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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Começando bem o ano

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Janeiro em 2008 não decepcionou, e agora jogando por 2009 tá prometendo ainda mais.

- A banda Autoramas, com formação nova, toca em Botafogo dia 9.

- O Canastra retorna com sua temporada de shows às quintas no Estrela da Lapa, "Se a Moda Pega". Esse ano devem passar por lá Marcelo Camelo, Nervoso, Rodrigo Santos, George Israel e Arnaldo Brandão.

- O tradicional HPP aparece de novo trazendo uma programação vasta para o mês. Shows (na Sala Baden Powell e no Sérgio Porto), talk shows e até um palco virtual - você confere tudo que vai rolar aqui.

- Allan Sieber, João Paulo Cuenca, Arthur Dapieve, Paulo Scott, Rodrigo Penna, Flu convidam você para participar da GERAL, uma revista ao vivo. Essa é a proposta que envolve música, performances, debates e um bando de coisa legal. Rola nos dias 14 e 28 no Cinematheque (mais detalhes na agenda ali do lado).

- Cansados daquela cidade feia, o pessoal do Studio SP decidiu vir passar as férias no RJ. O resultado é o Studio RJ, uma série de apresentações aos sábados no Cinemathque. O esquema é esse: um dj convidado + Live Pa da Banda Bife (projeto do Plinio Profeta, Nepal e Fabinho Santanna) + show (bom) + Djs Plinio Profeta e Presidente. Também tá na agenda do blog.

- No final do mês a Orquestra Imperial se apresenta no Circo Voador. Quem deve tocar no Circo também é a banda de ska The Specials (ainda não confimado, ok?).

- Quem for curtir uma praia em Cabo Frio vai poder ver um show do Matanza, de graça. É o festival 1º Inferno na Praia que rola dia 17, perto do escritorio do Cabo Folia, Mc Donalds da praia do forte. Mas se você não gosta de praia e quer ver o Matanza fica tranqüilo que eles tocam em Campo Grande um dia antes, no espaço Século XXI (Rua Lucília 40, Campo Grande - próx. ao Hotelon e à Rodoviária)

- O Clube do Vinil do sebo Baratos da Ribeiro (Barata Ribeiro 354, Copa) deve voltar dia 15, "a depender de algumas conjunções nada astrológicas". De qualquer forma dia 29 tá certo.

Se acontecer mais alguma coisa, você se informa na nossa agenda. Boa sorte!

Feliz ano novo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Listas de Listas

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Peguei tudo isso que vai abaixo na comunidade do Wado no Orkut, o que me faz lembrar que esqueci de citar seu disco, o Terceiro Mundo Festivo, na minha lista. E claro, vendo as listas me lembro de outro tanto de coisas que deixei de mencionar. Vê aí, é a lista da Trama Virtual e a lista de cada um dos votantes (sei lá se posso sair copiando, mas considerando o tanto que já divulguei os álbuns virtuais da Trama acho que não tem problema né?):


Tramavirtual
1. Guizado - Punx
2. Momo - Buscador
3. Curumin - Japan Pop Show
4. Cérebro Eletrônico - Pareço Moderno
5. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
6. Wado - Terceiro Mundo Festivo
7. ruído/mm - A Praia
8. Marcelo Camelo - Sou
9. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
10. Holger - The Green Valley EP


Claudio Szynkier - TramaVirtual
1. Instiga - Tenho uma banda
2. ruído/ mm - A Praia
3. Pélico - O Último Dia de Um Homem Sem Juízo
4. Guizado - Punx
5. Momo - Buscador

Dagoberto Donato - TramaVirtual
1. Guizado - Punx
2. Momo – Buscador
3. Marcelo Camelo - Sou
4. Holger - The Green Valley EP
5. ruído/mm - A Praia
6. Babe, Terror - Babe, Terror EP
7. Curumin - Japan Pop Show
8. Homiepie - Fireworks
9. Wado - Terceiro Mundo Festivo
10. Garotas Suecas - Dinossauros

Enrico Vacaro - TramaVirtual
1. Momo - Buscador
2. Wado - Terceiro Mundo Festivo
3. Guizado - Punx
4. Marcelo Camelo - Sou
5. Eddie - Carnaval no Inferno
6. Projeto Manada - Urbanidades
7. Homiepie - Fireworks
8. Lulina - Aceitação do 14 / Aos 28 Anos Dei Reset Na Minha Vida
9. Ruído/mm - A Praia
10. Holger - The Green Valley EP

Fernanda Cardoso - TramaVirtual
1. Wado - Terceiro Mundo Festivo
2. Kiko Dinucci - Pastiche Nagô
3. Curumin - Japan Pop Show
4. Guizado – Punx
5. Cerebro Eletrônico - Pareço Moderno
6. Projeto Manada – Urbanidades
7. Marcelo Camelo – Sou
8. Momo – Buscador
9. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
10. Zeca Viana & Onomatopeia Bum! - Zeca Viana & Onomatopeia Bum!

Pedro Bruno – TramaVirtual
1. Projeto Manada - Urbanidades
2. Homiepie – Fireworks
3. Guizado - Punx
4. Macaco Bong – Artista Igual Pedreiro
5. Elo da Corrente – Após Algumas Estações
6. Ruído mm – A Praia
7. Cérebro Eletrônico – Pareço Moderno
8. Babe, Terror – Babe, Terror EP
9. Wado – Terceiro Mundo Festivo
10. Curumin – Japan Pop Show

Guilherme Barrella – Peligro/Open Field
1. Ruído/mm - A Praia
2. Momo - Buscador
3. Homiepie - Fireworks
4. Babe, Terror - Babe, Terror EP
5. Rohrer / Mazurek / Takara / Barella - Projections of a seven foot ghost

Flávio Seixlack - UOL/We Are Disabeld
1. Are You God? - Split com Japanische Kampfhorspiele
2. M. Takara - Ocupado Como Gado Com Nada Pra Fazer
3. Projeto Manada - Urbanidades
4. Parteum - Meditatio Mixtape
5. Rafael Sonic - Ensolarado
6. Wado - Terceiro Mundo Festivo
7. Lulina - Aceitação do 14 / Aos 28 Anos Dei Reset Na Minha Vida
8. Holger - The Green Valley EP
9. Cinedisco - Baile de Gramofone
10. Elo da Corrente - Após Algumas Estações

Ana Garcia – Coquetel Molotov
1. Guizado - Punx
2. Jam da Silva - Dia santo
3. Julia Says - Menos é Mais
4. Marcelo Camelo - Sou
5. ruido/mm - A Praia
6. Jonas Sá - Anormal
7. Tom Zé - Estudando a Bossa
8. Mallu Magalhães – Mallu Magalhães
9. 3 na Massa - Na Confraria das Sedutoras
10. Cérebro Eletrônico - Pareço Moderno

Diego Franco - Baixaria
1. Instiga - Tenho Uma Banda
2. Nuda - Mais Cor, Menos Quem
3. Momo - Buscador
4. Pélico - O Último Dia de Um Homem Sem Juízo
5. Rafael Castro - Amor, Amor, Amor
6. Rivotrill - Curva de Vento
7. Seychelles - Nananenen
8. Sombra - Sem Sombra De Dúvida
9. Rump - Progressivo
10. Wado - Terceiro Mundo Festivo

Carlos Eduardo Miranda
1. Andrei Machado – Lacuna
2. Cello Zero - Late Glitch
3. Macaco Bong – Artista Igual Pedreiro
4. Turbo trio - Baile Bass
5. Guizado – Punx
6. Ed Motta - Chapter 9
7. Marcelo Camelo - Sou
8. Gui Boratto - Chromophobia
9. Mallu Magalhães – Mallu Magalhães
10. Jonas Sá – Anormal

Lívio Villela – Bloody Pop
1. Cérebro Eletrônico - Pareço Moderno
2. Momo – Buscador
3. Curumin - Japan Pop Show
4. Wado - Terceiro Mundo Festivo
5. Marcelo Camelo - Sou
6. Holger - The Green Valley EP
7. Guizado - Punx
8. Violins - A Redenção dos Corpos
9. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
10. Vulgo Quinho e Os Cara - Vulgo Quinho e Os Cara

Kátia Abreu e Pamela Leme - Agência Alavanca
1. Momo - Buscador
2. Curumin - Japan Pop Show
3. Cérebro Eletrônico - Pareço Moderno
4. Instiga - Tenho Uma Banda
5. Guizado – Punx
6. Wado - Terceiro Mundo Festivo
7. Pélico - O Último Dia de Um Homem Sem Juízo
8. Rafael Sonic - Histórias de Quem Sai de Casa
9. Pata de Elefante - Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha
10. ruído/mm – A Praia

José Flávio Júnior - Bravo!/Oi FM
1. Curumin - Japan Pop Show
2. Do Amor - Ao Vivo no Hanói
3. Little Joy - Little Joy
4. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
5. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
6. Eric Thomas & Osmarmotta + Vários - De: Emílio & Mauro. Para: Um Destruidor de Corações...
7. Guizado - Punx
8. Comunidade Nin-Jitsu - Atividade na Laje
9. Wado - Terceiro Mundo Festivo
10. Fanfarra Paradiso - Fanfarra Paradiso

Fernando Rosa – Senhor F
1. Beto Só - Dias mais tranquilos
2. Volver - Acima da chuva
3. Violins - A redenção dos corpos
4. Momo - Buscador
5. Frank Jorge - Volume 3
6. Macaco Bong - Artista igual pedreiro
7. Eric Thomas & Osmarmotta + Vários - Tributo a Emilio & Mauro (De: Emilio & Mauro ... Para: um destruidor de corações)
8. Júpiter Maçã - Uma tarde na fruteira
9. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
10. Radiotape - Pequenas coisas me fazem feliz

Fábio Bianchini
1. Pipodélica - Não Esperem por Nós
2. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
3. Frank Jorge - Volume 3
4. XuXu - Outro Doce
5. Holger - The Green Valley EP
6. Wado - Terceiro Mundo Festivo
7. Constantina - ¡Hola amigos ...!
8. ruído/mm - A Praia
9. Discobot - Lights Out
10. Verano - Stonehill Sisyphus

