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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Saindo do forno - lançamentos nacionais de 2009 - parte 1

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Alguns foram lançados logo no início de Janeiro, outros sairam tem pouco tempo. Confere aê!

Luiza Mandou Um Beijo - "Segundo CD" ou "CD com o banco de praça na capa" ou "CD com capa da Vânia"
  (vide aqui)

Rio de Janeiro - RJ

Músicas:
1-Borboleta Imperial
2-Memorias da Praia
3-Mar Sem Sal
4-Peixe Pequeno
5-Mar Bravo
6- Na Capital
7- A Odalisca E O Pirata
8-Cosquinhas de manhã (SM)
9-Lídia Traída
10-Without you
11-Os Pensamentos Solares de Seo Abílio
12-Boa tarde, Sr.Smith
13- A Obsessão de Sueli
14- O Maracá / Introdução de Homem Azul

[Transferir] -link do Eduardo


Paralamas do Sucesso - Brasil Afora
Rio de Janeiro - RJ

Músicas:
1-Meu Sonho
2-Sem Mais Adeus
3-A Lhe Esperar
4-El Amor - El Amor despues del amor
5-Quanto Ao Tempo
6-Aposte Em Mim
7-Mormaço
8-Taubaté ou Santos
9-Brasil a Fora
10-Tempero Zen
11-Tão Bela
12-O Palhaço

[Transferir]   - qualidade ruim...


Siba e a Fuloresta - EP Canoa Furada
Recife - PE
1-A Bagaceira
2-Canoa Furada

Romulo Froés - No Chão Sem O Chão
São Paulo - SP

Músicas:
Primeira sessão: Cala boca já morreu

01-Do Ponto do Cão
02-A Anti-musa
03-Destroço
04-Para Quem Me Quer Assim
05-Deserto Vermelho
06-Anjo
07-Minha Casa
08-Vai
09-Qualquer Coisa Em Você Mulher
10-Sei Lá
11-Pierro Lunáticos
12-Amor Antigo
13-Mochila
14-Peraí
15- De Adão Pea Eva
16-Só Você Faz Falta

Segunda sessão: Saiba ficar quieto 

01-Para Fazer Sucesso
02-Ela Me Quer Bem
03-Esse Aí
04-O Que Todo Mundo Quer
05-Caia na Risada
06-Cala Boca Já Morreu
07-Manda Chamar
08-Dia Tão Cinzento
09-Ou Nada
10-Caveira
11-Fui Eu
12-Gelatina
13-Se Eu For
14-Pedrada
15-Uva de Caminhão
16-Astronauta
17-Saiba Ficar Quieto

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Etc.

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- Semana que vem é a semana do Radiohead no Multishow! Falta menos de um mês para o festival que vai trazer a banda de Oxford, Los Hermanos e Kraftwerk. Nada de Vanguart! Aqui fica assim:
Rio de Janeiro (20/03)
DJ 18hs
Los Hermanos 19hs
Kraftwerk 21hs
Radiohead 22h 30m
E você, chega que horas?

- E os vencedores do Britawards (adoro!) são:
Melhor disco: 'Rockferry' - Duffy
Melhor grupo: Elbow
Melhor cantora: Duffy (Chatinha...)
Melhor cantos: Paul Weller
Melhor show: Iron Maiden (FINALMENTE EU CONCORDO EM ALGUMA COISA /O/)
Melhor single: 'The Promise' Girls Aloud
Artista revelação: Duffy
Melhor álbum internacional: 'Only By The Night'
Melhor grupo internacional: Kins of Leon
Melhor cantora internacional: Katy Perry (Tá de brincadeira né? Os outros indicados não ajudam também...)
Melhor cantor internacional: Kanye West (É o cara do playback do Tim Festival :D)
Prêmio pela carreira: Pet Shop Boys
Escolha da crítica: Florence and the Machine

- O boato do Morrissey no Brasil tá forte. Mas eu acho que o cara não vem esse ano, até o final do ano 'confirmam' pra ano que vem.

- Primeiro foi a Rough Trade falando que o Autoramas é a banda independente mais importante do Brasil. Agora, a casa de shows Gruta 77 falou que o show do Gabriel e cia. foi o melhor do ano! Foda! Agora vai aparecer um monte de gente com a camisa dos caras na rua. A banda prepara ainda um disco acústico

- São Paulo é uma merda. Eu odeio SP. Além de ter os melhores festivais, eles ainda ganham edições de festivais de outros lugares em seu espaço geográfico. É o Goiania Noise SP, e agora o Rec Beat SP. A banda venezuelana "Desorden Publico" vai vir pro sudeste, será que vem pro Rio? 

- Sonic Youth confirmado no Chile? 

- Garanto que você não vai achar uma lista de melhores de 2008 mais legal que a do Aporias!

- O Tarantino é foda e ponto final!

- Tá foda ir pros blocos. Eu achei que foi uma furada ficar em casa pra ver o jogo e não ir pra rua. Mas tô vendo que não é bem assim: primeiro a minha tia voltou 15 minutos depois de sair de casa. Motivo? Tinha umas 100 cabeças na fila pra comprar o bilhete do metrô!; E o Mauricio ainda manda essa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Guia de blocos no Rio

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Ir pra Sapucaí é coisa de turista e de gente chata, legal mesmo é ir pros blocos! Que além de mais divertidos, não custam nada. Aproveite então! O site Samba e Choro listou mais de cem blocos, eu separei alguns com nomes legais pra colocar aqui:

(Infelizmente o 'Só O Cume Interessa' já saiu e não deu tempo de colocar aqui. Se liga na música)

Mamelúdicos Eufóricos e Outros Inerteofóbicos Frenéticos
Quando? 19/2
Que horas? 20 horas
Onde? Rua Visconde de Caravelas (Botafogo) 

Concentra mas não sai
Quando? 20/02
Que horas? às 20h
Onde? Rua Ipiranga (Laranjeiras) 

Escorrega Mas não Cai
Quando? 20/02
Que horas? às 19h 
Onde? Ladeira do Escorrega com Sacadura Cabral, ao lado do Kalesa (Centro) 

SuperBloco Favelados 
Quando? 21/02 
Que horas? às 18h
Onde? IAPC de Olaria (Olaria) 

Se não quer me dar... me empresta
Quando? 21/02
Que horas? às 16h
Onde? Rua do Lavradio, 90 (Lapa) 

Que merda é essa?
Quando? 22/02
Que horas? às 14h
Onde? Bar Paz e Amor, R. Garcia D'Ávila esq. com Nascimento Silva (Ipanema) 

Desculpa pra Beber
Quando? 24/02
Que horas? às 17h 
Onde? Concentração na Cobal do Humaitá (lado Voluntários) (Humaitá) 

Barangal
Quando? 1/3
Que horas? 16 horas
Onde? Posto 9 (Ipanema)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Radiohead no Rio - parte 5: Se preparando

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Não, não espere achar aqui um guia de exercícios para aguentar as trezentas horas de show. Como jovem sedentário, não tenho muita coisa para recomendar, a dica é quanto a música. Pensando em você que só conhece 'Creep', 'Anna Júlia' e 'Autobahn' eu separei uns discos pra você ouvir.

Radiohead:

Eu prefiro 'Ok Computer' e 'The Bends' mas como são discos antigos fica difícil deles tocarem muita coisa, dos mais novos eu gosto muito do 'Hail to the Theif'. O Otaner já deu a dica da setlist e passou a discografia.

Kraftwerk:

Na real, não dá pra ouvir Kraftwerk direito em MP3. As músicas são enormes e bem trabalhadas, logo requerem alguma atenção de você. Eu pelo menos não consigo me concentrar muito olhando para a tela do PC. Mas como você tá só conhecendo... Pega o primeiro disco 'Ralf and Florian', o hit 'Autobahn' e 5-star-rated na All Music 'Trans-Europe Express'

Los Hermanos:

Eu não sou muito fã dos Hermanos. Gosto de uma ou duas músicas e ponto, ficar chorando pelo Amarante, Camelo e cia fica pra você. Segundo um amigo meu, 'Bloco do Eu Sozinho' é o melhor; A música que eu gosto é 'O vencedor' do 'Ventura' produzido pelo Kassin, assim como o 'Quatro'. Tudo aqui.

