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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tiê na Modern Sound (+ Entrevista)

Show de segunda feira passada, assinatura de contrato com a Warner e divulgação do disco novo 'Sweet Jardim'


Foto do MauVal, na sessão que ela fez terça no ronquinha

Tiê é linda. Isso resume muito bem a efeméride que é sua presença em qualquer lugar, seja para gerenciar um brechó, ou apresentar suas canções. Não é só beleza que apavora, seu jeito, olhares e a clareza das composições de fácil identificação. Ainda tem nome de passarinho! Melhor que isso só se gostar de Franz Ferdinand.

A musa só precisou de um violão e a ajuda do parceiro/produtor Plínio Profeta, que a acompanhou nas músicas. O show é muito do que o CD traz, um violão simples com um acompanhamento leve e a voz de Tiê ocupando todos os espaços. Declamava suas canções ao mesmo tempo que prestava atenção no público, numa sintonia que nem o barulho dos talheres de quem jantava por alí conseguia quebrar.

O show traduz a carta de intenções que é o Sweet Jardim, uma simplicidade sedutora, passaporte para uma enxurrada de recordações. Remorso, tristeza, felicidade, saudades... Cada um reage de maneira diferente a voz de Tiê, cada qual com seu momento de reflexão pessoal. Quem não admite a sensibilidade, tarja de 'chato' e sai com emoções trêmulas sobre tudo aquilo que ouviu.

Quando se preparava para cantar uma música em inglês, ela lembra da recente turnê fora do Brasil: "A letra é muito importante para o show, não sabia se eles iam gostar mesmo não entendendo nada. Mas quando cantava em inglês que a reação era diferente, eles davam uns risinhos, 'olha só que bonitinho, ela tá tentando cantar em inglês'". Os não-tupiniquins devem ter se apegado a voz, que dá o melhor caminho entre as melodias até a emoção.

O ponto fraco do show foi a duração. Para completar, eu cheguei atrasado e perdi o inicio... Na tentativa de prolongar o espetáculo eu fiquei mais alguns minutos parados numa das mesas da Modern Sound, até a vergonha cair e eu pegar um guardanapo para fazer uma entrevista (na correria esqueci o meu bloquinho).

O papo foi bem rápido, fazia minhas indagações enquanto ela recebia fãs sedentos por autógrafos. Um dos tópicos foi o fato inusitado, pelo menos para mim, a assinatura de contrato com uma gravadora quando tem gente que paga para ser indie, "Não vejo isso como uma tendência, se o independente cresce é porque as gravadores perderam o poder que tinham. Aqui no Brasil a internet ainda não funciona como lá fora, o brasileiro não tem hábito de comprar música online". Sobre a assinatura do contrato, ela disse que gastou muito dinheiro na produção do disco, sem gás para a divulgação, a gravadora só ajudaria no processo e a colocaria num circuito mais amplo.

Com a proximidade da vinda de outra musa, perguntei sobre Cat Power, "Adoro! Mas não vou poder ir, tenho show marcado " - que é no Cinematheque, aqui no Rio - cometi o furo de dizer que o show carioca seria no dia 17 causei falsa esperança na menina, depois me corrigi, "Um dia depois de SP? Então não dá, tenho um também" (esse em SP). Ótimo que a agenda dela esteja cheia, que tudo ocorra bem e ela tenha verba pra ver a Catinha em Londres.

Perguntei se ela ouvia alguma outra cantora nova, "Tulipa Ruiz, canto com ela as vezes, é muito bom, pode ouvir". Realmente é bom, olhando o MySpace da cantora vi um show dela com Tiê, Tatá Aeroplano e Thiago Pethit! Já tem pauta pro próximo encontro então...

Nossos minutinhos juntos não foram só de perguntas, eu tive que bradar, "Você é muito bonita", recebi um "Obrigado", junto de um sorriso de "o que você quer com isso moleque maldito! Nunca se olhou no espelho!". Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca, quem sabe na próxima? Hahahaha!

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