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terça-feira, 31 de março de 2009

Saindo do forno - lançamentos nacionais de 2009 - parte 2

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Quanta Ladeira

Registro do bloco de Recife
...que o Otaner foi, e comentou (bem) antes de ir

1. Volta do Quanta (1:34)
2. Tá todo mundo confiando em Obama (2:07)
3. Pó pó pó (0:31)
4. Dona Lindu (2:40)
5. Xote da Mallu (1:51)
6. Mulher do Sarkozy (3:23)
7. Que pozinho doce (2:09)
8. Coco sapatada de Bush (2:52)
9. É Cachaceira (1:26)
10. Superfantástico Padre (1:50)
11. A crise chegou (3:37)
12. Cirando da rede globo (2:22)
13. Mandei o meu (0:52)
14. Olinda quanta ladeira (12:05)
15. E tu e eu o que teremos que fazer? (0:43)
16. Ai que saudade (1:50)
17. Chama naná
18. O pires
19. Olho cego
20. Olinda quanta ladeira (PRÉVIA)
21. Pr'eu comer teu cu
22. Regresso do meu pau
23. Tomo um copo de leite
24. Tá todo mundo confiando em Obama (PRÉVIA)
25. Volta do Quanta (PRÉVIA)
26. Wilson vai e vem



Siba e Roberto Corrêa - Violas de Bronze



1. Cara de Bronze
2. Big Brother Mental
3. Caninana do Papo Amarelo
4. Jararaca Chateadeira
5. Lume
6. Nos Gerais
7. Procissão da Chuvada
8. Extremosa-Rosa
9. Casa de Reza
10. Trela de Cachorros
11. Boi Tristeza
12. Da Espera


Comadre Fulozinha - Vou Voltar Andando


1. Presta Atenção
2. Passarinho
3. Rosa Alvarinha
4. Falta de Sorte
5. 2 de Janeiro
6. Vou Voltar Andando
7. Mambú e Abacaxia
8. Saí Passada
9. Caminho de Fulô
10. Palo Santo

[Links Aqui] - Copia o link e cola no navegador, caso o Blogger dê erro mesmo assim, clica no nome do blog e entra. É o primeiro post.

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:: A banda Monno colocou 4 músicas novas no Myspace deles outro dia (detalhes aqui).
:: Aproveita que você já tá em Minas e ouve a Dead Lover's Twisted Heart, cujas músicas disponíveis aí foram relançadas em vinil pela Vinyl Land, como você sabe.
:: O Superguidis tá dando um parecer sobre o disco novo deles todo mês, uma versão acústica de uma das músicas saindo mensalmente. Já saiu uma, fica ligado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Disco novo do Strokes - parte 1: Tá nascendo!

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Tirei daqui

E depois de uma série de mais de 20 posts que terminou na parte 14, começamos mais uma, que dependendo da turma da NYC pode ir além.

Após vários (e excelentes) discos solos lançados, os marginais começaram em fevereiro a pensar no disco novo. Mais ou menos dois meses depois, o Julian vem a Rolling Stone dizer que "Já temos 3 faixas", e mais importante: "Parte das novas músicas foi inspirada em coisas dos anos 70, como Thin Lizzy e Elvis Costello. Mas temos também uma canção bizarra futurista na qual estamos trabalhando para torná-la mais atraente. Estamos presos entre o futuro e os anos 70". Tá vindo um discaço por aí, pode anotar. 

O que eu tô esperando? Um novo rumo da banda. Depois desses anos vagando pelo mundo e desenvolvendo seus projetos é óbvio que a cultura musical de cada um tenha mudado demais. A mosca do Little Joy que picou o Fabrício pode muito bem entortar alguma coisa, assim como a participação, do Julian no disco do QOTSA (trabalhar com o Josh Homme é marcante para qualquer um) vai fazer ele gritar um pouco mais. Acrescente a isso as viagens pessoais do Albert, que entre outras, andou um tempo com o Coldplay (e isso não é bom), os passeios do Nick com o Devendra (o Fab também andou com esse povo) e a Regina Spektor. Essa ainda teve um rolo com o Nicolai, o baixista, que também tem um projeto paralelo, o Nickel Eye, cujo disco 'acabou' de sair (3/5 na Allmusic e 5.2/10 na Pitchfork - cuidado). Ufa! Viva a Wikipedia, continuando... Mesmo andando num circulo de amigos próximos (no caso do Devendra e da Regina Spektor) ou não, cada um apontou pra um lado e agora estão trancados num estúdio para seguirem juntos.

Não sei como é a relação entre os membros, mas não acho que tenha um que mande no barco sozinho, tomara que eles tenham paciência e sabedoria para direcionar o intenso fluxo de idéias na direção certa. Agora, que coisa mais Ronca Ronca eim! Thin Lizzy e Elvis Costello!

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Escute de novo: Uma das melhores do Is This It...

sábado, 28 de março de 2009

Conheça a Vinyl Land

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Chegar no Clube do Vinil quinta passada foi mais lucrativo do que eu pensava, deu pra bater um papo com milhões de pessoas interessantes e descobrir alguma coisa sobre o mercado de discos no Brasil. (A Dani Suzuki não deu mole pra mim [Não achava que ela daria], o que seria muito mais interessante do que tudo que vem a seguir)

Tive a oportunidade de conhecer o Luís Valente, que vai discotecar hoje com o Gabriel Thomaz na festa Rock 45's (só compactos 45 rpm) no Cine Lapa, cidadão que mora em BH e Londres e que no final do ano passado abriu um selo, o Vinyl Land. Ele prensa os discos na Alemanha e vende parte pela Europa e alguma coisa cai na terra brasilis, o selo lançou dois compactos: 
- Dead Lover's Twisted Heart (em 33rpm - "para caber mais músicas"), banda de BH
- Autoramas (em 45rpm), uma banda desconhecida que ninguém sabe da onde veio

( Confira o podcast do sujeito aqui )

Os dois você acha lá no Baratos por 20 reais cada, aproveita que só saíram 200 cópias de cada um... Conversando com o Luis, ele falou da vontade de lançar mais bandas, eu lembro que ele citou os projetos do Lê Almeida e a incrível Rock Rocket.

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E aproveitando para atualizar a situação da Polysom (fábrica de discos do Brasil), o Luis falou que tá tentando falar com o pessoal da Deckdisc (que estaria comprando a fábrica) e até agora não conseguiu, isso poder ser bom ou ruim. Entenda, discos feitos na Alemanha são sensívelmente superiores aos nacionais, e a diferença no preço não é muita (eu comprei o compacto do Móveis por 15, os discos da VL tão saindo por 20...). Porém se fosse produzido aqui, chegaria para o mercado nacional em maior quantidade...

Eu acredito que um dia os discos do selo que estejam disponíveis por aqui, serão todos produzidos em nossa terra. Tão dizendo que a compra da fábrica ainda não está fechada e por isso essa dificuldade em encontrar informações. É tudo boato, só esperando pra saber.

Sabe aqueles discos da Sony? A gravadora vai seguir um exemplo de sucesso, não é o Takara que vende a 25 reais, e sim o Lenine que vende a 160! Ótimo! Depois não reclama! Não sei quando que vai sair.

terça-feira, 24 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 14: Impressões Emocionais

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I'm not here, this isn't happening




É difícil escrever tecnicamente e/ou com detalhes sobre shows onde havia uma maior preocupação em sentir a música, se misturar com o sentimento e ansiedade do lugar e mandar às favas análises ponderadas sobre Thom Yorke dar uma escorregada na letra de "Everything In Its Right Place" ou sobre o som do Los Hermanos estar ridiculamente baixo no início. Bom, eu até reparei nessas coisas, mas nada inibia a alegria de, muito mais do que um show onde havia uma relação entre eu e a música que a banda despeja em cima do palco, há a cumplicidade entre eu, bandas e o público que me cerca.



Amigos abraçados cantando "Sentimental", sorrisos, surpresa com "Cher Antonie" (praticamente inédita nos palcos até então), "Assim Será" e "Cadê Teu Suin-", três músicas, a primeira da leva de Rodrigo Amarante, as outras duas de autoria de Marcelo Camelo, somadas a outros cinco cavalos de batalha vindos do Bloco do Eu Sozinho, tornado-as maioria no repertório, e os anos mostram que é o melhor do Los Hermanos, ou no mínimo o irmão gêmeo em qualidade se comparado ao "Ventura". E felizmente somente quatro músicas do disco 4, um disco triste não só pelas temáticas, mas pela falta de brilho nos arranjos e nas soluções, à exceção de "Condicional".



Então eles passam dois anos sem tocar e voltam com músicas do Bloco... e o que vejo pelo orkut e em blogs e sites diversos é que eles estavam frios, pouco animados, sem empolgação. E eu acho que eles continuam tão desempolgados como eram antes, com as mesmas deficiências técnicas (especialmente vocais) de sempre, mas que isso nunca teve muita importância antes e, no fim das contas, eu realmente não estava atento a esses detalhes.



Estava preocupado com meu umbigo, meu quintal, o universo ao meu redor e esse era de pura alegria. No máximo alguém canta mais alto a letra que a melodia sugere e percebo que o final de "Cher Antoine" vem com uma citação à marchinha "Índio quer apito", que "Assim Será" dissipa a tristeza da valsinha no fim se transformando em uma espécie de rumba, salsa com explosão dos metais, ritmos latinos sendo esmurrados na bateria inaudível de Barba, culpa do som, mas só de ver suas expressões segurando as baquetas era claramente o mais esmerado em superar shows do passado. Não que fizesse importância alguma para mim, pois aquele momento era de celebração de logo ver mais duas bandas importantes em algo que seja parecido com "formação musical" que eu possa ter. Para mim, diferente de grande parte do público, Los Hermanos fizeram o papel que cabia a eles naquele momento e naquela situação. Talvez seja culpa de expectativas exageradas de que eles entregassem ali algo que nunca deram antes.