Vanguart(?):

O '?' é porque o nome da banda só foi citado pela MTV. Nenhum dos anúncios que sairam nos jornais colocaram o nome da banda. Vanguart é bem legal, dá uma ouvida no material da banda que vale a pena.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Grito Rock RJ

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copiando e colando. Recomendo Nayah, Cabeza de Panda e Homens do Pântano.






PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL GRITO ROCK RJ 2009

:: SEXTA 20 – abertura da casa: 20h ::

22h – Filhos da Judith
22h40 – Manifesto
23h20 - Filhos do Totem
00h – Drenna
00h40 – Unidade Imaginária
01h20 – Los Bife
02h – Sukhoi
Djs Pax + Muniz

:: SÁBADO 21 – abertura da casa: 20h ::

22h – Ganeshas
22h40 – Natural Born Rockers
23h20 - Mother Funk
00h – Miami Bros
00h40 – Velho Joe
01h20 – Homens do Pântano
02h – Stellabella
Dj Renato Lima (Jukebox)

:: DOMINGO 22 – abertura da casa: 20h ::

22h – Casa de Bicho
22h40 – Quilombos Urbanos
23h20 - Prosaico
00h – Carlos Spihler
00h40 – Cabeza de Panda
01h20 – Abstratus
02h – Nayah
Dj Terror

Serviço:
Grito Rock RJ 2009
Dias 20, 21 e 22 de fevereiro.
Cine Lapa – Rua Mem de Sá 23, Lapa. Tels: 2266-1014 / 2509-5166.
Abertura da casa: 20h
Ingressos: R$ 10 com flyer e R$ 15 sem
Informações: www.fotolog.com/gritorockrj

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Miscelânea Odeon

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Edit: Procurando a programação de 2011? Só clicar.

copiando e colando:





serviço:
Miscelânea Odeon
terça, 17 de fevereiro, a partir das 19h, odeon petrobras e praça da cinelândia
Entrada franca
Curadoria chacal

Programação:

No cinema
Flu + allan sieber
Fala palavra
Silvia machete
Brasov
Orquestra voadora


Na praça
Orquestra voadora
Cordão da bola preta
Dj jorge LZ


Odeon Petrobras: Praça floriano 7 / Tel 2240 1093

Capacidade:
Cinema - 600 lugares
Praça – infinita
Tudo de graça

Faixa etária – livre
site: www.grupoestacao.com.br
mais informações: liliam h – 2286 6336 / 2266 9900

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Discos de 2009 esperados pelo Bloody Pop

| 2 comentários
Num post passado eu dizia que não tinha muita expectativa por álbuns nacionais a serem lançados em 2009, só pelo Superguidis. Internacional então, minha ansiosidade é zero, uma vez que o Franz Ferdinand já lançou o disco deles e você não precisa ouvir muito mais este ano (isso é um elogio). Talvez tenha sido um exagero, apesar que realmente, a única expectativa que eu tenho é que os novos discos brasileiros possibilitem novas músicas a serem tocadas nos shows e talvez turnês de bandas que não passam muito por aqui.



Mas o site Bloody Pop listou alguns dos lançamentos para 2009 que podem ser interessantes. Alguns nomes bem familiares ao La Cumbuca e outros de quem não espero nada (o que pode ser bom), Livio fala a quantas anda as preparações dos discos de Superguidis, Nervoso e Os Calmantes, Nancy, Babe Terror, Terminal Guadalupe, Supercordas, Nina Becker, Do Amor, Jumbo Elektro, Caetano Veloso, Móveis Coloniais de Acaju e Mombojó.



Clique aqui para ler Os discos brasileiros mais esperados em 2009 por Bloody Pop

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vinil-tube

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Eu já tinha visto algo parecido há uns meses atrás, quando fiz uma compilação de vídeos com músicas de soul/funk/R&B que estavam em uma coletânea. Em janeiro, procurando alguma coisa sobre o Wax Poetic, cheguei em um vídeo de U-Roy, músico de reggae. O que despertou interesse em mim é que era um vídeo de um compacto em vinil sendo tocado, com um som muito bom. Entrei no perfil do sujeito que colocou esse vídeo no youtube e ele tem mais de 500 vídeos de compactos sendo tocados na vitrola! A maioria de artistas de reggae, dub, soul e funk: Desmond Dekker, James Brown, The Heptones, Max Romeo, Toots & The Maytals, The Supremes e mais um monte de gente.


A partir dali, entrando em outro link de usuário que faz a mesma coisa, mais 500 vídeos (não vi se eram todos de vinis sendo tocados). Entre um monte de nomes desconhecidos dá pra encontrar Wings (a banda do Paul McCartney nos anos 70), Suzy Q, Sugarhill Gang, Kraftwerk e Stevie Wonder. Esse outro é mais animal e tem 900 vídeos fazendo isso! Bastante coisa de reggae, mas tem uns nomes ali que eu nunca vi na vida e não tenho certeza do que pode ser.



Não fica claro se o som está saindo diretamente do vinil em todos os vídeos, mas não deixa de ser muito legal e uma boa forma de descobrir boa música.

Uma mini-compilação de alguns sons legais:


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Off-Tropicália: os discos da Rita Lee, Jorge Ben e Erasmo Carlos

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Aconteceu nos útlimos dias de janeiro um mini-festival no Espaço Sesc em Copacabana. Anunciamos aqui o Off-Tropicália, onde a cada dia um disco um tanto quanto obscuro de grandes nomes da música brasileira (Jorge Ben, Rita Lee e Erasmo Carlos) feito ali no começo dos anos 70 era tocado na íntegra por um artista diferente. Não eram exatamente discos tropicalistas, mas flertavam com toda aquela mistureba.


O disco de Rita Lee, Build Up, talvez seja o mais inserido dentro da Tropicália. Mas nos três trabalhos figuram nomes como o maestro Rogério Duprat, Os Mutantes e o guitarrista Lanny Gordin. Assisti dois desses shows na primeira semana do festival: o da Rita Lee executado por Do Amor/Nina Becker e Silvia Machete interpretando o disco Carlos, Erasmo, do Tremendão.


Na quinta-feira em que Do Amor e Nina Becker faziam a Rita Lee, não havia muita novidade pra mim. Eu já havia visto esse show no fim do ano passado no Cinematheque, mas é igual a um disco bom, dá vontade de ouvir de novo. Aliás é assim com esse disco mesmo. Até porque, e esse é um grande problema no Build Up, o disco é curto. Muitas músicas não passam muito mais do que dois minutos. Seria interessante que todas as faixas tivessem versões extendidas. "Prisoneira do Amor" podia tocar por uns 15 minutos de tão legal que é.


Como eu já havia dito da outra vez, os arranjos tentam lembrar ao máximo a sonoridade do disco. Como o disco é curto, o grupo aproveitou para tocar músicas obscuras de artistas internacionais da época, como Syd Barrett e The Monks. Mas o momento mais empolgante foi a versão de "And I Love Her", dos Beatles, que Rita Lee transformou em "And I Love Him" (o que já haiva sido feito antes pela cantora Esther Phillips - thanks wikipedia), que de uma balada amorosa vira um rockão que arrancou aplausos do público.


No sábado foi a vez de Silvia Machete, com direito a algodão doce, cítara e a indefectível pomba na cabeça. Esse disco do Erasmo Carlos, fora uma ou outra música não tão legal, como "Sodoma e Gomorra" (que Machete diz que teve medo quando ouviu a primeira vez), é cheio de clássicos. Mas a mais conhecida mesmo é a que abre o disco. "De Noite Na Cama", composição de Caetano Veloso, ganhou essa popularidade com a versão que Marisa Monte fez há uns anos atrás e não fosse por isso seria um disco hoje em dia completamente ignorado, mesmo que "Ciça Cecília" e "Maria Fumaça" tenham lá seu reconhecimento.


Nesse dia, com ingressos esgotados para a arena do Sesc, foi a oportunidade de músicas legais como "É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo" e "Dois Animais Na Selva Suja Da Rua" serem ouvidas. "Gente Aberta" já faz parte do repertório de Silvia, que aproveitou para tocar também uma música sua, "Toda Bêbada Canta", com coreografias divertidas feitas pelos músicos de sua banda, já que o humor não poderia deixar de estar presente em um show de Silvia Machete.


