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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

2008 - Parte 01

Quando você fecha os olhos, o que é que você vê?
Eu vejo isso:


Jane Birkin - Canecão - 13/03/08


Eu pensei nisso algumas vezes esse ano, sobre o que acontece quando vemos um artista que já viveu tanta coisa na vida. É como se o resto do mundo fosse plano, em duas dimensões, e Jane Birkin fosse em, sei lá, umas sete ou oito dimensões. Cada movimento dela e lá está junto Serge Gainsbourg, sua filha Charlotte, os filmes, as causas, as novas parcerias musicais... E nem é preciso ter conhecimento da vida da diva francesa para perceber esse relevo que ela tem em relação ao resto do mundo. E sim, francesa. O fato dela ter nascido na Inglaterra é um mero acidente geográfico corrigido pelo amor.



Como se não bastasse isso, a banda que a acompanhava era de uma eficiência absurda. Eu lembro de uma ducha de chuva lavando as janelas do ônibus onde eu estava uma hora antes. Na Lapa, o Interpol iria tocar com goteiras na cabeça e aquele calabouço sonoro onde as notas têm sido torturadas, chamado Fundição Progresso (e eu espero que desde então tenham melhorado o som por lá, mas no caso do Interpol falo pelo que me disseram). Eu provavelmente teria gostado muito de assisti-los (e pagado bem mais). Mas sou tão grato por ter escolhido Jane Birkin, uma das noites mais especiais (e caóticas, pela chuva) de 2008.



Mas, apesar de maravilhoso, não foi o melhor show do ano. Não sei ainda se falo do melhor logo ou se vou falando do que aconteceu de legal.



Para ler um relato mais completo sobre Jane Birkin no Canecão:
http://lacumbuca.blogspot.com/2008/03/jane-birkin-130308.html

2 comentários:

Matheus Pinheiro disse...

Talvez a noite mais caótica da minha vida: A Mem de Sá encheu, os bares estavam em sua maioria fechados, os taxistas recusavam-se a ir para o subúrbio e o carro da minha carona enguiçou, mas, mesmo assim, o show do Interpol fez tudo isso valer a pena.

Túlio disse...

Achar um taxista naquele dia tava dificil. E eu ainda tinha que aturar a minha mãe :)
Mas valeu a pena mesmo!