A junção de Kraftwerk de abertura e a sequência com Radiohead me remete à turnê que Mudhoney e Pearl Jam fizeram na américa do sul em 2005, onde tocaram ali, na mesma Praça da Apoteose. Talvez a relação entre a banda alemã e a inglesa não seja tão próxima como acontece com as duas bandas de Seattle, onde inclusive alguns dos membros de um e de outro grupo já tocaram juntos na gênese de tudo que aconteceu no rock pop-sujo da América a partir de 85, o Green River. Sem contar na jam inesquecível, com dois Mudhoney-Green River, Mark Arm e Steve Turner, se juntando ao Pearl Jam para cantar "Kick Out The Jams", do pai quase direto do Mudhoney, o MC5.



Mas a comparação quase esdrúxula que faço se dá por um sentido de agradecimento que as bandas principais dessas duas datas parecem fazer a essas bandas de abertura. O Pearl Jam (e todas aquelas bandas que um dia foram - e ainda são - chamadas de grunge) tem muito a dever ao Mudhoney, que sozinho não teria à sua frente mais de 20.000 brasileiros assistindo um pouco da História da música. Já o Radiohead, em especial após a guinada de conceito, estrutura e mentalidade que vemos a partir do disco Kid A, deve muito, mas muito mesmo ao Kraftwerk. Sem os precursores da música eletrônica muito provavelmente não sairiam coisas como "Idiotheque", "The Gloaming" ou "15 Step", fora os tantos barulhinhos alienígenas que saem no meio de bases "convencionais" de uma banda de rock, e ainda mais os diferentes aparelhos que em especial Jonny Greenwood costuma operar durante os shows quando não está com a guitarra em mãos.



E o Kraftwerk, que no Rio de Janeiro não teria mais de 20.000 pessoas dispostas a assistí-los, substituiu os aparelhos computadorizados cheios de botõezinhos de antigamente por laptops compactos e discretos. O repertório é uma das mais deliciosas contradições da história do rock, considerando que há 30 anos atrás eles apontavam para o futuro e hoje fazem uma viagem ao passado deles, que passou a assumir descaradamente uma visão retrô-futurista.



Não que eles tenham feito nada para que isso acontecesse, foi só o tempo que passou. Ao mesmo tempo não dá para taxá-los de datados. Porque uma música boa não usa como apoio somente klingklangs, e eles sabem disso. É também por ter melodias que grudam na sua alma, o casamento perfeito para atrair o interesse nas possibilidades tecnológicas que eles criaram e vice-versa. É também o aspecto menos comentado do grupo, mas como não prestar atenção para a melodia de "The Model", "Computer World" ou "The Robots"? E claro, "Trans Europe Express" é conhecida de quem está ligado nos primórdios do funk carioca, já que um sample da música é usado como base para "Planet Rock", de Afrika Bambaata, que é o ponto inicial do gênero.



Prestando atenção no som do Kraftwerk você identifica a origem não só do pancadão carioca, como de boa parte de qualquer vertente da música eletrônica que você possa lembrar. Mas honestamente, eu não estava pensando nisso enquanto "Man Machine" começava a ser executada pelos quatro integrantes imóveis, concentrados em suas estações de trabalhos dispostas simetricamente em cima do palco, um do lado do outro. Vistos um pouco mais de longe, eles perdem ainda mais a aparência humana. São gélidos e ainda assim sabem fazer o povo sacolejar ou pelo menos prestar atenção a uma aula sobre os caminhos que a música foi capaz de fazer para chegar aos dias de hoje.



Essa parte da aula às vezes pode não ser tão empolgante. "Autobahn", por mais revolucionária que tenha sido, cansa um pouco. Idem para "Radioactivity". Ambas são compensadas pelas imagens no telão de auto-estradas, carros e imagens de placas de avisos nucleares e nomes de usinas. Já "Tour de France" (li por aí que era a L'étape 2, mas na hora nem me preocupei com isso) e "Numbers" pareciam a hora do recreio, onde a excitação na frente do palco aumentava. Lá atrás era possível ver pessoas com camisas do grupo, assistindo de longe, mas com atenção, aos não-movimentos dos ídolos germânicos. Mesmo estáticos, os operadores do Kraftwerk dão um show cênico que vai além dos telões, com luzes que tornam os integrantes mais robotizados ou mais parecidos com seres saídos de computadores fabricados em 1979. O ápice sem dúvida ocorre quando os robôs surgem no lugar dos integrantes na hora de "The Robots". Se os quase-humanos do Kraftwerk realmente tocam alguma coisa naqueles laptops para sair o som acaba sendo a questão menos importante diante desse retrospecto todo.



Na espera para o Radiohead, uma seleção de dubs e reggaes como fundo musical deve ter feito muita gente não ter entendido nada. Mas também, tem gente que quer classificar o Radiohead em um único estilo, então é natural que as pessoas não percebam que até o dub passa como influência para o grupo inglês. E nem estou falando do projeto Radiodread, onde o disco Ok Computer é tocado como se tivesse sido concebido na Jamaica, com baterias com eco e linhas de baixo pesadas como elefantes, loucura impetrada pelo Easy Dub All Stars. Mas o Radiohead é o resultado de um monte de influências, que passam por Kraftwerk, Nirvana, Jeff Buckley, Bjork, Pink Floyd, Nick Drake, R.E.M., Aphex Twin, Talking Heads, Miles Davis. Jazz, folk, rock alternativo, baladas românticas, música eletrônica das mais variadas espécies, krautrock. Difícil prender a um estilo o som deles, embora tenham sido adotados desde sempre por um público mais alternativo, hoje em dia chamado de indie. Daí a lógica em ouvir dub entre Kraftwerk e Radiohead, além de estarmos falando de um gênero e dois grupos que usam o estúdio como instrumento, cada qual do seu jeito.



Era com esse clima que estava sendo construída a entrada do Radiohead no palco. Mas não tinha muita gente ligando para esses pormenores naquele momento. Nem eu. Uma das opções de diversão, além de curtir o dub, era encontrar amigos e conhecidos ao acaso, os sorrisos e as conversas rápidas e desencontradas até a hora que barulhos eletrônicos pareciam até prenunciar que o Kraftwerk ia tocar novamente, mas era o Radiohead mesmo. Os barulhos cessam, os instrumentos são posicionados e eles começam como habitualmente começaram os shows da turnê do In Rainbows, com "15 Steps". Mas dessas vez eles estavam no Brasil, no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Não há nenhum detalhe que eu possa falar sobre essa música, além da tentativa de um bom posicionamento para ver o show e da cabeça girando com os gritos e a música que sintetiza muito do Radiohead de hoje, e a iluminação espetacular vinda do palco com suas hastes suspensas de brilho forte.



Ainda sem me recuperar do impacto inicial eles já trazem uma música do Ok Computer, "Airbag". Eu não conseguia olhar para o palco e sim para as pessoas, buscando identificação com o que eu estava sentindo. Entre muitos rostos com felicidade estampada, vi um sujeito alto atrás de mim, chorando copiosamente, com as mãos no rosto, incrédulo com o que ouvia. Estendi-lhe a mão, que ele segurou e eu disse algo como "foda, cara". Por mais que uma hora ou outra a gente ria de meninas que choram por seus ídolos, acabamos tendo esses sentimentos também, por alegria ou por momentos tristes que a música marca a gente de vez em quando.



Não foi tão diferente para mim quando eles tocaram "Karma Police" e eu misturei a emoção de estar presente ali ouvindo aquilo com a lembrança que uma amiga do meu lado teve de alguém que se foi. E a música não parecia querer ir embora, quando Thom canta o último verso depois da música encerrada, "I lost myself, I lost myself". Chorei também, e as lágrimas continuaram até o fim de "Nude", uma das músicas mais lindas do In Rainbows, triste, sexy, fantasmagórica com seus coros no fim. Se eu estivesse realmente pensando nisso eu escreveria agora como é impressionante a voz de Thom Yorke, sujeito franzino, esquisito, feio e genial, talentoso não só na voz como com os instrumentos.



Mas eu não estava pensando nisso. Estava mais impressionado com as músicas, agora em um lugar com menos gente apertando, mas com ótima visão do trabalho de operários que fazem Ed O'Brien, Thom Yorke, Jonny Greenwood e eventualmente o baixista Colin Greenwood lá em cima, alternando instrumentos e aparelhos diversos. O que torna mais impressionante ainda o trabalho do baterista Phil Selway mantendo o ritmo no meio daquilo tudo. Um dos ápices do trabalho do grupo em cima do palco é na krautrock "The National Anthem", onde Jonny larga da guitarra para sintonizar e manipular estações de rádio. Aqui surgem vozes em português enquanto o baixo de Colin repete incessantemente o riff da música, muito mais nervosa e rápida do que na versão do disco. Barulhos feitos por Ed O'Brien ajudam a compor o clima enquanto Thom balbucia as frases repetidas da letra. As luzes do palco ficam ainda mais tensas se você balançar a cabeça igual Thom Yorke faz enquanto canta.