Foi interessante também conhecer o Espaço Sesc, onde os músicos ficam em uma área circular com o público em volta por todos os lados, mais interessante que a arena quadrada da Caixa Cultural. Deviam acontecer mais shows por lá.


Se lhe bateu a curiosidade de conhecer esses discos, é só ir clicando nos links abaixo.



Jorge Ben (1969)



01. Criola
02. Domingas
03. Cadê Tereza
04. Barbarella
05. País Tropical
06. Take It Easy My Brother Charles
07. Descobri Que Sou Um Anjo
08. Bebete Vãobora
09. Quem Foi Que Roubou a Sopeira de Porcelana Chinesa Que a Vovó Ganhou da Baronesa
10. Que Pena
11. Charles 45

Ficha técnica

Download - Fonte





Rita Lee - Build Up (1970)



01 - Sucesso, aqui vou eu (Build up) (Arnaldo Baptista - Rita Lee)
02 - Calma (Arnaldo Baptista)
03 - Viagem ao fundo de mim (Rita Lee)
04 - Precisamos de irmãos (Élcio Decário)
05 - Macarrão com linguiça e pimentão (Arnaldo Baptista - Rita Lee)
06 - José (Joseph) (G.Moustaki - versão: Nara Leão)
07 - Hulla-hulla (Élcio Decário - Rita Lee)
08 - And I love him (McCartney - Lennon)
09 - Tempo nublado (Élcio Decário - Rita Lee)
10 - Prisioneira do amor (Élcio Decário)
11 - Eu vou me salvar (Élcio Decário - Rita Lee)


Download - Fonte





Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1971)



01. De noite na cama
02. Masculino, feminino
03. É preciso dar um jeito, meu amigo
04. Dois animais na selva suja da rua
05. Gente aberta
06. Agora ninguém chora mais
07. Sodoma e Gomorra
08. Mundo deserto
09. Não te quero santa
10. Ciça, Cecília
11. Em busca das canções perdidas nº 2
12. 26 anos de vida normal
13. Maria Joana

Download - Fonte

Bom texto sobre o disco

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Little Joy no Circo Voador - 06/02/09

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Little Joy - 06/02/09



Quando um pouco depois ou antes de uma da manhã o Little Joy terminou o show no Circo Voador, uma coisa estranha aconteceu. Nos fins de show no Circo, que infelizmente costumam terminar bem mais tarde que isso, costuma haver uma espontânea e rápida evacuação do local. Em poucos minutos o lugar vai esvaziando. Ontem foi diferente. O show terminou e as pessoas simplesmente ficaram ali do lado de fora da lona, conversando e bebendo. Pode parecer papo de hippie, mas é como se elas quisessem estar ali um pouco mais, sentindo a energia do lugar, depois de verem momentos emocionantes de um cantor reencontrando sua cidade e sendo tão bem recebido. Mas vamos voltar a fita um pouco.


"Rio de Janeiro! É muito bom estar de volta!", foram as primeiras palavras de Rodrigo Amarante ao público carioca desde... sei lá, muito tempo. Tempo que serviu para aguçar a vontade dos fãs de Los Hermanos em revê-lo. Some-se a isso a presença de Fabrizio Moretti trazendo fãs do Strokes, e os fãs das duas bandas: o resultado foram 2000 ingressos esgotados e muito mais gente do que isso dentro do Circo. Talvez houvesse uma boa parte que estava lá dentro se importando menos com a música e mais com os músicos. Nada mais do que justo, afinal de contas os trabalhos de suas bandas principais deram estofo e respaldo para que as pessoas tenham curiosidade e queiram conhecer o que eles estão fazendo.


E na verdade isso é ótimo, porque o som do Little Joy é bacana e merece essa atenção. Ganharam interesse por conta do nome dos envolvidos, mas mantiveram esse interesse por conta da qualidade. O show, mesmo com uma distribuição de músicas mais animadas nos momentos certos dentro do setlist, é na maior parte do tempo calminho, uma espécie de folk de bar ambientado por grupos dos anos 60 pré-psicodélicos. Mas a devoção do público transforma em música de arena até "Unattainable", cantada por Binki Shapiro, namorada de Fabrizio e último elemento do trio, que no palco conta com mais três músicos ajudando no baixo, guitarra e bateria. Amarante além da guitarra às vezes vai pro teclado de Binki e Fabrizio toca quase o tempo todo uma guitarra de 4 cordas (guitarra tenor).



Little Joy - 06/02/09 - Binki Shapiro


Little Joy - 06/02/09 - Fabrizio Moretti



Fabrizio, além de tocar a guitarra tenor e fazer os backing vocals, demonstra uma boa presença de palco. Atrás, com as baquetas no Strokes não há muito o que fazer, mas ali na frente como Little Joy ele conversa com o público, chega a se sentar na beira do palco enquanto toca “Don’t Watch Me Dancing”, para felicidade da turma do gargarejo, e arrisca ser a voz principal em “This Time Tomorrow”, cover do Kinks que de certa forma dá a dica da sonoridade que a banda parece buscar.


Mas o personagem principal dessa história acaba sendo Amarante. Little Joy é pequena alegria, mas em Amarante a alegria parecia imensa. Ele e Fabrizio entraram vestidos com ternos, mas Amarante entra também vestido com um sorriso aberto, que permanece mesmo enquanto canta, e ver alguém cantando desse jeito é gratificante. O paletó não resiste o calor infernal do Circo até o final, mas o sorriso vai até o fim. Apesar da maioria do repertório em inglês o que vemos ali é o Amarante do Los Hermanos, com as dancinhas esquisitas enquanto toca guitarra e a voz arrastada e bêbada dentro das melodias.


O universo que Amarante criou para essa turnê brasileira também lhe deve ser aconchegante: discotecagem de Maurício Valladares e abertura com o Cidadão Instigado, dos fantásticos timbres de guitarra de Fernando Catatau, que fez um show muito curto do qual só consegui assistir a última música. No bis da Little Joy, “Evaporar”, a única totalmente em português traz o ruivo sozinho ao palco e é como se fosse Los Hermanos da turnê do disco 4 novamente: gritos ensurdecedores antes de começar a tocar e coro mais alto que a voz no microfone. Tudo isso para uma música calma, quase acústica, parente próxima das músicas que Marcelo Camelo, que assistiu a tudo na parte de cima do Circo Voador, fez para o último disco do Los Hermanos e para seu trabalho solo.



Little Joy - 06/02/09 - Rodrigo Amarante

Little Joy - 06/02/09 - Rodrigo Amarante



E por mais que haja esse fanatismo - e aqui não falo de fanatismo de forma pejorativa; na verdade é uma pena que não hajam outros artistas que gerem esse tipo de comoção e mobilização em torno de sua obra hoje em dia no Brasil - ele vem de forma respeitosa e um pouco reverencial até. Somente um ou outro gritam por músicas das bandas de origem dos dois, como "Onze Dias" e "Last Nite". Mas Fabrizio põe esse respeito todo por terra no fim do show, ao ir para o microfone e começar a cantar os versos iniciais de "Último Romance". Não é preciso mais nada para que o Circo inteiro cante a música diante de um Amarante visivelmente emocionado que fica ali brincando com Fabrizio, mas ao mesmo tempo recebendo de presente mais de mil vozes cantando sozinhas uma música sua. Quando o público pára, Amarante fica ali ainda mais um tempo agradecendo, olhando os rostos das pessoas, acenando... e sorrindo. Grande alegria e dá pra imaginar como vai ser na Praça da Apoteose em março com Los Hermanos.


Little Joy - 06/02/09


Little Joy - 06/02/09 - Binki Shapiro

Little Joy - 06/02/09


Setlist:

Play The Part
Next Time Around
How To Hang A Warhol
No One's Better Sake
Unattainable
Shoulder To Shoulder
With Strangers
Keep Me In Mind
Walking Back To Happiness
This Time Tomorrow
New Song
Don't Watch Me Dancing
----------------------------------
Evaporar
Brand New Start
Último Romance

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Talkshow do Frejat no HPP

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A minha vida é arranjar assunto para os netos, é sempre bom se aventurar um pouquinho para tentar divertir os menores quando eu for mais velho. Frejat não tinha a finalidade de arranjar estória para contar os netos, ele queria mesmo era fazer roquenrou! Mas durante o talkshow ele mostrou que tá cheio de assunto pra contar! Seus 'netos' de 60, 40, 30 ou 16 anos que se apertaram na sala do Oi Futuro para escutar o que o vovô tinha a dizer estão de prova.

