Saíram os horários dos shows que vão acontecer no Sesc Santana durante a Virada Cultural em São Paulo, dias 02 e 03:
PERNAMBUCO POPULAR
22:00 Siba e a Fuloresta
00:00 Lenine
02:00 Antonio Nóbrega
CENA INDIE DO NORDESTE (?)
14:00 Wado
15:15 Eddie
16:30 Otto
17:30 Sonic Jr.
18:30 Los Sebosos Postizos
Uma pena que o Sesc Santana não seja tão perto das outras atrações que vão acontecer no centro da cidade, além de ser duro saber que enquanto você provavelmente está assistindo Novos Baianos, está perdendo apresentações de Wado e Eddie.
Quem também se apresenta durante a Virada é Romulo Fróes. O cantor da música "A Anti-Musa", que não sai da minha cabeça, toca no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, à meia-noite, na mesma hora em que Tom Zé, Marcelo Camelo e Camisa de Vênus estarão tocando em alguns dos palcos principais da Virada. O MIS ainda tem uma programação de filmes que incluem documentários do Death Cab For Cutie e Sonic Youth, clique aqui.
Novidades musicais de todos os tempos. Também estamos em:
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Fotos - Festival Cultura Digital / Silvia Machete / Eddie
Alguns dos shows ainda vão ter textos, mas enquanto não surgem aqui, deixo o caminho para ver fotos de algumas coisas que aconteceram nos últimos meses pelo Rio de Janeiro.

Dia 07/03/09 - BNegão em versão soundsystem, dentro do festival Cultura Digital, que contou ainda com a Banda Leme e com o projeto ChoroFunk, de Sany Pitbull, que mistura o chorinho com o batidão e que me deixou atordoado por mais de um mês.
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/137/137


Dia 25/03/09 - Silvia Machete no Teatro Rival. Quem lê o La Cumbuca já deve ter visto muitas fotos da Silvia, mas é difícil deixar de mostrar uma mulher que faz um cigarro enquanto roda um bambolê e depois de fumar ainda solta bolinhas de sabão!
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/138

Dia 25/03/09 - Eddie no Teatro Odisséia. O Rio de Janeiro às vezes tem disso. No mesmo dia da Silvia Machete haviam outras opções bacanas pela cidade. Uma delas era o Eddie. E em plena quarta-feira, que não era de cinzas, fizeram um carnaval lotado na madrugada da Lapa.
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/139
Dá pra ver um pouco disso tudo no Flickr também:
http://www.flickr.com/photos/lacumbuca

Dia 07/03/09 - BNegão em versão soundsystem, dentro do festival Cultura Digital, que contou ainda com a Banda Leme e com o projeto ChoroFunk, de Sany Pitbull, que mistura o chorinho com o batidão e que me deixou atordoado por mais de um mês.
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/137/137


Dia 25/03/09 - Silvia Machete no Teatro Rival. Quem lê o La Cumbuca já deve ter visto muitas fotos da Silvia, mas é difícil deixar de mostrar uma mulher que faz um cigarro enquanto roda um bambolê e depois de fumar ainda solta bolinhas de sabão!
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/138

Dia 25/03/09 - Eddie no Teatro Odisséia. O Rio de Janeiro às vezes tem disso. No mesmo dia da Silvia Machete haviam outras opções bacanas pela cidade. Uma delas era o Eddie. E em plena quarta-feira, que não era de cinzas, fizeram um carnaval lotado na madrugada da Lapa.
Fotos: http://lacumbuca.multiply.com/photos/album/139
Dá pra ver um pouco disso tudo no Flickr também:
http://www.flickr.com/photos/lacumbuca
sábado, 25 de abril de 2009
Carnaval de Recife 2009 e uma quase promessa
Esse vídeo maravilhoso da Nação Zumbi tocando com Siba e a Fuloresta no Marco Zero, o principal local dos shows que aconteceram no Carnaval de Recife este ano está sendo colocado para eu não esquecer de, um dia, falar sobre uma das maiores festas do mundo, que acontece em Recif'olinda.
Desse show mesmo eu não lembro muita coisa. A emoção de ver Nação Zumbi às vezes se manifesta posteriormente em lapsos de memória, pernas doloridas de tanto pular, animação exacerbada, exagerada. Em Recife, então... Se você não teve algo assim em um show de música, eu quase que recomendo.
De qualquer forma, disponibilizaram no orkut um áudio com esse show. Baixe aí http://www.4shared.com/file/96382964/6f6e0590/NZ_Carnaval_2009_MZ.html, pois vale muito a pena, mesmo que a qualidade não esteja das melhores. Créditos para ΔηɗεƦṨΦη.
E o que dizer do show do Manu Chao com participação de Eugene Hutz, tocando "Mala Vida", do Mano Negra?
http://www.youtube.com/watch?v=d0j6ey17DBU
O que dizer? Um dia eu encontro as palavras, mais ainda sinto os pingos de chuva que caíam e de lama que subiam. Infelizmente o áudio desse vídeo que achei no youtube não está dos melhores.
---
A busca por um vídeo do show conjunto Nação-Fuloresta no carnaval me ocorreu por conta do show da Nação Zumbi há uma semana atrás no Circo Voador. Se eu me lembro de alguma coisa? Minhas pernas doloridas por dias me dizem que foi um show fantástico. Felizmente temos essa fonte mais confiável, o youtube: http://www.youtube.com/watch?v=sUYqAj1De6o
Eu devo estar por ali no meio do público.
Desse show mesmo eu não lembro muita coisa. A emoção de ver Nação Zumbi às vezes se manifesta posteriormente em lapsos de memória, pernas doloridas de tanto pular, animação exacerbada, exagerada. Em Recife, então... Se você não teve algo assim em um show de música, eu quase que recomendo.
De qualquer forma, disponibilizaram no orkut um áudio com esse show. Baixe aí http://www.4shared.com/file/96382964/6f6e0590/NZ_Carnaval_2009_MZ.html, pois vale muito a pena, mesmo que a qualidade não esteja das melhores. Créditos para ΔηɗεƦṨΦη.
E o que dizer do show do Manu Chao com participação de Eugene Hutz, tocando "Mala Vida", do Mano Negra?
http://www.youtube.com/watch?v=d0j6ey17DBU
O que dizer? Um dia eu encontro as palavras, mais ainda sinto os pingos de chuva que caíam e de lama que subiam. Infelizmente o áudio desse vídeo que achei no youtube não está dos melhores.
---
A busca por um vídeo do show conjunto Nação-Fuloresta no carnaval me ocorreu por conta do show da Nação Zumbi há uma semana atrás no Circo Voador. Se eu me lembro de alguma coisa? Minhas pernas doloridas por dias me dizem que foi um show fantástico. Felizmente temos essa fonte mais confiável, o youtube: http://www.youtube.com/watch?v=sUYqAj1De6o
Eu devo estar por ali no meio do público.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Djangos - Operação São Jorge para comemorar a data
02 horas e 30 minutos da manhã do dia 23 de abril de 2009: um estrondoso bombardeio, provavelmente vindo de algum morro, me acorda e certamente a tantos outros moradores da zona norte do Rio de Janeiro. Apesar da intensa dor de garganta que sinto e do sobressalto em ser acordado dessa forma, consigo saber que ainda não é dessa vez que o morro está tomando aquilo que eles já conquistaram por W.O.. O que está acontecendo é o início das comemorações pelo dia de São Jorge, santo tão querido pelos cidadãos residentes no Rio, já que aqui não basta ter São Sebastião como padroeiro (ou o que seja). Aliás, se parar para pensar, a gente tem é pouco santo para nos proteger, afinal de contas a proteção deveria ser proporcional à nossa inércia. Talvez seja.
Mas isso pode ser assunto para um outro lugar. O que nos traz a essa data aqui é a música "Operação São Jorge", do Djangos, que está disponível para audição no site deles - http://www.djangos.com.br - e que faz parte de seu novo disco, chamado Mundodifusão, a ser lançado em breve, muito breve.

Para mim às vezes é até complicado falar de Djangos. Porque eles são minha banda preferida. Não só pelos shows fantásticos que fizeram nos anos 90, mas pelo que fazem hoje em dia. É uma das bandas que eu mais vejo gente subindo no palco, seja em que lugar eles façam show, e não só as pessoas que acompanham a carreira do cara desde muitos anos, mas gente nova, conhecendo a banda agora. Só vendo um show deles para entender. E além do som contagiante, tem as letras com boas sacadas que eu não vejo muita gente tendo por aí. "Operação São Jorge" é uma delas: "Daqui da minha prisão domiciliar / Eu escuto barulho do lado de lá", "É tanta emoção e eu aqui sabendo / De tudo na televisão".
O disco novo está cheio de ótimas letras e um som que anima sem alienar, e aparentemente vai aparecer por aí um texto meu (release) falando sobre a banda e o Mundodifusão. Quando estiver circulando por aí coloco aqui no La Cumbuca. Enquanto isso, vão ouvindo a "Operação São Jorge". E não precisa ser só no dia do santo.
Mas isso pode ser assunto para um outro lugar. O que nos traz a essa data aqui é a música "Operação São Jorge", do Djangos, que está disponível para audição no site deles - http://www.djangos.com.br - e que faz parte de seu novo disco, chamado Mundodifusão, a ser lançado em breve, muito breve.
Para mim às vezes é até complicado falar de Djangos. Porque eles são minha banda preferida. Não só pelos shows fantásticos que fizeram nos anos 90, mas pelo que fazem hoje em dia. É uma das bandas que eu mais vejo gente subindo no palco, seja em que lugar eles façam show, e não só as pessoas que acompanham a carreira do cara desde muitos anos, mas gente nova, conhecendo a banda agora. Só vendo um show deles para entender. E além do som contagiante, tem as letras com boas sacadas que eu não vejo muita gente tendo por aí. "Operação São Jorge" é uma delas: "Daqui da minha prisão domiciliar / Eu escuto barulho do lado de lá", "É tanta emoção e eu aqui sabendo / De tudo na televisão".
O disco novo está cheio de ótimas letras e um som que anima sem alienar, e aparentemente vai aparecer por aí um texto meu (release) falando sobre a banda e o Mundodifusão. Quando estiver circulando por aí coloco aqui no La Cumbuca. Enquanto isso, vão ouvindo a "Operação São Jorge". E não precisa ser só no dia do santo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Saindo do forno - lançamentos nacionais de 2009 - parte 3
Caetano Veloso - Zii & Zie
1. Perdeu
2. Sem Cais
3. Por Quem?
4. Lobão Tem Razão
5. A Cor Amarela
6. Base de Guantánamo
7. Falso Leblon
8. Incompatibilidade de Gênios
9. Tarado Ni Você
10. Menina da Ria
11. Ingenuidade
12. Lapa
13. Diferentemente
Lula Queiroga - Tem Juízo Mas Não Usa
1. Você Não Disse
2. Altos E Baixos
3. Coração Burro
4. Tem Juízo Mas Não Usa
5. Fulana
6. Barulho Da Gota
7. Geusa
8. Melhor Do Que Eu Sou (Pensando Alto)
9. Belo Estranho Dia De Amanhã
10. Manga, Graviola, Hortelã
11. Meus Pés
12. Agora Corra
13. Tectopop
14. Megazen
Tiê - Sweet Jardim
1. Assinado Eu
2. Dois
3. Quinto Andar
4. Passarinho
5. Aula de Francês
6. Chá Verde
7. Te Valorizo
8. Stranger But Mine
9. A Bailarina e o Astronauta
10. Sweet Jardim
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Links colhidos n'O Dilúvio
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cérebro Jumbo Elektro Eletrônico
Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 2009. Sábado.
Dentro do projeto Studio RJ, que trazia de São Paulo para o Cinematheque em Botafogo alguns dos nomes que habitam os palcos do Studio SP ou que tenham a ver com a, er, vibe do local, havia uma noite muito boa, imperdível até. Foi a noite onde aconteceram os shows de Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, bandas que têm praticamente os mesmos integrantes. Pelo menos no show conjunto daquele sábado a única mudança de uma banda para outra foi a adição de General Elektrik, de uniforme militar (do Império Galáctico de El Salvador?) no show do Jumbo Elektro.
E o vocalista Tatá Aeroplano trocou o chapéu que veste no Cérebro (trocadilho involuntário, juro) pelos óculos escuros no Jumbo, uma mudança de persona para acompanhar o som estilo Cansei de Ser Sexy do Jumbo, com letras estranhas em inglês, cheios de freaks a cada frase e eletronices em geral. Não é do meu agrado o Jumbo Elektro, mas mesmo assim o show é tão animado que não dá para deixar de curtir algumas das músicas.
Engraçado que mesmo sendo as mesmas pessoas tocando, dá pra perceber que, assim como eu, tem gente que gosta mais de uma banda que outra, seja o preferido o Cérebro ou o Jumbo. O meu interesse maior era pelo Cérebro, graças ao disco Pareço Moderno, do ano passado. Mas fora um pedaço de uma apresentação no programa Altas Horas, que já havia me impressionado por ter empolgado aquela platéia morta-viva que costuma frequentar o programa, não sabia como seria o show. As boas impressões do programa foram confirmadas ao vivo.
Tatá Aeroplano, com o personagem de chapéu, lança uns brinquedinhos que explodem papel prateado e dourado picados, além de outros apetrechos que fazem barulhos e são coloridos, arminhas de brinquedo, uma coisa meio Flaming Lips. Claro que só enfeites não fazem um show. As músicas são animadas, com boas letras nonsense e a maior parte da banda participa dos backin vocals. "Dê" cresce ao vivo e se confirma como uma grande música só de olhar no rosto das pessoas que acompanhavam o show. Uma pena ter sido tão curto, gostaria de ver uma apresentação do Cérebro sem o Jumbo. De qualquer forma foi uma boa estréia carioca do Cérebro e uma boa volta do Jumbo, que já havia tocado no Rio de Janeiro no Ruído Festival em 2006.
Achei no youtube a maravilhosa "Dê", cantada naquela iluminação precária do Cinematheque:
Dentro do projeto Studio RJ, que trazia de São Paulo para o Cinematheque em Botafogo alguns dos nomes que habitam os palcos do Studio SP ou que tenham a ver com a, er, vibe do local, havia uma noite muito boa, imperdível até. Foi a noite onde aconteceram os shows de Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, bandas que têm praticamente os mesmos integrantes. Pelo menos no show conjunto daquele sábado a única mudança de uma banda para outra foi a adição de General Elektrik, de uniforme militar (do Império Galáctico de El Salvador?) no show do Jumbo Elektro.
E o vocalista Tatá Aeroplano trocou o chapéu que veste no Cérebro (trocadilho involuntário, juro) pelos óculos escuros no Jumbo, uma mudança de persona para acompanhar o som estilo Cansei de Ser Sexy do Jumbo, com letras estranhas em inglês, cheios de freaks a cada frase e eletronices em geral. Não é do meu agrado o Jumbo Elektro, mas mesmo assim o show é tão animado que não dá para deixar de curtir algumas das músicas.
Engraçado que mesmo sendo as mesmas pessoas tocando, dá pra perceber que, assim como eu, tem gente que gosta mais de uma banda que outra, seja o preferido o Cérebro ou o Jumbo. O meu interesse maior era pelo Cérebro, graças ao disco Pareço Moderno, do ano passado. Mas fora um pedaço de uma apresentação no programa Altas Horas, que já havia me impressionado por ter empolgado aquela platéia morta-viva que costuma frequentar o programa, não sabia como seria o show. As boas impressões do programa foram confirmadas ao vivo.