Guilherme Werneck – Revista Trip
1. Cérebro Eletrnico - Pareço Moderno
2. Guizado - Punx
3. São Paulo Underground - The Principle of Intrusive Relationships
4. Marcelo Camelo - Sou
5. Little Joy - Little Joy
6. Alvinho Lancelotti -Mar Aberto
7. Wado - Terceiro Mundo Festivo
8. Supercordas - Mágica
9. Dinossauros - Garotas Suecas
10. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro

Paulo Cavalcanti – Rolling Stone
1. Macaco Bong – Artista Igual Pedreiro
2. Cérebro Eletrônico – Pareço Moderno
3. Guizado - Punx
4. Mallu Magalhães – Mallu Magalhães
5. Marcelo Camello – Sou
6. Marcos Valle – Conecta ao Vivo no Cinemathéque
7. Hyldon – Sou Brasileiro
8. Tom Zé – Estudando a Bossa
9 Marcelo D2 – A Arte do Barulho
10. Roberto Carlos e Caetano Veloso – A Música de Tom Jobim

Ronaldo Evangelista
1. 3 na massa - Na confraria das sedutoras
2. Burro morto - Varadouro (pré-versão)
3. Guizado - Punx
4. Cérebro Eletrônico - Pareço Moderno
5. Curumin - Japan Pop Show
6. Sunset - Sunset
7. Rockers Control - Jacuípe Sessions
8. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
9. M. Takara - Ocupado como gado com nada pra fazer
10. Júpiter Maçã - Uma tarde na fruteira

Alexandre Matias - O Estado de S. Paulo/O Esquema
1. Curumin - Japan Pop Show
2. Guizado - Punx
3. Ruído/mm - A Praia
4. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
5. Jupiter Maçã - Uma Tarde na Fruteira
6. 3 na Massa - Na Confraria das Sedutoras
7. Burro Morto - Varadouro
8. João Brasil - Big Forbidden Dance
9. Wado - Terceiro Mundo Festivo
10. Pipodélica - Não Esperem por Nós

Tiago Ney – Folha de S. Paulo
1. Copacabana Club - King of the night
2. Holger - The Green Valley EP
3. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro
4. Curumin - Japan Pop Show
5. Mallu Magalhães - Mallu Magalhães

Ruy Gardnier - Camarilha dos Quatro
1. Mestres da Guitarrada - Música Magneta
2. Guizado - Punx
3. São Paulo Underground - The Principle of Intrusive Relationships
4. Júpiter Maçã - Uma Tarde na Fruteira
5. Jards Macalé - Macao
6. Costa a Costa - Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa
7. Curumin - Japan Pop Show
8. Nelson Sargento - Versátil
9. Zumbi do Mato - Toma, Figurão (Ao Vivo)
10. Pocilga Deluxe - Aurora EP



Noto que esqueci de mencionar o Big Forbidden Dance do João Brasil. E o MoMo! Droga! Vou ali ouvir Burro Morto e Guizado e procurar que nem um desesperado pelo novo do Frank Jorge. Volto ano que vem.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2008 - Parte 04

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Com preguiça de escrever um texto sobre cada um, aí vão os discos em 2008 lançados no Brasil que mais me interessaram, sem ordem específica como já expliquei no post anterior, com exceção do primeiro, que se destacou bastante. Eis:


Rockz - 11/10/08


Rockz - disco 08

Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro

Ed Motta - Chapter 9

Tom Zé - Estudando a Bossa

Jonas Sá - Anormal

3 na Massa - Na Confraria das Sedutoras

Zumbi do Mato - Toma, Figurão!

Zumbi do Mato - 28/06/08


Rápidos comentários: o disco do Rockz, apesar de lançado virtualmente em 2008, já tinha quase todas as músicas conhecidas desde 2007. Mas as novas gravações tem uns detalhezinhos diferentes aqui e ali que deram mais gás àquilo que já era muito bom. O disco do Jonas Sá talvez seja de 2007, mas ele fica naquela área nebulosa fim2007/começo2008, assim como outros discos legais, como o da Silvia Machete e do Quito Ribeiro. E tenho certeza que procurando no google ou no orkut vocês encontram os discos acima que não estão com link.






Além desses aí em cima, teve muita música boa e instigante lançada em 2008 e curiosamente pra esses eu vou escrever alguma coisa:

- Cérebro Eletrônico
O disco Pareço Moderno, inspirado em malditos como Sérgio Sampaio e Walter Franco, além da psicodelia gaúcha (tão maldita quanto), assim como suas fontes de inspiração tem seus altos e baixos. Mas quando acerta, no caso dessa "Dê", pelo amor de deus, crava um clássico libertino do novo século.


Problema Meu / Manobrista de Homens - Violins
Era difícil Violins superar um dos melhores discos da década, o anterior Tribunal Surdo. E não conseguiram mesmo. Mas as letras continuam dando tapas na (sua) cara, e nessas duas faixas em específico são de uma competência pop absurda. Mas todo dia eu tenho uma nova preferida deles. Pena que acabaram.


Não Fosse o Bom Humor - Superguidis
Tocada pela primeira vez em 2007, só deve ser lançada em 2009, mas é uma das melhores de qualquer um dos três anos.


Compacto / Magrela Fever - Curumin
Na verdade, a quantidade de músicas não tão boas do disco Japan Pop Show não deveria me fazer deixar de incluí-lo entre os melhores. O que tem de bom é bom demais: "Compacto", "Magrela Fever", "Kyoto", "Caixa Preta", "Japan Pop Show", "Mal Estar Card"... Pronto, pode considerá-lo lá em cima, pulando algumas faixas. Mas a sequência "Compacto / Magrela Fever" é um dos melhores casamentos da música em 2008, vale por esse e um monte de outros discos.

Curumin - 13/09/08

Janta / Menina Bordada - Marcelo Camelo
Apesar de ao vivo algumas faixas, como "Mais Tarde", crescerem, no disco só essas duas são realmente interessantes. "Janta" é mais do que interessante, é uma constatação que Camelo deveria estar fazendo mais músicas assim, diretas e "cantáveis". Já "Menina Bordada" desdiz isso, e é quase tão boa quanto. Então fazendo bem, faça o que quiser, Camelo.

Santo do Deserto - Do Amor
Um dia eles haverão de tocar essa nos shows.

Do Amor - 12/11/08

domingo, 28 de dezembro de 2008

Desce

| 1 comentário
Ramon Ribeiro, da banda The Feitos, fazendo um incrível número em que ele desaparece ao atravessar o chão do palco.


sábado, 27 de dezembro de 2008

2008 - Parte 03

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Listas de melhores discos/shows/músicas são ao mesmo tempo interessantes e despropositadas. Não tanto pela listagem, mas pela colocação. A não ser que esteja ali nascendo um clássico atemporal, como definir que um disco é melhor do que outro? Às vezes dá, mas às vezes não é fácil e nem faz sentido, já que o objetivo das listas (imagino eu) é ver se a) os gostos da pessoa que listou coincidem com os seus e b) descobrir coisas novas que você nem sabia que existia e estão figurando por aí como o supra-sumo da produção musical daquele ano.


E por falar em produção musical, 2008 lá fora não me pareceu dos melhores. Pelo menos lá no meio do ano eu já não tinha paciência para os discos cada vez piores que apareciam. Ao mesmo tempo isso é bom, porque dá para você escutar melhor e mais vezes o que se gostou. Outro problema desses tempos urgentes é a pessoa ouvir um disco uma vez e cravar como um dos melhores discos do ano. Se é um dos melhores, mais um motivo para ouvir de novo e de novo e... Foi o que aconteceu comigo em relação a esses discos internacionais:


Mudhoney - The Lucky Ones
Stooges + MC5. Pode parecer que tô somando seis com meia dúzia nessa operação, mas tem lá suas sutilezas que estão bem impressas nesse disco do Mudhoney. O resultado é um punk-blues dançante cheio de riffs barulhentos. A distorção fuzz é despejada em cima de faixas como "The Lucky Ones" e a bodiddleyana "Next Time". "I'm Now" e "The Open Mind" também são fantásticas, dentro de um disco cheio de boa música.


Mudhoney - 11/10/08


R.E.M. - Accelerate
Por ser o álbum mais rock'n'roll da banda desde Monster, pode parecer que quem comanda o show neste disco é o guitarrista Peter Buck. O riff dedilhado e distorcido nos 6 segundos iniciais de "Living Well Is The Best Revenge" faz crer que essa tese vai se confirmar, até que entra o baixo de Mike Mills nos seis segundos seguintes e aos 12 segundos quem surge é a voz de Michael Stipe cuspindo palavras. E o disco é isso, com destaque também para os muitos vocais de apoio de Mike Mills. Três caras brilhando, com músicas rápidas, surpreendentemente barulhentas e ao mesmo tempo pop. Às vezes lembra bandas que foram influenciadas pelo R.E.M. como Live, mas R.E.M. está sempre um passo a frente, seja no peso, na melodia, ou na mistura de talentos do trio que finalmente se acertou, dez anos após a saída do baterista Bill Berry.


Nick Cave and The Bad Seeds - Dig!!! Lazarus, Dig!!!
E assim completamos a tríade de 2008. Tanto Mudhoney, como R.E.M. e Nick Cave com seus Bad Seeds são grupos de caras de meia-idade que estão fazendo muito mais barulho do que se esperava deles a essa altura. Mais barulho do que a molecada que gosta de Paul Simon e disco music, sem sombra de dúvidas. Nick Cave então, vinha de alguns discos cadas vez mais feitos de baladas calmas, guiadas por pianos, violinos e sua voz, desculpem o trocadilho, cavernosa. Até que ano passado ele lançou seu projeto Grinderman, que poderia parecer destinado a expurgar demônios através de microfonia e gritos, mas trouxe Cave a seus dias de Birthday Party e foi incorporado a seu trabalho "oficial". Dig!!! Lazarus, Dig!!! não é tão musicalmente violento como Grinderman ou o passado pós-punk de Nick Cave, mas tem um vigor inimaginável para alguém com 50 anos de idade e 30 anos de carreira.