O aspecto nervoso, eletrônico e roqueiro vai ficando mais cool e eletrônico com "The Gloaming" e voltando à calma com o folk de "Faust Arp", culminando em outro ponto alto da noite, mais uma vez vindo de uma faixa de Ok Computer, "No Surprises". Logo a animação está de volta com "Idioteque", disco music dentro de uma danceteria durante um terremoto. "I Might Be Wrong", praticamente filho único em matéria de rock dentro do disco Amnesiac acabou com meus sentidos, tanto que não tenho nenhuma lembrança forte da linda "Street Spirit", a primeira faixa tocada nesta noite vinda do disco The Bends. Então veio uma música que, apesar de ter sido tocada no México há poucos dias atrás, eu não esperava que tocassem aqui, apesar do desejo que eu tinha em ouví-la. "How To Disappear Completely" é uma das canções mais lindas feitas pelo Radiohead, desértica, desolada, delirante, com essa frase que surge no que seria um refrão: "Eu não estou aqui, isso não está acontecendo". Nessa hora eu me esqueci de boa parte do público e minha relação passou a deixar de ser também com a banda, porque aquilo ali era exatamente como eu me sentia. Eu não estava lá e aquilo não estava acontecendo.



Era o fim do set principal e o Radiohead tem a manha de voltar bem ao palco, com a música mais esquisita do In Rainbows, "Videotape". É uma coleção impecável de músicas que eles tocam nessa segunda parte. "Paranoid Android", do Ok Computer, com coros e vozes emocionadas, lágrimas e felicidade. Eu me lembro de estar flutuando em alguns desses momentos, como em "Just", minha preferida do disco The Bends. Olhando aqueles que estavam no chão, enquanto eu flutuava metaforicamente, via que era uma área tranquila mas com pessoas realmente abobadas com o que viam até então. "Everything In Its Right Place", hipnótica, com os remixes feitos na hora por Jonny em cima do vocal de Thom, que você não deve lembrar que eu falei lá em cima, deu uma escorregada na segunda parte da letra, mas contornou a tempo e não fez a menor diferença porque a banda já havia nos conquistado há umas 15 músicas atrás e com isso eles conquistaram também o direito de fazer o que quiser.



Tanto é que fizeram. Após uma breve saída do palco e a colocação de um piano ali na frente, Thom volta para cantar "You And Whose Army?", logo após dizer algo sobre a América do Norte foder com a gente. Mesmo sendo uma música arrastada e um pouco anti-climática para um segundo bis, ao vivo ela soa um pouco melhor do que em estúdio. Mas o destaque é para a câmera instalada ali bem perto que mostra o rosto atormentado de Thom Yorke enquanto canta. As câmeras e a iluminação fizeram um bom resultado durante todo o show, e fazia ainda mais sentido para quem estava mais distante. As imagens quase sempre monocromáticas dos integrantes apareciam divididas em quadrados, em ângulos diferentes do usual, algo recorrente em turnês anteriores da banda neste século, vistas na tv ou pelo youtube. Com a diferença é que agora era na nossa cara.



Mas eles precisavam nos deixar com uma cicatriz, para que o maior número possível de pessoas não esquecesse daquele show. Só assim para explicar que após 24 músicas eles ainda tocassem "Creep", que antes de ser o maior sucesso deles ou coisa assim, é uma música fantástica, lírica e barulhenta dentro de sua estrutura ainda simples se formos comparar com o que o Radiohead fez depois daquilo, e talvez por causa disso mesmo perfeita para encerrar uma noite que, na minha cabeça, ainda não acabou. Do meu lado uma garota olhava de olhos arregalados e balançava a cabeça como se não acreditasse. Em algum momento durante o show Ed O'Brien disse, em português, "bom pra caralho", expressão ensinada pelo jornalista Tom Leão. Não poderia ter resumido melhor o que eu levei milhares de caracteres para tentar descrever.


Aí abaixo o setlist de cada uma das bandas:


Los Hermanos

01. Todo Carnaval Tem Seu Fim
02. O Vencedor
03. Retrato Para Iaiá
04. Último Romance
05. Morena
06. Além Do Que Se Vê
07. O Vento
08. Cher Antoine
09. A Outra
10. Primeiro Andar
11. Casa Pré-fabricada
12. Deixa o Verão
13. Cara Estranho
14. Assim Será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê Teu Suin-?
18. A Flor




Vi informações desencontradas sobre o setlist do Kraftwerk, mas com certeza tocaram: The Man Machine, Numbers, Computer World, Tour de France, Autobahn, The Model, Radioactivity, Trans Europe Express, The Robots, Aerodynamik, Music Non Stop.




Radiohead

01. 15 step
02. Airbag
03. There There
04. All I Need
05. Karma Police
06. Nude
07. Weird Fishes/Arpeggi
08. The National Anthem
09. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely

18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It's Right Place

23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep

segunda-feira, 23 de março de 2009

Semanal

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Olha tô cheio de coisa pra falar aqui e com uma vontade imensa de escrever alguma coisa sólida sobre o Radio, mas só rola uma coisa ou outra se você faz pré-Vestibular. Segura o Contro c+ control v então...


Lettuce gravando ao vivo no Odeon, quarta

" Amigas, amigos,

É com muito prazer que eu convido todos vocês pra gravação do disco ao vivo do Lettuce, projeto amorosomusical meu com Letícia Novaes e banda.
Faremos um show inesquecível (mesmo porque estará sendo gravado) e quero a respiração de vocês nesse registro.
Vai ser no evento Cachaça Cinema Clube, nessa quarta, dia 25.
A exibição de curtas inéditos (inclusive "Beijo Françês", de Paulo Camacho, para o qual fizemos uma trilha sonora) começa 21h. O show é na sequencia.

http://www.youtube.com/watch?v=drSaDVSghMw


Beijo imenso, apareçam!
www.myspace.com/lettucetransadinha "


SEBO BARATOS convoca pra EDIÇÃO ESPECIAL nesta quinta 26 de março, do CLUBE DO VINIL

"Amigos,
Ultimamente a mídia tem feito muito barulho sobre a "volta do vinil".
Como de praxe, a imprensa chega atrasada à festa, alimentando mitos, assustando mais do que esclarecendo, ignorando dados importantes e se atendo a detalhes periféricos de discutível relevância.
Mas nós teremos mais uma chance de iluminar a cabecinha confusa desses jornalistas nesta quinta. É que 2 equipes de filmagem cobrirão o próximo encontro do Clube do Vinil: da TVE e do programa "Tribos", do Multishow. Aproveito para pedir que considerem o convite com especial carinho, já que estou de dedos cruzados pra que a casa encha e façamos um bonito pra câmera.
Além disso, nesta noite gravaremos 2 edições de uma tacada só, com 2 convidados super especiais:

LUIZ "VYNIL LAND" VALENTE

é mineiro, radicado em Londres, e coleciona compactos, do indie rock mais clássico às novas bandas que os pequenos e antenados selos andam lançando (e que meses depois viram capa da Mojo e são escaladas pro Tim Festival...). Produz festas onde os DJs usam apenas a bolachinha e acaba de lançar a pedra fundamental de seu próprio selo: o compacto "Catchy Chorus" do Autoramas. Ele já esteve no Clube no ano passado, e botou o povo pra rebolar ao som de guitarras ruidosas, eloqüentes e irresistíveis.

JOÃO LUÍS

é DJ de um dos restaurantes grã-finos, onde se vira do avesso pra educar ouvidos delicados enquanto faz uma média pro patrão não chiar. Vem do outro lado da Ponte, muitas vezes de skate, não mais com o jet debaixo do braço (sim, já foi ás do grafitte) mas com muitas idéias na cachola e revistas superbacanas como a "+ Soma" – que anda arranjando de ser distribuída aqui no sebo. É ele quem assina os relógios montados sobre vinis coloridos que estão na livraria, e seu cardápio vai de Roxy Music a Manu Dibango, passando por Azimuth e The Shins, conciliando Smiths e Originais do Samba.

Ah, mas esse é om texto enviado pelo próprio:

"Piriquito sem asa, vulgo João Luís, mora um pouco no Fonseca, mais um tanto no Centro do Rio, e de resto em Ipanema, onde trabalha no Forneria como human-jukebox. Para sua própria alegria, ainda anda de skate." "

Osgemeos no CCBB

Perde essa não! Hoje já tá rolando no CCBB a exibição do trabalho da dupla de artistas gráficos Osgemeos. Pela primeira vez no Rio. Mais aque

Siiiilvia

A musa do La Cumbuca (olha só!), Silvia Machete, está com duas datas marcadas no Rival essa semana:

# 24 | 3 - terça Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.

# 25 | 3 - quarta Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.

Oi Novo Som apresenta Mané Sagaz e Fuzzcas @ Cinemathque

Dia 24 de Março, vulgo amanhã. Rua Volutários da Pátria 53 - Botafogo. Informações: 2266-1014. Os dois tocaram no HPP, coincidência ou não.
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Com certeza tá faltando alguma coisa, depois eu lembro.

domingo, 22 de março de 2009

Radiohead em São Paulo, agora e/ou quase

| 1 comentário
Está passando no canal a cabo Multishow a apresentação do Radiohead, com um delay (um atraso entre o que acontece e o que é transmitido) de uma meia hora no mínimo. Caso você não tenha tv a cabo dizem que dá pra ver aqui: http://pt.justin.tv/fabiofrn



Enquanto isso, dá pra ir sabendo o set list através de alguns twitters e blogs. O que mais gostei pra acompanhar está sendo esse:
http://www.melophobe.com/news

Até este instante (23:11) dá pra ver que de diferente em relação ao setlist do Rio de Janeiro, tocaram "Pyramid Song" e, essa eu invejei de não estar lá, "Optimistic".


