Smashing Pumpkins, Silverchair, Wolfmother e até o neo-grunge do The Vines, tanto quanto passam por ali os medalhões em que todos esses se inspiraram, Led Zeppelin, Beatles, Deep Purple, Queen, etc. Todas essas influências que estão nos discos são passadas pelo grupo no show com extrema competência.


30/07/08 - Muse


O vocalista Mathew Bellamy não fala com o público, mais preocupado em apresentar bem o som cheio de nunances e sutilezas que poderiam ser melhor apreciados num lugar que não fosse o Vivo Rio. Logo na primeira música, "Knights of Cydonia", bem mais potente que no disco, mais próxima da gravação ao vivo contida em HAARP - Live at Wembley Stadium, com sua mistura de surf music, Iron Maiden, Ennio Morricone e Queen. A galera atrás do curral pula e entoa a melodia da música. No telão, quando os instrumentos se calam e ficam só as vozes, aparece a letra da música, uma espécie de auto-ajuda para hooligans ("Você e eu devemos lutar para sobreviver"), da mesma forma que mais tarde "Invincible" seria entoada ("Esta noite nós podemos realmente dizer / Que juntos somos invencíveis").

30/07/08 - Muse


Quando Bellamy começa a dedilhar velozmente sua guitarra um nome surgiu para mim e quase compulsivamente gritei: Satriani! O virtuoso e careca guitarrista ficaria orgulhoso do baixinho inglês naquele momento. E eu fico muito mais orgulhoso de ele não ter feito aquele solo por 5 minutos. Essa é uma das diferenças do Muse: usar todos esses elementos, muitos deles quase bregas, na hora certa, na quantidade certa. Não sei qual a real intenção do Muse com os canhões de luzes e fumaça, com as gigantes bolas brancas com papel picado dentro e com o telão mostrando fogos de artifício. Creio que seja brincar levando a sério com os velhos truques do Rock de arena. Afinal de contas a banda não é caricata, eles não se vestem igual o cara do Darkness, por exemplo. Todos são muito discretos, com exceção do desfile de cartolas do baterista, mesmo assim, mais por farra do que uma preocupação de figurino. Eles não pedem para o público "cantájunto", no máximo o baterista (ele de novo) faz sinal para o povo bater palma. Ou seja, tudo muito divertido, sem a sisudez-humor-involuntário ou galhofa declarada dos grupos de metal. Se a intenção era divertir e deixar esse show guardado na memória de quem foi, conseguiram.

30/07/08 - Muse


Lista do show, de acordo com o http://musepress.blogspot.com:


Intro - Dance Of The Knights
01 - Knights Of Cydonia
02 - Hysteria + The Groove*
03 - Dead Star
04 - Map Of The Problematique + Outro
05 - Supermassive Black Hole
06 - Butterflies And Hurricanes
07 - Sunburn
08 - Jazz Intro + Feeling Good (Com "Confetes" da Platéia)
09 - Osaka Jam
10 - Invincible**
11 - New Born + Riff 1 + Riff 2
12 - Starlight
13 - Bossa Nova Intro*** + Time Is Running Out
14 - Plug In Baby (Com Balões)

-bis-

15 - Stockholm Syndrome + Riff 1 + Riff 2 + Riff 3
16 - Take A Bow

--

*Cerca de 2 minutos de Jam Session
**Meio tom abaixo.
***Talvez alguma obra de Villa-Lobos.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

EPifania

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No Reino Unido, e em algumas partes do mundo aonde ainda é possível achar uma fábrica de discos, há a cultura de se lançar EPs, pequenos compactos, coloridos ou não, que tem seu charme por mostrar musicas que são do gosto do artista, mas que muitas vezes não cabem nos álbuns.


Já faz algum tempo que o Arcade Fire lançou com o LCD Soundsystem o ‘Tour Split’ um compacto com duas músicas: Poupee de Circe, Poupee de Son; No Love Lost. A primeira foi a música escolhida pela musa France Gall (e que foi composta pelo Serge Gainsbourg) para ela interpretar no Festival Internacional da Canção lá da Europa, ganhou uma versão bem trabalhada da banda canadense! A segunda trata-se de uma musica do Joy Division que recebe uma justa homenagem da mão do cara da disco-punk, James Murphy.


E esse mês deu a cara no reino unido mais um compacto desses, a Amy Winehouse decidiu lançar um compacto em tributo ao Ska, com direito a copiar a arte gráfica dos Especiais e tudo. O namoro da cantora com gênero já era visível naquele disco bônus que saiu na edição de 80 reais Deluxe do cd dela, além das canjas lá em Glasto. Três das quatro músicas já foram lançadas pelo Specials (embora uma não seja de autoria deles), apenas Cupid ficou fora da obra dos avôs do Ska.