Foals - Antidotes
Para ser bem contraditório, eis aí uma banda que gosta de Paul Simon e disco music. Bom, talvez não gostem de Paul Simon, mas tem ali uns toques de música africana providenciado pelo pessoal que cuida dos sopros no Antibalas. As notas são repetidas de forma insistente, quase mântrica, assim como as frases cantadas pelo vocalista Yannis Philippakis. O ritmo começa devagar, suave, até explodir em batidas que fazem o corpo sentir uma vontade automática de dançar. Ouça "Two Steps, Twice" e comprove, mas esse disco foi feito para ser ouvido inteiro, da primeira à última faixa. Em resumo, o disco é fodão e sabe o que é mais engraçado? Não é nem metade do que é o show.


Foals - 08/11/08


The Last Shadow Puppets - The Age Of Understatement
Você tem que reconhecer: Alex Turner é um cara impressionante. Fez três discos em pouco mais de três anos, fora alguns ep's e singles soltos por aí. Talvez você não goste de nenhuma das músicas de sua banda principal, o Arctic Monkeys, e nem deste projeto em conjunto com o carinha de uma banda chamada The Rascals. Mas a quantidade de frases e rimas cheias de referências que Alex vai criando em tão pouco tempo como artista são de se espantar, especialmente dada a qualidade do disco de estréia dos Arctic Monkeys e agora do Last Shadow Puppets. As resenhas sobre o disco falam quase sempre das referências bem claras de Ennio Morricone, Scott Walker e Burt Bacharach. Mas poucos comentam a provável influência da dupla Nancy Sinatra & Lee Hazlewood nesse álbum com sabor de trilha-sonora de filmes dos anos 60 e orquestrações pop que só servem para realçar a incrível capacidade que Alex Turner tem em escrever boas canções.



Vale a menção para os lançamentos de Racounters, Girl Talk, Jackson Browne, Lucinda Williams, Kings Of Leon, Stephen Malkmus, Tindersticks e Vampire Weekend. Hum, mais de dez discos, fora um monte de coisa que eu não ouvi e outros que devo ter esquecido. Talvez os lançamentos de 2008 pareçam bem melhores em 2009.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Dicas de pós-Natal

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Devo admitir: passo meses sem comprar discos. E isso não veio a partir da era do mp3. Sempre fui um "pirata", por questões meramente financeiras. Gravava fitas cassete de cds emprestados pelos amigos ou de programas de rádio como o Ronca Ronca ou o que o Marcelo Nova fazia na Transamérica. Shows ao vivo em algum estúdio de rádio também entravam no cardápio, além de rádios comunitárias/alternativas/piratas/chame do que quiser.


Exemplos: Central FM, Progressiva (já falei delas aqui, aproveite para baixar o disco do Cabeça) e a não-pirata Tribuna FM, de Petrópolis, com as quais eu fazia uma ginástica desgastante para conseguir sintonizar. Mas valia a pena para, por exemplo, conseguir ouvir O A e o Z dos Mutantes na íntegra. Sim, por incrível que pareça, rádio era um negócio muito útil nessa época.


Mas claro que a vida não era só de fitinhas e eu comprava bem mais cds do que hoje em dia. Até meados de 98 os preços tinham uma média de no máximo 12, 15 reais. Aí começou a ter um Beastie Boys por mais de 20 reais e de repente já tinha cd a 30, 40 reais. Hoje o que vemos é o R.I.P. das gravadoras. Mas minha salvação nesse meio-tempo eram os saldões. Aquele lugar da loja que tem cds mais baratos e às vezes é possível achar preciosidades. Você já deve ter vasculhado alguma coisa naquelas bacias das Lojas Americanas.


É, cd hoje em dia perdeu muito do valor (sentimental, pelo menos), mas como ainda dá trabalho (mas bem pouco) de baixar, o dvd virou o novo cd. Tenho certeza que você aí aproveitou e comprou o dvd duplo No Direction Home, documentário sobre Bob Dylan, dirigido pelo Martin Scorcese. Estava 12,99 na Americanas. Tem também um monte de filme legal por preços bem em conta.


Mas vamos ao assunto: Natal. Naquela busca por presentes para as pessoas, é sempre possível encontrar algo de interesse próprio e até "descobrir" lugares que sei lá porque eram novidades pra mim, como a loja New Disc, no Saara. O saldão era mais do que convidativo: cds por 3,90 e dvds por 5,90. Entre os cds, se interessar a alguém, tinha do Zefirina Bomba, o solo do Titã Sérgio Britto (Eu Sou 300) e o segundo do Rumbora, que eu quase levei. Acho que tinha alguma outra coisa legal, mas não ficou na memória.


Os dvds é que tinham algumas coisas que pareciam bem legais mesmo: um do Belle & Sebastian com alguns videoclipes deles, mas parecia coisa feita especialmente para o dvd, não tenho certeza; Down From The Mountain, que promete ser um show com artistas que participaram da trilha-sonora do filme E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, dos irmãos Coen, como nomes como Alison Krauss e Emmylou Harris; e um show ao vivo do Mombojó, gravado pelo Itaú Cultural para um projeto chamado Toca Brasil, com mais de uma hora de duração e 20 músicas, além de um making of. Tremendas pechinchas.


Mombojó - 26/09/08


Aproveitando para ir um pouco mais adiante e entrar na loja Escuta Som, na Rua do Rosário, bem perto daquele prédio que caiu há uns anos (o prédio "Conversa de Botas Batidas") para conferir as promoções de lá. O incrível é que nas outras poucas vezes que entrei lá sempre haviam opções totalmente diferentes da vez anterior que eu tinha visitado a loja.


Já comprei lá bem barato um dvd do Pixies tocando em 2004 em formato acústico no Festival Folk de Newport (aquele onde Bob Dylan tocou uma guitarra e começou uma revolução musical). Poucos dvds dessa vez, mas vários cds por 10 reais e no meio das porcarias dava para achar por esse preço o novo do Oasis, o do Skank (se alguém gostar, confesso que não comprei, nem ouvi), Super Taranta, do Gogol Bordello e o Easy Tiger, do Ryan Adams.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

2008 - Parte 02

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Quando você fecha os olhos, o que é que você vê?
Eu vejo isso:


Virada Cultural - 26 e 27/04/08 - Banda de Pífanos de Caruaru


Eram 9 da manhã em São Paulo, centro da cidade, ali entre as avenidas Rio Branco e Ipiranga. A terra da garoa já prenunciava o sol violento que se estenderia durante todo o dia. Ele já estava ali, lutando para se fazer presente no meio daquele monte de prédios. Eu já estava há um pouco menos de 24 horas acordado, empanzinado pelo banquete sonoro que era oferecido desde as 18 horas do dia anterior e sofrendo os efeitos das caminhadas de um palco a outro e a privação de sono. Seria tortura se não fosse tão bom.


O máximo que consegui dormir foi um cochilo de uns 40 minutos dentro do Teatro Municipal, às 6 da manhã, ninado pelo Pepeu Gomes e família tocando o que deveria ser o disco Geração do Som na íntegra, mas tocaram outras coisas no meio de algumas das faixas desse disco. Bem da verdade que nem dava pra reclamar, afinal de contas, repetindo: eu estava cochilando às 6 da manhã, dentro do Teatro Municipal ao som de Pepeu Gomes. Que importa o que exatamente ele estava tocando numa situação estranha dessas?


Voltando às 9 da manhã, havia ali um dos principais motivos para eu ter ido a São Paulo. No meio de um monte de coisas legais e diferentes, eles eram um dos shows mais aguardados por mim. Na verdade um dos dois principais motivos para eu estar lá. O outro era Siba e a Fuloresta, que fecharia mais tarde, de forma perfeita, a minha Virada Cultural. Os "restantes" eram preciosos bônus. Mas nem eu esperava o que senti ao ver a Banda de Pífanos de Caruaru.


Tudo que eu conhecia da banda veio de uma época de soulseek/conexão discada, que não encorajava tanto assim a demorar horas para baixar um álbum inteiro. Então coletâneas aleatórias eram feitas da forma que a busca aos arquivos iam trazendo as faixas. Numa dessas, o pífano apareceu. O nome da música: "Marina". Um arrasta-pé ligeiro com uma letra simples e direta. Não procurei mais sobre eles, mas a música ficou aqui, guardada e lembrada, durante anos. E ali, na frente da banda.


Eram 9 da manhã em São Paulo, centro da cidade, ali entre as avenidas Rio Branco e Ipiranga. Sim, eu sei que eu já disse isso. Mas é que nesse lugar e naquela hora, ainda com poucas pessoas presentes, eu vi os sujeitos entrando, todos os seis de camisas laranjas, uniformizados, com chapéu de couro, fora uma banda de apoio. Assim como a Jane Birkin, havia muita história ali em cima. Pelo menos da parte de quatro deles que pareciam fazer aquilo há décadas.


Cada um com suas características, tinha um mais mandão, sempre pedindo pra mesa de som melhorar alguma coisa, o outro mais velhinho que reclamava dos próprios erros, o outro mais preocupado de estar tudo certo, mas na hora que tocavam, viravam uma coisa só. Um som muito bonito, completamente regional e ao mesmo tempo universal. Uma das primeiras músicas que tocaram foi "Marina", enquanto um arco-íris ilustrava um céu limpo e sem nuvens, sei lá eu como isso é possível. Foi difícil conter a emoção e as lágrimas diante de tudo isso.


Entre arrasta-pés, cocos, forrós e outros ritmos nordestinos, o pessoal ia chegando e enchendo um pouco mais a avenida. Amigos aparecendo, alegria, danças, até que quando eles começaram a tocar ciranda uma roda gigantesca foi sendo feita. Sem análises ripongas sobre pessoas dando as mãos e demonstrando e celebrando união, o que importa é que foi divertido pra caramba e o show mais especial de 2008. Talvez ainda volte a falar da Virada Cultural aqui, já que só de ver o que eu perdi, como isso, isso, isso e isso (opa, esse eu vi no telão) já dá uma idéia de como foi a diversidade e qualidade do negócio, então de repente vale a pena falar do que mais eu vi.




