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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Macaco Bong no Humaitá pra Peixe (20/01/08)

Descarrilhando na rota certa

Só consegui assistir às duas últimas músicas que valeram por um show inteiro, desse grupo instrumental vindo de Cuiabá. Os caras são extremamente ligados à movimentação cultural que acontece por lá, buscando desenvolver uma cena musical forte na região.



E parece que estão conseguindo, já que tanto eles quanto os conterrâneos do Vanguart estão por aí, em tudo que é publicação (virtual) alternativa e em quase todos os festivais do circuito independente. No caso deles é até mais interessante, já que bandas instrumentais não costumam ter tanto apelo.



A primeira (e penúltima) música que vi deles, felizmente era minha favorita do EP Objeto Perdida, chamada "Bananas For You All".







O público assistia sentado, comportadamente e compenetrado. A grande maioria estava ali para assistir Jay Vaquer, que se apresentaria logo após, mas parece que o Macaco Bong teve a chance de ganhar novos e até improváveis fãs. Pelo menos as reações eram boas a um som que não chega a se encaixar nem no post-rock, nem no progressivo e ao mesmo tempo não descarta nada disso, aliado a um peso absurdo de uma guitarra que não se utiliza de nenhum pedal durante o show inteiro (apesar da guitarra sempre distorcida) e uma pegada de bateria muito boa, tornando a longa duração da música algo muito menos monótono.



Em certos momentos chegam a me lembrar do excelente Dub Trio, de Nova Iorque. Só que sem o dub.





"Bananas For You All" entra em um momento onde a repetição da linha do baixo é hipnotizante, ainda mais com as quebradas da bateria e a experimentação sônica de Bruno Kayapy na guitarra, que afinava o instrumento enquanto tocava! E sem fazer disso algo que atrapalhasse a música, o que é ainda mais inexplicável.


Antes de apresentar a última música, Kayapy apresenta a banda e avisa que vão tocar a "música do trem" e explica que é "como se fosse um trem, saca?" Não saquei. A música começa num clima bem leve, quase progressivo, lembrando algo de Weather Report, talvez (ok, não entendo nada de progressivo), mas as mudanças na música variam velozmente, indo de descidas fulminantes a andamentos de jazz e climas para solos de heavy metal em formato lounge e voltando para um caos sonoro com guitarra ao chão e guitarrista emulando Jimi Hendrix. Não era trem, afinal: era montanha-russa.


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