PS(23:23): Aparentemente o Multishow cortou alguma das músicas e passou de "Pyramid Song" para "Weird Fishes/Arpeggi". Até onde consegui entender o show só vai ser transmitido por meia hora (acho que é isso), então é lógico que você vai deixar de apresentar uma música que é justamente uma das mais conhecidas deles, "Karma Police".


PS(23:58): E no Multishow a transmissão acabou. Um pouco mais ou um pouco menos de uma hora onde curiosamente optaram por deixar de transmitir "Karma Police", "Nude" e "Optimistic". Parece que o show está no primeiro bis, assim que acabar colocamos o setlist completo surrupiado do blog acima. Mas dá para dizer que a sequência "Climbing Up The Walls"/"Exit Music (for a film)" deu inveja aqui também.

Pronto. Setlist do show de São Paulo, dia 22 de março de 2009, na Chácara do Jockey, cortesia do melophobe.com:

01 - 15 Step
02 - There There
03 - The National Anthem
04 - All I Need
05 - Pyramid Song
06 - Karma Police
07 - Nude
08 - Weird Fishes/Arpeggi
09 - The Gloaming
10 - Talk Show Host
11 - Optimistic
12 - Faust Arp
13 - Jigsaw Falling Into Place
14 - Idioteque
15 - Climbing Up The Walls
16 - Exit Music (For A Film)
17 - Bodysnatchers
18 - Videotape
19 - Paranoid Android
20 - Fake Plastic Trees
21 - Lucky
22 - Reckoner
23 - House of Cards
24 - You And Whose Army
25 - Everything In Its Right Place
26 - Creep

"Creep" com uma pequena ajuda do orkut para saber.

sábado, 21 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 13: Primeiros momentos

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Olha, ainda não dá pra falar muita coisa porque o choque foi muito grande. Eu vou tentar adiantar o clima inicial do evento então...

Eu cheguei na fila às 16h 30, encontrei um amigo e amarguei uma posição não muito favorável, até encontrar outro amigo, que sabia de outro amigo... Enfim, fui parar na confusão que era o inicio na fila. Era uma multidão se espremendo perto da grade, nada de primeiro, segundo, terceiro e etc, sacanagem com o pessoal que chegou 4 horas da manhã (sério)! Fiquei conversando por ali até que alguém gritou 'Abriu!' e nem deu tempo de olhar pra trás e se despedir, saí correndo até a outra 'barreira', onde mais uma vez fizeram uma multidão passar por um espaço mínimo. Naquele tempo (10 minutos?) deu pra puxar uma conversa com uma galera que veio de Israel (não para o show, mas deram uma sorte danada) e outra de Salvador (muito animados, cantando Hermes e Renato. Faltou você Vanessa), o que mostra que tinha muita gente ali que não era do Rio.

Um, dois, três e *pá*, mais uma corrida, agora até as catracas. Quando eu fui me posicionar na fila da meia entrada eu lembrei que a carteirinha do colégio estava em casa, e vi que todo mundo tinha uma na mão, 'Fedeu', entrei em pânico, mas graças a Deus ninguém pediu a tal identificação. Depois foi só atravessar a rua e chegar perto do palco, preferi não ficar lá na grade porque eu tinha certeza que eu não ia aguentar e sabia que era perfeitamente possível se infiltrar lá depois. Cheguei cedo para pegar a discotecagem do MauVal desde o início, e valeu por ouvir uma versão ao vivo de 'Grace' do Jeff Buckley.

Já era 18 horas, e daqui a pouco seria 22h 30. Aconteceu muita coisa nesse meio tempo, como o fraco show dos Los Hermanos e um show do Kraftwerk que eu não vi direito, um amigo meu começou a vomitar, que bom que foi antes do Radio ; )



A única coisa que eu posso dizer agora sobre o show do cabeçaderadio é que 'Karma Police' foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Se fosse possível, iria para São Paulo amanhã...

Radiohead no Rio - Parte 12: setlist show do Rio de Janeiro

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Quando houver condições, falaremos sobre os shows. Por enquanto:

15 step
Airbag
There There
All I Need
Karma Police
Nude
Weird Fishes / Arpeggi
The National Anthem
The Gloaming
Faust Arp
No Surprises
Jigsaw Falling Into Place
Idioteque
I Might Be Wrong
Street Spirit
Bodysnatchers
How to Disappear Completely

Primeiro Bis

Videotape
Paranoid Android
House of Cards
Just
Everything In Its Right Place

Segundo Bis

You and whose army?
Reckoner
Creep

sexta-feira, 20 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 11: Hoje

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Faltam poucas horas para o primeiro show do Radiohead no Brasil e tendo como abertura "somente" o primeiro show do Los Hermanos em mais de dois anos após o anunciado "recesso" e dos criadores da música eletrônica, o Kraftwerk.



Enquanto o show não acontece, você que vai e você que não vai pode baixar o áudio da apresentação que o Radiohead fez dia 15 no México. Vi no blog trabalho sujo.



O setlist nós já tínhamos colocado aqui. Não sei como está a qualidade, mas entra aí para fazer o download e descobre.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 10: Amanhã!

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Ei cidadão, nem você esperava que esse dia ia chegar não? Tá chegaaaando! Fica sabendo de algumas coisas:

- A produtora do show informou que será assim amanhã:
Abertura dos portões 17 h
Dj (MauVal / Ronca Ronca) 18 h
Los Hermanos 19h
Kraftwerk 20h 45
Radiohead 22h 30

- Control C + Control V do site
"-Radiohead gentilmente solicita à platéia não fazer moshing. Obrigado
-Efeitos de luz Strobo serão usados durante a performance
-A banda pede que não sejam usadasm câmeras ou flashes durante o show"



- O show nem começou e eu já to chorando aqui... Foi bom, porque me lembrou que é bom se hidratar a comer bastante antes de encarar os shows

- A tour pelo Rio da banda: AfroReggae com Caetano e um passeio na praia de Ipanema (cuidado)



Exibir mapa ampliado

Edit: O Otaner ia postar aqui... 
"Previsão de quarta-feira (18/03/09) de acordo com o site Clima Tempo http://www.climatempo.com.br/previsao.php?CODCIDADE=321:

Sexta-Feira, 20/03 nascer e pôr-do-sol: Horário do nascer do Sol 05h57 Horário do pôr do Sol 18h03
32ºC
19ºC

Quantidade e Probabilidade de Chuva 0mm 0%

Direção e Velocidade do Vento SSE 6km/h

Umidade relativa máxima e mínima 86% 78%
Sol com algumas nuvens. Não chove."

quarta-feira, 18 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 9: Creep!

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sempre de acordo com o 58hours, essas foram as últimas 5 vezes que o Radiohead tocou Creep:



03/16/2009 Foro Sol

08/24/2006 Marlay Park

08/22/2006 Meadowbank

08/20/2006 Weston Park

08/19/2006 Hylands Park



Aí temos uma notícia boa e outra ruim. Faziam quase três anos que eles não tocavam a música, o que pode significar que eles não toquem a música em dois shows seguidos, ou seja, "Creep" não entra na Apoteose. Por outro lado, das últimas vezes que eles tocaram, em 2006, a música chegou a ser apresentada dois dias seguidos. Então talvez isso signifique que o Rio ouça "Creep". E porque "Creep" seria tão importante? Ora, porque é uma música do caralho! E porque é um dos maiores sucessos da banda, que eles foram deixando de tocar por um bom tempo, então dá uma sensação do show ser "especial" por ter sido escolhido para a audição do hit-meio-renegado.



Claro que tem um monte de outras músicas que são muito aguardadas. Fazendo uma comparação mais racional entre os dois setlists dos shows no México, vemos que tinha muita coisa boa em cada um dos dias. Em um show tocaram "Just", mas no outro tocaram "Climbing Up The Walls". A ausência de "Karma Police" no primeiro é compensada por "Fake Plastic Trees" e por aí vai. No fim das contas quem é fã (e como vocês já devem ter notado, eu sou, especialmente do trio The Bends-Ok Computer-Kid A, além do In Rainbows) certamente terá motivos de alegria na sexta-feira.

Radiohead no Rio - Parte 8: download de shows

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Tem em um monte de lugar o áudio de shows completos da banda. Pra variar, no 58hours eu ouvi esse de um show em Santa Bárbara ano passado que o som está maravilhoso. Vão se preparando!


http://www.58hours.com/58_displayshow.php?showID=665


DOWNLOAD


1. Reckoner
2. Optimistic
3. There There
4. 15 Step
5. All I Need
6. Nude
7. Talk Show Host
8. Weird Fishes/Arpeggi
9. The Gloaming
10. Morning Bell
11. National Anthem
12. Faust Arp
13. No Surprises
14. Jigsaw Falling Into Place
15. The Bends
16. Karma Police
17. Bodysnatchers

18. Cymbal Rush
19. House of Cards
20. Paranoid Android
21. Go Slowly
22. Everything In Its Right Place

23. Videotape
24. Lucky
25. Idioteque



Por lá também achei este link com dois shows da banda em um lugar chamado Hollywood Bowl. E o que não falta é áudio de show dentro do orkut.

terça-feira, 17 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 7: setlist do show do México do dia 16

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Esquece o setlist de ontem. Eles tocaram Creep. Eles tocaram Creep.