Aqui um vídeo do show (com participação especial da minha napa), feito pelo Gallo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

2008 - Parte 01

| 2 comentários
Quando você fecha os olhos, o que é que você vê?
Eu vejo isso:


Jane Birkin - Canecão - 13/03/08


Eu pensei nisso algumas vezes esse ano, sobre o que acontece quando vemos um artista que já viveu tanta coisa na vida. É como se o resto do mundo fosse plano, em duas dimensões, e Jane Birkin fosse em, sei lá, umas sete ou oito dimensões. Cada movimento dela e lá está junto Serge Gainsbourg, sua filha Charlotte, os filmes, as causas, as novas parcerias musicais... E nem é preciso ter conhecimento da vida da diva francesa para perceber esse relevo que ela tem em relação ao resto do mundo. E sim, francesa. O fato dela ter nascido na Inglaterra é um mero acidente geográfico corrigido pelo amor.



Como se não bastasse isso, a banda que a acompanhava era de uma eficiência absurda. Eu lembro de uma ducha de chuva lavando as janelas do ônibus onde eu estava uma hora antes. Na Lapa, o Interpol iria tocar com goteiras na cabeça e aquele calabouço sonoro onde as notas têm sido torturadas, chamado Fundição Progresso (e eu espero que desde então tenham melhorado o som por lá, mas no caso do Interpol falo pelo que me disseram). Eu provavelmente teria gostado muito de assisti-los (e pagado bem mais). Mas sou tão grato por ter escolhido Jane Birkin, uma das noites mais especiais (e caóticas, pela chuva) de 2008.



Mas, apesar de maravilhoso, não foi o melhor show do ano. Não sei ainda se falo do melhor logo ou se vou falando do que aconteceu de legal.



Para ler um relato mais completo sobre Jane Birkin no Canecão:
http://lacumbuca.blogspot.com/2008/03/jane-birkin-130308.html

Seqüência

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Eram 01:23 da manhã e na rádio Oi Fm estava tocando umas músicas legais e outras marromenos quando entrou essa seqüência aí embaixo:

Nouvelle Vague - Too Drunk to Fuck (cover da sensacional música dos Dead Kennedys)
Beck - Nausea
Amp Fiddler e Corinne Balley Rae - If I Don't


Sei lá, achei que era algo interessante o suficiente pra ser dito aqui. Caramba, cover do Dead Kennedys no rádio!

Natal

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Natal pra mim é 3 de março. Mas como muita gente comemora dia 25 de dezembro, seria uma indelicadeza não lembrar. 

Feliz natal, quem ganhar algum disco não deixe de compartilhar : ) Espírito natalino pessoal!

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Videoclipe não morreu - 02

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Há uns meses atrás falei sobre alguns clipes legais de bandas do Rio que tinha visto no youtube. Sábado de manhã parece que a MTV passa uns clipes de bandas nacionais novas. Pelo menos no último sábado passou. Quando liguei a TV era esse d'Os Outros que estava passando, da música "A Melhor Coisa do Mundo". Eu gostei:



Os shows poderiam ser assim também.


Alguns clipes legais depois, passou o do CSS, "Left Behind". A música me lembrou muito New Order nos últimos dois discos, mas não é sobre isso que quero falar. É que uns dias atrás eu tinha visto o clipe da versão remix que João Brasil fez. Não deixe de ver! Como disseram nos comentários do vídeo "É o CSS com um tiquinho assim de carimbó", lembrando da paródia feita pelo Hermes e Renato, o Também Sou Hype.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Little Joy no Brasil - novas datas

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Na agendinha aqui do lado já está a data nova no Rio de Janeiro, mas só para deixar formalizado por aqui as novas datas confirmadas da turnê do Little Joy no Brasil:


27/01/2009 - Porto Alegre - Bar Opinião


28/01/2009 - São Paulo - Clash Club


06/02/2009 - Rio de Janeiro - Circo Voador


O disco do trio Amarante - Fab Moretti - Binki (182?) Shapiro é muito bacana, mas a falta de tempo só me fez ouvi-lo poucas vezes. Mesmo assim "Brand New Start" e "Keep Me In Mind" grudam na cabeça bonito. E o clipe de "No One's Better Sake?
Assiste aqui: http://www.youtube.com/watch?v=mhPREStJlTg

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Radiohead no Rio - parte 2 - Abertura: Kraftwerk

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(já era pra ser a parte 4 ou 5, mas tudo bem...)

Através do Scream & Yell, que viu antes no site da banda: KRAFTWERK ABRINDO O SHOW!

Sendo assim, segue muito bem o trabalho da Plan Music em nos convencer que vale MUITO a pena estar na Praça da Apoteose no dia 20 de março.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Finalmente!

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Dia 23 de fevereiro de 2006 foi um dia terrível pra mim. Eu não fui no melhor show da minha vida (!). Explico: Foi nesse dia que o Franz levou à baixo o Circo Voador.  Para não ficar atrás, eu baixei tudo que eu podia do show e até coloquei uma foto como capa do álbum no iTunes. Mas o arquivo estava incompleto, duas músicas foram perdidas. Logo as últimas! "Outsiders", saiu remixada numa coletânea da NME, e a outra, "This Fire" nada... Pelo menos até hoje! 


O Circo Voador disponibilizou no seu site o show inteiro pra download! Aparentemente tem alguma faixa faltando, mas o que interessa é a ultima! O resto você cata no orkut! O pessoal até a arte do disco fez! Parabéns circo! 

Tô pensando em bancar uma prensagem em vinil desses arquivos quando a fábrica da Deckdisk abrir, alguém ai ajuda?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Humaitá Pra Peixe 2009

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Programação do Humaitá Pra Peixe 2009, que acontece durante o mês de janeiro:





SHOW – BADEN POWELL (sexta, sábado e domingo – 19hs)
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana
Ingressos: R$24,00 (Inteira) e R$12,00 (Meia)

09 – 3 na Massa
10 – Luisa Mandou um Beijo / Supercordas
11 – Catch Side / Supergalo


16 – Paraphernalia / Vitor Araujo
17 – Comadre Fulozinha / Junio Barreto
18 – Doces Cariocas / Mané Sagaz


23 – João Ferraz Grupo / MoMo
24 – Anna Luisa / Luis Carlinhos
25 – Bebeto Castilho / Wilson das Neves


30 – Aline Duran / El Niño
31 – Show Surpresa


SHOW – OI NOVO SOM – ESPAÇO CULTURAL SÉRGIO PORTO (terças – 19hs)
Rua Humaitá, 163 - Humaitá
Ingressos: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)

13 – Oi Novo som: Fuzzcas / Daniel Lopes
20 – Oi Novo som: Nayah / Stereo Maracanã + Tonho Crocco
27 – Oi Novo som: Madame Machado / Escambo


MATTE LEÃO APRESENTA – PALCO VIRTUAL (quartas – 20hs)

14 – Artistas que enviarem vídeo
21 – Artistas que enviarem vídeo
28 – Artistas que enviarem vídeo



TALK SHOW – OI FUTURO (quintas – 19hs)
Rua 2 de Dezembro, 63 – Flamengo
Ingressos: R$ 15,00 (Inteira) e R$ 7,50 (Meia)

15 – Leoni
22 – Tico Santa Cruz
29 – Frejat



E os dois ou três que acompanham este blog devem ter notado o sumiço do Otaner (eu, no caso) nos últimos dias. Até segunda-feira eu explico...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Zona

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Ontem eu fui no show do Stanley Jordan na lona cultural de Vista Alegre. O cara não é muito badalado, o show não teve muita divulgação (ao contrário do show que o mesmo artista realizou dias antes no Mistura Fina), mas mesmo assim estava lotado. Pra quem não conhece o Stanley, ele é um virtuosi da guitarra. Não tem nada de funk, pagode ou axé no trabalho dele.

Mais uma prova de que a Zona Norte tem sim um público para outro tipo de música e cultura em geral. Resta saber quando os empresários vão perceber esse potencial não explorado por aqui.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Listas

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Já fez a sua? Em 2008 o que eu menos ouvi foram discos lançados em 2008...
Vê aí o que tu achas.

NME

01 MGMT - Oracular Spectacular
02 TV On The Radio - Dear Science
03 Glasvegas - Glasvegas
04 Vampire Weekend - Vampire Weekend
05 Foals - Antidotes
06 Metronomy - Nights Out
07 Santogold - Santogold
08 Mystery Jets - Twenty One
09 Kings Of Leon - Only By The Night
10 Friendly Fires - Friendly Fires
11 Neon Neon - Stainless Style
12 Crystal Castles - Crystal Castles
13 Fleet Foxes - Fleet Foxes
14 Laura Marling - Alas, I Cannot Swim
15 Last Shadow Puppets - The Age of Understatement

Mojo

01 Fleet Foxes - Fleet Foxes 
02 The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement 
03 Paul Weller - 22 Dreams 
04 Bon Iver - For Emma, Forever Ago [2007] 
05 Nick Cave & The Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!! 
06 The Hold Steady - Stay Positive 
07 Glasvegas - Glasvegas 
08 The Week That Was - The Week That Was 
09 The Bug - London Zoo 
10 Neil Diamond - Home Before Dark 
11 Portishead - Third 
12 Don Cavalli - Cryland 
13 Drive-By Truckers - Brighter Than Creation’s Dark 
14 British Sea Power - Do You Like Rock Music? 
15 Eli “Paperboy” Reed & The True Loves - Roll With You 

Gigwise

01 Elbow - The Seldom Seen Kid
02 Lil' Wayne - Tha Carter III
03 TV On The Radio - Dear Science 
04 MGMT - Oracular Spectacular
05 Kanye West - 808s and Heartbreak
06 Neon Neon - Stainless Style 
07 Friendly Fires - Friendly Fires
08 Metallica - Death Magnetic
09 Mogwai - The Hawk Is Howling
10 Sebastian Tellier – Sexuality'
11 Nick Cave & The Bad Seeds - Dig! Lazarus! Dig! 
12 Vampire Weekend - Vampire Weekend
13 Roots Manuva - Slime and Reason
14 Bloc Party – Intimacy
15 Spiritualized - Songs in A+E

