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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Under Cover of Darkness" - The Strokes


O Strokes foi a banda que eu mais vesti a camisa nos últimos anos. Vesti mesmo, de ter uma camiseta verde com um silk de poster antigo, e andar por aí com ela, meio desgastada e um pouco pequena. Na época não custou muito caro, lembro de ter pego na promoção, foi um dos melhores investimentos que fiz na vida.

Digo isso porque eu gosto muito de Strokes. Só fui ouvir a banda quando eles já estavam muito bem encaminhados, depois de Reptilla. Descobri "Is This It" anos depois da maioria das pessoas que sigo hoje no Twitter e estavam esperando o DJ da Radio One, Zane Lowe, tocar a música inédita. Achei tão bonita a comoção de alguns que entrei na ansiedade, e olha que eu não estava nem um pouco "na pilha" por um disco novo da banda de NY.

Eu gosto muito de Strokes, mas posso dizer que o primeiro disco do Franz Ferdinand é melhor. Nas listas da gente, cada um emancipa a opinião que lhe convém. Acontece que é inquestionável a posição do Strokes como o representante de uma década, como uma marca para ficar viva. A história de vestir a camisa é isso, sentir-se bem pela companhia de uma identidade quase perfeita do som que você ouve, do que quer levar adiante. Essa certeza eu não tenho no Arctic Monkeys, Franz, muito menos Kaiser Chiefs, Killers e outros genéricos.

Fui atingido por tudo isso quando me preparava para ouvir "Under Cover of Darkness" há pouco tempo. Os anos de hiato do Strokes passaram sem crise de abstinência na minha cabeça, parecia uma banda resolvida em seus três discos. Olho torto para o "First Impressions of Earth", daí lembro de "Juicebox", "You Only Live Once" e "15 Minutes" (sim), e revejo minha posição sobre o álbum. Todos são incríveis, e não existe justificativa para não dar uma chance ao próximo disco. Respirei aliviado depois dos 3 minutos e quebrados da faixa inédita.

A música não me convence como um hit - tem um fim estranho, mas é uma música do Strokes. De volta, a voz do Julian continua muito amiga das guitarras de Albert. Elas continuam dividindo o mesmo copo de cerveja a música toda, ora brigam para beber, e acabam se misturando demais, ora agem na camaradagem dividindo as doses sem medo da garrafa terminar. Sem virtuosismo a cozinha do Strokes só prepara miojo. E como perdem o pózinho, fazem o seu próprio tempero e viciam o paladar dos ouvintes.

Mesmo fora do estado pleno, ouvir isso de novo é muito bom. Vem, Strokes, ainda tem um espaço por aqui.

Escute aqui:

Baixe até depois de amanhã no site oficial.

Um comentário:

Anônimo disse...

"estavam esperando o DJ da Radio One, Zane Lowe, tocar a música inédita. Achei tão bonita a comoção de alguns que entrei na ansiedade"

Me identifiquei. Pq será? kkkk Percebi que recebi uns unfollows ontem.

Eu achei uma música mto gostosinha de ouvir! Strokes tá de volta e eu acho isso lindo.