A vida antes de Frejat virar um Barão foi o primeiro assunto, toda sua formação foi explicada. Grande admirador de Roberto Carlos e Beatles, Frejat não parou de apontar semelhanças entre a Jovem Guarda e a Beatlemania A analise vai além da música, filmes são citados, e se você viajar um pouquinho, dá pra notar um quê de globalização no fato de a Jovem Guarda ser considerada pelo hômi como uma resposta à Beatlemania.

De tanto voar besouro ele lembra que seu primeiro disco foi 'Rubber Soul', e quase que pede 'In My Life' em casamento. 'A melhor do disco', não é atoa que ganhou até uma versão meio improvisada, claramente movida pela paixão à musica, Frejat não parecia ter certeza se sua conversinha com o violão estava bem afinada. Mas já dizia a tia da escola, se é feito com amor é bom.


Sua meninice ainda foi mais explorada. O show do Genesis e um Novos Baianos só afirmaram a vontade de ser músico, ele então decide pegar o violão, que antes estava encostado no quarto, para fazer barulho com os amigos. E de uma forma natural, sem pensar em fazer sucesso ou muito menos gravar um disco ele se viu convidado a fazer parte de uma banda, por um aluno de seu professor de violão que fazia aula antes dele. Nessa banda chamada Barão Vermelho quase ninguém se conhecia, mas o entrosamento veio e criou laços de amizade fortes até hoje. No Barão Frejat percebeu vários de seus talentos que eram ocultos. Primeiro o de compositor no momento em que se viu compondo com Cazuza. E depois de intérprete, quando se viu sem Cazuza na banda, aprendeu a cantar na estrada e não deixou o Barão acabar. Entre Novos Baianos e Barão Vermelho, Frejat aproveitou para tocar duas canções, 'Farol da Barra' e 'Bilhetinho Azul', uma de cada grupo, a segunda teve um coro fortíssimo da platéia que não deixou o senhor esquecer a letra.

Frejat falou muito sobre sua geração, que veio para quebrar paradigmas, mudar da programação do rádio até o equipamento usado na época em terras tupiniquins. Colocaram bandas jovens para um púlibo jovem. Medidas que ajudaram a próxima geração, que demorou para aparecer. Havia um medo de que tudo que foi feito fosse perdido, pois até o surgimento de Raimundos e Nação Zumbi, foi um festival enorme de bandas covers. 

Quando o assunto é internet, Frejat treme. Diz que seu site está fora do ar por muito tempo, mas que acredita na internet como meio de aproximar o artista do ouvinte e cita o ex-Barão Rodrigo Santos como exemplo disso. Promete que vai se interar com essas tecnologias, adianta que na próxima versão de seu site terá ferramentas que promoverão a interação entre ele e seu público. Tá anotado.

E para fechar a o show, ele toca uma música que é produto da união das gerações, a dele com que a sucedeu. 'Eu Não Quero Brigar' a letra de Black Alien só teve um 'pra' retirado e foi toda arranjada por Frejat. O resultado tá no disco do cara, vale a pena conferir.

Tomara que existam mais oportunidades para um encontro como esse, os netos agradecem ; )

Fotos por Marcos Dantas / Retiradas do Site do HPP

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Plano B : Do Amor ao vivo (12/2007) e mais

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Duplexx + Chelpa Ferro - 27/06/08


Túlio Brasil falou alguns posts atrás sobre o Plano B, a loja de discos/local de shows, refúgio para a música experimental carioca, e mundial até. Mas o Plano B já é falado aqui no La Cumbuca há mais de um ano. Vamos a uma pequena retrospectiva:



. No início de janeiro de 2008 eu falava aqui sobre uma sexta-feira de dezembro de 2007 onde antes de me embrenhar em um show destruidor da Nação Zumbi, parei tanto para conhecer o Plano B quanto para assistir pela primeira vez Do Amor. Peguei a metade final do show, na verdade, e o som estava muito estranho. Nem dava para imaginar ali que os caras teriam um ano atribulado, com shows em festivais do Brasil todo. Você pode ler alguma pouca coisa clicando aí embaixo:
Maratona Musical II



. Em julho do ano passado eu falava sobre uma semana dedicada, de forma totalmente não-planejada, à demência sonora. E no meio de Skylab em Ipanema num dia e Zumbi do Mato em Niterói em outro, lá estavam os grupos Duplexx e Chelpa Ferro dentro do Plano B com brinquedinho, máquinas, guitarras para produzir música experimental, obra de arte sensorial, como mais ou menos disse na época, que você pode ler aqui:
Música Para Loucos



. E finalmente, na mesma época em que acontecia o Tim Festival eu falava sobre shows legais que, mais uma vez de forma não-planejada, aconteciam na cidade de graça. Claro que o Plano B fazia parte das opções gratuitas que tivemos na época, com um show muito bom do Supercordas. Leia aqui:
Off - Tim



Recentemente esse show Do Amor no Plano B foi colocado na íntegra, com as faixas separadas, no last.fm da banda, para download. Lá você encontra esse e outros EPs, shows e gravações ao vivo da banda, organizadas em um trabalho caprichado feito pelo amigo Pedro Montenegro.



Clique aqui para baixar Do Amor - Plano B Live Sessions

Festa DáUmLôudi - 07/02

| 1 comentário
A gente não costuma divulgar festas aqui (falar de shows já ocupa muito tempo), mas como essa é de um amigo e é garantida que vale a pena, se liga no serviço:


A DáUmLôudi mistura soul, rock, samba, jazz, MPB e raridades garimpadas na Web.
Um convite à boa música em tempos internéticos.

Dj Togu // samba / rock / soul //
Dj Zé Luiz // grooves / ritmos brasileiros e latinos //
Dj Falácia // brasil / rock / grooves //

A festa de nome estranho faz 1 ANO baixando grooves para o seu HD mental!

E convida:
Dj Ricardo Brasília

½ Hora Especial: Wilson Simonal x Roberto Carlos (o rei branco e o rei negro)

Aonde?
Mal do Século.
Rua do Resende, 26, Lapa (próximo à Av. Gomes Freire)


Quanto?
Lista Amiga: R$10,00 - daumloudi@gmail.com
Na hora: R$ 15,00.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Morreu Lux Interior, vocalista dos Cramps

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O mundo está um pouco menos louco e um pouco mais triste. Morreu ontem o vocalista da banda The Cramps. Lux Interior, 62 anos, casado com a guitarrista Poison Ivy, fazia loucuras em cima do palco, e juntos o casal criou um híbrido de blues, punk, rockabilly, filme B e taras sexuais que praticamente fez surgir um gênero (o psychobilly) e influenciou um monte de gente. Sem eles, Jon Spencer Blues Explosion provavelmente não existiria (não da forma que existiu).

Por aqui, "Bikini Girls With Machine Guns" e "Like a Bad Girl Should" foram duas músicas dos Cramps que ficaram relativamente conhecidas graças à execução dos clipes na MTV (para quem nasceu depois de 1990 poder entender: era assim que a gente conhecia muita coisa. Obrigado, Massari).



Lux Interior também é o protagonista de uma das imagens mais bonitas que já vi no Rock'n'roll e só descobri agora.





Em algum lugar dizia que ele tinha 59 anos quando essa foto foi tirada. Que esteja em paz, em um lugar cheio de luxúria e perversões.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ainda Janeiro

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Calma Janeiro, que ainda não acabei contigo. Falta falar do Humaitá Pra Peixe 2009, onde escrevi sobre boa parte dos shows para o site do Festival; e ainda consegui arrumar um tempo para ver o último show da temporada que o Canastra fez com convidados na Lapa; e dois dos shows do mini-festival Off-Tropicália, Do Amor com Nina Becker e Silvia Machete.


Aos pouquinhos eu, pior do que político em final de campanha, vou tentando escrever um pouquinho sobre esses e outros assuntos.


Canastra e convidados

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Atrações do Festival Coachella 2009 - Quequeisso...