Uncut

01 Portishead - Third
02 Fleet Foxes - Fleet Foxes
03 TV On The Radio - Dear Science
04 Bon Iver - For Emma, Forever Ago
05 Vampire Weekend - Vampire Weekend
06 Elbow - The Seldom Seen Kid
07 Neon Neon - Stainless Style
08 Nick Cave & The Bad Seeds - Dig! Lazarus, Dig!
09 Kings Of Leon - Only By The Night
10 Paul Weller - 22 Dreams
11 Drive-by Truckers - Brighter Than Creation's Dark
12 The Hold Steady - Stay Positive
13 James Blackshaw - Litany of Echoes
14 Randy Newman - Harps and Angels
15 Hot Chip - Made In The Dark

Pitchfork Readers Poll

01 TV on the Radio - Dear Science
02 Fleet Foxes - Fleet Foxes / Sun Giant EP
03 Vampire Weekend - Vampire Weekend
04 Bon Iver - For Emma, Forever Ago
05 Deerhunter - Microcastle / Weird Era Cont.
06 Portishead - Third
07 MGMT - Oracular Spectacular
08 Cut Copy - In Ghost Colours
09 M83 - Saturdays=Youth
10 No Age - Nouns
11 Girl Talk - Feed the Animals
12 Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum endalaust 
13 The Walkmen - You & Me
14 Dodos - Visiter
15 Wolf Parade - At Mount Zoomer

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Acontece

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- O Scream & Yell, depois de oito anos, está ganhando uma cara nova, acompanhe o processo.
- A "revolução Calipso", Caetano explica.
- O Livio escolheu as 10 melhores capas de disco de 2008. (e teve uma sacada genial aqui)
- Black Eyed Peas já copiou sampleou Jorge Ben.
- The Barbarians: Banda que fazia um garage rock nos anos 60, tinha um baterista sem uma mão e ainda tocaram 'Mamãe Eu Quero Mamar'!
- Toque no HPP.
- Quer ser jornalista cultural? O André te dá uns conselhos.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Tributo

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Quem trabalha recebe o seu devido reconhecimento, às vezes tardio, mas recebe. Esse é o caso de vários artistas da humanidade. Alguns deles já receberam a valorização, e não foi com trinta segundos no jornal nacional. Criou-se a cultura de fazer coletâneas, onde vários artistas dão o seu ponto de vista sobre composições dos homenageados. Vale aqui um relato sobre os dois últimos que passaram por meus ouvidos:

Dream Brother: The Songs of Tim and Jeff Buckley


No meio da lista dos que receberam homenagens, aparecem pai e filho. Tim e Jeff Buckley foram celebrados anos depois de passarem dessa para uma melhor. "Dream Brother: The Songs of Tim and Jeff Buckley" foi uma homenagem que não deve ter causado muito rebuliço no mundo dos mortos. Não é bom nem ruim, é mais ou menos. Sufjan Stevens é o nome de maior peso no disco, ele aparece interpretando 'She is', mas não chama muita atenção. Já a banda 'Tunng' toca 'No Man Can Find The War' (do clássico disco 'Goodbye and Hello' de Tim Buckley) e faz um dos melhores covers do disco, ao lado do The Earlies que tocou 'I Must Have Been Blind' e do Magic Numbers que tocou 'Sing A Song For You'. Todas músicas de Tim, o jovem Jeff - que se vivo teria 42 anos - não ganhou grandes covers nessa.

The Late Great Daniel Johnston: Discovered Covered


Quem ainda não morreu, mas que já recebeu sua coletânea, é o incompreendido Daniel Johnston. Ele aparece aí na capa olhando para sua própria tumba, mas está vivo e começando a ver sua obra estudada. O seu disquinho até teve uma lineup boa. Recebeu um presente muito foda do TV On The Radio, 'Walking The Cow' ganhou uma senhora couve! Também se destaca o trabalho feito pelo Beck em 'True Love Will Find You In The End' com apenas violão e gaita, como um bom folk deve ser. Ainda temos o Tom Waits, que na faixa 'King Kong' faz uma bizarrice só; O Teenage Fanclub aparece tocando uma versão pop de 'My Life is Starting Over Again'; E Death Cab For Cutie faz a sua parte em 'Dream Scream'. No mesmo disco você encontra mais música bacana feita por gente desconhecida, como o caso do georgiano Vic Chessnutt que embala um dos melhores momentos do disco na sua versão de 'Like A Monkey In The Zoo'. Não é tão bom quanto ver o Vasco jogar na Série B, porém é um grande disco.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Radiohead no Rio - parte 1: A fila

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Depois de tomar um susto quando li o 'Sold Out' no site da banda, separei a grana, programei o despertador pra não perder a hora e chegar cedo na bilheteira do Maracanãzinho. Fiquei mais tempo fantasiando sobre as horas que eu ia passar na fila, o quanto de gente estranha eu ia encontrar, se ia rolar invasão dos cambistas - já que a fila estaria 'gigante' - Nada disso rolou.

A estratégia da organização do festival de abrir as bilheteiras antes da hora foi genial, mas não foi a razão do tamanho da 'fila'. Quando eu cheguei não tinha ninguém comprando, só um grupo que já estava com os tickets na mão. Perplexo com a situação até perguntei se a bilheteira estava mesmo aberto, o mais bem humorado me respondeu que já estava tudo esgotado... Parece que a animação do público do Rio já acabou, não de todos claro - teve gente que chegou às 7 horas - mas muita gente que falava do show do Radiohead emocionado agora não quer saber da banda.

Diz a produção que em SP já foi 50% e que aqui no Rio foi 30%. A tendência é que tanto em SP, quanto no Rio, a venda chege aos 100% e que logo depois apareçam 500 mil chorando. Portanto, se você está em dúvida decida logo. Se você mora no Rio, e sabe que 'não vai esgotar, dá pra comprar depois...', fique sabendo que se aquele show extra em SP não rolar, o carnaval de SP vai acontecer em plena Apoteose, e em março.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Virada para SC

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Até os jogadores do Flamengo já entraram na campanha em favor do povo de Santa Catarina, agora é hora dos artistas. A secretaria de Cultura de SP realizará uma edição especial da Virada Cultural para arrecadar alimentos e outros itens para ajudar a população que sofre as conseqüencias da enchente em SC.

A programação completa você encontra aqui. Nessa lista consta: Cachorro Grande, que toca às 2h30; Marina de La Riva se apresenta às 1h15; Ludov aparece cedo, às 22h30m. Nenhum centavo foi cobrado pelos músicos.

As apresentações serão feitas no Teatro Sérgio Cardoso (Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo) e terão inicio às 18 horas do dia 6. Ingresso mediante à doação de alimentos, roupas, material de higiene e etc.


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Quem não conhece o projeto da Virada Cultural pode conferir uma série de posts aqui no La Cumbuca:
No texto sobre a Mallu, foi comentado sobre sua apresentação na Virada;
Divulgamos aqui no La Cumbuca a lista dos discos que foram tocados e ainda saiu uma compilação;
Várias fotos no Multiply do La Cumbuca;

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Axé com Fé

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Na casa do Senhor agora existe Satanás! Dica do Pedro Montenegro, conheçam "Pó Pará Com Pó", da cantora Jake:



Mais legal que o guarda-chuva do Inri Cristo, reparem na coreografia das meninas, com a mão no nariz. Como Hermes e Renato não pensou nisso?


Se liga na letra e na cifra, para fazer sucesso na... na... missa? Micareta?


Ab
Pó pará com pó
Bb Cm
Pó pará com pó aê

Ab
Estragar tua vida
Bb Cm
não faz isso não
Ab Bb Cm
Tua juventude vai pro “beleléu”
Fm Bb Eb7M
Tem outra saída para diversão
Cm Ab
Eu quero mais, eu quero mais
Bb Cm
Meu lugar é o céu

Refrão
Ab
Você tem que tomar
Bb Cm
Uma overdose de Jesus
Ab Bb Cm
Injetar na veia o sangue que correu na cruz
Você tem que tomar
Uma overdose de alegria
Shekinah doidão doidão
Se liga se liga

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

EP's de final de ano

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Final do ano chegando e as sugestões de presentes começam a aparecer. Esse ano alguns artistas para alegrar dos fãs, ou para arrecadar algum a mais, decidiram lançar aquelas músicas gravadas, produzidas e esquecidas. Vamos por partes:

Coldplay - Prospekts March
A banda teve pressa para lançar o 'material inédito' do disco 'Viva La Vida', algumas faixas acabaram demorando demais para ficarem prontas e para não serem esquecidas foram lançadas aqui. Esse EP também saiu junto com o álbum 'Viva La Vida' numa edição especial. Tem uma música que recebe a participação do Jay-Z, ainda assim, eu acho que tem coisa melhor pra gastar o que sobrou com a crise mundial ;)

Cat Power - Dark End Of The Street
Cat Power adora covers, fez o "The Covers Record" e encheu o "Jukebox" com eles. O EP contém os covers que não entraram no último disco da cantora. Segundo o MauVal, "Who Knows Where the Time Goes" é pra ouvir todo dia. Confira.

(... já que eu to falando de ep e covers, vale lembrar que no meio de 2006 Curse Your Little Heart, que tem um cover sensacional de 'Venus In Furs' do Vevelt Underground.)

Quem também andou lançando um foi o The Decemberists, "Always a Bridesmaid", que recebeu um 7 da Pitchfork. Como não conheço muito a banda, prefiro não comentar.

O mesmo vale para o Black Moth Super Rainbow, a banda surrealista Pittsburgh soltou "Drippers". Quem tá curioso para saber o que é, entra no MySpace deles.

Fico devendo alguma coisa brasileira. Quando eu achar eu ponho aqui.

domingo, 30 de novembro de 2008

Para eu não esquecer

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Já é o terceiro ou quarto programa que eu deixo de ouvir; na verdade eu não ouvi nenhum ainda. Mas serve para vocês também. Domingo, às 22 horas tem mais um programa Etc do reverendo Fábio Massari. Passa naquela operadora de celular que também é rádio e no Rio a gente sintoniza em 102,9.

sábado, 29 de novembro de 2008

Idiotice Inteira

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http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u471436.shtml

"A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, por 14 votos favoráveis a 7 contrários, nesta terça-feira fixação de 40% de cota para a venda de meia-entrada em todo o país. "

Um governo determinar, obrigar, decidir, quanto deve ser o preço de um entretenimento (e sem essa de dizer que 007 e Kanye West são "acesso à cultura") para um determinado grupo de pessoas (estudantes e idosos, no caso) é tão idiota que dá até desânimo. Essa cota de 40% consegue ser pior ainda.

