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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Pré-Carnaval no Rio de Janeiro parte 3: Desce Mas Não Sobe, Imprensa Que Eu Gamo, Grito de Carnaval do Prata Preta, ensaio da Orquestra Voadora





Penúltimo fim de semana antes do Carnaval e as ruas começam a ficar animadas, embora com um pouco menos de opções que se esperava para um pré-carnaval que começou há tento tempo este ano. Bom, chuvas, cancelamentos, tragédias, já comentamos sobre.







Mas quem chegava cedo naquela divisão entre Glória e Catete, era transportado para um mundo onde o carnaval já é uma realidade forte. O Bloco Desce Mas Não Sobe talvez tenha essa preocupação de não causar muitos transtornos nas ladeiras da rua Barão de Guaratiba, ou talvez só quer mesmo que os mais chegados saibam do dia e hora que fazem o seu desfile.







Mudando várias vezes o dia, desta vez escolheram o sábado. E começa em grupos de whatsapp a chegar que o horário era 08:30 na ferente do bar do Zé. Mas a verdade é que desde 7 da manhã já tinha gente chegando e bem antes do horário espalhado o bloco já descia a ladeira para chegar ao local combinado. Todas essas coisas são toleradas provavelmente porque o bloco é bem ensaiado pra caramba e traz um repertório divertido, bem tocado e original.



Cada vez mais se assemelhando a uma playlist de karaokê de boteco, com montes de músicas nacionais e internacionais que todo mundo canta junto, mas em formato de marchinhas e carnaval, só na percussão e sopros. Lulu Santos, Rita Lee, ABBA, Oasis, Claudinho & Bochecha, "Andança", "Aquarela"... Um repertório muito extenso de músicas pop, sem esquecer das marchinhas no começo do cortejo. Inegável que é uma tremenda festa que eles fazem, e desta vez comemorando 10 anos, com direito a "parabéns pra você" e balões com as cores do estandarte do bloco.







A festa incluía ir ao Aterro encontrar e se agrupar os blocos Amigos da Onça e Vamo ET, mas deixei as coreografias e trocadilhos para uma próxima vez e a parada seguinte foi o Imprensa Que Eu Gamo, em Laranjeiras. Um bloco sem segredos que mistura um pouco mais as idades e origens de seus frequentadores. E que, embora peque um pouco na parte sonora, com bateria demorando a se encontrar e o som vindo do caminhão bem embolado, diverte pelas fantasias, como por exemplo um grupo de senhoras vestidas de "vedetes da Ursal" ou algo do gênero, cheias de símbolos comunistas.



Acompanhando com uma colinha, dava para entender todas as alfinetadas & porradas da letra do samba-enredo que eles cantaram na volta que fazem pelo quarteirão, com críticas aos governantes atuais e alertando contra a censura e pela democracia.







Divertido, mas ainda tinha mais bloco para acompanhar. Na dúvida entre o Dali Saiu Mais Cedo realizando um casamento surrealista na Praça Marechal Âncora e o Cordão do Prata Preta realizando seu grito de carnaval, mas não era nem pra ter dúvida, né?







Diferente de anos anteriores, foi uma pré bem tranquila do Prata, talvez com menos gente do que no baile que fizeram uma semana antes no Museu da História e da Cultura Afro-brasileira. Ou seja, deu pra curtir um bloco como há muito não fazia, bebendo e vendo o sol ir embora, primeiro com o baile na rua e mais tarde com o cortejo, aí um pouco mais cheio e naquela velocidade já decantada da banda do Prata, subindo e descendo a ladeira mais próxima da Praça da Harmonia, com marchinhas dominando. Não dá para querer algo melhor da vida.







As condições climáticas no Rio de Janeiro têm sido bastante instáveis nos últimos dias, então o que restou no domingo quando parecia que o tempo estava mais firme (mas não muito), era o ensaio da Orquestra Voadora, que estiveram ensaiando no Méier outro dia e  nas últimas semanas antes do carnaval costuma desfilar por uma parte do Aterro do Flamengo.







Só que depois que eles terminam o ensaio "técnico" e a pista do Aterro é aberta para os carros, é hora da festa. Os músicos que ainda querem se divertir um pouco mais saem pela região tocando um pouco o repertório da Orquestra e um pouco de músicas conhecidas em outros blocos e um outro tanto de marchinhas.






Contornando a Marina da Glória e a Baía de Guanabara até chegar no vão do Museu de Arte Moderna para um versão praticamente punk rock de "Índio Quer Apito", música obrigatória no local pela acústica que proporciona. Indo em direção para a Lapa, uma chuva torrencial para lavar a alma e renovar a vontade para o próximo final de semana e os grandes dias que se aproximam.









Vídeos dos pré-carnaval, incluindo os desse último final de semana, estão sendo compilados aqui:





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