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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Vídeos: Arto Lindsay no Solar de Botafogo com a banda que gravou seu disco mais recente (18/11/2018)





Assistir Arto Lindsay tocar guitarra, ou fazer aquele negócio que ele faz com a guitarra, é praticamente uma obrigação para quem consegue tal oportunidade. E no Rio de Janeiro volta e meia ela surge, seja na Audio Rebel, no Parque Lage ou através do Festival Novas Frequências, onde ele explora suas texturas sônicas que cria na guitarra de forma solo ou em parcerias.


Mas a chance de vê-lo com banda, em especial apresentando um disco e/ou músicas de sua discografia, é bem menos comum por aqui. Até porque há mais de uma década que não lançava um álbum dele mesmo com canções, apesar da existência de registros em colaboração com outros artistas. Isso até o lançamento de Cuidado Madame, um dos melhores do ano passado.







Graças a uma mini-turnê bancada pelo Sesc em São Paulo, tivemos concretizada a possibilidade desse show dar uma esticada no Rio, mais precisamente no Solar de Botafogo e, sabe-se lá como, com entradas gratuitas. A grandes presentes não questionamos muito, apenas apreciamos a entrada de Arto junto com o habitual parceiro Melvin Gibbs no baixo, o risonho Paul Wilson nos teclados (quase um Robertinho Silva de alegria) e Kassa Overall na bateria, músicos que tocaram no Cuidado Madame. Ao lado esquerdo do palco dessa turma gringa está o percussionista Marivaldo Paim, um dos mestres que comandam o Ilê Aiyê no carnaval de Salvador.






O resultado desse agrupamento é uma musicalidade em certo modo jazzístico entre o peso e o suingue, com destaque para quem está na linha de frente. De um lado Gibbs se alterna entre graves e linhas distorcidas e nervosas de baixo. Do outro lado Marivaldo é uma usina percussiva que por vezes engole a bateria de Kassa. E na frente de tudo está Arto Lindsay.







Com as músicas que criou - e o repertório de Cuidado Madame domina o setlist, com espaço para uma ou outra de fora, como "Combustível" e "Simply Are" - e com sua estranha leveza/gentileza na voz, enquanto abraça sua guitarra. Quando faz o instrumento se manifestar é que o monstro ruge, com aquele timbre alienígena que ao mesmo tempo que contrasta, se encaixa com os outros sons e ritmos, a grande sacada que faz a gente coçar a cabeça enquanto dança e torna Arto um artista obrigatório de se ver ao vivo.



Vídeos do show que gravei podem ser vistos aqui ou abaixo.







Músicas gravadas:

- "Deck"

- "Ilha dos Prazeres"

- "Seu Pai"

- "Vão Queimar Ou Botando Pra Dançar"

- "Combustível"

- "Simply Are"

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