Tatá Aeroplano, com o personagem de chapéu, lança uns brinquedinhos que explodem papel prateado e dourado picados, além de outros apetrechos que fazem barulhos e são coloridos, arminhas de brinquedo, uma coisa meio Flaming Lips. Claro que só enfeites não fazem um show. As músicas são animadas, com boas letras nonsense e a maior parte da banda participa dos backin vocals. "Dê" cresce ao vivo e se confirma como uma grande música só de olhar no rosto das pessoas que acompanhavam o show. Uma pena ter sido tão curto, gostaria de ver uma apresentação do Cérebro sem o Jumbo. De qualquer forma foi uma boa estréia carioca do Cérebro e uma boa volta do Jumbo, que já havia tocado no Rio de Janeiro no Ruído Festival em 2006.
Achei no youtube a maravilhosa "Dê", cantada naquela iluminação precária do Cinematheque:
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Dicas de leitura
Enquanto a final do Estadual não chega você tem que arranjar alguma coisa pra gastar o tempo. A internet tá cheia de artigos interessantes para ler, como...
... o site do Meia Hora (que não custa mais 50 centavos! Que absurdo), agora você que só ficava lendo o dos outros no metrô por vergonha de comprar um pode conferir várias noticias do jornal e a sua incrível galeria de fotos! "Zeca Pagodinho conta que abandonou de vez o volante para não ter que largar a cerveja" e "O ator Stênio Garcia faz sexo tântrico, em que o casal transa durante seis a 10 horas. Na sua opinião, esse tipo de sexo deve ser melhor que o tradicional?" são temas do site.
... as ótimas matérias do site da Zé Pereira
... as resenhas sempre bem feitas pelo Iberê Borges no seu PopMata
... tudo que a Bravo! publica, cheio de coisas legais para você aparecer pros seus amigos
Aproveite também para ver o golaço do Emerson! Se recuperar o quê... Tá ótimo cara!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 06 - Esboço de roteiro
A Virada Cultural de 2008 tinha muito mais atrações espalhadas pelo centro da cidade de São Paulo. Palcos dedicados inteiramente à música caipira, ao rap, ao samba, às vozes femininas e à música independente foram limados da edição 2009. O que é uma pena, por um lado. Por outro lado, é um alívio não ter que escolher entre quatro, cinco bons shows acontecendo ao mesmo tempo. Mesmo assim ainda tem um ou outra "escolha de Sofia" para este ano.
Aqui vai um pequeno roteiro para a Virada Cultural 2009, feito sem pensar muito, mas levando em conta as atrações imperdíveis mesmo e ainda sem imaginar como fazer para ver o Trio Mocotó sem perder o Tom Zé, ou assistir pelo menos um pedaço do show do Curumin espremido entre Reginaldo Rossi e Macaco Bong. Nessas é capaz de parte do Tim Maia Racional tocado pelo Instituto e convidados rodar do roteiro em favor da lambada old school de Beto Barbosa.
Teatro Municipal
18:00 - Clara Crocodilo (1980) - Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno
Estação da Luz - Toca Raul
18:15 - Raulzito e os Panteras (1968) - Os Panteras
Praça da República - Palco Rock
19:00 - Fruto Proibido (1975) - Tutti-frutti
Largo do Arouche - Palco Brega
19:30 - Benito di Paula
Estação da Luz - Toca Raul
20:45 - Vida e Obra de Johnny McCartney (1971) - Leno Azevedo e Envergadura Moral
Praça Dom José Gaspar - Piano na Praça
21:00 - Duo Gis Branco
Praça da República - Palco Rock
22:40 - Próspero Albanese e Joelho de Porco
Av. Rio Branco - Palco Samba-Rock
23:00 - Trio Mocotó
Teatro Municipal
00:00 - Grande Liquidação (1968) - Tom Zé
Praça da República - Palco Rock
00:10 - Camisa de Vênus
Largo do Arouche - Palco Brega
01:30 - Reginaldo Rossi
Largo Santa Efigênia
01:50 - Curumin
Conselheiro Crispiniano - Palco Instrumental
02:30 - Macaco Bong
São João
03:00 - Tim Maia Racional (1975) - Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé
Largo do Arouche - Palco Brega
03:30 - Beto Barbosa
Praça da República - Palco Rock
05:20 - MQN
Teatro Municipal
06:00 - Violeta de Outono (1986) - Violeta de Outono
Praça da República - Palco Rock
06:50 - Matanza
Praça da República - Palco Rock
08:30 - Vanguart
São João
09:00 - Cordel do Fogo Encantado
Largo do Arouche - Palco Brega
09:30 - Jane e Herondy
Praça da República - Palco Rock
12:00 - Nação Zumbi
Largo Santa Efigênia
12:20 - Marcelo Jeneci
Largo do Arouche - Palco Brega
13:30 - Odair José
São João
15:00 - Novos Baianos
Estação da Luz - Toca Raul
16:45 - A Panela do Diabo (1989) - Marcelo Nova e Os Panteras
Largo Santa Efigênia
17:20 - Comadre Fulozinha
Aqui vai um pequeno roteiro para a Virada Cultural 2009, feito sem pensar muito, mas levando em conta as atrações imperdíveis mesmo e ainda sem imaginar como fazer para ver o Trio Mocotó sem perder o Tom Zé, ou assistir pelo menos um pedaço do show do Curumin espremido entre Reginaldo Rossi e Macaco Bong. Nessas é capaz de parte do Tim Maia Racional tocado pelo Instituto e convidados rodar do roteiro em favor da lambada old school de Beto Barbosa.
Teatro Municipal
18:00 - Clara Crocodilo (1980) - Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno
Estação da Luz - Toca Raul
18:15 - Raulzito e os Panteras (1968) - Os Panteras
Praça da República - Palco Rock
19:00 - Fruto Proibido (1975) - Tutti-frutti
Largo do Arouche - Palco Brega
19:30 - Benito di Paula
Estação da Luz - Toca Raul
20:45 - Vida e Obra de Johnny McCartney (1971) - Leno Azevedo e Envergadura Moral
Praça Dom José Gaspar - Piano na Praça
21:00 - Duo Gis Branco
Praça da República - Palco Rock
22:40 - Próspero Albanese e Joelho de Porco
Av. Rio Branco - Palco Samba-Rock
23:00 - Trio Mocotó
Teatro Municipal
00:00 - Grande Liquidação (1968) - Tom Zé
Praça da República - Palco Rock
00:10 - Camisa de Vênus
Largo do Arouche - Palco Brega
01:30 - Reginaldo Rossi
Largo Santa Efigênia
01:50 - Curumin
Conselheiro Crispiniano - Palco Instrumental
02:30 - Macaco Bong
São João
03:00 - Tim Maia Racional (1975) - Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé
Largo do Arouche - Palco Brega
03:30 - Beto Barbosa
Praça da República - Palco Rock
05:20 - MQN
Teatro Municipal
06:00 - Violeta de Outono (1986) - Violeta de Outono
Praça da República - Palco Rock
06:50 - Matanza
Praça da República - Palco Rock
08:30 - Vanguart
São João
09:00 - Cordel do Fogo Encantado
Largo do Arouche - Palco Brega
09:30 - Jane e Herondy
Praça da República - Palco Rock
12:00 - Nação Zumbi
Largo Santa Efigênia
12:20 - Marcelo Jeneci
Largo do Arouche - Palco Brega
13:30 - Odair José
São João
15:00 - Novos Baianos
Estação da Luz - Toca Raul
16:45 - A Panela do Diabo (1989) - Marcelo Nova e Os Panteras
Largo Santa Efigênia
17:20 - Comadre Fulozinha
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 05 - Programação Completa
Saiu a programação completa da Virada Cultural, com os horários e atrações que se apresentarão pela cidade de São Paulo (é...) dias 02 e 03 de maio. Aí embaixo está a programação com shows nos principais palcos.
Av. São João
(Av. São João, Praça Júlio Mesquita)
18:10 - Concerto para grupo e orquestra (1969) - Jon Lord e Orquestra Sinfonica Municipal
21:00 - Geraldo Azevedo
00:00 - Marcelo Camelo
03:00 - Tim Maia Racional (1975) - Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé
06:00 - Roots Reggae (1995) - Tribo de Jah
09:00 - Cordel do Fogo Encantado
12:00 - Zeca Baleiro
15:00 - Novos Baianos
18:00 - Maria Rita
Teatro Municipal
(pça Ramos de Azevedo)
18:00 - Clara Crocodilo (1980) - Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno
21:00 - Alma (1986) - Egberto Gismonti
00:00 - Grande Liquidação (1968) - Tom Zé
03:00 - Aos Vivos (1995) - Chico César
06:00 - Violeta de Outono (1986) - Violeta de Outono
09:00 - Cama de Gato (1986) - Arthur Maia
12:00 - Água (1977) - Fafá de Belém
15:00 - Francis Hime (1973) - Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório
18:00 - Alma de Borracha (1986) - Beto Guedes
Largo do Arouche - Palco Brega
19:30 - Benito di Paula
21:30 - Luís Ayrão
23:30 - Wando
01:30 - Reginaldo Rossi
03:30 - Beto Barbosa
05:30 - Wanderley Andrade
07:30 - Bartô Galeano
09:30 - Jane e Herondy
11:30 - Silvio Brito
13:30 - Odair José
15:30 - Wanderley Cardoso
Praça da República - Palco Rock
19:00 - Fruto Proibido (1975) - Tutti-frutti
20:50 - O Som Nosso de Cada Dia
22:40 - Próspero Albanese e Joelho de Porco
00:10 - Camisa de Vênus
02:10 - Velhas Virgens
04:00 - Los Goiales All Stars
05:20 - MQN
06:50 - Matanza
08:30 - Vanguart
10:10 - CPM22
12:00 - Nação Zumbi
14:00 - Nasi
15:50 - Sitar Hendrix
17:20 - Ike Willis e a Central Scrutinizer Band
Estação da Luz - Toca Raul
18:15 - Raulzito e os Panteras (1968) - Os Panteras
19:30 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (1973) - Gaspa e Os Alquimistas
20:45 - Vida e Obra de Johnny McCartney (1971) - Leno Azevedo e Envergadura Moral
22:00 - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971) - Edy Star
23:15 - Krig-Ha, Bandolo! (1973) - Nasi
00:30 - Gita (1974) - Cesar Di
01:45 - Novo Aeon (1975) - Caverna Guitar Band
03:00 - Há Dez Mil Anos Atrás (1976) - Macarrão e Banda Alternativa
04:15 - Raul Rock Seixas (1977) - Alex Valenzi e The Hideway Cats
05:30 - O Dia em que a Terra Parou (1977) - Angelo Tavares & Banda Krig-ha!
06:45 - Mata Virgem (1978) - Raiz Quadrada
08:00 - Por Quem os Sinos Dobram (1979) - Mou e Tábula Rasa
09:15 - Abra-te Sésamo (1980) - Velhas Virgens
10:30 - Raul Seixas (1983) - Darlan Moreira
11:45 - Metrô Linha 743 (1984) - Raul Seixas Band
13:00 - Let Me Sing My Rock and Roll (1985) - Agnaldo Araújo
14:15 - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!!! (1987) - Rick Ferreira
15:30 - A Pedra do Gênesis (1988) - Viúva Negra
16:45 - A Panela do Diabo (1989) - Marcelo Nova e Os Panteras
18:00 - Jam Seixas
Praça Dom José Gaspar - Piano na Praça
19:00 - Duo Lumina
21:00 - Duo Gis Branco
23:00 - Vitor Gonçalves
01:00 - Lulinha Alencar
03:00 - Pepe Cisneros
05:00 - Edinho Santana
07:00 - Beto Betrami
09:00 - Leandro Cabral
11:00 - Beba Zanettini
13:00 - Rafael Vernet
15:00 - Délia Fischer
17:00 - Mário Moita
Largo Santa Efigênia
18:30 - Anelis Assumpção
20:30 - Iara Rennó
22:30 - Lívia Nestrovski
00:00 - Danilo Moraes
01:50 - Curumin
03:40 - Rockers Control
05:30 - DJ Tudo
07:20 - Os Pamonheiros
09:00 - Banda Cayana
10:40 - Leo Cavalcanti
12:20 - Marcelo Jeneci
14:00 - Por quê?
15:40 - Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério
17:20 - Comadre Fulozinha
Conselheiro Crispiniano - Palco Instrumental
19:10 - Choro das Três
20:50 - George Petit
22:50 - Daniel Latorre Hammond Trio
00:50 - Menage
02:30 - Macaco Bong
04:10 - Freegideira
06:00 - Charles M Trio
07:40 - Roto Roots
09:20 - Alessandro Penezzi
11:20 - Danilo Brito
13:20 - Gabriel Grossi
15:20 - Kleztory
17:20 - Ricardo Herz
Av. Rio Branco - Palco Samba-Rock
18:30 - Sandália de Prata
20:30 - Farufyno
23:00 - Trio Mocotó
01:30 - Clube do Balanço
04:00 - Os Opalas
06:00 - Sambasonics
08:00 - Colomi
09:20 - Balaco
10:50 - Projeto Coisa Fina
12:50 - Juliana Amaral e Gafieira Etc E Tal
14:50 - Gafieira São Paulo
16:50 - Havana Brasil
Além disso tem um monte de pistas eletrônicas, espetáculos de dança, sessões de cinemas e coisas diversas acontecendo não só no centro de SP, mas também nos CEUs, que é uma sigla que significa "Lugar Longe Pra Cfkl%$$", e nos SESCs. No SESC Santana, por exemplo, vão se apresentar Lenine, Siba e a Fuloresta, Dj Dolores, Eddie, Otto, Wado, Sonic Jr e Los Sebosos Postizos, mas o horário ainda não está muito definido. Dá pra ver tudo isso e mais no site da virada, http://viradacultural.org/programacao
Av. São João
(Av. São João, Praça Júlio Mesquita)
18:10 - Concerto para grupo e orquestra (1969) - Jon Lord e Orquestra Sinfonica Municipal
21:00 - Geraldo Azevedo
00:00 - Marcelo Camelo
03:00 - Tim Maia Racional (1975) - Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé
06:00 - Roots Reggae (1995) - Tribo de Jah
09:00 - Cordel do Fogo Encantado
12:00 - Zeca Baleiro
15:00 - Novos Baianos
18:00 - Maria Rita
Teatro Municipal
(pça Ramos de Azevedo)
18:00 - Clara Crocodilo (1980) - Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno
21:00 - Alma (1986) - Egberto Gismonti
00:00 - Grande Liquidação (1968) - Tom Zé
03:00 - Aos Vivos (1995) - Chico César
06:00 - Violeta de Outono (1986) - Violeta de Outono
09:00 - Cama de Gato (1986) - Arthur Maia
12:00 - Água (1977) - Fafá de Belém
15:00 - Francis Hime (1973) - Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório
18:00 - Alma de Borracha (1986) - Beto Guedes
Largo do Arouche - Palco Brega
19:30 - Benito di Paula
21:30 - Luís Ayrão
23:30 - Wando
01:30 - Reginaldo Rossi
03:30 - Beto Barbosa
05:30 - Wanderley Andrade
07:30 - Bartô Galeano
09:30 - Jane e Herondy
11:30 - Silvio Brito
13:30 - Odair José
15:30 - Wanderley Cardoso
Praça da República - Palco Rock
19:00 - Fruto Proibido (1975) - Tutti-frutti
20:50 - O Som Nosso de Cada Dia
22:40 - Próspero Albanese e Joelho de Porco
00:10 - Camisa de Vênus
02:10 - Velhas Virgens
04:00 - Los Goiales All Stars
05:20 - MQN
06:50 - Matanza
08:30 - Vanguart
10:10 - CPM22
12:00 - Nação Zumbi
14:00 - Nasi
15:50 - Sitar Hendrix
17:20 - Ike Willis e a Central Scrutinizer Band
Estação da Luz - Toca Raul
18:15 - Raulzito e os Panteras (1968) - Os Panteras
19:30 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (1973) - Gaspa e Os Alquimistas
20:45 - Vida e Obra de Johnny McCartney (1971) - Leno Azevedo e Envergadura Moral
22:00 - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971) - Edy Star
23:15 - Krig-Ha, Bandolo! (1973) - Nasi
00:30 - Gita (1974) - Cesar Di
01:45 - Novo Aeon (1975) - Caverna Guitar Band
03:00 - Há Dez Mil Anos Atrás (1976) - Macarrão e Banda Alternativa
04:15 - Raul Rock Seixas (1977) - Alex Valenzi e The Hideway Cats
05:30 - O Dia em que a Terra Parou (1977) - Angelo Tavares & Banda Krig-ha!