E como tem gente supostamente esclarecida defendendo carteirinha de estudante, mesmo que ninguém esteja pagando meia-entrada de verdade. Socorro.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tom Zé X Caetano

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Caetano Veloso elogia o novo disco de Tom Zé, "Estudando a Bossa". Elogia naquelas, dizendo que "diferentemente de mim, de Gil, de Gal e da torcida do Bahia, Tom Zé nunca foi um bossanovista" (?) e que o disco é muito Tom Zé (?). Lê aí.



Tom Zé aproveitou para desdenhar e alfinetar Caetano e, junto, agradecer a vários que o ajudaram na época em que o tropicalista de Irará esteve no ostracismo. Tudo isso no blog dele, que já até falamos sobre. Caetano replicou nos comentários de seu próprio blog, lembrando que trouxe Tom Zé para São Paulo e escreve sobre tudo que quer no blog. Ao que parece, no último show em São Paulo, Tom Zé mandou Caetano tomar no ... E por enquanto o embate está assim.



Talvez esse pequeno bate-boca virtual seja marketing dos geniais velhinhos (baianos são bons disso, estão sempre com uma polêmica pronta para os cadernos culturais). Mas vale a pena para ler o texto de agradecimentos do Tom Zé, de uma fluência e bom humor que nem me fez pensar se aquilo tudo é fruto de ressentimento ou algo que o valha. Pelo contrário, ele me pareceu muito confortável com os sentimentos que tem. Um dos melhores trechos: "Sinval tomou como encargo me arranjar um patrocinador e fez o representante dos licores Bols ser submetido a uma audição das músicas que eu fazia, na casa deste... Nossa! Deve ter sido necessário um pai-de-santo para tirar o assombro que eu podia ver na face do posudo rapaz vendo o prestígio de seus licores ameaçado pela barbárie imbebível que eu praticava." Muito Tom Zé, o Tom Zé.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Plantão Radiohead: datas no Brasil anunciadas!

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Que bom é acordar, entrar no site do Radiohead e ver:



Fri 20 - Praca Da Apoteose - Rio de Janeiro - Brazil - ON SALE SOON

Sun 22 - Jocky Club - Sao Paolo - Brazil - ON SALE SOON


E essas são as datas do Radiohead em março de 2009 por aqui, por enquanto.


Espaço para comemoração: Praça da Apoteose, exatamente como eu previa!


Vasculhando por maiores informação na internet, acabei encontrando em um blog predileto aqui, o Trabalho Sujo. E as informações são essas (com alguns comentários meus):


JUST A FEST
– vai ser um festival e a atração principal vai ser o Radiohead. Claro que o conceito de festival aqui às vezes consiste em duas bandas tocando num mesmo lugar. E ainda não foram anunciadas as outras atrações, mas é torcer para algo realmente bom abrindo para o Radiohead. Eu voto em Nick Cave & The Bad Seeds e torço para que não venha nenhuma banda pop farofa brasileira. As bandas legais do Brasil ainda não têm "estatura" para abertura de um show desse tamanho (ah sim, são 35 mil lugares no Rio e 30 mil lugares em SP). Talvez só Nação Zumbi tivesse essa moral e talvez... Pato Fu? (não joguem pedras!) Mas não duvido de Macaco Bong, Do Amor e Cérebro Eletrônico correrem por fora dependendo do tamanho desse festival.




Ingressos
- começam a ser vendidos pelo site www.ingresso.com a partir das 00:00h do dia 05 de dezembro 2008
- em São Paulo pode-se comprar também a partir das 09:00 do mesmo dia nas bilheterias do Estádio do Pacaembu ao lado do portão 24.
- no Rio as vendas físicas começam também às 09:00 do mesmo dia na bilheteria 1 do Maracanãzinho



Preços
- tanto para Rio quanto "Sao Paolo" o preço é:
Inteira - 200,00
Meia - 100,00
Espaço para muita comemoração: não tem espaço vip! Pelo menos no que foi informado até agora, e aí sim é um show de rock de verdade! O preço poderia ser beeem mais barato, mas dentro do mundo que criaram com os shows gringos, vamos pelo menos esperar para ver se as outras possíveis atrações fazem valer o preço.



Acho que falei tudo, mas confere na fonte se tem algo mais que você queira saber.


E o Lúcio Ribeiro bem que acertou! Ele disse, lá por volta de 2000, 2001, que o Radiohead vinha tocar no Brasil e olha aí, apenas 8 anos depois está confirmada a notícia!



Feliz 2009!



Atualização: li aqui que serão quatro bandas nesse festival, duas nacionais e duas estrangeiras, por enquanto a única confirmada é Radiohead. Se for tudo no mesmo palco, Nick Cave, Gogol Bordello, Sigur Rós, Editors, qualquer uma dessas seria bom demais. Se forem em palcos diferentes (porque seria?), que venha algo que não seja imperdível, porque senão vai dar trabalho...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Móveis Coloniais de Acaju no Claro Cine

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Menina Moça - Video do usuário 'edualq' do Youtube

Claro que não foi igual ao Circo! Mas não deveu muito. O bonde Brasília, recém chegado da Europa, representou muito bem tocando músicas do disco antigo e daquele que está por vir.

O show começa e fica evidente a falta de sintonia de parte do público com a banda, mas de um jeito bem colonial de acaju, tudo se acerta. Os refrões foram ficando mais fortes ao passar do show, junto com a empolgação do público. Tanto que o chão da tenda parecia que tinha entrado no clima também, fiquei até com dúvida se aquilo ia agüentar!

O carisma contagiante da banda continua o mesmo de outras apresentações. Os músicos de sopro fazem um esforço sobre humano pra dançar e tocar ao mesmo tempo, nosso amigo vocalista é outro que parece um pinto no lixo, não para queto. Em um momento do show ele relembra uma coisa que foi dita no ultimo show da banda na cidade, sobre os 'Iêes' do Rio de Janeiro - "os melhores" - e começa uma repetição de 'Tumbaruntaestãticã','Nanãselãcan' e outros sons de interpretação subjetiva, mas que todos entoavam no 'mesmo tom'. Esse momento mostrou como a banda conseguiu integrar bem os 'perdidos' que ali estavam, não todos, mas alguns se renderam.

Durante o show foram apresentadas algumas músicas do disco novo, que deverá ser lançado em março. Elas seguem o mesmo clima que impera em 'Idem' (primeiro disco da banda). Algumas, como 'Sem Palavras', já são bem conhecidas e empolgam como as músicas do primeiro trabalho da banda. Não creio que no segundo disco apareça alguma coisa que surpreenda, mas sim canções que servem muito bem para um show como eles sabem fazer.

Não faltou também aquela tradicional roda de 'Copacabana', momento do show aonde os músicos saem do palco e vão pra ficar do lado da galera. O local não estava muito cheio, o que possibilitou a roda ficar enorme! E como de costume arrastou todo mundo e deixou um músico perdido ali no meio. Foi engraçado ver o baixista da banda se espremendo, levantando o braço do baixo para não parar de tocar! Ninguém morreu, os seguranças que no inicio do show desarmaram uma rodinha nada fizeram com as pessoas que invadiram o palco/entraram 'rasgando' na roda.

Fora um pessoal que não se permitiu gostar de Móveis (o ser humano é dotado de uma auto-enganação fora do comum), muita gente saiu bem feliz daquele show. Eles prometeram voltar ano que vem mais vezes que esse ano, a gente espera. Valeu a pena.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Agricultura Musical

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Começa amanhã, na Marina da Glória, a V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. Claro que o assunto aqui não é para avisar sobre os produtos artesanais e caseiros que serão apresentados em diversos stands. O que nos interessa é a agenda de shows que vão acontecer lá:


quarta-feira, 26 de novembro
21:00 - Mundo Livre (PE)
22:30 - Jorge Ben Jor (RJ)


quinta-feira, 27 de novembro
21:00 - DJ Tudo (SP) e Mestre Biu do Pife de Caruaru (PE)
22:00 - Os Ritmistas convida Totonho (PB) e o Jongo da Serrinha de Madureira (RJ)
23:00 - Dj Dolores (PE)


sexta-feira, 28 de novembro
21:00 - Leci Brandão (RJ)
23:00 - Beth Carvalho convida Riachão (BA), Bule Bule e as Sambadeiras do Recôncavo (BA)

sábado, 29 de novembro
21:00 - Casa de Farinha (DF)
22:00 - Afoxé Oya Alaxé (PE)
23:00 - Cordel do Fogo Encantado (PE)

domingo, 30 de novembro
21:00 - Rita Ribeiro (MA) convida Tambor de Crioula As Três Marias (MA)
22:30 - Eletrosamba (RJ) convida Gerson King Combo, Fernanda Abreu e Nós do Morro (RJ)

Ingressos para os shows a 7 reais a meia-entrada. Mais informações sobre como chegar, abertura da feira, produtos, você vê no site deles: http://feira.mda.gov.br


(dica da professora Eli)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sinuoso (ou duas segundas) - Parte 2

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Marcelo Camelo - 10/11/08


Na segunda-feira do dia 10, diferente da semana seguinte, Marcelo Camelo se apresentou solo, porém com sua banda de apoio. E que grande diferença que isso traz. Especialmente se compararmos com o disco solo Sou/Nós. Ainda que lá já contasse com o suporte do Hurtmold em algumas faixas, ao vivo, o grupo paulista de post-rock é essencial para dar força às bonitas melodias criadas no disco por Camelo. O grande problema de Sou/Nós não são as composições, a maioria de excelente qualidade. Mas a execução delas parece preguiçosa demais, desleixada demais. Desleixo num disco é algo ótimo, melhor do que arranjos "certinhos", sem graça. Mas quando a gente sequer consegue entender o que a pessoa está cantando é preocupante. No Teatro Rival se entendia muito bem o que Camelo cantava e as intervenções feitas pelos paulistas nos arranjos iluminavam as palavras.