Foro Sol, México

1. 15 Step
2. There There
3. National Anthem
4. All I Need
5. Kid A
6. Karma Police
7. Nude
8. Weird Fishes/Arpeggi
9. The Gloaming
10. Talk Show Host
11. Videotape
12. You And Whose Army?
13. Jigsaw Falling Into Place
14. Idioteque
15. Climbing Up The Walls
16. Exit Music (for a film)
17. Bodysnatchers

Primeiro Bis
18. How To Disappear Completely
19. Paranoid Android
20. Dollars & Cents
21. The Bends
22. Everything In Its Right Place

Segundo Bis
23. Like Spinning Plates
24. Reckoner
25. Creep


Eles tocaram Creep. Eles tocaram Creep.

De arrepiar.




Tem esses vídeos também:

http://www.youtube.com/watch?v=RXWU92boEc8

http://www.youtube.com/watch?v=IAL2NrJnyOQ

http://www.youtube.com/watch?v=RYBSS0h9ZDo

http://www.youtube.com/watch?v=Zg_TvP-gQNI

http://www.youtube.com/watch?v=Nmmtr8LpP1I


Depois digam pra mim qual versão ficou melhor, de noite eu assisto a todas.

Eles tocaram Creep.

Fim da Comunidade Discografias

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Para quem não tem orkut, explicação: a comunidade que lá existia, chamada Discografias, tinha como objetivo reunir links para downloads de discos da maior quantidade possível de artistas. Existem centenas de outras comunidades com o mesmo objetivo. A diferença da Discografias era a extrema organização, feita desde o começo, antes por uma só pessoa e depois por uma equipe de pessoas que não ganhava absolutamente nada com isso.



Como resultado, a comunidade foi crescendo, chegando a quase um milhão de membros e, por consequência disso, mais pessoas contribuindo com mais e mais links das mais diversas bandas, desde as mais populares até os mais obscuros cantores, que não têm discos para serem vendidos, além de artistas novos que apreciavam a divulgação proporcionada. Para muita gente, era uma das poucas razões para continuar acessando a rede social mais popular no Brasil. O tamanho da comunidade também atraiu a atenção das gravadoras, que começaram a pressionar de diferentes formas para que o conteúdo da comunidade fosse deletado. Tanto fizeram que, após muita resistência, os moderadores acabaram capitulando e decretando o fim da comunidade.



Ainda para quem não tem orkut, aqui vai o comunicado dos moderadores sobre os motivos para o término das atividades:



Informamos a todos os membros da comunidade "Discografias" e relacionadas (Trilhas Sonoras de Filmes, Trilhas Sonoras de Novelas, Coletâneas (V.A.), Pedidos, Dicas/Dúvidas e Índice Geral), que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros orgãos de defesa dos direitos autorais.

Nosso trabalho foi árduo para manter as comunidades organizadas, sem auferir nenhum tipo de vantagem financeira com elas, somente com o intuito de contribuir de alguma forma para a cultura e entretenimento.

Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros.

Muitos artistas perderão seus meios de divulgação.

Milhares de membros terão que procurar outras atividades no Orkut que não seja o download de músicas e afins. O número de sites e blogs de conteúdo similar, mais programas como eMule, limewire, de torrents e outros P2P, cresce em progressão geométrica.

Perdem eles, perdemos todos, mas enfim, tudo em nome do dinheiro das grandes corporações. Nada em nome da cultura.

Tais entidades de defesa dos direitos autorais, como a R.I.A.A. nos Estados Unidos e APCM no Brasil, que é a representante legal de:

UNIVERSAL MUSIC DO BRASIL LTDA.;
WARNER MUSIC BRASIL LTDA.;
SONY - BMG BRASIL LTDA.;
SIGLA - SISTEMA GLOBO DE GRAVAÇÕES AUDIO VISUAIS LTDA;
EMI MUSIC LTDA.;
COLUMBIA PICTURES INDUSTRIES INC.;
DISNEY ENTERPRISES INC.;
METRO-GOLDWYN-MAYER STUDIOS INC.;
PARAMOUNT PICTURES CORPORATION;
TWENTIETH CENTURY FOX FILM CORPORATION;
UNIVERSAL CITY STUDIOS INC.;
WARNER BROS.;
UNITED ARTISTS PICTURES INC.;
UNITED ARTISTS CORPORATION;
UBV - UNIÃO BRASILEIRA DE VÍDEO E ASSOCIADAS

Sendo ainda representante de IFPI - International Federation of the Phonographic Industry e MPA - Motion Picture Association no Brasil, se dizem "sem fins lucrativos", vamos acreditar nisso, né gente? Como todos acreditam nas histórias da carochinha.

Portanto, deixamos aqui os dados de contato do orgão responsável pelo fechamento das comunidades e de um de seus representantes:

APCM – ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA
RUA HADDOCK LOBO, 585 – SÃO PAULO – SP – BRAZIL
INTERNET ANTI-PIRACY UNIT

Telefone: +55 (11) 3061-1990x244

e-mail: anti-piracy@apcm.org.br


=>Bruno Henrique Tarelov: btarelov@apcm.org.br

Fone: 55 11 30611990 ramal 238

Fax: 55 11 30611221

Agradecemos a todos que de um jeito ou de outro, colaboraram para que nossas comunidades fossem tão populares. Valeu, gente!


A Moderação


Observação

A APCM só perseguia nossas comunidades, e assim, os links postados pelos nossos membros estavam sendo rapidamente denunciados e excluídos, pois eles querem aparecer e só deletam de onde está mais fácil e tem maior visibilidade na mídia.

O pessoal que baixava de nossas comunidades vai poder continuar a procurar os links no lugar de maior acervo: O Google.




-------------------------



É como (mais ou menos) dizia o Raul Seixas: matam uma e vem outra(s) em seu lugar. Já há muito tempo dentro do espírito da frase final do comunicado, escrevemos sobre formas de procurar um disco através do google (e do orkut também): http://lacumbuca.blogspot.com/2008/09/como-baixar-um-disco.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

Radiohead no Rio - Parte 6: setlist do show do México do dia 15

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De acordo com o site dedicado aos setlists do Radiohead, 58hours (sobre o qual já falamos aqui), essas foram as músicas tocadas no último domingo no México:



1. 15 Step
2. Airbag
3. There There
4. All I Need
5. Nude
6. Weird Fishes/Arpeggi
7. The Gloaming
8. National Anthem
9. Faust Arp
10. No Surprises
11. Jigsaw Falling Into Place
12. Lucky
13. Reckoner
14. Optimistic
15. Idioteque
16. Fake Plastic Trees
Primeiro Bis
17. Bodysnatchers
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. My Iron Lung
22. Street Spirit (fade out)
Segundo Bis
23. Pyramid Song
24. Just
25. Everything In Its Right Place



4 músicas do The Bends e 4 músicas do Ok Computer, se contei certo. Se esse setlist fosse no Rio de Janeiro eu saía do show bem feliz.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ataque homofóbico que Pedro sofreu na Lapa-RJ

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Só copiando o que chegou no meu email via lista do coletivo CMI-Rio:

"de Solange Tô Aberta!
responder a "Lista de trabalho do coletivo local CMI Rio de Janeiro."
para contato@midiaindependente.org
data 3 de março de 2009 13:05
assunto [Cmi-rio] Ataque homofóbico que Pedro sofreu na Lapa-RJ.‏
lista de e-mails  cmi-rio.lists.indymedia.org Filtrar as mensagens dessa lista de e-mails
enviado por lists.indymedia.org

Ataque homofóbico que Pedro sofreu na Lapa-RJ

Boa tarde, amigxs.
Após uma semana animadíssima de carnaval e de um show bombástico ao lado de Tati Quebra-Barraco e Zuzuka Poderosa, na última quinta-feira, no clube Fosfobox, fui vítima de violência homofóbica em plena Lapa, na rua Joaquim Silva. 

No dia 02 de março de 2009, aproximadamente 1 da madrugada, estávamos eu e minha amiga Ainá voltando pra casa quando decidimos parar no bar Gatão, localizado na Rua Joaquim Silva. Sentamo-nos em frente à escadaria de azulejos, mundialmente conhecida, onde eu encontrei um amigo do movimento punk carioca. Cumprimentei-o com um selinho na boca e foi o estopim para que um grupo de mais ou menos dez rapazes muito jovens (um deles com uma garrafa de cerveja na mão) nos cercassem, gritando insultos por causa do beijo e avisando que aquela “era a área deles”. Conseguimos nos esquivar, em meio a diversas ameaças, e entramos no bar Gatão. 

Eu e Ainá fomos em direção a nossa casa, mas nosso amigo decidiu permanecer porque havia encontrado dois conhecidos seus no interior do bar. Segundos depois, quando já havíamos nos distanciado alguns metros, olhamos para trás vimos nosso amigo vindo desesperadamente em nossa direção e o mesmo grupo homofóbico estava a persegui-lo: haviam acabado de espancá-lo na frente do Bar Gatão, ficando seriamente lesionado por socos e pontapés. Saímos correndo eu, Ainá e ele e logo avistamos uma viatura estacionada. Explicamos que estávamos sendo perseguidos por um grupo e o policial perguntou laconicamente “Vocês estavam na escadaria?, então vão pra casa!” – ordenou. Os policiais entraram na viatura e, para nossa surpresa, simplesmente ignoraram a situação e foram embora. 

Devido à má vontade da polícia em nos ajudar, meu amigo não teve coragem de prestar queixa na delegacia. Eu, apesar de ter saído ileso fisicamente, estou emocionalmente tão abalado quanto ele que apanhou covardemente de um grupo de dez homens.

Quero divulgar esse fato tão comum no cotidiano dos homo, bissexuais e queers mas infelizmente passa despercebido na imprensa e nas estatísticas de violência urbana. Por favor, me ajudem a divulgar esse email para que o fato seja registrado e tome conhecimento público.