06:45 - Mata Virgem (1978) - Raiz Quadrada
08:00 - Por Quem os Sinos Dobram (1979) - Mou e Tábula Rasa
09:15 - Abra-te Sésamo (1980) - Velhas Virgens
10:30 - Raul Seixas (1983) - Darlan Moreira
11:45 - Metrô Linha 743 (1984) - Raul Seixas Band
13:00 - Let Me Sing My Rock and Roll (1985) - Agnaldo Araújo
14:15 - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!!! (1987) - Rick Ferreira
15:30 - A Pedra do Gênesis (1988) - Viúva Negra
16:45 - A Panela do Diabo (1989) - Marcelo Nova e Os Panteras
18:00 - Jam Seixas
Praça Dom José Gaspar - Piano na Praça
19:00 - Duo Lumina
21:00 - Duo Gis Branco
23:00 - Vitor Gonçalves
01:00 - Lulinha Alencar
03:00 - Pepe Cisneros
05:00 - Edinho Santana
07:00 - Beto Betrami
09:00 - Leandro Cabral
11:00 - Beba Zanettini
13:00 - Rafael Vernet
15:00 - Délia Fischer
17:00 - Mário Moita
Largo Santa Efigênia
18:30 - Anelis Assumpção
20:30 - Iara Rennó
22:30 - Lívia Nestrovski
00:00 - Danilo Moraes
01:50 - Curumin
03:40 - Rockers Control
05:30 - DJ Tudo
07:20 - Os Pamonheiros
09:00 - Banda Cayana
10:40 - Leo Cavalcanti
12:20 - Marcelo Jeneci
14:00 - Por quê?
15:40 - Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério
17:20 - Comadre Fulozinha
Conselheiro Crispiniano - Palco Instrumental
19:10 - Choro das Três
20:50 - George Petit
22:50 - Daniel Latorre Hammond Trio
00:50 - Menage
02:30 - Macaco Bong
04:10 - Freegideira
06:00 - Charles M Trio
07:40 - Roto Roots
09:20 - Alessandro Penezzi
11:20 - Danilo Brito
13:20 - Gabriel Grossi
15:20 - Kleztory
17:20 - Ricardo Herz
Av. Rio Branco - Palco Samba-Rock
18:30 - Sandália de Prata
20:30 - Farufyno
23:00 - Trio Mocotó
01:30 - Clube do Balanço
04:00 - Os Opalas
06:00 - Sambasonics
08:00 - Colomi
09:20 - Balaco
10:50 - Projeto Coisa Fina
12:50 - Juliana Amaral e Gafieira Etc E Tal
14:50 - Gafieira São Paulo
16:50 - Havana Brasil
Além disso tem um monte de pistas eletrônicas, espetáculos de dança, sessões de cinemas e coisas diversas acontecendo não só no centro de SP, mas também nos CEUs, que é uma sigla que significa "Lugar Longe Pra Cfkl%$$", e nos SESCs. No SESC Santana, por exemplo, vão se apresentar Lenine, Siba e a Fuloresta, Dj Dolores, Eddie, Otto, Wado, Sonic Jr e Los Sebosos Postizos, mas o horário ainda não está muito definido. Dá pra ver tudo isso e mais no site da virada, http://viradacultural.org/programacao
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sexta feira tem Nação Infeste no Circo Voador

Você só perde se for um adolescente que não pode sair de casa. Pouca coisa, só uma das maiores bandas do mundo (não é o Radiohead) junto com alguns destaques do ano passado vão tocar fogo no Circo.
Nação Zumbi, Guizado e Turbo Trio. Essa é a formatação do Nação Infeste, um dos "vários projetos legais que surgem sob conversas enfumaçadas nos camarins do Circo na madrugada"¹ que felizmente resistiu ao fumacê. Liderado pela NZ, a idéia é pegar quem foi bem no ano que passou e colocar um show da Nação no meio.
O Guizado é comandado por Gui Mendonça, músico que já tocou com Curumin e Lucas Santtana. Seu disco 'Punx' foi um dos melhores do ano passado, a Rolling Stone definiu como "Moderno e repleto de boas referências, Punx é o tipo de álbum destinado para poucos ouvidos, mas que deveria ser apreciado por muitos."
Formada por BNegão, Tejo e Basa, o Turbo Trio coloca a batida do som pesado da Furacão 2000 pra rebolar junto com influências vindas do mundo todo. Já fizeram turnê pela Europa e lançaram ano passado o disco 'Baile Bass', onde até o Sabotage participa (e não foi via sessão espírita).
O chato da noite é mesmo o show da Nação, todo mundo diz que é ruim. Deve ser mesmo. Melhor ficar em casa, você que vai, fique com inveja de mim quando estiver ouvindo as guitarras do Lucio Maia :)
Circo VoadorSexta, 17 de Abril 2009Abertura dos portões às 22h.Antecipados: R$ 20 (meia)No dia: R$ 25 (meia)Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhado dos pais).Tel.: 021.2533-0354Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ - Brasil - Terra - Via Láctea
terça-feira, 14 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 04 - Mais atrações confirmadas
Amanhã sai a programação completa, com horários e tudo. Por absoluta falta de tempo, vai um copia-cola de um texto que estava no site da Virada. Vários destaques, mas o Palco Brega segue imbatível.
"Na abertura desta quinta edição da Virada Cultural as sirenes do grupo francês Mecanique Vivant, instaladas sobre os edifícios da região da Praça do Patriarca, darão a largada na maratona de espetáculos. O primeiro show musical, que abrirá oficialmente a sequência de atrações, será no grande palco da Avenida São João com Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal. O lendário tecladista e organista do Deep Purple é figura marcante no mundo do rock e apresentará seu Concerto Para Grupo e Orquestra de 1969. No mesmo palco, subirão ao longo da noite e madrugada afora Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado por Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro e Novos Baianos. Maria Rita encerrará a festa.
No Palco Arouche, o clima será outro. Dançando juntinho ou simplesmente cantando em coro, o público vai conferir as apresentações de Benito di Paula, Luis Ayrão, Wando, Reginaldo Rossi, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondi, Silvio Brito, Odair José e Wanderley Cardoso.
O Teatro Municipal, como tem acontecido nos anos anteriores, irá abrigar consagrados nomes relendo seus trabalhos mais marcantes, da primeira à última faixa. Subirão ao palco Arrigo Barnabé e banda Sabor de Veneno (Clara Crocodilo), Egberto Gismonti (Alma), Tom Zé (Grande Liquidação), Chico Cesar (Aos Vivos), Violeta de Outono (Violeta de Outono), Cama de Gato (Cama de Gato), Fafá de Belém (Água), Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório (Francis Hime) e Beto Guedes (Alma de Borracha).
A Praça Dom José Gaspar, como também nos anos anteriores, apresentará o Piano na Praça. Passarão por lá: Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant’anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita.
O Largo Santa Efigênia receberá: Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes, Curumim, Rockers Control, DJ Tudo, Os Pamonheiros, Banda Cayana, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Por quê?, Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério, Comadre Fulozinha. Trata-se de um apanhado do cena paulistana atual de novos músicos.
Na Praça da República estarão grandes nomes do rock brasileiro. Passarão por lá: Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Los Goiales all Stars, MQN, Matanza, Vanguart, CPM 22, Nação Zumbi, Nasi, The Electric Sitar Experience e Central Scrutinizer Band. O destaque fica por conta deste encerramento, que trará Ike Willis, lendário cantor do grupo de Frank Zappa.
No Palco Rio Branco, o público poderá conferir as apresentações dançantes de: Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana Brasil. Os principais nomes da noite samba rock da cidade embalam a madrugada e grandes gafieiras estendem o baile durante a tarde do domingo.
A Rua Conselheiro Crispiniano receberá a música instrumental em diversas de suas vertentes. Lá, se apresentarão: Choro das Três, George Petit, Daniel Latorre Hammond Trio, Ménage, Macaco Bong, Freegideira, Charles M Trio, Roto Roots, Alessandro Penezzi, Danilo Brito, Gabriel Grossi, Kleztory, Ricardo Hertz."
Melhores comentários depois que sair a programação completa.
"Na abertura desta quinta edição da Virada Cultural as sirenes do grupo francês Mecanique Vivant, instaladas sobre os edifícios da região da Praça do Patriarca, darão a largada na maratona de espetáculos. O primeiro show musical, que abrirá oficialmente a sequência de atrações, será no grande palco da Avenida São João com Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal. O lendário tecladista e organista do Deep Purple é figura marcante no mundo do rock e apresentará seu Concerto Para Grupo e Orquestra de 1969. No mesmo palco, subirão ao longo da noite e madrugada afora Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado por Instituto, Bnegão, Thalma e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro e Novos Baianos. Maria Rita encerrará a festa.
No Palco Arouche, o clima será outro. Dançando juntinho ou simplesmente cantando em coro, o público vai conferir as apresentações de Benito di Paula, Luis Ayrão, Wando, Reginaldo Rossi, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondi, Silvio Brito, Odair José e Wanderley Cardoso.
O Teatro Municipal, como tem acontecido nos anos anteriores, irá abrigar consagrados nomes relendo seus trabalhos mais marcantes, da primeira à última faixa. Subirão ao palco Arrigo Barnabé e banda Sabor de Veneno (Clara Crocodilo), Egberto Gismonti (Alma), Tom Zé (Grande Liquidação), Chico Cesar (Aos Vivos), Violeta de Outono (Violeta de Outono), Cama de Gato (Cama de Gato), Fafá de Belém (Água), Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório (Francis Hime) e Beto Guedes (Alma de Borracha).
A Praça Dom José Gaspar, como também nos anos anteriores, apresentará o Piano na Praça. Passarão por lá: Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant’anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita.
O Largo Santa Efigênia receberá: Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes, Curumim, Rockers Control, DJ Tudo, Os Pamonheiros, Banda Cayana, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Por quê?, Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério, Comadre Fulozinha. Trata-se de um apanhado do cena paulistana atual de novos músicos.
Na Praça da República estarão grandes nomes do rock brasileiro. Passarão por lá: Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Los Goiales all Stars, MQN, Matanza, Vanguart, CPM 22, Nação Zumbi, Nasi, The Electric Sitar Experience e Central Scrutinizer Band. O destaque fica por conta deste encerramento, que trará Ike Willis, lendário cantor do grupo de Frank Zappa.
No Palco Rio Branco, o público poderá conferir as apresentações dançantes de: Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana Brasil. Os principais nomes da noite samba rock da cidade embalam a madrugada e grandes gafieiras estendem o baile durante a tarde do domingo.
A Rua Conselheiro Crispiniano receberá a música instrumental em diversas de suas vertentes. Lá, se apresentarão: Choro das Três, George Petit, Daniel Latorre Hammond Trio, Ménage, Macaco Bong, Freegideira, Charles M Trio, Roto Roots, Alessandro Penezzi, Danilo Brito, Gabriel Grossi, Kleztory, Ricardo Hertz."
Melhores comentários depois que sair a programação completa.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Emails: Schuery - Ketman - Retrofoguetes
Ocasionalmente, por algum motivo que foge à minha compreensão, pessoas mandam emails para o lacumbuca@gmail.com. São artistas, produtores e bandas, ou aspirantes a tudo isso, querendo divulgar um trabalho, um show ou qualquer outra coisa que diga que ela tá por aí fazendo algo. Apesar de eu não compreender eu acho bem legal receber esses emails. E apesar de achar bem legal eu raramente consigo dar a atenção devida. Um exemplo disso são três emails recebidos hoje (13/04/2009), que parecem bem interessantes (um deles eu sei que é interessante), mas que por falta de tempo não foi possível eu ouvir os artistas em questão para saber se valem a pena serem mencionados aqui no blog. Isso eu deixo para quem chegar até aqui, ouvir qualquer um deles abaixo e quiser deixar um comentário. Se não quiser deixar um comentário, mas tiver gostado de algo e preferir manter a opinião pra si mesmo, já terá valido a pena. Vamos lá:
O primeiro email foi enviado por Felipe Schuery, que cantava no extinto Lasciva Lula e agora apresenta em formato solo um álbum entitulado Data Crônica, "com 14 músicas sobre prazeres, angústias e sequelas do excesso de informação", conforme diz o próprio no email. Ao que parece o disco foi gravado com seus colegas de Lasciva Lula. Eu tinha alguns incômodos com o Lasciva Lula, mas gostava muito de uma música deles chamada "Casal de Velhos". E gente que gosta de boa música que conheço gostava deles. Para saber se mais esse excesso de informação musical se justifica você pode ouvir em www.myspace.com/felipeschuery e baixar em http://www.megaupload.com/?d=7725KG0T.
Horas depois recebo o email de Eric, de uma banda dos Estados Unidos chamada Ketman. Ele pede desculpas por escrever mal o português (temos algo em comum) e avisa que sua banda vai tocar amanhã (14/04/2009) no Audio Rebel, em Botafogo. Não disse o horário, mas disse que gosta muito do La Cumbuca, aeaeaeae. Fiquei curioso em saber que tipo de som faz o Ketman e na biografia da banda diz: "Ketman likes The Minutemen, Link Wray, Cole Porter, Hank Williams, Joe Meek, Minor Threat". Não ficou muito claro ainda o que eles tocam, mas no final também está escrito "They've been compared to Mission of Burma, Unwound and the Cramps (one time Vinnie Vegas in san pedro said so) and hope that the people who said this were not lying". Então, fãs de Minutemen e Mission of Burma, essa é uma boa oportunidade, talvez.
(ATUALIZAÇÃO: ainda não sei preço e horário, nem consegui ouvir o som do Ketman, mas uma outra banda vai tocar com eles, a Debate, de São Paulo. Essa eu já ouvi e é imperdível, até por ser raro um show deles por aqui! Quem gosta de rock e tem mais tempo procure as informações pela internet)
O último email é um informativo do Retrofoguetes, que eu não sei porque o La Cumbuca recebeu (deve ser coisa da Vanessa Lee, que escreveu esse texto sobre a banda), informando que eles vão lançar um novo cd durante o show deles no Abril Pro Rock, no dia 18 de abril. Deve vir coisa boa por aí, já que o trabalho anterior é excelente. Boa oportunidade também para dizer a escalação do Abril Pro Rock nesse mesmo dia: Volver, Vanguart, Mundo Livre S/A, Móveis Coloniais de Acaju, Heavy Trash, que é um projeto do Jon Spencer, sim, aquele do Jon Spencer Blues Explosion, e pra finalizar, Marcelo Camelo. No dia anterior o Abril pro Rock terá o show devastador do Motorhead com abertura do Matanza e outras bandas.
O primeiro email foi enviado por Felipe Schuery, que cantava no extinto Lasciva Lula e agora apresenta em formato solo um álbum entitulado Data Crônica, "com 14 músicas sobre prazeres, angústias e sequelas do excesso de informação", conforme diz o próprio no email. Ao que parece o disco foi gravado com seus colegas de Lasciva Lula. Eu tinha alguns incômodos com o Lasciva Lula, mas gostava muito de uma música deles chamada "Casal de Velhos". E gente que gosta de boa música que conheço gostava deles. Para saber se mais esse excesso de informação musical se justifica você pode ouvir em www.myspace.com/felipeschuery e baixar em http://www.megaupload.com/?d=7725KG0T.