É aquele esquema, quando você passar por lá você compra por uns 10 reais, aqui é 50, então fica aquele aviso: do Arcade Fire/LCD e da Amy.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Macaco Bong e CSS no Tramavirtual

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Após o lançamento virtual do onomatopéico álbum ao vivo de Tom Zé, já comentado aqui, a Trama Virtual lança mais dois artistas nesse formato: o primeiro disco do Macaco Bong, chamado Artista Igual Pedreiro e o segundo do Cansei de Ser Sexy (hoje CSS), intitulado Donkey.



Macaco Bong no HPP


Macaco Bong é um poderoso trio instrumental de rock, um show visceral que já comentamos quando estiveram em janeiro no Humaitá Pra Peixe. Já conhecia alguma das músicas através do EP anterior e do show no HPP, mas o disco é extremamente bom. Não precisa ser fã de música instrumental ou "difícil", se você deixar eles mesmos fazem você se tornar fã.

Aliás, são novos tempos interessantes, onde alguns dos artistas mais relevantes fazem música instrumental e de forma tão diferente um dos outros, como Macaco Bong, Pata de Elefante, Vitor Araújo e Retrofoguetes, ou se aproximando cada vez mais do instrumental puro como o Hurtmold e porque não comentar sobre alguém que opta por cantar em inglês contrariando a "lógica", como faz Mallu Magalhães e, um pouco, Vanguart?

E justamente o inglês se tornou o único idioma do novo disco do Cansei de Ser Sexy. Donkey está sendo tanto elogiado quanto detonado quase sempre pelo mesmo motivo, o de perder um pouco do "exotismo" que o disco de estréia tinha, não só por uma coisa ou outra em português, mas pela sonoridade tosca e despreocupada, feita para festejar, que havia no trabalho anterior. Como não ouvi o disco novo ainda, não posso opinar sobre isso. E mesmo com disco ruim, já que o primeiro também não é essa maravilha toda, o que deve valer para eles são os shows, festejados e desejados na Europa. Se eles mantiverem isso, acho que podem fazer discos medianos por muito tempo. O que vale é a farra.

O que é interessante notar é que esse lançamento virtual já vem com um patrocinador "de verdade", digamos assim. Ao invés de se utilizar da mesma empresa que injeta dinheiro na Trama, dessa vez é a Volkswagen que aparece chancelando o produto álbum. Não sei quantos carros eles vão vender com isso, mas a idéia a partir daí já passa a ser mais interessante, afinal é a divulgação de uma marca em cima de um produto que, no Brasil, seria (e está sendo) baixado em sites de armazenamento, sem que ninguém ganhasse algo com isso. Assim - imagina-se - alguém está ganhando, e se não é dinheiro, pelo menos, no caso do consumidor, ganha a oportunidade de conhecer o artista. Uma pena que o encarte do disco não apareça em formato maior no site, mas deve vir mais detalhada junto com o download das músicas.





Já o endereço para o qual somos encaminhados para baixar o disco do Macaco Bong nos leva a uma capa bonita e impactante, que chama a atenção. Um belo trabalho gráfico, com cores fortes, feito pelo estúdio Bicicleta Sem Freio. Curiosamente, sendo apreciada pela tela do mesmo computador por onde se ouve as músicas. Bom, ruim? Depende de como você se relaciona com música, com monitores, com papel, etc. De qualquer forma o disco em formato físico está disponível na Monstro Discos.

Voltando a falar do disco, a guitarra de Bruno Kayapy, o baixo de Ney Hugo e a bateria de Ynaiã Benthroldo trazem viagens intensas de rock instrumental com pitadas de jazz e até de progressivo, mas com um ótimo gosto para timbres dos instrumentos. Impossível não associar Kayapy com Jimi Hendrix e o som da banda com Mars Volta em certos momentos. No Macaco Bong a guitarra fala alto e está por todos os lados nas horas que têm que estar e, assim como já havia dito no show, tudo funciona como um passeio de montanha-russa com momentos calmos e agitados que somados dão sentido à diversão.





Endereço para baixar os álbuns: http://albumvirtual.trama.uol.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sessões Ronca

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Já que andamos falando aí de Kid Vinil exercendo suas funções radialísticas, vamos aproveitar pra anunciar o lançamento de um cd com as sessões gravadas ao vivo durante o programa Ronca Ronca do Maurício Valladares, o MauVal, por artistas como Rogério Skylab, Kassin+2, Fino Coletivo, João Donato, João Brasil, Binário e Canastra, quase todos já comentados e fotografados por aqui. O cd provavelmente será distribuído entre os ouvintes do programa e frequentadores da festa Ronca Ronca, a partir de setembro. Quem fala sobre isso é o blog Pop Prop, que conta com uma entrevista bem bacana com Maurício, onde ele traz essa informações, confiram.