Pedro Costa"

terça-feira, 10 de março de 2009

Clube do Vinil, quinta feira agora no Baratos

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"Tem CLUBE DO VINIL nesta quinta 12 de março no SEBO BARATOS DA RIBEIRO

# # #

Com 3 convidados muito especiais:

Túlio, seu pai Marcos e a matriarca do clã.

Família unida do rock’n’roll e não apenas, porque são ouvintes fiéis do Ronca Ronca e aprenderam que todas as bossas, do progressivo ao eletrônico, dão samba! Túlio tem 16 anos e andou aprimorando suas habilidades no contra-baixo no Instituto Villa-Lobos. O pai, Marcos, já defendeu a guitarra em bandas, nos áureos tempos.É assim que o DJ Ácaro gosta de brincar, com ecletismo. Vamos ver que bicho dá.

A partir das 20h, ENTRADA FRANCA
(...)

SEBO BARATOS DA RIBEIRO
Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana
Tels. (021) 2256 8634 ou 2549 3850"


Se você não reconheceu, o Túlio sou eu mesmo :D Quem falar que leu essa postagem no La Cumbuca ganha uma bala Juquinha. Todos convidados...
Aceito sugestões de discos também!

sábado, 7 de março de 2009

Voltando

| 4 comentários
Não é o Blur, nem o Pavement, nem o Faith No More. Sou eu mesmo que estou voltando aos pouquinhos depois de umas mini-férias. Um monte de assuntos pendentes: Canastra, Cérebro Eletrônico, Zumbi do Mato, Maquinado, Mombojó, Brasov, Silvia Machete... Além do fantástico carnaval de Recife!


Por enquanto só um aperitivo:

Silvia Machete - 17/02/09

quinta-feira, 5 de março de 2009

Nem na Série B - O Tim Festival morreu

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Em tempos de crise é preciso escolher bem onde aplicar o dinheiro, e a Tim parece que já fez sua escolha, mas não está ligada a música. Segundo o jornal O Globo, as conversas sobre descontinuidade do Tim Festival já foram iniciadas com a Dueto Produções, e se tudo der certo teremos um festival com outro nome no final do ano ou... 

Ano passado quando eu relacionei o claro possível rebaixamento do Vasco com o rebaixamento do Tim (ingressos caros, atrações não tão legais...) não imaginava que isso ia acontecer. Mas vou te dar uma sugestão, em vez de gastar 500 reais pra ver uma banda gringa, bem que você podia pegar um onibus e passar em alguns festivais independentes aqui na terrinha, se liga no calendário da Abrafin aqui.

--------

Hoje também saiu uma notícia que eu não sei se é boa ou ruim, Dylan vai lançar mais um disco. As músicas falam de amor e até da crise mundial. Quando aparecer na internet eu coloco aqui.

domingo, 1 de março de 2009

Estranho

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Perto do aniversário do Roger Daltrey, a MOJO colocou o The Who na sua capa. Se você tiver 70 reais pra gastar num exemplar, aproveite, se não, esse link com a lista das músicas mais estranhas da banda é melhor que nada : ) Depois dessa só posso falar uma coisa: Pete Townsend é um gênio!

PS: Sabe aonde tem um PDF pra download? Avisa...

Primeiro de março é...

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... aniversário de algo muito importante, com certeza presente na sua vida. O mundo seria outro sem essa coisa que foi registrada em primeiro de março. Sabe-se lá quantas vidas isso salvou, quantas destruiu, o fato é que o saldo é positivo! 

Vem em forma de cantor, música, filme, ator... E é presença obrigatória em uma banda de indie rock que se preze! Se você não sabe, primeiro de março é aniversário de Roger Daltrey, o "carinha" do The Who! Boa oportunidade para você ouvir a discografia da banda, não? 

Falando nisso, hoje rola uma fase da disputa de bandas do Saloon 79, com certeza o pessoal de lá deve prestigiar o cidadão. Tocam hoje: Endorfina,  Projeto Secreto, Los Bife, Homens de Pântano e Barbara Boneca e os Marionetes. Desses eu gosto do Los Bife; o Otaner chegou a falar bem do Homens do Pântano aqui; e com certeza as outras bandas não devem ser ruins. Chegar no simpático estabelecimento que fica na rua Pinheiro Guimarães, número 79, em Botafogo não deve ser nenhum sacrifício. (10 reais / 19 horas)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Saindo do forno - lançamentos nacionais de 2009 - parte 1

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Alguns foram lançados logo no início de Janeiro, outros sairam tem pouco tempo. Confere aê!

Luiza Mandou Um Beijo - "Segundo CD" ou "CD com o banco de praça na capa" ou "CD com capa da Vânia"
  (vide aqui)

Rio de Janeiro - RJ

Músicas:
1-Borboleta Imperial
2-Memorias da Praia
3-Mar Sem Sal
4-Peixe Pequeno
5-Mar Bravo
6- Na Capital
7- A Odalisca E O Pirata
8-Cosquinhas de manhã (SM)
9-Lídia Traída
10-Without you
11-Os Pensamentos Solares de Seo Abílio
12-Boa tarde, Sr.Smith
13- A Obsessão de Sueli
14- O Maracá / Introdução de Homem Azul

[Transferir] -link do Eduardo


Paralamas do Sucesso - Brasil Afora
Rio de Janeiro - RJ

Músicas:
1-Meu Sonho
2-Sem Mais Adeus
3-A Lhe Esperar
4-El Amor - El Amor despues del amor
5-Quanto Ao Tempo
6-Aposte Em Mim
7-Mormaço
8-Taubaté ou Santos
9-Brasil a Fora
10-Tempero Zen
11-Tão Bela
12-O Palhaço

[Transferir]   - qualidade ruim...


Siba e a Fuloresta - EP Canoa Furada
Recife - PE
1-A Bagaceira
2-Canoa Furada

Romulo Froés - No Chão Sem O Chão
São Paulo - SP

Músicas:
Primeira sessão: Cala boca já morreu

01-Do Ponto do Cão
02-A Anti-musa
03-Destroço
04-Para Quem Me Quer Assim
05-Deserto Vermelho
06-Anjo
07-Minha Casa
08-Vai
09-Qualquer Coisa Em Você Mulher
10-Sei Lá
11-Pierro Lunáticos
12-Amor Antigo
13-Mochila
14-Peraí
15- De Adão Pea Eva
16-Só Você Faz Falta

Segunda sessão: Saiba ficar quieto 

01-Para Fazer Sucesso
02-Ela Me Quer Bem
03-Esse Aí
04-O Que Todo Mundo Quer
05-Caia na Risada
06-Cala Boca Já Morreu
07-Manda Chamar
08-Dia Tão Cinzento
09-Ou Nada
10-Caveira
11-Fui Eu
12-Gelatina
13-Se Eu For
14-Pedrada
15-Uva de Caminhão
16-Astronauta
17-Saiba Ficar Quieto

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Etc.

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- Semana que vem é a semana do Radiohead no Multishow! Falta menos de um mês para o festival que vai trazer a banda de Oxford, Los Hermanos e Kraftwerk. Nada de Vanguart! Aqui fica assim:
Rio de Janeiro (20/03)
DJ 18hs
Los Hermanos 19hs
Kraftwerk 21hs
Radiohead 22h 30m
E você, chega que horas?

- E os vencedores do Britawards (adoro!) são:
Melhor disco: 'Rockferry' - Duffy
Melhor grupo: Elbow
Melhor cantora: Duffy (Chatinha...)
Melhor cantos: Paul Weller
Melhor show: Iron Maiden (FINALMENTE EU CONCORDO EM ALGUMA COISA /O/)
Melhor single: 'The Promise' Girls Aloud
Artista revelação: Duffy
Melhor álbum internacional: 'Only By The Night'
Melhor grupo internacional: Kins of Leon
Melhor cantora internacional: Katy Perry (Tá de brincadeira né? Os outros indicados não ajudam também...)
Melhor cantor internacional: Kanye West (É o cara do playback do Tim Festival :D)
Prêmio pela carreira: Pet Shop Boys
Escolha da crítica: Florence and the Machine

- O boato do Morrissey no Brasil tá forte. Mas eu acho que o cara não vem esse ano, até o final do ano 'confirmam' pra ano que vem.

- Primeiro foi a Rough Trade falando que o Autoramas é a banda independente mais importante do Brasil. Agora, a casa de shows Gruta 77 falou que o show do Gabriel e cia. foi o melhor do ano! Foda! Agora vai aparecer um monte de gente com a camisa dos caras na rua. A banda prepara ainda um disco acústico

- São Paulo é uma merda. Eu odeio SP. Além de ter os melhores festivais, eles ainda ganham edições de festivais de outros lugares em seu espaço geográfico. É o Goiania Noise SP, e agora o Rec Beat SP. A banda venezuelana "Desorden Publico" vai vir pro sudeste, será que vem pro Rio? 

- Sonic Youth confirmado no Chile? 

- Garanto que você não vai achar uma lista de melhores de 2008 mais legal que a do Aporias!

- O Tarantino é foda e ponto final!