Horas depois recebo o email de Eric, de uma banda dos Estados Unidos chamada Ketman. Ele pede desculpas por escrever mal o português (temos algo em comum) e avisa que sua banda vai tocar amanhã (14/04/2009) no Audio Rebel, em Botafogo. Não disse o horário, mas disse que gosta muito do La Cumbuca, aeaeaeae. Fiquei curioso em saber que tipo de som faz o Ketman e na biografia da banda diz: "Ketman likes The Minutemen, Link Wray, Cole Porter, Hank Williams, Joe Meek, Minor Threat". Não ficou muito claro ainda o que eles tocam, mas no final também está escrito "They've been compared to Mission of Burma, Unwound and the Cramps (one time Vinnie Vegas in san pedro said so) and hope that the people who said this were not lying". Então, fãs de Minutemen e Mission of Burma, essa é uma boa oportunidade, talvez.
(ATUALIZAÇÃO: ainda não sei preço e horário, nem consegui ouvir o som do Ketman, mas uma outra banda vai tocar com eles, a Debate, de São Paulo. Essa eu já ouvi e é imperdível, até por ser raro um show deles por aqui! Quem gosta de rock e tem mais tempo procure as informações pela internet)
O último email é um informativo do Retrofoguetes, que eu não sei porque o La Cumbuca recebeu (deve ser coisa da Vanessa Lee, que escreveu esse texto sobre a banda), informando que eles vão lançar um novo cd durante o show deles no Abril Pro Rock, no dia 18 de abril. Deve vir coisa boa por aí, já que o trabalho anterior é excelente. Boa oportunidade também para dizer a escalação do Abril Pro Rock nesse mesmo dia: Volver, Vanguart, Mundo Livre S/A, Móveis Coloniais de Acaju, Heavy Trash, que é um projeto do Jon Spencer, sim, aquele do Jon Spencer Blues Explosion, e pra finalizar, Marcelo Camelo. No dia anterior o Abril pro Rock terá o show devastador do Motorhead com abertura do Matanza e outras bandas.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 03 - Novos Baianos!
A cantora Maria Rita e o grupo Novos Baianos estão entre as atrações principais da Virada Cultural 2009.
É isso que está escrito na notícia do G1, falando sobre a Virada Cultural em São Paulo. O grupo se apresentará no palco principal. Ainda não foi informado qual será o horário e nem qual será a formação dos Novos Baianos para esse show. Mas são certas as presenças de Baby Consuelo, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor. Já Moraes Moreira, o poeta Luiz Galvão e o baixista Dadi, outros nomes importantes da formação principal do grupo, não têm se apresentado nas últimas reuniões, como a do trio elétrico no carnaval de Salvador este ano.
Mas mesmo que estes últimos não estejam presentes já vai ser uma atração e tanto! Infelizmente não é costume do palco principal da Virada e Novos Baianos tem um repertório muito grande, mas seria maravilhoso se eles tocassem na íntegra o Acabou Chorare, disco considerado um dos 5 melhores já feitos no Brasil por praticamente qualquer lista que seja dedicada ao assunto.
Aproveitando, se você ainda não tem esse disco:

Novos Baianos - Acabou Chorare
01 - Brasil Pandeiro
02 - Preta Pretinha
03 - Tinindo Trincando
04 - Swing de Campo Grande
05 - Acabou Chorare
06 - Mistério do Planeta
07 - A Menina Dança
08 - Besta É Tu
09 - Um Bilhete para Didi
10 - Preta Pretinha
Ainda de acordo com o G1, a programação completa sai dia 15 de abril. Mas até lá devem aparecer outros nomes confirmados.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Sonhos Intrépidos
Não deixem de ver o espetáculo "Sonhos de Einstein" do grupo circense/de dança/teatro/artes/seilá Intrépida Trupe. Tendo ido despretensiosamente, minha surpresa talvez tenha sido ainda maior ao me deparar com os balanços que são usados por parte do público, dos movimentos dos dançarinos/atletas/seilá, da sensação da falta de gravidade enquanto eles flutuam com cordas que às vezes mal seguram seus corpos que pendem velozmente pelo ar, na sintonia com conceitos como o espaço, o tempo e a relatividade - o espetáculo é inspirado no livro Sonhos de Einstein, de Alan Lightman. A trilha sonora também é muito boa, contendo diálogos que parecem remeter ao livro (eu realmente não tenho idéia se é isso) que vão sendo picotados e repetidos enquanto o instrumental acompanha as acrobacias da trupe.
O espetáculo acontece aos sábados e domingos às 18:30 e segunda feira às 20:00, na Fundição Progresso.
O espetáculo acontece aos sábados e domingos às 18:30 e segunda feira às 20:00, na Fundição Progresso.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 02 - Toca Raul!
Por algum motivo que não sei, já saiu na internet a programação do palco Toca Raul!, em homenagem ao Raul Seixas. O que tinha grandes chances de ser uma chatice, com uma dezena de artistas cantando "Maluco Beleza" de hora em hora, passa a ser interessante ao vermos que a proposta é que cada atração cante na íntegra um disco do Raul Seixas! Caso todos cumpram com o combinado será muito interessante ver alguns desses shows.
A lista é essa:
1968 - RAULZITO E OS PANTERAS [Os Panteras]
1971 - VIDA E OBRA DE JOHNNY McCARTNEY - [Leno Azevedo]
1971 - SOCIEDADE DA GRÃ-ORDEM KAVERNISTA APRESENTA SESSÃO DAS 10 [Edy Star & Caverna Guitar Band]
1973 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock - [Ricardo Gaspa & Os Alquimistas]
1973 - KRIG-HA, BANDOLO! [Nasi]
1974 - GITA [Cesar Di]
1975 - NOVO AEON [Caverna Guitar Band]
1976 - HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS [Macarrão & Banda Alternativa]
1977 - Raul Rock Seixas [Alex Valenzi & The Hideaway Cats]
1977 - O DIA EM QUE A TERRA PAROU [Angelo Tavares & Krig-ha, Bandolo! Band]
1978 - MATA VIRGEM [Raiz Quadrada]
1979 - POR QUEM OS SINOS DOBRAM [Mou & Tábula Rasa]
1980 - ABRE-TE SÉSAMO [Velhas Virgens]
1983 - RAUL SEIXAS [Darllan Moreira]
1984 - METRÔ LINHA 743 [Raul Seixas Band - Arnaldo Brandão/Rick Ferreira/Maurício Baia/Kika Seixas & Vivi Seixas]
1985 - LET ME SING MY ROCK AND ROLL + O REBU [Agnaldo Araújo]
1987 - UAH-BAP-LU-BAP-LAH-BÉIN-BUM!!! [Rick Ferreira]
1988 - A PEDRA DO GÊNESIS [Viúva Negra]
1989 - A PANELA DO DIABO [Marcelo Nova & Os Panteras]
E nesse site é possível ver a lista de músicas de cada um dos discos: Clique aqui.
Quem quiser baixar esses discos, deve encontrar alguma coisa nesse site novíssimo: clique aqui.
Um pouco mais difícil é encontrar o Vida e Obra do Johnny Mccartney, que na verdade é um disco de uma vertente rebelde de Leno, da dupla de jovem guarda Leno & Lilian, produzido pelo Raul Seixas. Esse vocês encontram aqui.
A lista é essa:
1968 - RAULZITO E OS PANTERAS [Os Panteras]
1971 - VIDA E OBRA DE JOHNNY McCARTNEY - [Leno Azevedo]
1971 - SOCIEDADE DA GRÃ-ORDEM KAVERNISTA APRESENTA SESSÃO DAS 10 [Edy Star & Caverna Guitar Band]
1973 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock - [Ricardo Gaspa & Os Alquimistas]
1973 - KRIG-HA, BANDOLO! [Nasi]
1974 - GITA [Cesar Di]
1975 - NOVO AEON [Caverna Guitar Band]
1976 - HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS [Macarrão & Banda Alternativa]
1977 - Raul Rock Seixas [Alex Valenzi & The Hideaway Cats]
1977 - O DIA EM QUE A TERRA PAROU [Angelo Tavares & Krig-ha, Bandolo! Band]
1978 - MATA VIRGEM [Raiz Quadrada]
1979 - POR QUEM OS SINOS DOBRAM [Mou & Tábula Rasa]
1980 - ABRE-TE SÉSAMO [Velhas Virgens]
1983 - RAUL SEIXAS [Darllan Moreira]
1984 - METRÔ LINHA 743 [Raul Seixas Band - Arnaldo Brandão/Rick Ferreira/Maurício Baia/Kika Seixas & Vivi Seixas]
1985 - LET ME SING MY ROCK AND ROLL + O REBU [Agnaldo Araújo]
1987 - UAH-BAP-LU-BAP-LAH-BÉIN-BUM!!! [Rick Ferreira]
1988 - A PEDRA DO GÊNESIS [Viúva Negra]
1989 - A PANELA DO DIABO [Marcelo Nova & Os Panteras]
E nesse site é possível ver a lista de músicas de cada um dos discos: Clique aqui.
Quem quiser baixar esses discos, deve encontrar alguma coisa nesse site novíssimo: clique aqui.
Um pouco mais difícil é encontrar o Vida e Obra do Johnny Mccartney, que na verdade é um disco de uma vertente rebelde de Leno, da dupla de jovem guarda Leno & Lilian, produzido pelo Raul Seixas. Esse vocês encontram aqui.
terça-feira, 7 de abril de 2009
M_veis C_lon_ais de Ac_ju - d_sco n_vo

A razão da gracinha no título acima é que o disco novo da banda Móveis Coloniais de Acaju se chama C_mpl_te, com essas lacunas mesmo. O sucessor do álbum Idem, de 2005, deve ser lançado em algum dia de abril (o dia exato não ficou muito claro, procurando a informação pelo orkut) através do download gratuito no site da Trama Virtual, da mesma forma que ano passado foram lançados os discos do Ed Motta e uma versão "ao vivo dentro do estúdio" do show Danç-eh-sa, do Tom Zé.
Enquanto o disco não sai, Móveis arrumou uma forma original de ir promovendo o novo trabalho. Assim como o Violins em 2008 foi liberando uma faixa por dia de seu derradeiro álbum A Redenção dos Corpos, versões gravadas ao vivo de músicas do C_mpl_te foram sendo colocadas diariamente no youtube dos brasilienses coloniais no final de março. Os fãs aproveitaram para pegar o áudio dos vídeos e já fizeram um "pirata" do álbum, que pode ser baixado aqui, enquanto as músicas em estúdio não aparecem, com exceção de "O Tempo", que já pode ser baixada neste link.
Mesmo antes de ouvir o disco dá pra saber que ele só vira "Complete" quando os muitos integrantes da banda entram no palco e trazem aquela euforia que encontra resposta no público e devolve a animação para a banda, em um dos melhores shows do Brasil, como pudemos ver aqui, aqui e aqui. Ainda não confirmado, parece que tem show deles marcado para junho, no Circo Voador.
Faixas:
01 - Adeus
02 - Lista de Casamento
03 - O Tempo
04 - Cão Guia
05 - Descomplica
06 - Café com Leite
07 - Pra Manter Ou Mudar (A Do Piano)
08 - Bem Natural
09 - Falso Retrato (u-hu)
10 - Cheia de Manha
11 - Sem Palavras
12 - Indiferença
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Romulo Fróes - A Anti-Musa
Eu gostaria de falar sobre o disco duplo de Romulo Fróes, No Chão Sem O Chão, que já mostramos aqui o caminho pra baixar. Talvez fale melhor sobre o disco em algum momento. O problema é que, apesar dos dois discos serem maravilhosos, eu não consigo parar de ouvir o primeiro, brilhantemente intitulado de Cala Boca Já Morreu. E eu não consigo parar de ouvir porque sempre quero voltar para uma música em específico, apesar de outras começarem a frequentar minha obsessão também. Mas "A Anti-musa" me deixou completamente transtornado, obcecado, alucinado e bote outros adjetivos aí que não explicarão o porquê de eu achar essa música tão incrível. Vou tentar (e não conseguir) explicar, mas ouça a música aí mais embaixo antes de continuar lendo.
Rômulo Fróes - A Anti-Musa
Quando escutei da primeira vez foi de forma displicente, sem prestar muita atenção. Não tinha ouvido direito o dedilhado do violão que abre a faixa. Talvez tenha prestado atenção na bateria, não sei. As palavras iam aparecendo, mas pareciam normais, querendo retratar uma ou mais de uma cena. Até que ao 01:02 minutos da canção, Rômulo canta com sua voz grave esse verso inocente, simples, nada demais: "A Anti-musa fritando contente bolinhos de chuva". Uau. Ok, você acabou de ler a frase e está pensando: "Tá, mas o que isso tem de tão extraordinário?" E eu digo: tudo e nada, cara. Não sei exatamente o que me fez ficar impressionado com essa frase.
Talvez porque é um verso muito estranho para uma música. Alguém fritando bolinhos de chuva? E uma anti-musa? Uma heroína às avessas, um personagem de desenho, como assim? A explicação talvez estivesse no verso anterior que, fora alterações no advérbio que encerra a frase, se repete por toda a canção: "o cantor, no córner da música pensava nela finalmente". Talvez seja a história do artista que, se encontrando num beco sem saída na composição e perde a inspiração, observa a anti-musa e percebe que ela é o motivo para o seu bloqueio. Se for isso, é um tema bastante original, uma inversão do costume, falar sobre a desinspiração. Ou talvez não faça sentido nenhum. O nonsense já chega no verso seguinte ao da anti-musa fritando contente os bolinhos de chuva: "Sua cabeça pendia e rolava no azul do ladrilho". Outro ponto interessante é a repetição de frases e palavras dentro das estrofes: "válvula", "sentado", "cantor" "anti-musa", "sua", e mesmo assim elas vão formando retratos diferentes, que tendo nexo ou não, atraem.
Quanto às melodias, ritmo e estrutura da música, ela é leve, lenta, meio jazz, quase ameaçando quebrar num samba, mas nunca chegando às vias de fato. A guitarra fica intervindo, em especial no refrão, com notas agudas soltas, quase fugindo do tom, escalas doidas que casam bem com o restante do som. Até que aos 5 minutos de música o guitarrista Guilherme Held resolve encarnar o Lanny Gordin e junto com o baixista Fábio Sá e Curumin na bateria transformam a música em um rock tropicalista que parece emergido de alguma sobra de estúdio do disco Transa, do Caetano Veloso, feito em 1972. Talvez seja o próprio Lanny Gordin tocando a guitarra, eu não tenho o encarte do disco. Mas são dois caóticos minutos de solos desconstrutivos que nem parece que fazem parte da mesma canção, terminando de forma incrível essa droga de música que não sai da minha cabeça.
Letra de Anti-musa:
A válvula da panela girava
A cozinha suava vapor de sopa quente
Sentado na cadeira de fórmica
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa fritando contente bolinhos de chuva
Sua cabeça pendia e rolava no azul do ladrilho
A lagartixa subindo rente ao rejunte do azulejo
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
A válvula da panela girava
Ipanema a todo vapor aqui dentro e lá fora
Sentado de frente pra Santa Ceia
O cantor no corner da música pensava nela de repente
A anti-musa na foto do bottom de geladeira
Sua boca no olho de peixe da lente da máquina
O vapor no blafon da lâmpada fluorescente
O cantor no corner da música pensava nela simplesmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
A válvula do gás vedada a espuma
O bujão borbulha sabão
Sentado na beira da mesa de fábrica
O cantor no corner da música pensava nela normalmente
A anti-musa rolava um Marlboro no meio dos dentes
Sua conversa fugia e acabava na pólvora quente presente
Quem vai dizer presente?