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Acho que tudo quanto é blog que fala de música já deve ter divulgado o line-up do festival americano Coachella que acontece nos dias 17, 18 e 19 de abril. Em anos anteriores, esse festival já teve escalações simplesmente espetaculares, não só em quantidade como em qualidade, com destaques para shows de retorno dos Pixies, Rage Against The Machine, The Verve e Jesus and Mary Chain. Aqui você pode dar uma conferida nas trocentas bandas que tocaram a cada edição.



Este ano a única reunião mais notável, das atrações até agora anunciadas, é do My Bloody Valentine, que na verdade já retornou a tocar (e consequentemente ao mundo dos festivais) no ano passado. Fala-se na possibilidade da inclusão do Blur, o que faria deste o primeiro dos shows que eles farão este ano depois de anos em inatividade (e ainda mais anos desde a última vez que Graham Coxon esteve na guitarra).


Do restante, sábado e domingo até têm algumas atrações legais. O já citado My Bloody Valentine, Yeah Yeah Yeahs, Amy Winehouse, Public Enemy, Turbonegro, Superchunk... Mas na sexta-feira...




Na sexta-feira...




Vou colocar aqui as atrações que acho que são as principais e você imagina daí ver esses primeiros caras assim, em sequência? Sei lá se eles vão tocar em sequência, mas imagina.

Olha:


Paul McCartney
Morrissey
Leonard Cohen
Franz Ferdinand
Beirut
Girl Talk
Patton & Rahzel
Molotov



Eles estão de brincadeira, né?


E ainda tem no mesmo dia o N.A.S.A. do DJ Zé Gonzales (Planet Hemp), que nunca ouvi mas boto fé, e o Buraka Som Sistema, que pelo pouco que ouvi me pareceu interessante.


Alguns desses artistas já passaram aqui no Brasil, mas tudo num dia só deve ser uma experiência do outro mundo. Não a toa que o lugar dos shows é num daqueles distantes desertos americanos com jeito de paisagem alienígena...


Vê a escalação completa aí embaixo:

Little Joy em São Paulo e Belo Horizonte

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Catei uns vídeos dos shows que o Little Joy está fazendo pelo Brasil, para os que forem ao Circo Voador esta sexta-feira irem se aquecendo para a apresentação de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti.




Ou então entra aqui.

Gritos, histeria, três datas lotadas em São Paulo. Não tem outro jeito para a música sobreviver. O show de abertura no Circo Voador, assim como foram os de São Paulo, fica por conta do Cidadão Instigado, e aqui no La Cumbuca já falamos de um show do Cidadão no Circo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um pouco mais da briga De Leve x maluco do Firefox na testa

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Essas duas reportagens, cujos links seguem abaixo, dão uma boa visão sobre a discussão entre o De Leve de barba postiça e um mongo com chapéu de siri e adesivo do Firefox na testa que a gente comentou uns dias atrás. É legal descrever como estavam fantasiados os protagonistas da briga para mostrar o quanto o negócio foi ridículo.


Esse é um texto feito por um site da Tv Cultura, com uma entrevista com o encrenqueiro:

http://www.iptvcultura.com.br/sections/content/?id=100


E esse é um vídeo feito por Carlos Carlos, com entrevistas com ambas as partes:

http://fiztv.uol.com.br/f/Video/assista/23353/0

O melhor de tudo é isso: a reclamação do cara é por causa dos palavrões na música México.
E o apelido do cara é Chupa!!

Como parece que a confusão começou com a música "Diploma", que é justo uma das músicas mais geniais do De Leve - Pensei que nerds eram inteligentes! - vai aí abaixo a letra completa e clica no vídeo aí (De Leve com Bnegão e os Seletores de Frequência!) para acompanhar.


Diploma (De Leve)

cê se formou advogado mas não passou na OAB
relaxa, tem mais de 5.000 neguinho que nem você
que estudaram mais de 4 anos e hoje limpam chão
ou tão em fila de loja pra ficar atrás do balcão
e não adianta anunciar serviço no Balcão
o salário é uma merda, mercado só tem falcão
pede emprego pro tio vereador se não
cê vai ficar anos procurando e levando um não, então

pega o diploma e limpa sua bunda
não tem emprego tenta na segunda

cê achava maneiro andar de terno no sol
hoje já não acha, tá no eterno anzol
da burocracia sem democracia de verdade
decide a cor da gravata e nem tem variedade
achava faculdade o trampolim do sucesso
mas comprou com cambista era falso o ingresso
deu mole, não come nem no La Mole
só baba ovo do chefe servindo outro gole

pega o diploma e limpa sua bunda
não tem emprego tenta na segunda

você é jornalista a família acha lindo
exemplo pros irmãos, pela mãe sempre bem vindo
tira mó onda no choppinho da sexta
mas o que ninguém sabe é que cê trabalha no Extra
e o jornal é uma bosta
você tem asessoria nas costas
o que cê escreve é deprimente
mas tira onda quando tá com a gente

pega o diploma e limpa sua bunda
não tem emprego tenta na segunda

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Curtas e grossas

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- Poesia: Mallu Magalhães e Mônica Mattos
- Kid Vinil alerta: O Vinil chega na frente em 2009 (tava pensando em colocar a foto do meu vinil do FF aqui quando ele chegar, depois dessa é melhor eu ficar na minha...)
- As parceirias do Dylan: Mais uma
- Pesquisa: O coletivo Araribóia Rock fez um pesquisa com seu público sobre quando vale o show, como se chega nele e etc.
- Designer serve pra isso: Várias logos do mundo da música
- Desocupados: MP3 em granada
- Infelizmente: MESMO

sábado, 31 de janeiro de 2009

Show Surpresa do Humaitá Pra Peixe

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Pois então, acabou a surpresa do nome do show surpresa no Humaitá Pra Peixe. Será um show do grupo nova-iorquino Wax Poetic, com participações de Otto e Thalma de Freitas! O que não deixa de contnuar sendo uma surpresa para muita gente que não conhece o Wax Poetic. É a chance de conhecer, já que o preço é no mesmo esquema do show surpresa do ano passado, pague o quanto você acha que o show vale!


Eu poderia ser suspeito para dizer o quanto o som é legal já que estou escrevendo para o site do HPP, mas já falei do Wax Poetic aqui no La Cumbuca, muito antes, em outubro:


"O wikipedia e o all music me dizem que eles são um grupo de trip-hop, chegando a comparar com Morcheeba. Mas o que eu vi foi uma mistura improvisada e louca de muito pós-punk com jazz e linhas de dub. A única coisa que sabia antes do show é que eles utilizavam músicos do lugar onde estavam para fazer essa enorme jam. Ao chegar para dentro da lona era possível ver que na guitarra estava Gabriel Muzak, do grupo Rockz e no baixo se encontrava Gabriel Bubu, do conjunto musical Do Amor, ótimos músicos com duas bandas que fazem dos melhores shows na cidade. Aos dois Gabriéis se juntaram um baterista e o saxofonista/tecladista Ilhan Ersahin."


Contiue lendo aqui: http://lacumbuca.blogspot.com/2008/10/off-tim.html

E o melhor de tudo, diferente do Circo Voador, um show mais cedo, para curtir bem o som.

Wax Poetic - 23/10/08

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Plano B Live Sessions

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Encravada na Lapa, a loja de discos Plano B é um dos poucos espaços para música experimental no Rio de Janeiro. Lá se apresentam artistas com propostas muito diferententes do habitual, quase sempre relacionados com a música eletrônica. Toda sexta e sábado tem apresentação de alguma banda doida! São frequentadores de lá a turma do Supercordas, por exemplo, que já ficaram um bom tempo em temporada por lá. 

Vale a pena arriscar e chegar lá pra ouvir um som. Além de ser de graça, os shows costumam começar cedo, é bom pra você fazer hora antes de ir pro Circo e etc. Dá uma olhada no MySpace da loja e fica sabendo quem vai tocar por lá, destaque para o show do Zumbi do Mato dia 13 de fevereiro.

O Plano B fica na Rua Francisco Muratori 2A - Lapa

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Demissão do Maestro John Neschling

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Pronto, daqui a pouco estaremos falando aqui de música barroca e o escambau. Mas tenho acompanhado com interesse essa história. Para resumir: John Neschling trabalhou por 12 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, ou, para ocupar menos espaço, OSESP. Ele acumulava as funções de regente e diretor. Há 12 anos atrás, pelo que li, a orquestra não era nada e tocava na Benedito Calixto (pensa na feira de Ipanema, é um pouco melhor) em troca de um churrasquinho de gato no final, sim, eu estou exagerando, mas pelo menos foi essa a sensação que tive em cima do que li. Com José Serra no governo estadual, começaram a surgir atritos que tiveram como consequência primeiro a não-renovação de seu contrato, que iria até 2010, e agora a demissão.