João Donato - Centro Cultural Light - 20/03/08
João Donato


Essa é uma ótima oportunidade de ouvir artistas interessantes apresentando ao vivo suas músicas, apesar que algumas dessas gravações você já pode encontrar no orkut, como a apresentação de Rogério Skylab e de Kassin+2. Só seria mais legal se tivesse apresentações mais antigas, da época que o programa passava na Rádio Imprensa, como Comunidade Nin-Jitsu, Herbert Vianna tocando "Reel Around The Fountain" dos Smiths e Paralamas do Sucesso tocando "Sunshine Of Your Love" do Cream e "Eu Quero Ver O Oco" dos Raimundos, quem sabe um segundo volume...





PS.: 21:21 e estava tocando VHS or Beta ("Can't Believe a Single Word", não conhecia) na Oi FM. Alguma coisa está acontecendo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

The Insect Trust (1968)

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A mistura bizarra de jazz, folk, rock e blues gerou um dos melhores discos que já passaram por aqui (planeta terra), e que até hoje permanecem desconhecidos por muita gente. O caso da banda de Nova Iorque, The Insect Tust, é muito grave, não há uma razão aparente para tamanha psicodelia não ter ganhado o mundo dos hippies. Há de tudo no disco, banjo, harmonica, clarinete, guitarra, tudo em seu devido espaço, sem nenhum atropelamento, acompanhado pela voz da bela (?) Nancy Jeffries.

O banjo funciona como protagonista em algumas canções folk, e aparece para fazer um introdução da 'grosseria' dos metais que está por vir, ora acompanhado de uma guitarra que parece estar ali por acaso, ora acompanhado de alguns sons estranhos que estão presentes durante todo o disco, o que torna a experiência mais apavorante possível, no bom sentido, claro.

O disco nasceu em Janeiro de 1968, e 40 anos depois ainda é uma coisa inexplicável, talvez seja fruto de drogas ou ideais de uma geração, mas isso não importa muito, o que importa é a grande capacidade daqueles seres de produzirem um material tão bom.

Não foi lançado em cd, o vinil custa 175 libras, não tem jeito então.

domingo, 27 de julho de 2008

Mandagsbörsen

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Viciei nessas apresentações dos anos 70/80. Assim como na Inglaterra tinha o Old Grey Whistle Test, e na Alemanha o Musikladen, na Suécia tinha o Mandagsbörsen. Peguei 4 vídeos de bandas tocando na TV sueca, se liga:


sábado, 26 de julho de 2008

Kid Vinil

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Alguém aí NÃO sabe quem é o Kid Vinil? Criador de bandas como Verminose e Magazine, de hits como Sou Boy e Tic Nervoso, além de VJ na MTV nos anos 90/00, o cara também foi (ainda é?) radialista desde o começo dos anos 80. Então, vários dos programas que ele apresentou em São Paulo estão sendo disponibilzados no blog dele para serem baixados. A lista de músicas de cada programa é boa e esse aqui foi o que mais me chamou a atenção, portanto repasso.

Download do programa New Beat (1985)
1.The Bangles - Silent Treatment
2.Beat Farmers - There She Goes (sim, aquela do Velvet)
3.The Blasters - High School Confidential (live)
4.Black Flag - Wound Up
5.Del Fuegos - Missing You
6.Del Lords - How Can A Poor Man Stand Such Times And Live?
7.Dream Syndicate - Daddy's Girl
8.Guadalcanal Diary - Trail Of Tears
9.Husker Du - How To Skin A Cat (não anunciada, erro do operador de mesa?)
10.Jason & The Scorchers - Change The Tune
11.Husker Du - I Don't Know What You're Talking About
12.Leaving Trains - Leaving Train
13.Let's Active - Cold Star
14.Long Ryders - Final Wild Son
15.Los Lobos - Don't Worry Baby
16.Love Tractor - Wheel Of Pleasure
17.The Lyres - Soapy
18.10,000 Maniacs - My Mother The War

Quem gostar pode ir lá no blog dele baixar outros programas.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Alma Listada

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Ainda nem ouvi a coletânea de soul aí debaixo, mas aí resolvi buscar os artistas no youtube para fazer uma listinha igual essa que eu fiz do Old Grey Whistle Test. Achei alguns, nem sempre com a música que está na coletânea, mas notei algo curioso que já tinha visto e agora percebo que tem aos montes: o pessoal joga a música no youtube com uma imagem do artista ou fotos de vinis, ou do próprio vinil que está sendo tocado. Em alguns casos é até o próprio vinil tocando mesmo. Um bom fetiche para quem curte e uma boa forma de espalhar música por aí.



Ver direto no Youtube.