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
Rômulo Fróes - A Anti-Musa
Quando escutei da primeira vez foi de forma displicente, sem prestar muita atenção. Não tinha ouvido direito o dedilhado do violão que abre a faixa. Talvez tenha prestado atenção na bateria, não sei. As palavras iam aparecendo, mas pareciam normais, querendo retratar uma ou mais de uma cena. Até que ao 01:02 minutos da canção, Rômulo canta com sua voz grave esse verso inocente, simples, nada demais: "A Anti-musa fritando contente bolinhos de chuva". Uau. Ok, você acabou de ler a frase e está pensando: "Tá, mas o que isso tem de tão extraordinário?" E eu digo: tudo e nada, cara. Não sei exatamente o que me fez ficar impressionado com essa frase.
Talvez porque é um verso muito estranho para uma música. Alguém fritando bolinhos de chuva? E uma anti-musa? Uma heroína às avessas, um personagem de desenho, como assim? A explicação talvez estivesse no verso anterior que, fora alterações no advérbio que encerra a frase, se repete por toda a canção: "o cantor, no córner da música pensava nela finalmente". Talvez seja a história do artista que, se encontrando num beco sem saída na composição e perde a inspiração, observa a anti-musa e percebe que ela é o motivo para o seu bloqueio. Se for isso, é um tema bastante original, uma inversão do costume, falar sobre a desinspiração. Ou talvez não faça sentido nenhum. O nonsense já chega no verso seguinte ao da anti-musa fritando contente os bolinhos de chuva: "Sua cabeça pendia e rolava no azul do ladrilho". Outro ponto interessante é a repetição de frases e palavras dentro das estrofes: "válvula", "sentado", "cantor" "anti-musa", "sua", e mesmo assim elas vão formando retratos diferentes, que tendo nexo ou não, atraem.
Quanto às melodias, ritmo e estrutura da música, ela é leve, lenta, meio jazz, quase ameaçando quebrar num samba, mas nunca chegando às vias de fato. A guitarra fica intervindo, em especial no refrão, com notas agudas soltas, quase fugindo do tom, escalas doidas que casam bem com o restante do som. Até que aos 5 minutos de música o guitarrista Guilherme Held resolve encarnar o Lanny Gordin e junto com o baixista Fábio Sá e Curumin na bateria transformam a música em um rock tropicalista que parece emergido de alguma sobra de estúdio do disco Transa, do Caetano Veloso, feito em 1972. Talvez seja o próprio Lanny Gordin tocando a guitarra, eu não tenho o encarte do disco. Mas são dois caóticos minutos de solos desconstrutivos que nem parece que fazem parte da mesma canção, terminando de forma incrível essa droga de música que não sai da minha cabeça.
Letra de Anti-musa:
A válvula da panela girava
A cozinha suava vapor de sopa quente
Sentado na cadeira de fórmica
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa fritando contente bolinhos de chuva
Sua cabeça pendia e rolava no azul do ladrilho
A lagartixa subindo rente ao rejunte do azulejo
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
A válvula da panela girava
Ipanema a todo vapor aqui dentro e lá fora
Sentado de frente pra Santa Ceia
O cantor no corner da música pensava nela de repente
A anti-musa na foto do bottom de geladeira
Sua boca no olho de peixe da lente da máquina
O vapor no blafon da lâmpada fluorescente
O cantor no corner da música pensava nela simplesmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
A válvula do gás vedada a espuma
O bujão borbulha sabão
Sentado na beira da mesa de fábrica
O cantor no corner da música pensava nela normalmente
A anti-musa rolava um Marlboro no meio dos dentes
Sua conversa fugia e acabava na pólvora quente presente
Quem vai dizer presente?
O cantor no corner da música pensava nela finalmente
A anti-musa
Ao sul da janela
Quem era ele?
Quem era ela?
A anti-musa
Ao sul de Ipanema
Quem era ele?
Quem era ela?
domingo, 5 de abril de 2009
Virada Cultural 2009 - Parte 01 - Primeiras Notícias
A Virada Cultural é um evento muito legal que acontece em São Paulo, onde por 24 horas acontecem shows de diversos artistas de MPB, rock, reggae, samba, jazz, música eletrônica, tudo que estiver na interseção desses rótulos e um pouco além também. Já falamos sobre a edição 2008: os discos que foram executados no Municipal, relatos sobre o evento e um show em especial...
E começaram a aparecer alguns dos nomes que devem se apresentar. Especialmente no link abaixo de onde reproduzimos a notícia:
http://catracalivre.uol.com.br/2009/03/programacao-da-virada-cultural
Através do orkut é possível saber o nome de algumas atrações que já se confirmaram através de seus próprios sites, blogs e myspaces. São elas:
- Cordel do Fogo Encantado
- Matanza
- Nasi
- Nação Zumbi
- Velhas Virgens
- Rogério Skylab
- Bocato
E falam em O Terço, A Bolha e novamente Som Nosso de Cada Dia, que já tocou ano passado.
E começaram a aparecer alguns dos nomes que devem se apresentar. Especialmente no link abaixo de onde reproduzimos a notícia:
http://catracalivre.uol.com.br/2009/03/programacao-da-virada-cultural
Confira parte da programação da Virada Cultural 2009:
Palco principal da Virada Cultural será na Avenida São João, próximo da Praça Júlio de Mesquita. A abertura fica por conta do show de Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal que interpretam o disco Concerto para Grupo e Orquestra (Disco do Deep Purple). Tocam ainda neste palco Marcelo Camelo, dos Los Hermanos e o encerramento fica provavelmente com a cantora Maria Rita e o show Samba Meu.
No Largo do Arouche, o clima de nostalgia retorna com Reginaldo Rossi, Odair José, Wando, Beto Barbosa, etc.
Na Praça da República, o Rock é representado por Central Scrutinizer Band, Camisa de Vênus, Nasi e Joelho de Porco.
Na avenida Cásper Líbero o ritmo predominante é o samba-rock que terá artistas como Clube do Balanço, Trio Mocotó e Gafiera São Paulo.
Originado na Virada Cultural, o projeto Piano na Praça continua nesta quinta edição com foco em solistas em início de carreira.
O Teatro Municipal de São Paulo receberá a primeira programação do ano na Virada Cultural e terá entre as atrações os artistas: Arrigo Barnabé, Egberto Gismonti, Tom Zé, Fafá de Belém, Beto Guedes, Francis Hime e Chico César.
Palco “Toca Raul” (ainda sem local definido) homenageará o artista que completa 20 anos de morte em 2009. Será interpretada toda a discografia do artistas por convidados famosos e covers.
Numa parceria inédita entre a Secretaria de Cultura e a PRODAM (Processamento de Dados do Município), haverá um projeto durante a Virada Cultural para contemplar a inclusão digital. Batizado de Vitrine Digital, será disponibilizado sinal de internet wireless no espaço conhecido como Vitrine da Dança na Galeria Olido.
Através do orkut é possível saber o nome de algumas atrações que já se confirmaram através de seus próprios sites, blogs e myspaces. São elas:
- Cordel do Fogo Encantado
- Matanza
- Nasi
- Nação Zumbi
- Velhas Virgens
- Rogério Skylab
- Bocato
E falam em O Terço, A Bolha e novamente Som Nosso de Cada Dia, que já tocou ano passado.
sábado, 4 de abril de 2009
Cérebro Eletrônico pergunta
Vi aqui que o Cérebro Eletrônico tá fazendo uma pesquisa. Quem teve a idéia foi a Phonobase, parceira da banda, que quer saber quem é o público. Responde direitinho e quem sabe ele podem lançar um disco em vinil...
Primeiro você entra aqui, dá seu nome + email, entra na caixa postal eletrônica e segue pro site. São mais de 40 perguntas, que vão do seu endereço à sua visão sobre as MP3's. Ah, o endereço não é pra mandar um policial te prender, e sim pra você participar do sorteio de 1 'Box Cerebral', 4 CDs (o digipack) e 4 camisetas.
No final você ainda ganha o download de uma música de graça, a inédita "Marcha de Núpcias de Carnaval".
Dica forte:
Quando te perguntarem a midia que você prefere, você clica em 'Outras' e põe Vinil. O mundo agracede
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Plano de 'Participação Solidária'
Trabalhador assalariado e inteligente do meu Brasil, você já deve ter ouvido falar do Senhor F, não? Para quem não sabe, o Senhor F é uma das coisas mais importantes que já aconteceram na música independente nacional. Lançando grandes discos, produzindo um modelo de festival inédito no América do Sul, programa de rádio, site (já até publicaram um texto do La Cumbuca lá!), selo virtual e revista, tudo sem apoio da inciativa privada.
Envie um email para < produtorasenhorf@gmail.com > com os seguintes dados:
- Plano:
Agora essa galera precisa da sua ajuda, visando aumentar o trabalho editorial, o grupo criou um plano de 'Participação Solidária' para arrecadar fundos com o fim de manter essa nova inciativa.
Segura aí:
"Plano de Participação Solidária
Fortaleça financeiramente o portal em troca de serviços & produtos
PLANOS DE APOIO
PLANO 1 – Contribuição de 100,00.
Contrapartida:
- 1 (um) ingresso ao apoiador, ou a quem ele indicar, para todo e qualquer evento da Produtora Senhor F, em qualquer parte do Brasil, pelo prazo de 1 (um) ano;
- 1 (um) kit com os lançamentos de Senhor F Discos disponíveis em catálogo (Volver, Beto Só, Superguidis, Los Porongas, StereoScope e Rubin);
- Todos os lançamentos futuros do selo durante 1 (um) ano, a contar da data da adesão;
- 1 “bootleg” de artistas do selo.
PLANO – Contribuição de 200,00.
Contrapartida:
- 2 (dois) ingressos ao apoiador, ou a em qualquer parte do Brasil, pelo prazo de 1 (um) ano;
- 1 (um) kit com os lançamentos de Senhor F Discos disponíveis em catálogo (Volver, Beto Só, Superguidis, Los Porongas, StereoScope e Rubin);
- 1 camiseta do portal;
- Todos os lançamentos futuros do selo durante 1 (um) ano, a contar da data da adesão;
- 1 (um) “bootleg” de artistas do selo;
- 1 (uma) coletânea especial, com alt. takes e registros raros, também com artistas do selo.
PLANO 3 - Contribuição de 300,00.
Contrapartida:
- 3 (três) ingressos ao apoiador, ou a quem ele indicar, para todo e qualquer evento da Produtora Senhor F, em qualquer parte do Brasil, pelo prazo de 1 (um) ano;
- 1 (um) kit com lançamentos do selo Senhor F Discos disponíveis em catálogo (Volver, Beto Só, Superguidis, Los Porongas, StereoScope e Rubin);
- 1 camiseta do portal;
- Todos os lançamentos futuros do selo Senhor F Discos durante 2 (dois) anos, a contar da data da adesão;
- 1 (um) “bootleg” de artistas do selo;
- 1 (uma) coletânea especial, com alt. takes e registros raros, também com artistas do selo;
Ficha de adesão
Envie um email para < produtorasenhorf@gmail.com > com os seguintes dados:
- Plano:
- Nome:
- Email:
- Endereço físico:
- Telefones:
Dados bancários
Depósito na conta da Produtora Senhor F
a/c Sara Soyaux de Almeida Rosa
Banco do Brasil
Agência 2636-0
Conta 12.609-8"
terça-feira, 31 de março de 2009
Saindo do forno - lançamentos nacionais de 2009 - parte 2
Quanta Ladeira
Registro do bloco de Recife
...que o Otaner foi, e comentou (bem) antes de ir
1. Volta do Quanta (1:34)
2. Tá todo mundo confiando em Obama (2:07)
3. Pó pó pó (0:31)
4. Dona Lindu (2:40)
5. Xote da Mallu (1:51)
6. Mulher do Sarkozy (3:23)
7. Que pozinho doce (2:09)
8. Coco sapatada de Bush (2:52)
9. É Cachaceira (1:26)
10. Superfantástico Padre (1:50)
11. A crise chegou (3:37)
12. Cirando da rede globo (2:22)
13. Mandei o meu (0:52)
14. Olinda quanta ladeira (12:05)
15. E tu e eu o que teremos que fazer? (0:43)
16. Ai que saudade (1:50)
17. Chama naná
18. O pires
19. Olho cego
20. Olinda quanta ladeira (PRÉVIA)
21. Pr'eu comer teu cu
22. Regresso do meu pau
23. Tomo um copo de leite
24. Tá todo mundo confiando em Obama (PRÉVIA)
25. Volta do Quanta (PRÉVIA)
26. Wilson vai e vem
Siba e Roberto Corrêa - Violas de Bronze
1. Cara de Bronze
2. Big Brother Mental
3. Caninana do Papo Amarelo
4. Jararaca Chateadeira
5. Lume
6. Nos Gerais
7. Procissão da Chuvada
8. Extremosa-Rosa
9. Casa de Reza
10. Trela de Cachorros
11. Boi Tristeza
12. Da Espera
Comadre Fulozinha - Vou Voltar Andando
1. Presta Atenção
2. Passarinho
3. Rosa Alvarinha
4. Falta de Sorte
5. 2 de Janeiro
6. Vou Voltar Andando
7. Mambú e Abacaxia
8. Saí Passada
9. Caminho de Fulô
10. Palo Santo
[Links Aqui] - Copia o link e cola no navegador, caso o Blogger dê erro mesmo assim, clica no nome do blog e entra. É o primeiro post.
-------------------
:: Aproveita que você já tá em Minas e ouve a Dead Lover's Twisted Heart, cujas músicas disponíveis aí foram relançadas em vinil pela Vinyl Land, como você sabe.
:: O Superguidis tá dando um parecer sobre o disco novo deles todo mês, uma versão acústica de uma das músicas saindo mensalmente. Já saiu uma, fica ligado.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Disco novo do Strokes - parte 1: Tá nascendo!

Tirei daqui
E depois de uma série de mais de 20 posts que terminou na parte 14, começamos mais uma, que dependendo da turma da NYC pode ir além.
Após vários (e excelentes) discos solos lançados, os marginais começaram em fevereiro a pensar no disco novo. Mais ou menos dois meses depois, o Julian vem a Rolling Stone dizer que "Já temos 3 faixas", e mais importante: "Parte das novas músicas foi inspirada em coisas dos anos 70, como Thin Lizzy e Elvis Costello. Mas temos também uma canção bizarra futurista na qual estamos trabalhando para torná-la mais atraente. Estamos presos entre o futuro e os anos 70". Tá vindo um discaço por aí, pode anotar.
O que eu tô esperando? Um novo rumo da banda. Depois desses anos vagando pelo mundo e desenvolvendo seus projetos é óbvio que a cultura musical de cada um tenha mudado demais. A mosca do Little Joy que picou o Fabrício pode muito bem entortar alguma coisa, assim como a participação, do Julian no disco do QOTSA (trabalhar com o Josh Homme é marcante para qualquer um) vai fazer ele gritar um pouco mais. Acrescente a isso as viagens pessoais do Albert, que entre outras, andou um tempo com o Coldplay (e isso não é bom), os passeios do Nick com o Devendra (o Fab também andou com esse povo) e a Regina Spektor. Essa ainda teve um rolo com o Nicolai, o baixista, que também tem um projeto paralelo, o Nickel Eye, cujo disco 'acabou' de sair (3/5 na Allmusic e 5.2/10 na Pitchfork - cuidado). Ufa! Viva a Wikipedia, continuando... Mesmo andando num circulo de amigos próximos (no caso do Devendra e da Regina Spektor) ou não, cada um apontou pra um lado e agora estão trancados num estúdio para seguirem juntos.
Não sei como é a relação entre os membros, mas não acho que tenha um que mande no barco sozinho, tomara que eles tenham paciência e sabedoria para direcionar o intenso fluxo de idéias na direção certa. Agora, que coisa mais Ronca Ronca eim! Thin Lizzy e Elvis Costello!