Eu não entendo nada dos meandros de uma orquestra sinfônica: como ela funciona, que tipo de disciplina ela deve ter, quais são os parâmetros para ela ter sucesso, quanto um maestro deve receber e qual o papel do maestro no sucesso da orquestra. E não confio também nas notícias dos sites de jornais que em muitos casos parecem achar a demissão justificável. Tampouco confio em outras páginas virtuais que defendem fervorosamente o maestro. Mas existem alguns fatos inegavelmente repugnantes nesta história.



Número 1: o maestro foi demitido por email! Email esse que foi postado no site da OSESP, pelo que entendi ao mesmo tempo em que o email fora enviado para Neschling. Ou seja, na prática ele foi demitido através do site. Um tanto quanto desrespeitoso, considerando que na própria carta há o reconhecimento pelo trabalho e esforço de John Neschling para que a Orquestra tivesse "alcançado o patamar de qualidade e o respeito internacional que hoje possui".



Número 2: quem assina a carta de demissão é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que continua presidente, mas agora do conselho de administração da fundação OSESP. Na minha opinião de leigo no assunto, cargos como esse deveriam ser dados a músicos, pessoas verdadeiramente ligadas ao mundo da música clássica. O restante do conselho é formado em grande parte por banqueiros, empresários, economistas e jornalistas envolvidos com o partido de José Serra, o PSDB, que não queria mais John Neschling frente à orquestra. Fica difícil saber se o conhecimento dessas pessoas sobre música clássica é tão grande quanto o meu (ou seja, nenhum), mas certamente não têm tanto conhecimento quanto um maestro.



Número 3 e essa é a parte que achei pior: a motivação para a demissão seria uma entrevista que o maestro deu para o Estado de São Paulo. Na entrevista, Neschling criticava o processo de seleção empreendido pela Fundação para a escolha do maestro que iria substituí-lo em 2010. Criticava principalmente a intereferência política em um processo artístico. Considerando o quadro de membros desse conselho, fica evidente que há interferência política. Mesmo que não houvesse, ele expressou sua opinião. Não ofendeu ninguém, mas a Fundação viu na opinião de Neschling motivos para demití-lo, uma atitude, no mínimo, anti-democrática. Estranhamente não vejo nenhum veículo achando isso um absurdo, quando deveriam achar.



Um pouco estranha essa tempestade em copo d'água por causa de um maestro de orquestra, né? Nessa entrevista ao Estadão alguns números me chamaram a atenção sobre o atual estágio da OSESP: "A Osesp é uma instituição de R$ 67 milhões ao ano", "no começo, tínhamos uma média de 90 pessoas por concerto; hoje, são 1.400", "um número de assinantes que ultrapassa 12 mil pessoas". Essa parte dos assinantes me chamou ainda mais atenção. Procurei saber os valores para os assinantes e encontrei este link, que diz que os preços variam entre R$ 192 e R$792. 12 mil pessoas, você faça as contas. É dinheiro e quem construiu isso não tem só dinheiro, tem poder. Isso talvez clarifiquem os motivos para essa demissão com estranhas motivações e o porque da existência de um conselho político para cuidar de arte.



Como não devo voltar a este assunto, é só interessante notar: 12 mil pessoas que pagam para assistir música clássica em São Paulo. Pensa aí em como vão as coisas no Rio de Janeiro no mundo do pop, do rock...

domingo, 25 de janeiro de 2009

De Leve e a Confusão no Campus Party

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Campus Party é uma espécie de feira tecnológica que acontece em São Paulo.

De Leve, quem lê o La Cumbuca sabe, é gênio.

Sua banda Leme foi se apresentar lá.

Um idiota resolveu encrencar com as letras do De Leve (em específico, "México") e bateu boca com ele enquanto a platéia vaiava, não ficou muito claro se vaiava a banda ou a confusão. Acho que vaiavam a banda.

Isso tudo já seria bizarro o suficiente.

Mas que tal, pra completar, que o cara que foi discutir tivesse um logotipo do Firefox grudado na testa enquanto De Leve estivesse com uma enorme barba postiça?
De Leve conta sobre essa história no blog dele.
E abaixo o vídeo com um pouco da [paulista]treta, mano[/paulista], com direito a entrevista com o idiota de firefox na testa.



Esse outro vídeo mostra ângulos diferente e mais tempo da discussão. Devem surgir muitos outros vídeos, afinal de contas era um evento para nerds, dezenas de câmeras estavam levantadas naquele momento...

Em tempo: o show do Teatro Mágico nessa mesma "festa no campus" parece que foi bastante aplaudido, o que talvez explique muita coisa.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Circo Voador: mp3 de shows do Buzzcocks, Lee Perry e Franz Ferdinand

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O Circo Voador está disponibilizando alguns dos shows internacionais que passaram pela lona nos últimos anos. Até agora tem o Franz Ferdinand (já comentado aqui - eu vi esse show, um dos melhores já feitos no Brasil), Buzzcocks e o grande Lee Perry.

O site é: http://www.circovoador.com.br/blogaovivo.htm

Espero que surjam em breve os áudios dos seguintes shows:


Bloc Party
http://www.youtube.com/watch?v=Bh9wIgJgYqk&feature=PlayList

The Bravery
http://br.youtube.com/watch?v=3pNU4RGp2cU

Mudhoney*
http://br.youtube.com/watch?v=0SSozNltogM&feature=PlayList

Suicidal Tendencies
http://br.youtube.com/watch?v=64qhsKzRu48

Napalm Death
http://br.youtube.com/watch?v=308tY7mNLm4

The Rakes
http://br.youtube.com/watch?v=86_pNOAHck8

Magic Numbers
http://br.youtube.com/watch?v=9MN-D4w6ZNg

Nouvelle Vague
http://br.youtube.com/watch?v=azVfAOWBK0A

Tortoise
http://br.youtube.com/watch?v=XCWEtwgzZBA (cuidado, está alto)

The Cult
http://br.youtube.com/watch?v=xBlVuNql5Gw

Toranja
http://br.youtube.com/watch?v=Uukg4ArXb-o

LCD Soundsystem
http://br.youtube.com/watch?v=59dK1leQ4hM

Ou seja, tudo que passou pelo Circo nos últimos anos (que eu consiga lembrar)


*desse aqui já postamos um arquivo em que um rapaz extraiu o som dos vídeos que foram feitos por outro cara.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Música nova do U2 - Get On Your Boots

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O U2 lançou o single "Get On Your Boots", que estará presente no novo disco da banda, No Line On The Horizon. O que eu acho sobre a música não importa. Aliás, nem importa que o U2 tenha lançado um single, só usei isso como um chamariz para comentar sobre a relevância da opinião alheia sobre uma música que será massificada nos próximos meses e da qual você talvez não escape de ouvir e formar uma opinião. Imagine a minha dificuldade, por exemplo, em NÃO conhecer o nome de personagens de novela ou dos participantes de Big Brother? E mesmo assim sei que tem uma Flora, um Silveirinha, sem ter visto um capítulo daquela coisa. Com música já é assim desde muito tempo, você nem sempre tem como escapar. Com disco você pode até escapar, mas se quiser ouvir, não vai ter quem te impeça.


Não que eu ache a minha opinião de pouca importância. Ela é muito importante pra mim, pelo menos. Já é alguma coisa. Mas se você pode baixar e ouvir e pensar por si só sobre os lançamentos de Franz Ferdinand, U2, Coldplay, Metallica, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Tiririca, qual a influência que uma crítica """especializada""" pode fazer? Se eu achei ruim, por acaso vai impedir que alguém ouça e forme seu próprio pensamento baseado nas expectativas, gostos e tempo acompanhando a banda? E o mesmo vale se eu tiver achado muito bom.


O lance é que em um tempo em que era mais fácil imaginar como um disco devia ser através de textos em jornais e revistas de críticos que tinham o privilégio (ou o fardo) de ouvir antes os lançamentos que só depois seriam bombardeados nos ouvidos (e talvez com a ajuda de uma frase certeira), isso talvez fizesse sentido. E hoje?