Marcelo Camelo - 10/11/08


Antes, uma breve passagem sobre a dificuldade para entrar no Teatro Rival. Como já havia dito aqui, esse show, gratuito, foi feito para gravação no Palco MPB, da rádio de nome idem, como tem acontecido todas as segundas-feiras. Geralmente não há grandes dificuldades de se entrar. Apesar de todo messianismo que Camelo provoca em um número considerável de pessoas e da grande fila formada uma hora antes de se entregarem os convites para entrar, dessa vez também não seria tão difícil. A diferença dessa para outras semanas em que pude estar ali é que a quantidade de ingressos liberados era menor. Bem menor. A explicação que consegui encontrar foi de que a quantidade de convidados dessa vez era maior. Bem maior. Uma pena, pois fez algumas pessoas que realmente acompanham a carreira dele esperarem algumas horas na fila em busca de lugares sobrando lá dentro, o que acabou acontecendo.


Marcelo Camelo - 10/11/08


Ao entrar, Camelo e banda estavam começando "Menina Bordada", uma das duas melhores músicas de seu disco. Bem animada, mas que não chegou a contagiar o lugar composto por mesas e cadeiras, onde todos assistiam sentados. Ao final da música Camelo falou algo sobre as pessoas se soltarem, quebrarem as regras. Talvez ele estivesse esperando reação semelhante a que teve em Recife, meses atrás. A outra melhor música do disco é "Janta", que ele toca uma música depois. E é aí que começa a se perceber a discreta beleza sonora dos paulistas. Onde, naquele dia, faltava Mallu Magalhães, sobrava Hurtmold, que entra na segunda parte da música com violões, percussão e sons de cigarra acentuando a brejeirice da música. É também a primeira canção a ter uma reação mais forte da platéia.


Marcelo Camelo - 10/11/08


Depois de "Janta", numa prova de que os últimos serão os primeiros, eu mais um amigo conseguimos ficar na mesa 01 do teatro, o que permitiu essas fotos ilustrando o texto. "Doce Solidão" foi tocada e manteve o pique da música anterior. Na hora de tocar "Liberdade", um problema em um dos microfones do Hurtmold fez Camelo sacar do bolso "Fez-se Mar", do disco 4 do Los Hermanos, para ser cantada em coro pela galera do fundão. Porque a maioria das pessoas que estavam nas mesas da frente, decerto boa parte composta pelos convidados do cantor, só assistiam com sorrisos e aplausos ao final, porém sem acompanhar as letras das canções. Isso tornou algumas das canções um pouco mais frias, mas não em "Fez-se Mar", que podia ser bem ouvida ali da frente, onde na verdade deveriam estar os fãs.


Marcelo Camelo - 10/11/08


Após o problema no microfone ter sido resolvido, veio "Liberdade". E tanto ela quanto "Morena" (também do 4) e "Despedida" (essa, gravada por Maria Rita) também ganham novas nuances com o Hurtmold. E esse é o grande trunfo de Camelo nessa turnê. Onde ele se apaga, a banda brilha por ele. Se o show não é tão histérico quanto com o Los Hermanos, é talvez justamente por isso, mais agradável, sem ser chato como talvez seria se alguns dos arranjos do disco se mantivessem. Para completar, a marchinha "Copacabana" para alegria das pessoas que permaneceram estáticas e confortáveis.


Marcelo Camelo - 10/11/08


Setlist:

Passeando
Téo e a Gaivota
Tudo Passa
Menina Bordada
Mais Tarde
Janta
Doce Solidão
Fez-se Mar
Liberdade
Saudade
Morena
Vida Doce
Despedida
Copacabana


Mais fotos do show:
http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/123

E daqui alguns dias, algumas considerações sobre as entrevistas de Camelo e talvez a explicação para esse "sinuoso" do título acima.

domingo, 23 de novembro de 2008

Sinuoso (ou duas segundas) - Parte 1

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Em um espaço de uma semana, duas segundas-feiras, vi Marcelo Camelo (você sabe, um dos vocalistas do Los Hermanos) tocando suas músicas e respondendo, ou parecendo que responde, algumas perguntas de jornalistas, do público, de internautas. Começando sobre as músicas na segunda segunda-feira, 17 de novembro, onde ele veio solo mesmo, só ele e o violão, para o auditório d'O Globo. Foi uma segunda-feira caótica no Rio de Janeiro. Chuva forte, ventos fortes, ruas alagadas, trânsito parado e o resultado de somente umas 50 pessoas no auditório. Cheguei enquanto ele já tocava "Casa Pré-Fabricada", vinda do disco Bloco do Eu Sozinho, da sua banda-em-recesso (antes ele havia tocado "Liberdade", do seu trabalho solo). E não teve muito mais que isso.


Marcelo Camelo - 17/11/08


Tocou uma parceria dele com Marcos Valle, através de uma pergunta empurrada pelo jornalista Antônio Carlos Miguel, que é grande amigo do compositor da segunda geração da bossa nova. Sem letra, Marcelo se limitou a tocá-la e fazer uns "pa pa pa" que seriam a melodia da música. Depois, a pedidos, tentou tocar "Conversa de Botas Batidas", do disco Ventura. Mas ele só cantou algumas frases e logo parou, explicando que não sabia tocá-la no violão, para frustração dos que pediram. Depois, durante alguma das perguntas, Camelo mostrou o que seria a primeira música que ele fez na vida (ou será que foi a primeira música que ele aprendeu? Veja um trecho aqui). Era um instrumental simples e bonito, e se foi isso mesmo que entendi, foi um momento em tese especial para os fãs, mas não vi nenhum comentário entusiasmado sobre isso.


Marcelo Camelo - 17/11/08


A última música que ele tocou foi a primeira metade de "Santa Chuva", que, afinal de contas, era um tanto irônico, já que a chuva que havia caído horas antes não tinha nada de santa. De qualquer forma, foi bonito de ouvir, já que ele não tinha cantado na semana anterior, no Teatro Rival. E é sobre o show no Rival, onde o Hurtmold aparece e eleva as melodias de Camelo é que falo na próxima postagem.

sábado, 22 de novembro de 2008

Dia de Zumbi

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No dia 20 de novembro é que se comemora o Dia da Consciência Negra, também conhecido como dia de Zumbi. Mas uma meia hora antes, ainda no dia 19, a celebração era outra. Na gávea, mais especificamente no Jockey Club, a Nação Zumbi dava início oficial à parte musical do Claro Cine, um evento com filmes e shows.


Nação Zumbi - 22/11/08


O evento em questão acontece na zona sul, e também por isso, parece ser focado em trazer pessoas e espécimes desse curioso habitat. Então vemos muita gente que busca as câmeras, que parecem ter anos de prática em figuração de novelas e poses para fotos. E que não se liga muito no som. Um público diferente do que acostumamos a ver quando a Nação toca no Circo Voador e um dos fatores preponderantes para que essa apresentação estivesse um pouco abaixo do espetáculo que foi eles em dezembro do ano passado. O outro fator é que o som, na frente do palco, estava péssimo. Ficar a 1 metro do vocalista Jorge Du Peixe e não ouvir nada do que ele canta não é legal. Pelo que Du Peixe tentou explicar, as caixas de som estavam nas laterais para frente, por isso quem estava na frente não podia ouvir, e realmente, indo um pouco mais para trás o som ficava um pouco melhor.


Nação Zumbi - 22/11/08


Curiosamente, nas últimas músicas o vocal ficou audível na frente e talvez se tivesse ficado o tempo inteiro assim teria sido uma apresentação inesquecível, afinal de contas estamos falando de uma das três maiores bandas em atividade do mundo (a outra é Radiohead e a terceira eu deixo você escolher). Pelo lado "bom", a guitarra estava absurdamente alta. Mas não estamos falando de qualquer guitarra, e sim da guitarra de Lúcio Maia, um autêntico herói nas seis cordas. Então era difícil se afastar um pouco às vezes e ouvir tudo para deixar de ouvir o que Lúcio faz com notas e efeitos.


Nação Zumbi - 22/11/08


O show começou com "Fome de Tudo", o que há um ano atrás era motivo de rodas de pogo, gente pulando e berrando as músicas. Mas dessa vez o público era definitivamente outro. Acompanhavam dançando, mas não o bastante para suar ou se descabelar, afinal de contas, há que se manter o visual. Na verdade se movimentavam como zumbis, não o de Palmares, nem os da Nação, mas aqueles que precisam se alimentar de cérebros. Seus outros cavalos de batalha, desconhecidos do grande público, mas hits entre os fãs, iam sendo desfilados no Jockey, como "Hoje, Amanhã e Depois" e "Bossa Nostra", até que a banda conquista qualquer um com "Quando a Maré Encher", nem que para isso este que aqui digita tenha que ir para trás fazer a roda de pogo girar, afinal de contas não dava para aceitar um show da Nação com tanta gente e ao mesmo tempo tão pouca gente celebrando.


Nação Zumbi - 22/11/08


A partir daí o show foi melhorando bastante e parece que a banda sentiu isso e foi se animando mais. "Propagando", "Meu Maracatu Pesa 1 tonelada" e "Blunt Of Judah" esquentaram aquele tempo friozinho que fazia lá fora. "No Olimpo", última faixa do último cd lançado é uma viagem quase sem volta por caminhos cada vez mais brilhantes da Nação. E terminam a primeira parte com a violentíssima "Jornal da Morte". Na volta para o bis, pedido pelo pessoal que batia o pé no chão fazendo parecer que havia uma corrida de cavalos ali, sacam "Côco Dub" e longos improvisos instrumentais, com destaque não só para Lúcio Maia, como também para Gilmar Bola 8 e Da Lua comandando as palmas do público.


Nação Zumbi - 22/11/08


Jorge Du Peixe retorna para o microfone e começa a cantar "Será" do Siba e a Fuloresta ("Será que ainda vai chegar / o dia de se pagar / até a respiração?"), para minha quase solitária alegria. E emendam com "Cidadão do Mundo", do disco Afrociberdelia, ainda com Chico Science. Du Peixe então chama um convidado: Seu Jorge, a quem ele se refere como "meu" Jorge (pegou mal, essa...). Seu Jorge canta com Du Peixe "Manguetown". E depois tocam "Da Lama Ao Caos", o que seria o encerramento. Mas a banda volta para um segundo e derradeiro bis e relembram uma favorita dos fãs mais antigos, "Risoflora". Um final bem leve e tranquilo, para levar as pessoas para casa em sonhos temperados de garoa numa zona sul que começou com pouco sal e termina quase doce.