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Escute de novo: Uma das melhores do Is This It...
sábado, 28 de março de 2009
Conheça a Vinyl Land
Chegar no Clube do Vinil quinta passada foi mais lucrativo do que eu pensava, deu pra bater um papo com milhões de pessoas interessantes e descobrir alguma coisa sobre o mercado de discos no Brasil. (A Dani Suzuki não deu mole pra mim [Não achava que ela daria], o que seria muito mais interessante do que tudo que vem a seguir)
Tive a oportunidade de conhecer o Luís Valente, que vai discotecar hoje com o Gabriel Thomaz na festa Rock 45's (só compactos 45 rpm) no Cine Lapa, cidadão que mora em BH e Londres e que no final do ano passado abriu um selo, o Vinyl Land. Ele prensa os discos na Alemanha e vende parte pela Europa e alguma coisa cai na terra brasilis, o selo lançou dois compactos:
- Dead Lover's Twisted Heart (em 33rpm - "para caber mais músicas"), banda de BH
- Autoramas (em 45rpm), uma banda desconhecida que ninguém sabe da onde veio
( Confira o podcast do sujeito aqui )
Os dois você acha lá no Baratos por 20 reais cada, aproveita que só saíram 200 cópias de cada um... Conversando com o Luis, ele falou da vontade de lançar mais bandas, eu lembro que ele citou os projetos do Lê Almeida e a incrível Rock Rocket.
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E aproveitando para atualizar a situação da Polysom (fábrica de discos do Brasil), o Luis falou que tá tentando falar com o pessoal da Deckdisc (que estaria comprando a fábrica) e até agora não conseguiu, isso poder ser bom ou ruim. Entenda, discos feitos na Alemanha são sensívelmente superiores aos nacionais, e a diferença no preço não é muita (eu comprei o compacto do Móveis por 15, os discos da VL tão saindo por 20...). Porém se fosse produzido aqui, chegaria para o mercado nacional em maior quantidade...
Eu acredito que um dia os discos do selo que estejam disponíveis por aqui, serão todos produzidos em nossa terra. Tão dizendo que a compra da fábrica ainda não está fechada e por isso essa dificuldade em encontrar informações. É tudo boato, só esperando pra saber.
Sabe aqueles discos da Sony? A gravadora vai seguir um exemplo de sucesso, não é o Takara que vende a 25 reais, e sim o Lenine que vende a 160! Ótimo! Depois não reclama! Não sei quando que vai sair.
terça-feira, 24 de março de 2009
Radiohead no Rio - Parte 14: Impressões Emocionais
I'm not here, this isn't happening
É difícil escrever tecnicamente e/ou com detalhes sobre shows onde havia uma maior preocupação em sentir a música, se misturar com o sentimento e ansiedade do lugar e mandar às favas análises ponderadas sobre Thom Yorke dar uma escorregada na letra de "Everything In Its Right Place" ou sobre o som do Los Hermanos estar ridiculamente baixo no início. Bom, eu até reparei nessas coisas, mas nada inibia a alegria de, muito mais do que um show onde havia uma relação entre eu e a música que a banda despeja em cima do palco, há a cumplicidade entre eu, bandas e o público que me cerca.
Amigos abraçados cantando "Sentimental", sorrisos, surpresa com "Cher Antonie" (praticamente inédita nos palcos até então), "Assim Será" e "Cadê Teu Suin-", três músicas, a primeira da leva de Rodrigo Amarante, as outras duas de autoria de Marcelo Camelo, somadas a outros cinco cavalos de batalha vindos do Bloco do Eu Sozinho, tornado-as maioria no repertório, e os anos mostram que é o melhor do Los Hermanos, ou no mínimo o irmão gêmeo em qualidade se comparado ao "Ventura". E felizmente somente quatro músicas do disco 4, um disco triste não só pelas temáticas, mas pela falta de brilho nos arranjos e nas soluções, à exceção de "Condicional".
Então eles passam dois anos sem tocar e voltam com músicas do Bloco... e o que vejo pelo orkut e em blogs e sites diversos é que eles estavam frios, pouco animados, sem empolgação. E eu acho que eles continuam tão desempolgados como eram antes, com as mesmas deficiências técnicas (especialmente vocais) de sempre, mas que isso nunca teve muita importância antes e, no fim das contas, eu realmente não estava atento a esses detalhes.
Estava preocupado com meu umbigo, meu quintal, o universo ao meu redor e esse era de pura alegria. No máximo alguém canta mais alto a letra que a melodia sugere e percebo que o final de "Cher Antoine" vem com uma citação à marchinha "Índio quer apito", que "Assim Será" dissipa a tristeza da valsinha no fim se transformando em uma espécie de rumba, salsa com explosão dos metais, ritmos latinos sendo esmurrados na bateria inaudível de Barba, culpa do som, mas só de ver suas expressões segurando as baquetas era claramente o mais esmerado em superar shows do passado. Não que fizesse importância alguma para mim, pois aquele momento era de celebração de logo ver mais duas bandas importantes em algo que seja parecido com "formação musical" que eu possa ter. Para mim, diferente de grande parte do público, Los Hermanos fizeram o papel que cabia a eles naquele momento e naquela situação. Talvez seja culpa de expectativas exageradas de que eles entregassem ali algo que nunca deram antes.
A junção de Kraftwerk de abertura e a sequência com Radiohead me remete à turnê que Mudhoney e Pearl Jam fizeram na américa do sul em 2005, onde tocaram ali, na mesma Praça da Apoteose. Talvez a relação entre a banda alemã e a inglesa não seja tão próxima como acontece com as duas bandas de Seattle, onde inclusive alguns dos membros de um e de outro grupo já tocaram juntos na gênese de tudo que aconteceu no rock pop-sujo da América a partir de 85, o Green River. Sem contar na jam inesquecível, com dois Mudhoney-Green River, Mark Arm e Steve Turner, se juntando ao Pearl Jam para cantar "Kick Out The Jams", do pai quase direto do Mudhoney, o MC5.
Mas a comparação quase esdrúxula que faço se dá por um sentido de agradecimento que as bandas principais dessas duas datas parecem fazer a essas bandas de abertura. O Pearl Jam (e todas aquelas bandas que um dia foram - e ainda são - chamadas de grunge) tem muito a dever ao Mudhoney, que sozinho não teria à sua frente mais de 20.000 brasileiros assistindo um pouco da História da música. Já o Radiohead, em especial após a guinada de conceito, estrutura e mentalidade que vemos a partir do disco Kid A, deve muito, mas muito mesmo ao Kraftwerk. Sem os precursores da música eletrônica muito provavelmente não sairiam coisas como "Idiotheque", "The Gloaming" ou "15 Step", fora os tantos barulhinhos alienígenas que saem no meio de bases "convencionais" de uma banda de rock, e ainda mais os diferentes aparelhos que em especial Jonny Greenwood costuma operar durante os shows quando não está com a guitarra em mãos.
E o Kraftwerk, que no Rio de Janeiro não teria mais de 20.000 pessoas dispostas a assistí-los, substituiu os aparelhos computadorizados cheios de botõezinhos de antigamente por laptops compactos e discretos. O repertório é uma das mais deliciosas contradições da história do rock, considerando que há 30 anos atrás eles apontavam para o futuro e hoje fazem uma viagem ao passado deles, que passou a assumir descaradamente uma visão retrô-futurista.
Não que eles tenham feito nada para que isso acontecesse, foi só o tempo que passou. Ao mesmo tempo não dá para taxá-los de datados. Porque uma música boa não usa como apoio somente klingklangs, e eles sabem disso. É também por ter melodias que grudam na sua alma, o casamento perfeito para atrair o interesse nas possibilidades tecnológicas que eles criaram e vice-versa. É também o aspecto menos comentado do grupo, mas como não prestar atenção para a melodia de "The Model", "Computer World" ou "The Robots"? E claro, "Trans Europe Express" é conhecida de quem está ligado nos primórdios do funk carioca, já que um sample da música é usado como base para "Planet Rock", de Afrika Bambaata, que é o ponto inicial do gênero.
Prestando atenção no som do Kraftwerk você identifica a origem não só do pancadão carioca, como de boa parte de qualquer vertente da música eletrônica que você possa lembrar. Mas honestamente, eu não estava pensando nisso enquanto "Man Machine" começava a ser executada pelos quatro integrantes imóveis, concentrados em suas estações de trabalhos dispostas simetricamente em cima do palco, um do lado do outro. Vistos um pouco mais de longe, eles perdem ainda mais a aparência humana. São gélidos e ainda assim sabem fazer o povo sacolejar ou pelo menos prestar atenção a uma aula sobre os caminhos que a música foi capaz de fazer para chegar aos dias de hoje.
Essa parte da aula às vezes pode não ser tão empolgante. "Autobahn", por mais revolucionária que tenha sido, cansa um pouco. Idem para "Radioactivity". Ambas são compensadas pelas imagens no telão de auto-estradas, carros e imagens de placas de avisos nucleares e nomes de usinas. Já "Tour de France" (li por aí que era a L'étape 2, mas na hora nem me preocupei com isso) e "Numbers" pareciam a hora do recreio, onde a excitação na frente do palco aumentava. Lá atrás era possível ver pessoas com camisas do grupo, assistindo de longe, mas com atenção, aos não-movimentos dos ídolos germânicos. Mesmo estáticos, os operadores do Kraftwerk dão um show cênico que vai além dos telões, com luzes que tornam os integrantes mais robotizados ou mais parecidos com seres saídos de computadores fabricados em 1979. O ápice sem dúvida ocorre quando os robôs surgem no lugar dos integrantes na hora de "The Robots". Se os quase-humanos do Kraftwerk realmente tocam alguma coisa naqueles laptops para sair o som acaba sendo a questão menos importante diante desse retrospecto todo.
Na espera para o Radiohead, uma seleção de dubs e reggaes como fundo musical deve ter feito muita gente não ter entendido nada. Mas também, tem gente que quer classificar o Radiohead em um único estilo, então é natural que as pessoas não percebam que até o dub passa como influência para o grupo inglês. E nem estou falando do projeto Radiodread, onde o disco Ok Computer é tocado como se tivesse sido concebido na Jamaica, com baterias com eco e linhas de baixo pesadas como elefantes, loucura impetrada pelo Easy Dub All Stars. Mas o Radiohead é o resultado de um monte de influências, que passam por Kraftwerk, Nirvana, Jeff Buckley, Bjork, Pink Floyd, Nick Drake, R.E.M., Aphex Twin, Talking Heads, Miles Davis. Jazz, folk, rock alternativo, baladas românticas, música eletrônica das mais variadas espécies, krautrock. Difícil prender a um estilo o som deles, embora tenham sido adotados desde sempre por um público mais alternativo, hoje em dia chamado de indie. Daí a lógica em ouvir dub entre Kraftwerk e Radiohead, além de estarmos falando de um gênero e dois grupos que usam o estúdio como instrumento, cada qual do seu jeito.
Era com esse clima que estava sendo construída a entrada do Radiohead no palco. Mas não tinha muita gente ligando para esses pormenores naquele momento. Nem eu. Uma das opções de diversão, além de curtir o dub, era encontrar amigos e conhecidos ao acaso, os sorrisos e as conversas rápidas e desencontradas até a hora que barulhos eletrônicos pareciam até prenunciar que o Kraftwerk ia tocar novamente, mas era o Radiohead mesmo. Os barulhos cessam, os instrumentos são posicionados e eles começam como habitualmente começaram os shows da turnê do In Rainbows, com "15 Steps". Mas dessas vez eles estavam no Brasil, no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Não há nenhum detalhe que eu possa falar sobre essa música, além da tentativa de um bom posicionamento para ver o show e da cabeça girando com os gritos e a música que sintetiza muito do Radiohead de hoje, e a iluminação espetacular vinda do palco com suas hastes suspensas de brilho forte.
Ainda sem me recuperar do impacto inicial eles já trazem uma música do Ok Computer, "Airbag". Eu não conseguia olhar para o palco e sim para as pessoas, buscando identificação com o que eu estava sentindo. Entre muitos rostos com felicidade estampada, vi um sujeito alto atrás de mim, chorando copiosamente, com as mãos no rosto, incrédulo com o que ouvia. Estendi-lhe a mão, que ele segurou e eu disse algo como "foda, cara". Por mais que uma hora ou outra a gente ria de meninas que choram por seus ídolos, acabamos tendo esses sentimentos também, por alegria ou por momentos tristes que a música marca a gente de vez em quando.
Não foi tão diferente para mim quando eles tocaram "Karma Police" e eu misturei a emoção de estar presente ali ouvindo aquilo com a lembrança que uma amiga do meu lado teve de alguém que se foi. E a música não parecia querer ir embora, quando Thom canta o último verso depois da música encerrada, "I lost myself, I lost myself". Chorei também, e as lágrimas continuaram até o fim de "Nude", uma das músicas mais lindas do In Rainbows, triste, sexy, fantasmagórica com seus coros no fim. Se eu estivesse realmente pensando nisso eu escreveria agora como é impressionante a voz de Thom Yorke, sujeito franzino, esquisito, feio e genial, talentoso não só na voz como com os instrumentos.
Mas eu não estava pensando nisso. Estava mais impressionado com as músicas, agora em um lugar com menos gente apertando, mas com ótima visão do trabalho de operários que fazem Ed O'Brien, Thom Yorke, Jonny Greenwood e eventualmente o baixista Colin Greenwood lá em cima, alternando instrumentos e aparelhos diversos. O que torna mais impressionante ainda o trabalho do baterista Phil Selway mantendo o ritmo no meio daquilo tudo. Um dos ápices do trabalho do grupo em cima do palco é na krautrock "The National Anthem", onde Jonny larga da guitarra para sintonizar e manipular estações de rádio. Aqui surgem vozes em português enquanto o baixo de Colin repete incessantemente o riff da música, muito mais nervosa e rápida do que na versão do disco. Barulhos feitos por Ed O'Brien ajudam a compor o clima enquanto Thom balbucia as frases repetidas da letra. As luzes do palco ficam ainda mais tensas se você balançar a cabeça igual Thom Yorke faz enquanto canta.
O aspecto nervoso, eletrônico e roqueiro vai ficando mais cool e eletrônico com "The Gloaming" e voltando à calma com o folk de "Faust Arp", culminando em outro ponto alto da noite, mais uma vez vindo de uma faixa de Ok Computer, "No Surprises". Logo a animação está de volta com "Idioteque", disco music dentro de uma danceteria durante um terremoto. "I Might Be Wrong", praticamente filho único em matéria de rock dentro do disco Amnesiac acabou com meus sentidos, tanto que não tenho nenhuma lembrança forte da linda "Street Spirit", a primeira faixa tocada nesta noite vinda do disco The Bends. Então veio uma música que, apesar de ter sido tocada no México há poucos dias atrás, eu não esperava que tocassem aqui, apesar do desejo que eu tinha em ouví-la. "How To Disappear Completely" é uma das canções mais lindas feitas pelo Radiohead, desértica, desolada, delirante, com essa frase que surge no que seria um refrão: "Eu não estou aqui, isso não está acontecendo". Nessa hora eu me esqueci de boa parte do público e minha relação passou a deixar de ser também com a banda, porque aquilo ali era exatamente como eu me sentia. Eu não estava lá e aquilo não estava acontecendo.
Era o fim do set principal e o Radiohead tem a manha de voltar bem ao palco, com a música mais esquisita do In Rainbows, "Videotape". É uma coleção impecável de músicas que eles tocam nessa segunda parte. "Paranoid Android", do Ok Computer, com coros e vozes emocionadas, lágrimas e felicidade. Eu me lembro de estar flutuando em alguns desses momentos, como em "Just", minha preferida do disco The Bends. Olhando aqueles que estavam no chão, enquanto eu flutuava metaforicamente, via que era uma área tranquila mas com pessoas realmente abobadas com o que viam até então. "Everything In Its Right Place", hipnótica, com os remixes feitos na hora por Jonny em cima do vocal de Thom, que você não deve lembrar que eu falei lá em cima, deu uma escorregada na segunda parte da letra, mas contornou a tempo e não fez a menor diferença porque a banda já havia nos conquistado há umas 15 músicas atrás e com isso eles conquistaram também o direito de fazer o que quiser.