Esse papo deve ter continuação.


A música da turminha do Bono Vox você pode ouvir em qualquer lugar. Eu achei uma...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vamos Beirutar?

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Então, que tal? A idéia é juntar uma galera na rua e tocar as músicas do Beirut, deve ser uma experiência e tanto! A banda mesmo já andou tocando na rua, mas agora são os fãs do cara que fazem o som. Se a empreitada der certo vai ser legal ver uma galera tocando pelo menos 15 instrumentos diferentes, mais ou menos o que foi usado na gravação do último disco de Zach Condon e cia.

Infelizmente ele não usa nenhuma calimba no disco, desse jeito fica difícil de eu participar. Como não é facil encontrar alguém que toque um fliscorne ou um ukulele, a organização do show teve que adiar o evento. O jeito é acompanhar o blog pra saber das novidades.

Seria legal se o pessoal decidisse se mobilizar para fazer encontros desse genêro para tocar qualquer outro artista legal. Não é difícil juntar uma galera para tocar Bob Dylan na praça! Se algum leitor estiver afim de alavancar o projeto, só me chamar. Vai ver o projeto pode evoluir ao ponto de existir pessoas dispostas a tocar Cérebro Eletrônico domingo de manhã...

(Li aqui)

PS: Falando nessa de sair de casa e tocar na calçada, acabei lembrando do Dia da Rua que rolou ano passado.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Abrafin quer saber

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O ano de 2005 não foi uma coisa maravilhosa. Mas felizmente alguma coisa boa apareceu naquele ano tão trágico para o Mengão, como a Abrafin. A Associação Brasileira de Festivais Independentes vem conseguindo ajudar a vida de todo mundo, do produtor até o maluco que fica pulando do outro lado.

Hoje, será divulgado o resultado da eleição e um estudo sobre a cena independente feito pelo Bruno Ramos que revela, segundo o Bruno Nogueira, que mais de 800 bandas diferentes tocaram em festivais só no ano passado. A outra parte do levantamento conta com a participação do público. Desde o inicio do mês a nobre associação pede que os freqüentadores da cena respondam a um questionário. Quem tiver uns 2 minutos e 7 segundos livres, dá uma força aê! Tudo deve ser compilado até março, quando será lançado o Relatório Abrafin 2008.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Melhores de 2008 do Scream & Yell

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Se você não aguenta mais listas de 2008, pare de ler agora, ou pelo menos pule para o texto do Túlio logo abaixo. Ok, continuando.




2009 já começou, mas agora que 2008 acabou, eu acho. Saiu ontem a tradicional lista do Scream & Yell, o site do Marcelo Costa, de quem já falei aqui. São os top 7 (é, sete) de discos, shows, filmes, capas de discos, todos esses em versão nacional e internacional, além de livros, blogs, sites, DVDs, e acho que é "só" isso.

As listas de discos nacionais (que é o que tem me interessado) não foge muito das outras listas por (e nem tão longe assim daqui), com a diferença que, ao invés de ter discos instrumentais na ponta, é o Curumin e logo depois o Cérebro Eletrônico que assumem a liderança.

O legal também é ver a lista individual de cada um dos votantes e os campeões dos anos anteriores. E pinçar os nomes que lhe parecerem mais interessantes e ouvir. Está quase tudo à distância de um clique.


Entre: Top Seven Scream & Yell: Melhores de 2008


Eu, de minha parte, vou anotar as listas de livros e dar uma procurada fora da internet.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Voltaram mesmo a investir em vinil no Brasil

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Foto tirada durante o Clube do Vinil do Baratos da Ribeiro - Retirada daqui

No domingo passado, uma reportagem da Revista do jornal 'O Globo' trazia detalhes sobre o relançamento de LPs na nossa terrinha. A SonyBMG até o fim do mês vai colocar no mercado cinco dos trinta discos da série 'Meu Primeiro Disco' (não tinha um nome melhor não?), são eles:
Chico Science e Nação Zumbi - 'Da Lama Ao Caos' ; Vinicius Cantuária - idem; Inimigos do Rei - idem; Engenheiros do Havaí - 'Longe Demais das Capitais'; João Bosco - idem.

Segundo a matéria (que você confere uma reprodução aqui) o disco virá com seu encarte original, um CD envolto como se fosse um vinil, textos de Marcelo Fróes e Mauro Ferreira, e reproduções de matérias da época. Excelente inciativa, principalmente quanto ao encarte, muitos discos são relançados lá fora sem nada, só o vinil. 

Mas, por favor, não cobrem caro. E esqueçam o exemplo do Skank que 'por conta das limitações' de uma bolacha declararam que vão tirar algumas músicas da edição em vinil do seu ultimo disco. Como ele ainda não saiu, tomara que eles mudem de idéia pensem em fazer um compacto extra, 10 polegadas ou algo do gênero. Os que preferem o vinil ligam para isso.

Eu não sei quem herdou o catálogo da Philips, mas seria uma boa relançar alguns discos que 'pertenciam' a empresa. A Philips lançou vários discos que viraram clássicos da música brasileira, como "A Tábua de Esmeralda"do Ben e o primeiro disco de Jards Macalé, cujas edições em vinil (principalmente deste último) não são numerosas. Facilitaria muito a vida de quem não faz questão de ter a versão original.

Tomara que surjam mais novidades esse mês. E que não doa no bolso...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Filme dos Titãs / Disco dos Paralamas / Superguidis

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Estreou sexta-feira nos cinemas o documentário dos Titãs, A Vida Até Parece Uma Festa, contando a trajetória do grupo.



Eu só devo ter tempo de ir no cinema em março, mas nosso amigo Lismar Santos já havia visto e falado sobre o filme aqui no La Cumbuca.


Clique aqui pra ler: La Cumbuca na Première do filme “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa”



Quase ao mesmo tempo, os Paralamas do Sucesso estão lançando disco novo. Já ouvi uma música em dueto com Zé Ramalho, muito boa, e uma que está tocando nas rádios que não chama muito a atenção, mas pelo menos não agride os ouvidos. A expectativa para um novo disco dos Paralamas do Sucesso? Nenhuma. Paralamas é uma grande banda, mas o que eles podem trazer de interessante à música hoje, após mais de 25 anos tocando (assim como os Titãs, aliás), chegando perto dos anos 2010? Bom, talvez seja isso mesmo, continuar tocando e lançando discos. O bom de não ter expectativas é que o que vier é lucro.

Falando em Titãs, Paralamas, 25 anos, leia o texto de Túlio e Lismar sobre o show conjunto das duas bandas no começo do ano passado:

Titãs e Paralamas: 25 anos de rock



--



É bem verdade que não nutro expectativa para nenhum disco em 2009 que eu consiga lembrar. Quase nenhum. O terceiro disco dos Superguidis eu quero ouvir. Você pode acompanhar o dia-a-dia das gravações no blog deles: http://superguidis.blogspot.com

Virada Cultural - 26 e 27/04/08 - Superguidis

sábado, 17 de janeiro de 2009

Paraphernalia e Vitor Araújo no HPP (16/01/2009)

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A sexta feira vem provando ser o dia mais badalado do Humaitá Pra Peixe. Tanto no show do 3 na Massa, sexta passada, quanto na apresentação de ontem, a sala Baden Powell estava bem cheia.

E quem teve o prazer de atrair a atenção do grande público no inicio da noite é uma banda que foge às características do HPP. O Paraphernalia, além de ser instrumental, é uma banda de músicos experientes. Com toda essa experiência fica difícil decepcionar.

Foi chato ficar pregado nas cadeiras da sala durante o show. Todas as músicas do grupo tinham um ritmo contagiante! As crianças, provavelmente filhos de músicos, ficaram eufóricas dançando na frente do palco! As levadas certinhas, arranjos safados... Tudo para a alegria do espectouvinte. A banda em si também é uma simpatia só. Piadas durante o concerto, respostas às provocações da platéia, nem mesmo um problema com a guitarra fez Bernardo Bosisio perder o bom humor. A experimentação entre jazz, soul, rhythm 'n blues pareceu agradar ao público que delirava com o som. O Paraphernalia fez um dos mais animados shows do festival. Com descontração, boa música e bons músicos não há quem não goste. O que mais se via eram sorrisos na cara de quem estava saindo do show. 