- Tá foda ir pros blocos. Eu achei que foi uma furada ficar em casa pra ver o jogo e não ir pra rua. Mas tô vendo que não é bem assim: primeiro a minha tia voltou 15 minutos depois de sair de casa. Motivo? Tinha umas 100 cabeças na fila pra comprar o bilhete do metrô!; E o Mauricio ainda manda essa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Guia de blocos no Rio

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Ir pra Sapucaí é coisa de turista e de gente chata, legal mesmo é ir pros blocos! Que além de mais divertidos, não custam nada. Aproveite então! O site Samba e Choro listou mais de cem blocos, eu separei alguns com nomes legais pra colocar aqui:

(Infelizmente o 'Só O Cume Interessa' já saiu e não deu tempo de colocar aqui. Se liga na música)

Mamelúdicos Eufóricos e Outros Inerteofóbicos Frenéticos
Quando? 19/2
Que horas? 20 horas
Onde? Rua Visconde de Caravelas (Botafogo) 

Concentra mas não sai
Quando? 20/02
Que horas? às 20h
Onde? Rua Ipiranga (Laranjeiras) 

Escorrega Mas não Cai
Quando? 20/02
Que horas? às 19h 
Onde? Ladeira do Escorrega com Sacadura Cabral, ao lado do Kalesa (Centro) 

SuperBloco Favelados 
Quando? 21/02 
Que horas? às 18h
Onde? IAPC de Olaria (Olaria) 

Se não quer me dar... me empresta
Quando? 21/02
Que horas? às 16h
Onde? Rua do Lavradio, 90 (Lapa) 

Que merda é essa?
Quando? 22/02
Que horas? às 14h
Onde? Bar Paz e Amor, R. Garcia D'Ávila esq. com Nascimento Silva (Ipanema) 

Desculpa pra Beber
Quando? 24/02
Que horas? às 17h 
Onde? Concentração na Cobal do Humaitá (lado Voluntários) (Humaitá) 

Barangal
Quando? 1/3
Que horas? 16 horas
Onde? Posto 9 (Ipanema)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Radiohead no Rio - parte 5: Se preparando

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Não, não espere achar aqui um guia de exercícios para aguentar as trezentas horas de show. Como jovem sedentário, não tenho muita coisa para recomendar, a dica é quanto a música. Pensando em você que só conhece 'Creep', 'Anna Júlia' e 'Autobahn' eu separei uns discos pra você ouvir.

Radiohead:

Eu prefiro 'Ok Computer' e 'The Bends' mas como são discos antigos fica difícil deles tocarem muita coisa, dos mais novos eu gosto muito do 'Hail to the Theif'. O Otaner já deu a dica da setlist e passou a discografia.

Kraftwerk:

Na real, não dá pra ouvir Kraftwerk direito em MP3. As músicas são enormes e bem trabalhadas, logo requerem alguma atenção de você. Eu pelo menos não consigo me concentrar muito olhando para a tela do PC. Mas como você tá só conhecendo... Pega o primeiro disco 'Ralf and Florian', o hit 'Autobahn' e 5-star-rated na All Music 'Trans-Europe Express'

Los Hermanos:

Eu não sou muito fã dos Hermanos. Gosto de uma ou duas músicas e ponto, ficar chorando pelo Amarante, Camelo e cia fica pra você. Segundo um amigo meu, 'Bloco do Eu Sozinho' é o melhor; A música que eu gosto é 'O vencedor' do 'Ventura' produzido pelo Kassin, assim como o 'Quatro'. Tudo aqui.

Vanguart(?):

O '?' é porque o nome da banda só foi citado pela MTV. Nenhum dos anúncios que sairam nos jornais colocaram o nome da banda. Vanguart é bem legal, dá uma ouvida no material da banda que vale a pena.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Grito Rock RJ

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copiando e colando. Recomendo Nayah, Cabeza de Panda e Homens do Pântano.






PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL GRITO ROCK RJ 2009

:: SEXTA 20 – abertura da casa: 20h ::

22h – Filhos da Judith
22h40 – Manifesto
23h20 - Filhos do Totem
00h – Drenna
00h40 – Unidade Imaginária
01h20 – Los Bife
02h – Sukhoi
Djs Pax + Muniz

:: SÁBADO 21 – abertura da casa: 20h ::

22h – Ganeshas
22h40 – Natural Born Rockers
23h20 - Mother Funk
00h – Miami Bros
00h40 – Velho Joe
01h20 – Homens do Pântano
02h – Stellabella
Dj Renato Lima (Jukebox)

:: DOMINGO 22 – abertura da casa: 20h ::

22h – Casa de Bicho
22h40 – Quilombos Urbanos
23h20 - Prosaico
00h – Carlos Spihler
00h40 – Cabeza de Panda
01h20 – Abstratus
02h – Nayah
Dj Terror

Serviço:
Grito Rock RJ 2009
Dias 20, 21 e 22 de fevereiro.
Cine Lapa – Rua Mem de Sá 23, Lapa. Tels: 2266-1014 / 2509-5166.
Abertura da casa: 20h
Ingressos: R$ 10 com flyer e R$ 15 sem
Informações: www.fotolog.com/gritorockrj

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Miscelânea Odeon

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Edit: Procurando a programação de 2011? Só clicar.

copiando e colando:





serviço:
Miscelânea Odeon
terça, 17 de fevereiro, a partir das 19h, odeon petrobras e praça da cinelândia
Entrada franca
Curadoria chacal

Programação:

No cinema
Flu + allan sieber
Fala palavra
Silvia machete
Brasov
Orquestra voadora


Na praça
Orquestra voadora
Cordão da bola preta
Dj jorge LZ


Odeon Petrobras: Praça floriano 7 / Tel 2240 1093

Capacidade:
Cinema - 600 lugares
Praça – infinita
Tudo de graça

Faixa etária – livre
site: www.grupoestacao.com.br
mais informações: liliam h – 2286 6336 / 2266 9900

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Discos de 2009 esperados pelo Bloody Pop

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Num post passado eu dizia que não tinha muita expectativa por álbuns nacionais a serem lançados em 2009, só pelo Superguidis. Internacional então, minha ansiosidade é zero, uma vez que o Franz Ferdinand já lançou o disco deles e você não precisa ouvir muito mais este ano (isso é um elogio). Talvez tenha sido um exagero, apesar que realmente, a única expectativa que eu tenho é que os novos discos brasileiros possibilitem novas músicas a serem tocadas nos shows e talvez turnês de bandas que não passam muito por aqui.



Mas o site Bloody Pop listou alguns dos lançamentos para 2009 que podem ser interessantes. Alguns nomes bem familiares ao La Cumbuca e outros de quem não espero nada (o que pode ser bom), Livio fala a quantas anda as preparações dos discos de Superguidis, Nervoso e Os Calmantes, Nancy, Babe Terror, Terminal Guadalupe, Supercordas, Nina Becker, Do Amor, Jumbo Elektro, Caetano Veloso, Móveis Coloniais de Acaju e Mombojó.



Clique aqui para ler Os discos brasileiros mais esperados em 2009 por Bloody Pop

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vinil-tube

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Eu já tinha visto algo parecido há uns meses atrás, quando fiz uma compilação de vídeos com músicas de soul/funk/R&B que estavam em uma coletânea. Em janeiro, procurando alguma coisa sobre o Wax Poetic, cheguei em um vídeo de U-Roy, músico de reggae. O que despertou interesse em mim é que era um vídeo de um compacto em vinil sendo tocado, com um som muito bom. Entrei no perfil do sujeito que colocou esse vídeo no youtube e ele tem mais de 500 vídeos de compactos sendo tocados na vitrola! A maioria de artistas de reggae, dub, soul e funk: Desmond Dekker, James Brown, The Heptones, Max Romeo, Toots & The Maytals, The Supremes e mais um monte de gente.


A partir dali, entrando em outro link de usuário que faz a mesma coisa, mais 500 vídeos (não vi se eram todos de vinis sendo tocados). Entre um monte de nomes desconhecidos dá pra encontrar Wings (a banda do Paul McCartney nos anos 70), Suzy Q, Sugarhill Gang, Kraftwerk e Stevie Wonder. Esse outro é mais animal e tem 900 vídeos fazendo isso! Bastante coisa de reggae, mas tem uns nomes ali que eu nunca vi na vida e não tenho certeza do que pode ser.



Não fica claro se o som está saindo diretamente do vinil em todos os vídeos, mas não deixa de ser muito legal e uma boa forma de descobrir boa música.

Uma mini-compilação de alguns sons legais:


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Off-Tropicália: os discos da Rita Lee, Jorge Ben e Erasmo Carlos

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Aconteceu nos útlimos dias de janeiro um mini-festival no Espaço Sesc em Copacabana. Anunciamos aqui o Off-Tropicália, onde a cada dia um disco um tanto quanto obscuro de grandes nomes da música brasileira (Jorge Ben, Rita Lee e Erasmo Carlos) feito ali no começo dos anos 70 era tocado na íntegra por um artista diferente. Não eram exatamente discos tropicalistas, mas flertavam com toda aquela mistureba.


O disco de Rita Lee, Build Up, talvez seja o mais inserido dentro da Tropicália. Mas nos três trabalhos figuram nomes como o maestro Rogério Duprat, Os Mutantes e o guitarrista Lanny Gordin. Assisti dois desses shows na primeira semana do festival: o da Rita Lee executado por Do Amor/Nina Becker e Silvia Machete interpretando o disco Carlos, Erasmo, do Tremendão.


Na quinta-feira em que Do Amor e Nina Becker faziam a Rita Lee, não havia muita novidade pra mim. Eu já havia visto esse show no fim do ano passado no Cinematheque, mas é igual a um disco bom, dá vontade de ouvir de novo. Aliás é assim com esse disco mesmo. Até porque, e esse é um grande problema no Build Up, o disco é curto. Muitas músicas não passam muito mais do que dois minutos. Seria interessante que todas as faixas tivessem versões extendidas. "Prisoneira do Amor" podia tocar por uns 15 minutos de tão legal que é.