Em separado:


Della Reese - "I Got The Blues"
http://www.youtube.com/watch?v=DQyMuChg5xM

Salena Jones - "Am I The Same Girl/Right Now"
http://www.youtube.com/watch?v=Euu8LYMZFl4

Bobby Guy - "Good Enough"
http://www.youtube.com/watch?v=sRngELdv9Zs

Joe Simon - "Just Like Yesterday"
http://www.youtube.com/watch?v=dccJNkMvw4k

Joe Tex - "I Wanna Be Free"
http://www.youtube.com/watch?v=zt93yjfsUUE

Garnet Mimms - "As Long As Have You"
http://www.youtube.com/watch?v=Hc2y9X08tN8

Little Willie John - "I'm Shakin"
http://www.youtube.com/watch?v=qWRjus3end4

Len Barry - "123"
http://www.youtube.com/watch?v=An1-ntyBcz8

Mickey Murray - "Shout Bamalama"
http://www.youtube.com/watch?v=483VC7vbLx0

Nathaniel Mayer - não sei o nome
http://www.youtube.com/watch?v=82E9A-G72C4

Marvelle Hampton - "Truly Believe In Love"
http://www.youtube.com/watch?v=8Kv2aG-5yu4

Inell Young - "What Do You See In Her"
http://www.youtube.com/watch?v=LRwxrxTrIoM (depois tem Kris Kross!)

Exit 9 - "I Love You, I Love You Completely"
http://www.youtube.com/watch?v=lWs2AL7HwPg

Frederick Hymes - "Time Ain't Gonna Do Me No Favours"
http://www.youtube.com/watch?v=-AYB2ujkEFc

The Hesitations - "That's What Love Is"
http://www.youtube.com/watch?v=UTBEs2mxOoc

Donna Loren - "Muscle Bustle"
http://www.youtube.com/watch?v=NYys8lvOMQ0

Janice Christian - "Just A Bad Thing"
http://www.youtube.com/watch?v=FBdX0wdaF34

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Old Grey Whistle Test

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Quando vi o vídeo do Talking Heads apresentando ao vivo sua "Psycho Killer" para um programa de TV, que coloquei no post sobre o Cabeza de Panda tocando a mesma música, fiquei curioso em saber que programa era. Os letreiros do cenário do programa indicam: é o Old Grey Whistle Test. Este programa, exibido pela BBC2 até 1987, permitia que bandas e artistas que não estavam ainda (ou nunca estariam) nas paradas de sucesso tivessem a chance de se apresentar ao vivo, em rede de TV. Pelo menos uma apresentação ali é clássica, a de Bob Marley tocando "Stir It Up", que acho já havia visto até em forma de clipe. O wikipedia me contou que os melhores momentos do programa estão disponíveis em 3 DVDs (algum por aqui?). Existem coletâneas, oficiais ou não, dedicadas somente às músicas apresentadas por alguns artistas no programa, como Aztec Camera e The Smiths.

E existe o youtube, com centenas dessas apresentações. Fiz uma lista de mais de 40 vídeos dos que achei mais interessantes e coloquei eles para serem vistos em sequência se você clicar aí embaixo para tocar. Você tem 3 horas?





A sequência dos artistas na lista está assim:

01 - Roxy Music - Ladytron
02 - The Police - Can't Stand Losing You
03 - The Police - Next To You
04 - Ramones - Don't Come Close
05 - Ramones - She's The One
06 - Ramones - Go Mental
07 - New York Dolls - Jet Boy
08 - The Jam - In The Streets
09 - The Jam - A Bomb In Wardour Street
10 - The Jam - Billy Hunt
11 - XTC - Statue of Liberty
12 - David Bowie - Queen Bitch
13 - Tom Waits - Burma Shave
14 - Madness - Night Boat To Cairo
15 - Elton John - Grimsby
16 - Jesus & Mary Chain - In A Hole
17 - The Smiths - This Charming Man
18 - U2 - Exit
19 - U2 - God's Country
20 - U2 - The Ocean
21 - The Undertones - Jimmy Jimmy
22 - Gary Numan - Are Friends Electric?
23 - OMD - Dancing
24 - Japan - Ghosts
25 - XTC - Yacht Dance
26 - The Bangles - Walk Like An Egyptian
27 - Thin Lizzy - Don't Believe A Word
28 - King Crimson - Indiscipline
29 - David Bowie - Five Years
30 - The Pogues - Streams Of Whiskey
31 - Supertramp - Dreamer
32 - Talking Heads - Psycho Killer
33 - The Buzzcocks - Sixteen Again
34 - Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama
35 - R.E.M. - Moon River
36 - R.E.M. - Pretty Persuasion
37 - Bob Marley & The Wailers - Stir It Up
38 - The Selecter - Celebrate The Bullet
39 - Bill Withers - Ain't No Sunshine
40 - Stanley Clarke/George Duke Project - Schooldays
41 - Patti Smith - Because The Night
42 - Patti Smith - Horses
43 - Patti Smith - Hey Joe
44 - Steppenwolf - Born To Be Wild
45 - John Cale - Dying On The Vine
46 - Public Image Ltd. - Poptones
47 - Tom Waits - Tom Traubert's Blues
48 - The Pogues - Sally MacLennane
49 - Duran Duran - Night Boat
50 - Lynyrd Skynyrd - Free Bird