Nação Zumbi - 22/11/08


Ah sim, antes do show teve esse filme, Max Payne, baseado num videogame... que bomba! Só era divertido pelo humor involuntário e por nevar o tempo inteiro na tela, o que me fazia pensar se era proposital aquele vento frio que eu estava sentido e se logo iam jogar floquinhos de neve em cima da gente, para dar o clima. Mas não, era só a experiência de assistir um filme ao ar livre mesmo.


Nação Zumbi - 22/11/08


Setlist:

Fome de Tudo
Hoje, Amanhã e Depois
Bossa Nostra
Memorando
Quando a Maré Encher
Carnaval
Meu Maracatu Pesa 1 Tonelada
Inferno
Propaganda
Blunt of Judah
Infeste
A Ilha
Toda Surdez Será Castigada
No Olimpo
Jornal da Morte

Côco Dub
Cidadão do Mundo
Praieira
Manguetown
Da Lama ao Caos

Risoflora


Nação Zumbi - 22/11/08

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bloc Party no Circo Voador - 10/11/08

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Sempre que ouço alguém dizer que as bandas internacionais não vêm mais para o Rio de Janeiro por falta de público, como se fosse culpa do público, que não comparece, fico intrigado. Afinal, público é problema ou solução? Não seriam os ingressos caros demais, a cidade violenta demais, o horário de shows tarde demais, a divulgação fraca demais, alguns dos culpados para menos pessoas frequentarem os espaços? Está sendo formado algum público no Rio de Janeiro, através de rádio, tv, internet, jornal, revista, qualquer canal que faça as pessoas saberem e se interessarem pelo que acontece aqui? E que tipo de público as casas de shows/produtores/bandas querem? Um interessado em música, um interessado em zoar, a zona norte faz parte dos planos ou só a zona sul?



Na contramão de tudo isso, o Circo Voador tem trazido bandas gringas na raça, convencendo elas a diminuirem o cachê ou receberem parte da bilheteria por um bom motivo: tocar no Rio de Janeiro. E tocar no Circo Voador, que seria um lugar de shows históricos no Rio. Foi assim que eles trouxeram o Franz Ferdinand, que só se apresentaria em São Paulo, abrindo pro U2. Vieram para o Rio e fizeram um show histórico em fevereiro de 2006, para mais de 2.000 pessoas, tornando em realidade a mística do Circo.



Passados mais de dois anos, as coisas não mudaram muito por aqui. Os shows continuam com pouco público, e o Circo trazendo bandas de fora para não muita gente, mas sempre animados, como o Mudhoney por exemplo, apesar de nada ter sido perto do que foi Franz Ferdinand. Até que uns dez dias atrás, o Circo e seu público salvaram uma banda.



Bloc Party vinha de shows bastante criticados, tanto em Buenos Aires quanto em São Paulo, no Terra. Sem falar naquele playback vergonhoso que eles fizeram no VMB. A impressão que dava é que logo a banda iria acabar, a se julgar pelos relatos dos shows mornos que eles vinham fazendo. Então ninguém esperava muito deles na segunda-feira do dia 10 de novembro. Deviam haver umas 800 pessoas no Circo. Algumas poucas (eu, por exemplo) do lado de fora por problema$$$ para entrar, se me entendem. Mas eles começaram a tocar, e as pessoas a se animarem, eles a gostarem da animação e tocando com mais vontade, e o som chegando nas pessoas e elas mais animadas ainda, todos mais preocupados em se divertir do que analisar a banda e... Talvez seja melhor ver os vídeos completos do show, mais uma vez do Felipe, porque fica muito mais fácil. Aconselho a prestar atenção a partir da décima música mais ou menos, que é quando a coisa começa a pegar fogo.





Ou aqui.



O público do Rio de Janeiro pode não ser grande, mas é vendo coisas assim que faz garantir que pelo menos uma parte da cidade merece ver bons shows.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Little Joy - Circo Voador - 24/01/2009

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Pode marcar já na sua agenda! Little Joy, a banda de Rodrigo Amarante com o baterista do Strokes, Fabrizio Moretti, mais a namoradinha do Fabrizio, Binki Shapiro, vai se apresentar no Circo Voador no dia 24 de janeiro, um sábado. É o que consta no email que o Circo manda com suas próximas atrações. A venda de ingressos deve começar em meados de dezembro. E dois dias depois a Orquestra Imperial também se apresenta lá, provavelmente com o Amarante, que acho que não toca com a Orquestra desde a Virada Cultural em São Paulo, que aconteceu em abril. Claro que a presença mais importante da Orquestra Imperial é a de Rubinho Jacobina, mas mesmo assim.




Little Joy no momento está em turnê pelos Estados Unidos, e há uns poucos dias atrás tocou em New Jersey. Na platéia estavam o baixista do Strokes, Nikolai, o vocalista do Kaiser Chiefs, Ricky Wilson e o produtor Mark Ronson (li aqui). Enquanto a banda não vem, pode ir conferindo o vídeo para a música "Next Time Around", que é simples e bonito pra caramba, tão boa ou melhor que a versão do disco. Será que era o Devendra Banhart segurando a câmera?


Atualização: a data no Circo Voador mudou. Veja aqui.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Foalstival

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Deixei a Mallu Magalhães para conferir no palco indie um pedaço do show do Animal Collective, e olha, me arrependo. Teria sido melhor acompanhar o desfecho da apresentação da menina. Talvez por ter chegado no meio do show eu não tivesse entendido muito bem o que estava acontecendo, igual um filme de trama densa. Mais tarde soube que eles tiveram problemas de som no início. Mas a verdade é que cinco minutos de Animal Collective foram mais do que suficientes. Com dois caras mexendo em programações e no meio um com guitarra e cantando, o resultado era uma maçaroca sonora um tanto quanto enjoativa, apesar do bom público acompanhando atento, com um número até surpreendente de pessoas urrando e curtindo aquilo.



Voltei depressa para o palco principal, já que a próxima atração seria Jesus and Mary Chain. Não que o plano fosse ver o show inteiro, e justamente por isso era importante não perder o início. Mas ali supostamente ia acontecer uma aula de História do Rock. O pop encharcado de microfonia de Jesus foi e é influência para muita gente. É curioso ver Jesus and Mary Chain como um "dinossauro" do rock, mas considerando os (atenção para a gíria paulista) "tiozinhos" meio indies, meio enrugados, que estavam lá na frente cantando e se emocionando com as músicas, é isso que eles estão se tornando 20 e poucos anos depois do lançamento de Psychocandy.



Os irmãos Reid abriram com "Snakedriver" e dava pra perceber que de microfonia não havia quase nada, e sim bom rock para dançar. As pessoas celebravam enquanto William Reid, de cabeça baixa, tentava se entender com sua guitarra, tendo bastante êxito. "Head On" veio em seguida e, só por aquele momento, já valeria o preço do ingresso. Apesar de eu conhecer inicialmente essa música na versão punk dos Pixies, com o vídeo que passava na MTV, poder ouvir na versão original foi demais. Em "Sidewalking" já era perto de 21:00 e com muita dó tive que ir me afastando para chegar a tempo ao palco indie e assistir Foals, minha aposta de grande show no festival.


Foals - 08/11/08


E foi bem mais do que o esperado. Os caras da banda, esquisitos que só, vão entrando e não dá pra perceber quando eles acabaram de ajustar seus instrumentos e quando realmente começou a primeira música, aparentemente uma improvisação instrumental, onde o baixinho vocalista e guitarrista Yannis Philippakis berra ao microfone enquanto arrasta o pedestal pelo palco. Terminado esse empolgante início eles se organizam no palco em forma de círculo. Yannis canta de lado, na frente, o outro guitarrista, Jimmy Smith, fica muitas vezes de costas para o público, o tecladista Edwin e o baixista Walter também ficam de lado, em lados opostos. A disposição no palco faz parecer uma banda que está ensaiando. Mas eles não ficam nem um segundo parados, e o círculos se desfaz o tempo inteiro.


Foals - 08/11/08


Se no disco eu percebia influências de afrobeat, ao vivo há pouco disso. O que há é uma mistura explosiva de At The Drive-In com New Order para pistas de dança. Batidas mais retas e som mais pesado, um estrondo dance e punk. Além da óbvia influência de Gang Of Four. É pós-punk, disco-punk, jazz-punk, o punk cooptado por nerds ingleses (não foi sempre assim?) que estão lá em cima tentando se divertir como aquele fosse o show da vida deles. E para fazer o até então analítico público paulista se entregar ao som, é porque o esforço deu resultado. Yannis desce duas vezes do palco, em uma delas nem dá pra ver onde ele vai parar.



As músicas vêm em forma mais acelerada do que no disco. "The French Open" é recebida bem, "Olympic Airways" tem seu refrão "dis-a-ppe-ar" cantado bem alto, em "Balloons" era impossível ficar parado. Além de algumas frases em inglês, o vocalista Yannis fala três vezes em português, que talvez mostre bem qual é a intenção da banda. A primeira foi a que todos falam, "obrigado". A segunda foi "maconha", mas que saiu com a mesma entonação da "obrigado" anterior. Na terceira vez ele já disse duas palavras: "menina bonita". Não importa o ritmo, é sexo, drogas e rock'n'roll há mais de 40 anos o motor que impulsiona a música pop.



"Hummer" aumenta a animação do público. Supla está desde o começo assistindo a tudo ali do lado, no backstage. Yannis parece determinado a destruir a sua guitarra, da forma que a toca, mas não chega a fazê-lo. Em "Electric Bloom" ele deixa a guitarra para bater numa peça de bateria colocada na frente, mas com o som muito baixo, na verdade. O final com "Two Steps, Twice", é devastador. No meio da música o baterista vai para frente do palco pedir bara o público bater (mais) palmas, o que o tecladista já havia feito em "Cassius". Enquanto isso, Yannis sobe em uma estrutura atrás da bateria, tocando guitarra lá em cima para delírio dos presentes. Se Jesus and Mary Chain estava lá para uma aula de História do Rock, Foals estava lá para fazer História.


Foals - 08/11/08




Foals - 08/11/08