Tanto é que fizeram. Após uma breve saída do palco e a colocação de um piano ali na frente, Thom volta para cantar "You And Whose Army?", logo após dizer algo sobre a América do Norte foder com a gente. Mesmo sendo uma música arrastada e um pouco anti-climática para um segundo bis, ao vivo ela soa um pouco melhor do que em estúdio. Mas o destaque é para a câmera instalada ali bem perto que mostra o rosto atormentado de Thom Yorke enquanto canta. As câmeras e a iluminação fizeram um bom resultado durante todo o show, e fazia ainda mais sentido para quem estava mais distante. As imagens quase sempre monocromáticas dos integrantes apareciam divididas em quadrados, em ângulos diferentes do usual, algo recorrente em turnês anteriores da banda neste século, vistas na tv ou pelo youtube. Com a diferença é que agora era na nossa cara.
Mas eles precisavam nos deixar com uma cicatriz, para que o maior número possível de pessoas não esquecesse daquele show. Só assim para explicar que após 24 músicas eles ainda tocassem "Creep", que antes de ser o maior sucesso deles ou coisa assim, é uma música fantástica, lírica e barulhenta dentro de sua estrutura ainda simples se formos comparar com o que o Radiohead fez depois daquilo, e talvez por causa disso mesmo perfeita para encerrar uma noite que, na minha cabeça, ainda não acabou. Do meu lado uma garota olhava de olhos arregalados e balançava a cabeça como se não acreditasse. Em algum momento durante o show Ed O'Brien disse, em português, "bom pra caralho", expressão ensinada pelo jornalista Tom Leão. Não poderia ter resumido melhor o que eu levei milhares de caracteres para tentar descrever.
Aí abaixo o setlist de cada uma das bandas:
Los Hermanos
01. Todo Carnaval Tem Seu Fim
02. O Vencedor
03. Retrato Para Iaiá
04. Último Romance
05. Morena
06. Além Do Que Se Vê
07. O Vento
08. Cher Antoine
09. A Outra
10. Primeiro Andar
11. Casa Pré-fabricada
12. Deixa o Verão
13. Cara Estranho
14. Assim Será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê Teu Suin-?
18. A Flor
Vi informações desencontradas sobre o setlist do Kraftwerk, mas com certeza tocaram: The Man Machine, Numbers, Computer World, Tour de France, Autobahn, The Model, Radioactivity, Trans Europe Express, The Robots, Aerodynamik, Music Non Stop.
Radiohead
01. 15 step
02. Airbag
03. There There
04. All I Need
05. Karma Police
06. Nude
07. Weird Fishes/Arpeggi
08. The National Anthem
09. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It's Right Place
23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep
É difícil escrever tecnicamente e/ou com detalhes sobre shows onde havia uma maior preocupação em sentir a música, se misturar com o sentimento e ansiedade do lugar e mandar às favas análises ponderadas sobre Thom Yorke dar uma escorregada na letra de "Everything In Its Right Place" ou sobre o som do Los Hermanos estar ridiculamente baixo no início. Bom, eu até reparei nessas coisas, mas nada inibia a alegria de, muito mais do que um show onde havia uma relação entre eu e a música que a banda despeja em cima do palco, há a cumplicidade entre eu, bandas e o público que me cerca.
Amigos abraçados cantando "Sentimental", sorrisos, surpresa com "Cher Antonie" (praticamente inédita nos palcos até então), "Assim Será" e "Cadê Teu Suin-", três músicas, a primeira da leva de Rodrigo Amarante, as outras duas de autoria de Marcelo Camelo, somadas a outros cinco cavalos de batalha vindos do Bloco do Eu Sozinho, tornado-as maioria no repertório, e os anos mostram que é o melhor do Los Hermanos, ou no mínimo o irmão gêmeo em qualidade se comparado ao "Ventura". E felizmente somente quatro músicas do disco 4, um disco triste não só pelas temáticas, mas pela falta de brilho nos arranjos e nas soluções, à exceção de "Condicional".
Então eles passam dois anos sem tocar e voltam com músicas do Bloco... e o que vejo pelo orkut e em blogs e sites diversos é que eles estavam frios, pouco animados, sem empolgação. E eu acho que eles continuam tão desempolgados como eram antes, com as mesmas deficiências técnicas (especialmente vocais) de sempre, mas que isso nunca teve muita importância antes e, no fim das contas, eu realmente não estava atento a esses detalhes.
Estava preocupado com meu umbigo, meu quintal, o universo ao meu redor e esse era de pura alegria. No máximo alguém canta mais alto a letra que a melodia sugere e percebo que o final de "Cher Antoine" vem com uma citação à marchinha "Índio quer apito", que "Assim Será" dissipa a tristeza da valsinha no fim se transformando em uma espécie de rumba, salsa com explosão dos metais, ritmos latinos sendo esmurrados na bateria inaudível de Barba, culpa do som, mas só de ver suas expressões segurando as baquetas era claramente o mais esmerado em superar shows do passado. Não que fizesse importância alguma para mim, pois aquele momento era de celebração de logo ver mais duas bandas importantes em algo que seja parecido com "formação musical" que eu possa ter. Para mim, diferente de grande parte do público, Los Hermanos fizeram o papel que cabia a eles naquele momento e naquela situação. Talvez seja culpa de expectativas exageradas de que eles entregassem ali algo que nunca deram antes.
A junção de Kraftwerk de abertura e a sequência com Radiohead me remete à turnê que Mudhoney e Pearl Jam fizeram na américa do sul em 2005, onde tocaram ali, na mesma Praça da Apoteose. Talvez a relação entre a banda alemã e a inglesa não seja tão próxima como acontece com as duas bandas de Seattle, onde inclusive alguns dos membros de um e de outro grupo já tocaram juntos na gênese de tudo que aconteceu no rock pop-sujo da América a partir de 85, o Green River. Sem contar na jam inesquecível, com dois Mudhoney-Green River, Mark Arm e Steve Turner, se juntando ao Pearl Jam para cantar "Kick Out The Jams", do pai quase direto do Mudhoney, o MC5.
Mas a comparação quase esdrúxula que faço se dá por um sentido de agradecimento que as bandas principais dessas duas datas parecem fazer a essas bandas de abertura. O Pearl Jam (e todas aquelas bandas que um dia foram - e ainda são - chamadas de grunge) tem muito a dever ao Mudhoney, que sozinho não teria à sua frente mais de 20.000 brasileiros assistindo um pouco da História da música. Já o Radiohead, em especial após a guinada de conceito, estrutura e mentalidade que vemos a partir do disco Kid A, deve muito, mas muito mesmo ao Kraftwerk. Sem os precursores da música eletrônica muito provavelmente não sairiam coisas como "Idiotheque", "The Gloaming" ou "15 Step", fora os tantos barulhinhos alienígenas que saem no meio de bases "convencionais" de uma banda de rock, e ainda mais os diferentes aparelhos que em especial Jonny Greenwood costuma operar durante os shows quando não está com a guitarra em mãos.
E o Kraftwerk, que no Rio de Janeiro não teria mais de 20.000 pessoas dispostas a assistí-los, substituiu os aparelhos computadorizados cheios de botõezinhos de antigamente por laptops compactos e discretos. O repertório é uma das mais deliciosas contradições da história do rock, considerando que há 30 anos atrás eles apontavam para o futuro e hoje fazem uma viagem ao passado deles, que passou a assumir descaradamente uma visão retrô-futurista.
Não que eles tenham feito nada para que isso acontecesse, foi só o tempo que passou. Ao mesmo tempo não dá para taxá-los de datados. Porque uma música boa não usa como apoio somente klingklangs, e eles sabem disso. É também por ter melodias que grudam na sua alma, o casamento perfeito para atrair o interesse nas possibilidades tecnológicas que eles criaram e vice-versa. É também o aspecto menos comentado do grupo, mas como não prestar atenção para a melodia de "The Model", "Computer World" ou "The Robots"? E claro, "Trans Europe Express" é conhecida de quem está ligado nos primórdios do funk carioca, já que um sample da música é usado como base para "Planet Rock", de Afrika Bambaata, que é o ponto inicial do gênero.
Prestando atenção no som do Kraftwerk você identifica a origem não só do pancadão carioca, como de boa parte de qualquer vertente da música eletrônica que você possa lembrar. Mas honestamente, eu não estava pensando nisso enquanto "Man Machine" começava a ser executada pelos quatro integrantes imóveis, concentrados em suas estações de trabalhos dispostas simetricamente em cima do palco, um do lado do outro. Vistos um pouco mais de longe, eles perdem ainda mais a aparência humana. São gélidos e ainda assim sabem fazer o povo sacolejar ou pelo menos prestar atenção a uma aula sobre os caminhos que a música foi capaz de fazer para chegar aos dias de hoje.
Essa parte da aula às vezes pode não ser tão empolgante. "Autobahn", por mais revolucionária que tenha sido, cansa um pouco. Idem para "Radioactivity". Ambas são compensadas pelas imagens no telão de auto-estradas, carros e imagens de placas de avisos nucleares e nomes de usinas. Já "Tour de France" (li por aí que era a L'étape 2, mas na hora nem me preocupei com isso) e "Numbers" pareciam a hora do recreio, onde a excitação na frente do palco aumentava. Lá atrás era possível ver pessoas com camisas do grupo, assistindo de longe, mas com atenção, aos não-movimentos dos ídolos germânicos. Mesmo estáticos, os operadores do Kraftwerk dão um show cênico que vai além dos telões, com luzes que tornam os integrantes mais robotizados ou mais parecidos com seres saídos de computadores fabricados em 1979. O ápice sem dúvida ocorre quando os robôs surgem no lugar dos integrantes na hora de "The Robots". Se os quase-humanos do Kraftwerk realmente tocam alguma coisa naqueles laptops para sair o som acaba sendo a questão menos importante diante desse retrospecto todo.
Na espera para o Radiohead, uma seleção de dubs e reggaes como fundo musical deve ter feito muita gente não ter entendido nada. Mas também, tem gente que quer classificar o Radiohead em um único estilo, então é natural que as pessoas não percebam que até o dub passa como influência para o grupo inglês. E nem estou falando do projeto Radiodread, onde o disco Ok Computer é tocado como se tivesse sido concebido na Jamaica, com baterias com eco e linhas de baixo pesadas como elefantes, loucura impetrada pelo Easy Dub All Stars. Mas o Radiohead é o resultado de um monte de influências, que passam por Kraftwerk, Nirvana, Jeff Buckley, Bjork, Pink Floyd, Nick Drake, R.E.M., Aphex Twin, Talking Heads, Miles Davis. Jazz, folk, rock alternativo, baladas românticas, música eletrônica das mais variadas espécies, krautrock. Difícil prender a um estilo o som deles, embora tenham sido adotados desde sempre por um público mais alternativo, hoje em dia chamado de indie. Daí a lógica em ouvir dub entre Kraftwerk e Radiohead, além de estarmos falando de um gênero e dois grupos que usam o estúdio como instrumento, cada qual do seu jeito.
Era com esse clima que estava sendo construída a entrada do Radiohead no palco. Mas não tinha muita gente ligando para esses pormenores naquele momento. Nem eu. Uma das opções de diversão, além de curtir o dub, era encontrar amigos e conhecidos ao acaso, os sorrisos e as conversas rápidas e desencontradas até a hora que barulhos eletrônicos pareciam até prenunciar que o Kraftwerk ia tocar novamente, mas era o Radiohead mesmo. Os barulhos cessam, os instrumentos são posicionados e eles começam como habitualmente começaram os shows da turnê do In Rainbows, com "15 Steps". Mas dessas vez eles estavam no Brasil, no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Não há nenhum detalhe que eu possa falar sobre essa música, além da tentativa de um bom posicionamento para ver o show e da cabeça girando com os gritos e a música que sintetiza muito do Radiohead de hoje, e a iluminação espetacular vinda do palco com suas hastes suspensas de brilho forte.
Ainda sem me recuperar do impacto inicial eles já trazem uma música do Ok Computer, "Airbag". Eu não conseguia olhar para o palco e sim para as pessoas, buscando identificação com o que eu estava sentindo. Entre muitos rostos com felicidade estampada, vi um sujeito alto atrás de mim, chorando copiosamente, com as mãos no rosto, incrédulo com o que ouvia. Estendi-lhe a mão, que ele segurou e eu disse algo como "foda, cara". Por mais que uma hora ou outra a gente ria de meninas que choram por seus ídolos, acabamos tendo esses sentimentos também, por alegria ou por momentos tristes que a música marca a gente de vez em quando.
Não foi tão diferente para mim quando eles tocaram "Karma Police" e eu misturei a emoção de estar presente ali ouvindo aquilo com a lembrança que uma amiga do meu lado teve de alguém que se foi. E a música não parecia querer ir embora, quando Thom canta o último verso depois da música encerrada, "I lost myself, I lost myself". Chorei também, e as lágrimas continuaram até o fim de "Nude", uma das músicas mais lindas do In Rainbows, triste, sexy, fantasmagórica com seus coros no fim. Se eu estivesse realmente pensando nisso eu escreveria agora como é impressionante a voz de Thom Yorke, sujeito franzino, esquisito, feio e genial, talentoso não só na voz como com os instrumentos.
Mas eu não estava pensando nisso. Estava mais impressionado com as músicas, agora em um lugar com menos gente apertando, mas com ótima visão do trabalho de operários que fazem Ed O'Brien, Thom Yorke, Jonny Greenwood e eventualmente o baixista Colin Greenwood lá em cima, alternando instrumentos e aparelhos diversos. O que torna mais impressionante ainda o trabalho do baterista Phil Selway mantendo o ritmo no meio daquilo tudo. Um dos ápices do trabalho do grupo em cima do palco é na krautrock "The National Anthem", onde Jonny larga da guitarra para sintonizar e manipular estações de rádio. Aqui surgem vozes em português enquanto o baixo de Colin repete incessantemente o riff da música, muito mais nervosa e rápida do que na versão do disco. Barulhos feitos por Ed O'Brien ajudam a compor o clima enquanto Thom balbucia as frases repetidas da letra. As luzes do palco ficam ainda mais tensas se você balançar a cabeça igual Thom Yorke faz enquanto canta.
O aspecto nervoso, eletrônico e roqueiro vai ficando mais cool e eletrônico com "The Gloaming" e voltando à calma com o folk de "Faust Arp", culminando em outro ponto alto da noite, mais uma vez vindo de uma faixa de Ok Computer, "No Surprises". Logo a animação está de volta com "Idioteque", disco music dentro de uma danceteria durante um terremoto. "I Might Be Wrong", praticamente filho único em matéria de rock dentro do disco Amnesiac acabou com meus sentidos, tanto que não tenho nenhuma lembrança forte da linda "Street Spirit", a primeira faixa tocada nesta noite vinda do disco The Bends. Então veio uma música que, apesar de ter sido tocada no México há poucos dias atrás, eu não esperava que tocassem aqui, apesar do desejo que eu tinha em ouví-la. "How To Disappear Completely" é uma das canções mais lindas feitas pelo Radiohead, desértica, desolada, delirante, com essa frase que surge no que seria um refrão: "Eu não estou aqui, isso não está acontecendo". Nessa hora eu me esqueci de boa parte do público e minha relação passou a deixar de ser também com a banda, porque aquilo ali era exatamente como eu me sentia. Eu não estava lá e aquilo não estava acontecendo.