Se quiser pode assistir essa lista direto no youtube, se facilitar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Música Infinita

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Esta postagem está aqui por dois motivos. Um deles é mostrar como a música, por mais que você ouça, conheça bandas e descubra novos sons, é inesgotável. Não que eu seja um grande conhecedor de música soul/funk/r&b, mas vendo a lista de nomes dessa coletânea que o Alexandre Matias (Trabalho Sujo) achou em outro blog é total e completamente desconhecida pra mim. Até aí, novidade, né? Mas aí entra o segundo motivo: é que eu tô a fim de baixar então fica aí pra eu não esquecer. Se alguém baixar antes de mim, me diz se é bom....

Olha aí a lista:

Della Reese - "I Got The Blues"
Salena Jones - "Right Now"
Bobby Guy "- Good Enough"
Gloria Grey - "Sweet Wolrd"
Jasper Woods - "Hully Gully Papa"
Sonny Forrest - "Travellin'"
Joe Simon - "Just Like Yesterday"
Joe Tex - "I Wanna Be Free"
Garnet Mimms - "As Long As Have You"
Little Willie John - "I'm Shakin"
Len Barry - "Rainy Side Of The Street"
Mickey Murray - "East Of Nowhere "
Nathaniell Mayer - "Want Love And Affection"
Jimmie "The Preacher" Ellis - "I'm Gonna Do It By Myself"
Jarvis Jackson - "The Long Dog"
Lula Collins - "Hold Me Jesus"
First Family - "Slow Down"
Marvelle Hampton - "Truly Believe In You"
Inell Young - "What Do You See In Her"
Exit 9 - "I Love You, I Love You Completely"
Fantastic Soul Invention - "Bim Sala Bim"
Tony Morgan - "Why Build A Mountain"
The Lumpen - "Bobby Free Now"
Frederick Hymes - "Time Ain't Gonna Do Me No Favours"
Steelers - "Can't Take This Pain"
The Hesitations - "That's What Love Is"
Latin Dimension - "Don't Touch Me"
Donna Loren - "Blowing Out The Candles"
Janice Christian - "Just A Bad Thing"

Endereço para baixar

Promoção Robô Gigante

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Os vencedores da promoção do CD Robô Gigante são.....






...ninguém, já que ninguém mandou email, haha. Mês que vem tentamos de novo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cascadura

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"Quem não gosta do Cascadura é porque não conhece.E, quem não conhece, trate de conhecer." Essa é a definição na comunidade do Orkut da banda Cascadura, que tem 16 anos de existência e 4 álbuns.

Então, conheçam!!! Depois me digam o que acharam.

25.07 - no Studio Bar, BELO HORIZONTE/MG

02.08 - Casa Belfiori (CB) - SÃO PAULO/SP

07.08 - Bolshoi - GOIÂNIA/GO

08.08 - Festival Calango - CUIABÁ/MT



O novo clipe, recém saído do forno: "Mesmo estando do outro lado"
http://www.youtube.com/watch?v=pcmX6J6S6Xs

http://www.vimeo.com/1359801

http://mtv.uol.com.br/mtvoverdrive/?name=VIDEOCLIPE&vid=257335

Comunidade no Orkut:http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=273866

My Space: http://www.myspace.com/cascadurarock

Na cidade de Nilópolis

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Clique na imagem para ver o flyer

Dia 1 de agosto acontece no Cefeteq de Nilópolis uma edição do Findie Rock. Quem passar por lá vai conferir alguns shows com bandas da baixada, além de um debate muito legal sobre a cena do Rio de Janeiro, que vai contar até com dono do selo midsummermadness, Rodrigo Lariú.

A galera da Transfusão Noise Records marca presença com a banda ‘Uma Nova Orquídea em meu Jardim Alucinógeno’, promessa de um bom show da banda de power pop. Vai rolar ainda o lançamento do CD da banda Ekoa, ‘disco punk sexy e debochado’ (eu tenho medo disso) do Spllash e uma mistura de eletrônica, gótico, pós-punk, hard rock e poesia pela banda Drama.

‘O que tá rolando na cena musical no RJ?’ é o tema do debate que vai ter como convidados o Lariú (como eu disse aí em cima), Arthur Bezerra (gestor de projetos do Sebrae) e a Grazi Calazans, produtora cultural e coordenadora do SOMA, quem não conhece dá uma procurada, é muito legal.

Não faltam motivos pra você aparecer por lá e prestigiar uma iniciativa tão boa quanto essa. Ah, só um detalhe, é de graça : )

(dica do Bruno)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Rogério Skylab na Lapa

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Rogério Skylab - 18/07/08

Não teve "Privada Entupida" mas teve "Carrocinha" e uma nova chamada "O Show do Rappa" que é... qualquer coisa. Mais tarde subo as fotos no multiply.