Quando todos se retiram o palco começou a ser preparado para a próxima atração, o pianista Vitor Araújo. Sai trombone, bateria, trompete, teclado e meio kilo de fios para dar lugar a alguns microfones e um lindo piano. O palco parece outro. E é com esse circo que o jovem pianista se apresenta.
Num primeiro momento parece que ele tem medo da platéia, chega correndo e pula no banquinho para começar a conversar com o piano, depois tudo se explica. Vitor toca duas belas canções sem encarar o público. Quando se entrosa com o piano percebe que é hora de se apresentar. Levanta, se apresenta e fala que o chamaram lá de Recife pra vir bater um papo sobre música no Rio de Janeiro. Agradece a todos pela presença e retoma o espetáculo. Vitor é claramente especial, pelo que toca e pela leitura que ele faz da música. 

Antes de tocar um cover, prepara a platéia contando que num encontro com músicos  fez fofocas sobre a vida de Beethoven, Chopin e amigos, assim como comentou a respeito do disco novo do Radiohead, o que causou um espanto nos demais presentes. Ele então tenta conciliar os dois lados, o Radiohead e a música clássica. Pega um hit da banda de Oxford e junta com tudo que sabe sobre os adorados músicos clássicos. Disso sai uma versão que dá arrepios de "Paranoid Android". Eu já tinha visto no YouTube, mas não é 1/100017 do que é ao vivo, é impressionante o impacto de suas leituras.
E como se tudo aquilo fosse normal, Vitor continua e mostra que ainda há mais quando se prepara para tocar "Paulistana #1". Descreve como essa canção em especial causa uma sinestesia, mas quem foi ao show com certeza sentiu isso o tempo inteiro. Seja em "Valsa da Dor" de Heitor Villa-Lobos ou no estudo de "Samba e Amor" de Chico Buarque, enveredando numa música de Ray Charles.

O que eu realmente não senti foi o tempo passar. Já passava das dez e o show tinha que acabar, a produção estava apavorada do lado do palco para encerar. Vitor não parecia sentir o tempo também. Alheio a tudo, finalizou o show falando sobre as coisas simples, como são importantes, e para exemplificar ele toca sua versão de Asa Branca. Nesse momento ele se reafirma como um alquimista que transmuta mágica dentro das pessoas.

Quando o som do piano para, as pessoas presentes na sala ainda precisam de alguns segundos para se recompor e começar a bater palmas, palmas que calam o produtor do festival, que se vê obrigado a chamar o menino de novo ao palco. Ele volta para tocar uma composição sua e novamente encanta a todos. 'Valsa Para Lua' marcou o fim da apresentação que ainda não acabou na minha cabeça. Ainda preciso de muito tempo pra entender o que foi aquilo.

Fotos por Tomás Rangel - Retiradas do site do HPP

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Brazucas no SXSW!

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O mega festival de 'música, cinema e interatividade' que rola em Austin - Texas, South by Southwest, já andou divulgando parte das suas atrações. E felizmente alguns artistas brasileiros foram chamados. Na lista tem gente que passou perto do Rio em várias oportunidade e não tocou por aqui por falta de convite, tomara que depois dessa os produtores se liguem. Senti falta de artistas cariocas, na lista só tem um (Café Funqué).

Se você tiver de bobeira no Texas e bater uma saudade da terrinha, eu recomendo: Lucas Santtana, Superguidis, Macaco Bong, Los Pirata, Vanguart, Fernanda Takai e Mundo Livre S/A
Todos eles estarão presentes no festival que rola entre os dias 13 e 22 de março.

Fiquei bem feliz de ver o Superguidis nessa, uma das excelentes bandas brasileiras que não tem espaço nenhum na mídia. Tomara que isso dê uma alavancada na carreira do pessoal de Guaíba.

O La Cumbuca aceita doações para que o blog faça uma cobertura do evento : )

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A não-volta do Los Hermanos

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Em um spin-off da nossa série "Radiohead no Rio", temos essa história do Los Hermanos como banda de abertura, o que está fazendo com que muita gente pense que a banda está voltando às suas atividades normais de banda. Não está. Pelo menos é o que diz Bruno Medina em seu blog:

"Cabe, no entanto, esclarecer que estes shows não significam um retorno do Los Hermanos à sua regressa rotina; não se deixem iludir por especulações quanto a uma nova turnê ou a pré-produção de um quinto disco. O que há, por enquanto, são apenas estas apresentações e nada além."


Los Hermanos, mesmo quem não gosta, deve reconhecer que é banda brasileira mais importante do século XXI, com respaldo tanto de crítica quanto de público. Aliás, um público fiel e talvez não tão grande quanto se pense, mas numeroso o suficiente para lotar suas apresentações pelo Brasil e trazer 15 mil pessoas para os últimos shows na Fundição Progresso em junho de 2007 antes da banda ter acabado.

Antes que alguém mencione a palavra "recesso", aviso logo que recesso é só um termo diferente para explicar que a banda não ia tocar mais até que decidisse tocar de novo. Poderia se dizer que Police teve um recesso de mais de 20 anos, os Sex Pistols fizeram um recesso de 18 anos e depois outro de mais de dez anos. Blur, Rage Against The Machine, Jesus And Mary Chain, My Bloody Valentine, todos de "recesso". Por outro lado, com isso além de poderem tratar esses dois shows esporádicos com mais naturalidade, talvez eles também tragam uma verdade: as bandas (com exceção dos Smiths) nunca acabam de verdade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Radiohead no Rio - parte 4 - Abertura: Los Hermanos e Vanguart confirmados

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Havia quem duvidasse do Urbe, mas o blog estava certo. O Los Hermanos deverá tocar na mesma noite que Radiohead, Kraftwerk e... Vanguart, é o que diz o site da MTV. A banda de Cuiabá vai ganhando cada vez mais espaço no cena brasileira, vão tocar pra cerca de 30 mil pessoas. E pensar que eles tocaram para... Sei lá, 300 pessoas no Humaitá Pra Peixe do ano passado?



Quem merece ganhar uma estrelinha por ter acertado é o Otaner, que colocou a banda curitibana cuiabana na sua lista de 'possíveis'. Tá vendo, temos um médium no blog! E olha que ele nem pensou muito.

O cidadão do Rio de Janeiro que for comprar o ingresso ainda poderá idolatrar o Mengão! Já que a venda agora só é feita no Estádio da Gávea. 100 reais (meia).

Supergalo no HPP (11/01/2009)

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Supergalo é o que? No final dos 60 a molecada diria com toda certeza: Um desenho! Mas as influencias da banda de punk rock não devem ser de um milionário que tomava um super suco, e sim de uns loucos que na mesma época começaram o rock de garagem. Sem cabelos brancos e bengalas, o Supergalo é uma banda de veteranos que ainda continua cheia de disposição pra fazer as cabeças balançarem. A essência ainda está lá: guitarras fortes, um vocalista imperativo e a bateria que não sente dor.

Quando o show começa com 'O Rei Do Não' já dá pra se ter uma idéia do que está por vir, punk! Punk rock sabiamente executado. Impossível ficar indiferente ao barulho feito por Alf e Marcelo Vourakis, ora proveniente de uma guitarra, ora de uma conversa que foi claramente ensaiada. O som habitual de uma banda punk acaba comprando parte da platéia que veio para o outro show e acabou gostando do que viu. Talvez esse show do Supergalo tenha estimulado alguém a ir procurar sobre as origens do movimento, que alguns tenham percebido que existe mais rock além de bandinhas teen.

No meio das canções do disco, a banda decidiu incluir covers de Sex Pistols e Devo. Depois de tocar uma música dessa última, perguntaram “Quem é?”. Confesso que não sabia que uma das músicas era do Devo, mas não cheguei ao ponto de arriscar Led Zeppelin, como um cidadão que deixou  parte da banda rindo. Risadas à parte, o que aconteceu mesmo foi um show de rock, nada de baladinhas, só porrada mesmo! Todo mundo da banda mostrou o que aprendeu nesses anos de estrada. 

Se o nome da banda ainda vai ser dito muitas vezes em 2009, eu não sei. Mas que a parceria entre ex-membros de boas bandas costumam render bons frutos, isso é verdade! Resta saber se vão saber colher.

(fotos retiradas do site do HPP - por Tomás Rangel)