Como eu já havia dito da outra vez, os arranjos tentam lembrar ao máximo a sonoridade do disco. Como o disco é curto, o grupo aproveitou para tocar músicas obscuras de artistas internacionais da época, como Syd Barrett e The Monks. Mas o momento mais empolgante foi a versão de "And I Love Her", dos Beatles, que Rita Lee transformou em "And I Love Him" (o que já haiva sido feito antes pela cantora Esther Phillips - thanks wikipedia), que de uma balada amorosa vira um rockão que arrancou aplausos do público.


No sábado foi a vez de Silvia Machete, com direito a algodão doce, cítara e a indefectível pomba na cabeça. Esse disco do Erasmo Carlos, fora uma ou outra música não tão legal, como "Sodoma e Gomorra" (que Machete diz que teve medo quando ouviu a primeira vez), é cheio de clássicos. Mas a mais conhecida mesmo é a que abre o disco. "De Noite Na Cama", composição de Caetano Veloso, ganhou essa popularidade com a versão que Marisa Monte fez há uns anos atrás e não fosse por isso seria um disco hoje em dia completamente ignorado, mesmo que "Ciça Cecília" e "Maria Fumaça" tenham lá seu reconhecimento.


Nesse dia, com ingressos esgotados para a arena do Sesc, foi a oportunidade de músicas legais como "É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo" e "Dois Animais Na Selva Suja Da Rua" serem ouvidas. "Gente Aberta" já faz parte do repertório de Silvia, que aproveitou para tocar também uma música sua, "Toda Bêbada Canta", com coreografias divertidas feitas pelos músicos de sua banda, já que o humor não poderia deixar de estar presente em um show de Silvia Machete.


Foi interessante também conhecer o Espaço Sesc, onde os músicos ficam em uma área circular com o público em volta por todos os lados, mais interessante que a arena quadrada da Caixa Cultural. Deviam acontecer mais shows por lá.


Se lhe bateu a curiosidade de conhecer esses discos, é só ir clicando nos links abaixo.



Jorge Ben (1969)



01. Criola
02. Domingas
03. Cadê Tereza
04. Barbarella
05. País Tropical
06. Take It Easy My Brother Charles
07. Descobri Que Sou Um Anjo
08. Bebete Vãobora
09. Quem Foi Que Roubou a Sopeira de Porcelana Chinesa Que a Vovó Ganhou da Baronesa
10. Que Pena
11. Charles 45

Ficha técnica

Download - Fonte





Rita Lee - Build Up (1970)



01 - Sucesso, aqui vou eu (Build up) (Arnaldo Baptista - Rita Lee)
02 - Calma (Arnaldo Baptista)
03 - Viagem ao fundo de mim (Rita Lee)
04 - Precisamos de irmãos (Élcio Decário)
05 - Macarrão com linguiça e pimentão (Arnaldo Baptista - Rita Lee)
06 - José (Joseph) (G.Moustaki - versão: Nara Leão)
07 - Hulla-hulla (Élcio Decário - Rita Lee)
08 - And I love him (McCartney - Lennon)
09 - Tempo nublado (Élcio Decário - Rita Lee)
10 - Prisioneira do amor (Élcio Decário)
11 - Eu vou me salvar (Élcio Decário - Rita Lee)


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Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1971)



01. De noite na cama
02. Masculino, feminino
03. É preciso dar um jeito, meu amigo
04. Dois animais na selva suja da rua
05. Gente aberta
06. Agora ninguém chora mais
07. Sodoma e Gomorra
08. Mundo deserto
09. Não te quero santa
10. Ciça, Cecília
11. Em busca das canções perdidas nº 2
12. 26 anos de vida normal
13. Maria Joana

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Bom texto sobre o disco

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Little Joy no Circo Voador - 06/02/09

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Little Joy - 06/02/09



Quando um pouco depois ou antes de uma da manhã o Little Joy terminou o show no Circo Voador, uma coisa estranha aconteceu. Nos fins de show no Circo, que infelizmente costumam terminar bem mais tarde que isso, costuma haver uma espontânea e rápida evacuação do local. Em poucos minutos o lugar vai esvaziando. Ontem foi diferente. O show terminou e as pessoas simplesmente ficaram ali do lado de fora da lona, conversando e bebendo. Pode parecer papo de hippie, mas é como se elas quisessem estar ali um pouco mais, sentindo a energia do lugar, depois de verem momentos emocionantes de um cantor reencontrando sua cidade e sendo tão bem recebido. Mas vamos voltar a fita um pouco.


"Rio de Janeiro! É muito bom estar de volta!", foram as primeiras palavras de Rodrigo Amarante ao público carioca desde... sei lá, muito tempo. Tempo que serviu para aguçar a vontade dos fãs de Los Hermanos em revê-lo. Some-se a isso a presença de Fabrizio Moretti trazendo fãs do Strokes, e os fãs das duas bandas: o resultado foram 2000 ingressos esgotados e muito mais gente do que isso dentro do Circo. Talvez houvesse uma boa parte que estava lá dentro se importando menos com a música e mais com os músicos. Nada mais do que justo, afinal de contas os trabalhos de suas bandas principais deram estofo e respaldo para que as pessoas tenham curiosidade e queiram conhecer o que eles estão fazendo.


E na verdade isso é ótimo, porque o som do Little Joy é bacana e merece essa atenção. Ganharam interesse por conta do nome dos envolvidos, mas mantiveram esse interesse por conta da qualidade. O show, mesmo com uma distribuição de músicas mais animadas nos momentos certos dentro do setlist, é na maior parte do tempo calminho, uma espécie de folk de bar ambientado por grupos dos anos 60 pré-psicodélicos. Mas a devoção do público transforma em música de arena até "Unattainable", cantada por Binki Shapiro, namorada de Fabrizio e último elemento do trio, que no palco conta com mais três músicos ajudando no baixo, guitarra e bateria. Amarante além da guitarra às vezes vai pro teclado de Binki e Fabrizio toca quase o tempo todo uma guitarra de 4 cordas (guitarra tenor).



Little Joy - 06/02/09 - Binki Shapiro


Little Joy - 06/02/09 - Fabrizio Moretti



Fabrizio, além de tocar a guitarra tenor e fazer os backing vocals, demonstra uma boa presença de palco. Atrás, com as baquetas no Strokes não há muito o que fazer, mas ali na frente como Little Joy ele conversa com o público, chega a se sentar na beira do palco enquanto toca “Don’t Watch Me Dancing”, para felicidade da turma do gargarejo, e arrisca ser a voz principal em “This Time Tomorrow”, cover do Kinks que de certa forma dá a dica da sonoridade que a banda parece buscar.


Mas o personagem principal dessa história acaba sendo Amarante. Little Joy é pequena alegria, mas em Amarante a alegria parecia imensa. Ele e Fabrizio entraram vestidos com ternos, mas Amarante entra também vestido com um sorriso aberto, que permanece mesmo enquanto canta, e ver alguém cantando desse jeito é gratificante. O paletó não resiste o calor infernal do Circo até o final, mas o sorriso vai até o fim. Apesar da maioria do repertório em inglês o que vemos ali é o Amarante do Los Hermanos, com as dancinhas esquisitas enquanto toca guitarra e a voz arrastada e bêbada dentro das melodias.


O universo que Amarante criou para essa turnê brasileira também lhe deve ser aconchegante: discotecagem de Maurício Valladares e abertura com o Cidadão Instigado, dos fantásticos timbres de guitarra de Fernando Catatau, que fez um show muito curto do qual só consegui assistir a última música. No bis da Little Joy, “Evaporar”, a única totalmente em português traz o ruivo sozinho ao palco e é como se fosse Los Hermanos da turnê do disco 4 novamente: gritos ensurdecedores antes de começar a tocar e coro mais alto que a voz no microfone. Tudo isso para uma música calma, quase acústica, parente próxima das músicas que Marcelo Camelo, que assistiu a tudo na parte de cima do Circo Voador, fez para o último disco do Los Hermanos e para seu trabalho solo.



Little Joy - 06/02/09 - Rodrigo Amarante

Little Joy - 06/02/09 - Rodrigo Amarante



E por mais que haja esse fanatismo - e aqui não falo de fanatismo de forma pejorativa; na verdade é uma pena que não hajam outros artistas que gerem esse tipo de comoção e mobilização em torno de sua obra hoje em dia no Brasil - ele vem de forma respeitosa e um pouco reverencial até. Somente um ou outro gritam por músicas das bandas de origem dos dois, como "Onze Dias" e "Last Nite". Mas Fabrizio põe esse respeito todo por terra no fim do show, ao ir para o microfone e começar a cantar os versos iniciais de "Último Romance". Não é preciso mais nada para que o Circo inteiro cante a música diante de um Amarante visivelmente emocionado que fica ali brincando com Fabrizio, mas ao mesmo tempo recebendo de presente mais de mil vozes cantando sozinhas uma música sua. Quando o público pára, Amarante fica ali ainda mais um tempo agradecendo, olhando os rostos das pessoas, acenando... e sorrindo. Grande alegria e dá pra imaginar como vai ser na Praça da Apoteose em março com Los Hermanos.


Little Joy - 06/02/09


Little Joy - 06/02/09 - Binki Shapiro

Little Joy - 06/02/09


Setlist:

Play The Part
Next Time Around
How To Hang A Warhol
No One's Better Sake
Unattainable
Shoulder To Shoulder
With Strangers
Keep Me In Mind
Walking Back To Happiness
This Time Tomorrow
New Song
Don't Watch Me Dancing
----------------------------------
Evaporar
Brand New Start
Último Romance