Atualizando: As fotos já estão aqui.

domingo, 20 de julho de 2008

Vamos para Londres?

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La Cumbuca dá espaço para mais um de seus leitores. Dessa vez Igor Ferraz vem aqui para recomendar um disco importantíssimo para ele. Fala, Igor:



Chester Arthur Burnett, mais conhecido como Howlin’Wolf, foi um dos maiores músicos de Blues, não apenas de sua geração, que contava com nomes como Willie Dixon, Muddy Waters, Otis Rush, Sonny Boy Williamson II, mas também como da história do gênero.

O disco ‘The London Howlin' Wolf Sessions’ é fruto de várias sessões no Olympic Sound Studios entre fevereiro e julho de 1970. Junto com seu fiel guitarrista, Hubert Sumlin, Wolf liderou, durante esse período uma banda formada na maior parte do tempo por Eric Clapton, Steve Winwood, Bill Wyman e Charlie Watts. Houve participações eventuais, como as de Ian Stewart, Ringo Starr, Lafayette Leake e Klaus Voormann.

Da primeira faixa "Rockin' Daddy", até a última "Wang Wang Doodle" o som puro do Blues remete ao final da década de 50 e boa parte da década seguinte, período no qual Wolf alcançou maior popularidade. Sua voz está tão boa quanto antes arrematando clássicos como ‘Highway 49’, ‘Red Rooster’, ‘I Ain't Superstitious’, ‘Sittin' On Top Of The World’, este último regravado por Bob Dylan no disco ‘Good as I been to You’ de 1992.

A capa do disco é outra obra de arte, não sei quem fez, mas realmente acertou em cheio. Mostrando o próprio Wolf, Clapton e Watts sentados na Piccadilly Circus, cartão-postal londrino.
Bem, quem tiver a sorte de dar de cara com um disco desses seja em vinil ou em cd pelas lojas e/ou sebos da vida, fica o recado pra não desperdiçar a oportunidade e garantir um exemplar.

TEXTO POR: Igor Ferraz

sábado, 19 de julho de 2008

Dica de leitura - pelos shows na Europa 2

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Já indicamos aí embaixo o blog do Marcelo Costa fazendo seus relatos de viagem pelos shows e festivais na europa, que continuam bem legais de ler. No momento ele está no Festival de Benicassim. Mas quando ele esteve no Rock Werchter, um outro blog de nossa preferência também esteve, o Urbe, de Bruno Natal. Você pode ler a passagem de Bruno na Bélgica aqui e juntar com os quatro dias de Mac como se fosse um quebra-cabeça cujas peças às vezes nem se encaixam, como no show do The National e do Mark Ronson, onde cada um tem uma opinião diferente. O legal é que o ponto de vista de ambos é mais de público do que de jornalista, com todas as ansiedades, expectativas, alegrias e frustrações e especialmente cansaço que festivais enlameados na europa podem gerar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Múltiplas Escolhas 3

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Finalizando os shows da semana passada.

Ao mesmo tempo que os shows lá no Humaitá estavam começando, era bem capaz do Seu Chico estar do meio para o fim de seu repertório de músicas do Chico Buarque. Quem conta sobre o que foi apresentado ali no fim da Rua Voluntários da Pátria é nossa leitora que esteve lá, a Eli! Fala, Eli:

"Apesar da cerveja cara do Cinematheque (3,80 a long neck), foi bom demais! A casa não estava lotada e o show teve um clima intimista com direito a uma fã dando cerveja ao Vítor (enquanto esse fitava a platéia na hora da apresentação dos membros da banda) e Tibério comentando que antes eles tinham que levar ao show o leite do menino e autorização do seu pai."

"O show começou com "Samba e Amor" e ainda teve "Apesar de você", "Cotidiano", "Roda Viva" A galera deliciou-se com "Jorge Maravilha" no bis, mas eles ficaram devendo "João e Maria" (tinham que deixar um gostinho de quero mais pra galera voltar). Destaque para Tibério falando de forma humorada do primeiro encontro de Chico Buarque com os mestres Tom Jobim e Vinícius (definitivamente percebemos e descobrimos como o poder de uma boa música ultrapassa qualquer definição e época)."

"Enfim, show alegre, inspirado e honesto (resumindo apenas minha reação).
Eu queria mais, claro."