Era o fim do set principal e o Radiohead tem a manha de voltar bem ao palco, com a música mais esquisita do In Rainbows, "Videotape". É uma coleção impecável de músicas que eles tocam nessa segunda parte. "Paranoid Android", do Ok Computer, com coros e vozes emocionadas, lágrimas e felicidade. Eu me lembro de estar flutuando em alguns desses momentos, como em "Just", minha preferida do disco The Bends. Olhando aqueles que estavam no chão, enquanto eu flutuava metaforicamente, via que era uma área tranquila mas com pessoas realmente abobadas com o que viam até então. "Everything In Its Right Place", hipnótica, com os remixes feitos na hora por Jonny em cima do vocal de Thom, que você não deve lembrar que eu falei lá em cima, deu uma escorregada na segunda parte da letra, mas contornou a tempo e não fez a menor diferença porque a banda já havia nos conquistado há umas 15 músicas atrás e com isso eles conquistaram também o direito de fazer o que quiser.
Tanto é que fizeram. Após uma breve saída do palco e a colocação de um piano ali na frente, Thom volta para cantar "You And Whose Army?", logo após dizer algo sobre a América do Norte foder com a gente. Mesmo sendo uma música arrastada e um pouco anti-climática para um segundo bis, ao vivo ela soa um pouco melhor do que em estúdio. Mas o destaque é para a câmera instalada ali bem perto que mostra o rosto atormentado de Thom Yorke enquanto canta. As câmeras e a iluminação fizeram um bom resultado durante todo o show, e fazia ainda mais sentido para quem estava mais distante. As imagens quase sempre monocromáticas dos integrantes apareciam divididas em quadrados, em ângulos diferentes do usual, algo recorrente em turnês anteriores da banda neste século, vistas na tv ou pelo youtube. Com a diferença é que agora era na nossa cara.
Mas eles precisavam nos deixar com uma cicatriz, para que o maior número possível de pessoas não esquecesse daquele show. Só assim para explicar que após 24 músicas eles ainda tocassem "Creep", que antes de ser o maior sucesso deles ou coisa assim, é uma música fantástica, lírica e barulhenta dentro de sua estrutura ainda simples se formos comparar com o que o Radiohead fez depois daquilo, e talvez por causa disso mesmo perfeita para encerrar uma noite que, na minha cabeça, ainda não acabou. Do meu lado uma garota olhava de olhos arregalados e balançava a cabeça como se não acreditasse. Em algum momento durante o show Ed O'Brien disse, em português, "bom pra caralho", expressão ensinada pelo jornalista Tom Leão. Não poderia ter resumido melhor o que eu levei milhares de caracteres para tentar descrever.
Aí abaixo o setlist de cada uma das bandas:
Los Hermanos
01. Todo Carnaval Tem Seu Fim
02. O Vencedor
03. Retrato Para Iaiá
04. Último Romance
05. Morena
06. Além Do Que Se Vê
07. O Vento
08. Cher Antoine
09. A Outra
10. Primeiro Andar
11. Casa Pré-fabricada
12. Deixa o Verão
13. Cara Estranho
14. Assim Será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê Teu Suin-?
18. A Flor
Vi informações desencontradas sobre o setlist do Kraftwerk, mas com certeza tocaram: The Man Machine, Numbers, Computer World, Tour de France, Autobahn, The Model, Radioactivity, Trans Europe Express, The Robots, Aerodynamik, Music Non Stop.
Radiohead
01. 15 step
02. Airbag
03. There There
04. All I Need
05. Karma Police
06. Nude
07. Weird Fishes/Arpeggi
08. The National Anthem
09. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It's Right Place
23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep
segunda-feira, 23 de março de 2009
Semanal
Olha tô cheio de coisa pra falar aqui e com uma vontade imensa de escrever alguma coisa sólida sobre o Radio, mas só rola uma coisa ou outra se você faz pré-Vestibular. Segura o Contro c+ control v então...
Lettuce gravando ao vivo no Odeon, quarta
" Amigas, amigos,
É com muito prazer que eu convido todos vocês pra gravação do disco ao vivo do Lettuce, projeto amorosomusical meu com Letícia Novaes e banda.
Faremos um show inesquecível (mesmo porque estará sendo gravado) e quero a respiração de vocês nesse registro.
Vai ser no evento Cachaça Cinema Clube, nessa quarta, dia 25.
A exibição de curtas inéditos (inclusive "Beijo Françês", de Paulo Camacho, para o qual fizemos uma trilha sonora) começa 21h. O show é na sequencia.
http://www.youtube.com/watch?v=drSaDVSghMw
Beijo imenso, apareçam!
www.myspace.com/lettucetransadinha "
SEBO BARATOS convoca pra EDIÇÃO ESPECIAL nesta quinta 26 de março, do CLUBE DO VINIL
"Amigos,
Ultimamente a mídia tem feito muito barulho sobre a "volta do vinil".
Como de praxe, a imprensa chega atrasada à festa, alimentando mitos, assustando mais do que esclarecendo, ignorando dados importantes e se atendo a detalhes periféricos de discutível relevância.
Mas nós teremos mais uma chance de iluminar a cabecinha confusa desses jornalistas nesta quinta. É que 2 equipes de filmagem cobrirão o próximo encontro do Clube do Vinil: da TVE e do programa "Tribos", do Multishow. Aproveito para pedir que considerem o convite com especial carinho, já que estou de dedos cruzados pra que a casa encha e façamos um bonito pra câmera.
Além disso, nesta noite gravaremos 2 edições de uma tacada só, com 2 convidados super especiais:
LUIZ "VYNIL LAND" VALENTE
é mineiro, radicado em Londres, e coleciona compactos, do indie rock mais clássico às novas bandas que os pequenos e antenados selos andam lançando (e que meses depois viram capa da Mojo e são escaladas pro Tim Festival...). Produz festas onde os DJs usam apenas a bolachinha e acaba de lançar a pedra fundamental de seu próprio selo: o compacto "Catchy Chorus" do Autoramas. Ele já esteve no Clube no ano passado, e botou o povo pra rebolar ao som de guitarras ruidosas, eloqüentes e irresistíveis.
JOÃO LUÍS
é DJ de um dos restaurantes grã-finos, onde se vira do avesso pra educar ouvidos delicados enquanto faz uma média pro patrão não chiar. Vem do outro lado da Ponte, muitas vezes de skate, não mais com o jet debaixo do braço (sim, já foi ás do grafitte) mas com muitas idéias na cachola e revistas superbacanas como a "+ Soma" – que anda arranjando de ser distribuída aqui no sebo. É ele quem assina os relógios montados sobre vinis coloridos que estão na livraria, e seu cardápio vai de Roxy Music a Manu Dibango, passando por Azimuth e The Shins, conciliando Smiths e Originais do Samba.
Ah, mas esse é om texto enviado pelo próprio:
"Piriquito sem asa, vulgo João Luís, mora um pouco no Fonseca, mais um tanto no Centro do Rio, e de resto em Ipanema, onde trabalha no Forneria como human-jukebox. Para sua própria alegria, ainda anda de skate." "
Osgemeos no CCBB
Perde essa não! Hoje já tá rolando no CCBB a exibição do trabalho da dupla de artistas gráficos Osgemeos. Pela primeira vez no Rio. Mais aque
Siiiilvia
A musa do La Cumbuca (olha só!), Silvia Machete, está com duas datas marcadas no Rival essa semana:
# 24 | 3 - terça Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.
# 25 | 3 - quarta Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.
Oi Novo Som apresenta Mané Sagaz e Fuzzcas @ Cinemathque
Dia 24 de Março, vulgo amanhã. Rua Volutários da Pátria 53 - Botafogo. Informações: 2266-1014. Os dois tocaram no HPP, coincidência ou não.
----------
Com certeza tá faltando alguma coisa, depois eu lembro.
Lettuce gravando ao vivo no Odeon, quarta
" Amigas, amigos,
É com muito prazer que eu convido todos vocês pra gravação do disco ao vivo do Lettuce, projeto amorosomusical meu com Letícia Novaes e banda.
Faremos um show inesquecível (mesmo porque estará sendo gravado) e quero a respiração de vocês nesse registro.
Vai ser no evento Cachaça Cinema Clube, nessa quarta, dia 25.
A exibição de curtas inéditos (inclusive "Beijo Françês", de Paulo Camacho, para o qual fizemos uma trilha sonora) começa 21h. O show é na sequencia.
http://www.youtube.com/watch?v=drSaDVSghMw
Beijo imenso, apareçam!
www.myspace.com/lettucetransadinha "
SEBO BARATOS convoca pra EDIÇÃO ESPECIAL nesta quinta 26 de março, do CLUBE DO VINIL
"Amigos,
Ultimamente a mídia tem feito muito barulho sobre a "volta do vinil".
Como de praxe, a imprensa chega atrasada à festa, alimentando mitos, assustando mais do que esclarecendo, ignorando dados importantes e se atendo a detalhes periféricos de discutível relevância.
Mas nós teremos mais uma chance de iluminar a cabecinha confusa desses jornalistas nesta quinta. É que 2 equipes de filmagem cobrirão o próximo encontro do Clube do Vinil: da TVE e do programa "Tribos", do Multishow. Aproveito para pedir que considerem o convite com especial carinho, já que estou de dedos cruzados pra que a casa encha e façamos um bonito pra câmera.
Além disso, nesta noite gravaremos 2 edições de uma tacada só, com 2 convidados super especiais:
LUIZ "VYNIL LAND" VALENTE
é mineiro, radicado em Londres, e coleciona compactos, do indie rock mais clássico às novas bandas que os pequenos e antenados selos andam lançando (e que meses depois viram capa da Mojo e são escaladas pro Tim Festival...). Produz festas onde os DJs usam apenas a bolachinha e acaba de lançar a pedra fundamental de seu próprio selo: o compacto "Catchy Chorus" do Autoramas. Ele já esteve no Clube no ano passado, e botou o povo pra rebolar ao som de guitarras ruidosas, eloqüentes e irresistíveis.
JOÃO LUÍS
é DJ de um dos restaurantes grã-finos, onde se vira do avesso pra educar ouvidos delicados enquanto faz uma média pro patrão não chiar. Vem do outro lado da Ponte, muitas vezes de skate, não mais com o jet debaixo do braço (sim, já foi ás do grafitte) mas com muitas idéias na cachola e revistas superbacanas como a "+ Soma" – que anda arranjando de ser distribuída aqui no sebo. É ele quem assina os relógios montados sobre vinis coloridos que estão na livraria, e seu cardápio vai de Roxy Music a Manu Dibango, passando por Azimuth e The Shins, conciliando Smiths e Originais do Samba.
Ah, mas esse é om texto enviado pelo próprio:
"Piriquito sem asa, vulgo João Luís, mora um pouco no Fonseca, mais um tanto no Centro do Rio, e de resto em Ipanema, onde trabalha no Forneria como human-jukebox. Para sua própria alegria, ainda anda de skate." "
Osgemeos no CCBB
Perde essa não! Hoje já tá rolando no CCBB a exibição do trabalho da dupla de artistas gráficos Osgemeos. Pela primeira vez no Rio. Mais aque
Siiiilvia
A musa do La Cumbuca (olha só!), Silvia Machete, está com duas datas marcadas no Rival essa semana:
# 24 | 3 - terça Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.
# 25 | 3 - quarta Silvia Machete @ Teatro Rival Petrobras. Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia. Tel.: 2524-1666. 19h30m. R$ 40.
Oi Novo Som apresenta Mané Sagaz e Fuzzcas @ Cinemathque
Dia 24 de Março, vulgo amanhã. Rua Volutários da Pátria 53 - Botafogo. Informações: 2266-1014. Os dois tocaram no HPP, coincidência ou não.
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Com certeza tá faltando alguma coisa, depois eu lembro.
domingo, 22 de março de 2009
Radiohead em São Paulo, agora e/ou quase
Está passando no canal a cabo Multishow a apresentação do Radiohead, com um delay (um atraso entre o que acontece e o que é transmitido) de uma meia hora no mínimo. Caso você não tenha tv a cabo dizem que dá pra ver aqui: http://pt.justin.tv/fabiofrn
Enquanto isso, dá pra ir sabendo o set list através de alguns twitters e blogs. O que mais gostei pra acompanhar está sendo esse:
http://www.melophobe.com/news
Até este instante (23:11) dá pra ver que de diferente em relação ao setlist do Rio de Janeiro, tocaram "Pyramid Song" e, essa eu invejei de não estar lá, "Optimistic".
PS(23:23): Aparentemente o Multishow cortou alguma das músicas e passou de "Pyramid Song" para "Weird Fishes/Arpeggi". Até onde consegui entender o show só vai ser transmitido por meia hora (acho que é isso), então é lógico que você vai deixar de apresentar uma música que é justamente uma das mais conhecidas deles, "Karma Police".
PS(23:58): E no Multishow a transmissão acabou. Um pouco mais ou um pouco menos de uma hora onde curiosamente optaram por deixar de transmitir "Karma Police", "Nude" e "Optimistic". Parece que o show está no primeiro bis, assim que acabar colocamos o setlist completo surrupiado do blog acima. Mas dá para dizer que a sequência "Climbing Up The Walls"/"Exit Music (for a film)" deu inveja aqui também.
Pronto. Setlist do show de São Paulo, dia 22 de março de 2009, na Chácara do Jockey, cortesia do melophobe.com:
01 - 15 Step
02 - There There
03 - The National Anthem
04 - All I Need
05 - Pyramid Song
06 - Karma Police
07 - Nude
08 - Weird Fishes/Arpeggi
09 - The Gloaming
10 - Talk Show Host
11 - Optimistic
12 - Faust Arp
13 - Jigsaw Falling Into Place
14 - Idioteque
15 - Climbing Up The Walls
16 - Exit Music (For A Film)
17 - Bodysnatchers
18 - Videotape
19 - Paranoid Android
20 - Fake Plastic Trees
21 - Lucky
22 - Reckoner
23 - House of Cards
24 - You And Whose Army
25 - Everything In Its Right Place
26 - Creep
"Creep" com uma pequena ajuda do orkut para saber.
Enquanto isso, dá pra ir sabendo o set list através de alguns twitters e blogs. O que mais gostei pra acompanhar está sendo esse:
http://www.melophobe.com/news
Até este instante (23:11) dá pra ver que de diferente em relação ao setlist do Rio de Janeiro, tocaram "Pyramid Song" e, essa eu invejei de não estar lá, "Optimistic".
PS(23:23): Aparentemente o Multishow cortou alguma das músicas e passou de "Pyramid Song" para "Weird Fishes/Arpeggi". Até onde consegui entender o show só vai ser transmitido por meia hora (acho que é isso), então é lógico que você vai deixar de apresentar uma música que é justamente uma das mais conhecidas deles, "Karma Police".
PS(23:58): E no Multishow a transmissão acabou. Um pouco mais ou um pouco menos de uma hora onde curiosamente optaram por deixar de transmitir "Karma Police", "Nude" e "Optimistic". Parece que o show está no primeiro bis, assim que acabar colocamos o setlist completo surrupiado do blog acima. Mas dá para dizer que a sequência "Climbing Up The Walls"/"Exit Music (for a film)" deu inveja aqui também.
Pronto. Setlist do show de São Paulo, dia 22 de março de 2009, na Chácara do Jockey, cortesia do melophobe.com:
01 - 15 Step
02 - There There
03 - The National Anthem
04 - All I Need
05 - Pyramid Song
06 - Karma Police
07 - Nude
08 - Weird Fishes/Arpeggi
09 - The Gloaming
10 - Talk Show Host
11 - Optimistic
12 - Faust Arp
13 - Jigsaw Falling Into Place
14 - Idioteque
15 - Climbing Up The Walls
16 - Exit Music (For A Film)
17 - Bodysnatchers
18 - Videotape
19 - Paranoid Android
20 - Fake Plastic Trees
21 - Lucky
22 - Reckoner
23 - House of Cards
24 - You And Whose Army
25 - Everything In Its Right Place
26 - Creep
"Creep" com uma pequena ajuda do orkut para saber.
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