Seu Chico - Festa Sobremusica - 14/06/08
(a foto é do show deles na festa do Sobremusica, mês passado)
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Enquanto tudo isso rolava na zona sul, na Lapa acontecia o Mercado Cucaracha, com feirinha, artes, filmes e os shows do Supercordas e da já mais do que comentada aqui Mallu Magalhães. Nosso correspondente no local foi o colaborador do blog Lismar. Chegando às quinze pras dez, Lismar fala que deu tempo de ver no telão do Circo Voador um curta-metragem estrelado pelo Paulo César Peréio e dois curtas da mitológica Pepa Filmes. Depois surgiu uma dupla de rappers onde, enquanto um cantava o outro grafitava em uma tela na pista do Circo. Ele tinha bastante expectativa em relação ao show do Supercordas que se apresentou logo depois, já que era a primeira vez que os via ao vivo e gosta muito do disco Seres Verdes ao Redor. O som do Circo estava bom e os arranjos ficaram bem fiéis ao som do disco, na opinião dele. Com três guitarristas na formação, era incumbência de um deles fazer os barulhinhos que habitam o disco, com a utlização de vários pedais de efeitos. "O tema das músicas gira em torno da natureza, uma piscodelia rural, deve ser porque eles são de Paraty", diz Lismar. Ele não percebe muitas referências de Rock Rural, talvez pela quantidade guitarras, mas as letras lembram.


Já a Mallu Magalhães, nosso amigo diz que ficou bem atento na apresentação para chegar a alguma conclusão sobre ela. E chegou à conclusão que Mallu sabe muito bem o que está fazendo, com o suporte de outros músicos que no palco por vezes a orientavam, especialmente o guitarrista de gravatinha com cara de Beatle. E ela mandava bem pra caramba, o que deixou Lismar com um sorrisão no rosto, pelo fato de Mallu ter 15 anos e conhecer mais de música do que muito marmanjo. Ela tocou violão, gaita, banjo e escaleta. Além de músicas próprias, cantou músicas de Beatles ("I'm The Walrus), Nancy Sinatra ("These Boots Are Made For Walking") e Bob Dylan, para uma platéia formada na frente do palco por muitos adolescentes, e até pais levando filhos com menos de 15 anos. Lismar completa dizendo que mesmo não dominando totalmente os instrumentos ela é talentosa e, se continuar assim, vai longe.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Múltiplas Escolhas 2

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Cabeza de Panda - 12/07/08


Agora sim. Boas atrações quase ao mesmo tempo, em lugares diferentes e não tão perto assim no Rio de Janeiro. Apesar de nenhuma ser exatamente inédita para mim, haviam fatores pesando. Seu Chico é um grupo bem legal tocando num bom espaço, o Cinematheque, e, aparentemente, num bom horário. No Circo Voador seria uma excelente oportunidade de conferir um show do Supercordas com um som bem melhor do que o do Cine Lapa, como foi na Loud! onde eles tocaram, além da certeza de boas músicas. E seria o primeiro show que eu veria com as músicas autorais de Mallu Magalhães, já que na Virada Cultural foram covers dentro do projeto Overcoming Trio. Mas aí havia Do Amor e Cabeza de Panda na volta às atividades do Espaço Cultural Sérgio Porto. Fora a certeza de diversão num show Do Amor, era uma boa conferir às quantas andava o Cabeza de Panda, que fez um show certinho no Humaitá Pra Peixe deste ano, mas não muito empolgante. E era o Sérgio Porto, sendo reaberto, após um incêndio que o deixou fechado por um ano. Lugar de tantos shows legais. Acabou falando mais alto.

Cabeza de Panda - 12/07/08

Além de Cabeza de Panda, Do Amor também participou do HPP em 2008. Falamos sobre ambos aqui, aqui e fotos do HPP aqui. O Do Amor eu pude ir acompanhando durante os meses como os shows foram ficando cada vez melhores, mas o Cabeza de Panda não. Foi bom ver dessa vez um show mais empolgante. Apesar do começo com problemas na guitarra, tudo fluiu muito bem. Como a banda tem algumas bases pré-gravadas, coisas em laptop, é normal que fiquem mais tensos para que nada dê errado, mas dessa vez pareciam mais relaxados. As músicas são ótimas, pesadas (dentro de um padrão indie-pop, pós punk) e dançantes, algumas cantadas pelo guitarrista Alexandre Vaz e outras pelo baterista Lourenço Monteiro. Ainda não chegam a grudar na cabeça, mas pelo menos deixam a impressão de uma boa apresentação que pode ser assistida novamente. Fora a versão de "Psycho Killer" já mostrada no post mais abaixo, eles trazem outras referências, com citações de "Não é por não falar" dos Titãs e "Can't Find My Way Home" do Blind Faith, que pode ser ouvida no final do vídeo dessa música. Fotos do show: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/59/



Do Amor - 12/07/08

Do Amor entra já com astral em cima, com a animação rock-axé de "Perdizes". O público está de pé curtindo e se divertindo com a banda. Já deve ser o sexto show que assisto deles e é notável como as músicas soam redondas, ainda mais quando o som está bom, como foi o caso (pelo menos ali do lado direito do público). Até a versão em falsete de "Lindo Lago do Amor" do Gonzaguinha ficou muito legal, melhor do que todas as vezes anteriores que ouvi. Apesar de ainda nem terem um CD oficial, a quantidade de músicas próprias e covers inusitados já dá direito a eles até de deixarem de tocar uma ou outra, como o dub "Brainy Dayz", que ficou de fora, além de "Santo do Deserto" que eles quase nunca tocam mesmo. Mesmo com uma certa dominação de sons da Bahia e do Pará ("Pepeu Baixou em Mim", veja aqui e "Carimbó") ainda há espaço para rock em "Dar uma Banda" e "Vão". Fizeram também uma versão linda de "Drifter In The Dark", da banda Ween. Em "Cântico", o baterista Marcelo Callado brinca mudando a letra (na banda todos os quatro se revezam nos vocais das músicas). Mas nada foi mais divertido do que a versão que eles fazem de uma música de Pinduca, "Bicha Nota 10". Nem eles mesmos aguentam.



Temos ainda vídeos de "Meu Coração" e "Shop Chop", aproveitem que a gravação do som está boa. Fotos do show: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/60/

O único porém dos shows é que começaram tarde. Antes o Sérgio Porto não podia ultrapassar suas atividades do horário das 22:00. Talvez tenham feito tratamento acústico no lugar para que o som não incomode mais os vizinhos, mas eu gostava mais do Sérgio Porto cedinho...

Do Amor - 12/07/08

Amanhã trago correspondentes para falar sobre os shows onde não consegui estar.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Múltiplas Escolhas 1

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A não ser que sua única motivação musical seja esperar pelas bandas internacionais que vez por outra aportam aqui até chegar a enxurrada de atrações estrangeiras do $egundo $emestre, está cada vez mais difícil de reclamar de falta de opções de bons shows. Às vezes tem até opções demais! Por exemplo, no final de semana passado, poderíamos fazer a seguinte lista:

(x) Homenagem a João Donato (sexta)
( ) Fino Coletivo (sexta)
( ) Seu Chico (sábado)
(x) Cabeza de Panda e Do Amor (sábado)
( ) Supercordas e Mallu Magalhães (sábado)
( ) Brasov (domingo)


12/07/08 - Teatro Municipal


Começando pela sexta, João Donato, em uma homenagem produzida pelo Nelson Motta, incluía ainda uma boa oportunidade de conhecer o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Arquitetura impressionante, mármore belíssimo no corrimão da escada principal, objetos e quadros que nos remetem a dias antigos não vividos. Começando quase pontualmente, após a apresentação de Nelson Motta a Orquestra Ouro Negro, com uma formação de banda acrescida de metais, atacou alguns temas de Donato de forma instrumental. Após, cada um dos convidados a interpretar suas canções iam se revezando no palco, cantando de três a quatro músicas. E assim foram Bebel Gilberto, Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Roberta Sá e Marcelo D2. João Donato mesmo, só quase no fim, a partir do dueto entre Camelo e Roberta Sá em Chorou, Chorou.

Fernanda Takai - 12/07/08 - Teatro Municipal

Antes disso vale destacar o início com "A Rã", interpretada por Bebel Gilberto e "Naquela Estação", que foi o mais emocionante da apresentação, cantada por Adriana Calcanhotto, dona dos melhores momentos solo em cima do palco. Fernanda Takai conseguiu se sair bem diante do menor molejo em relação às colegas e Roberta Sá foi correta. Melhor não falar nada sobre aquilo que o Camelo fez. Após a entrada de João Donato em cena e a subsequente vinda de Marcelo "vamufazêbarulhu" D2, os cantores pareciam estar mais relaxados e virou tudo um grande improviso a maior parte do tempo. Pelo menos é o que parecia visto de lá da grande distância que é a galeria (os preços mais baratos), de onde pouco se ouvia o piano de Donato, até o palco (e as fotos, ruins pela distância, podem ser vistas aqui).

João Donato - 12/07/08 - Teatro Municipal

No fim, a sensação que João Donato ultrapassa em muito as barreiras do estilo que era o gancho para a homenagem, a bossa nova e seus 50 anos. Ele transita ali mais por aquela onda de jazz e samba, que é um pouco o que é a bossa nova, mas com muito mais suíngue e improvisações, algo mais voltado aos anos 70, onde estão seus melhores discos. Foi um bom show, mas o que ele fez solo, com participação da Joyce (fotos aqui) este ano foi bem melhor. Daria tempo para ver mais uma apresentação do Fino Coletivo na lapa, mas a chuvinha fina que começava a cair na Cinelândia fez isso ser desconsiderado.

João Donato - 12/07/08 - Teatro Municipal

No sábado, essas sim, as escolhas de Sofia: Seu Chico, reabertura do Sérgio Porto ou Mercado Cucaracha? Mais tarde tentaremos falar sobre tudo isso.