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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Entrevista, Vídeos e Fotos: Silva no Theatro Net Rio (14/04/15)



Bate Papo com Vista pro Mar





Silva é figurinha carimbada aqui no La Cumbuca.  Fomos em diversos shows que o músico fez no Rio de Janeiro.  Recapitulando: no Oi Futuro Ipanema em julho de 2012 (Festival Levada, veja aqui e aqui), em janeiro de 2013 no CCBB (Festival Sai da Rede, veja aqui e aqui), em abril de 2013 novamente no Oi Futuro (Festival Sonoridades, ao lado da Céu e Kassin, veja aqui), em abril de 2013 no Circo Voador (abrindo para Rodrigo Amarante, veja aqui e aqui), em abril de 2014 também no Circo (abrindo para Guilherme Arantes, veja aqui) e em janeiro de 2015 na Praia de Ipanema (Festival Verão Rio, veja aqui).




O músico, que deixou de ser uma revelação há tempos e se firmou como um dos nomes mais talentosos desta nova geração, vem colecionando prêmios e elogios com os dois discos lançados até agora: o dark Claridão (2012) e o solar Vista pro Mar (2014).  No palco do Theatro Net Rio, Silva fez mais um belo show, com direito até a momento acústico (no melhor estilo um banquinho, um violão e bateria eletrônica).  Logo após o fim do show e pouco antes de atender a imensa fila de fãs que o aguardavam lá fora, o músico bateu um papo rápido com o La Cumbuca que você confere aí embaixo.




La Cumbuca:
Você aparenta ser um cara bastante perfeccionista, buscando sempre (pelo menos, nos shows em que estive), transpor o som, cheio de detalhes, do cd para o palco com precisão, mesmo que para isso utilize bases pré-gravadas com instrumentos ao vivo, visando o máximo em qualidade técnica.  O que quero saber é, há muita dificuldade em alcançar essa qualidade em seus shows, tanto no Brasil quanto no exterior?

Silva:
Já tentei fazer de outra forma mas o meu jeito de compor é muito maximalista.   Meu sonho é cada vez mais ser minimalista... porque, por exemplo, quando eu ouço um disco assim, minimalista, ele me pega muito mais do que um cheio de detalhes.  Só que eu tenho a possibilidade de fazer diversas coisas no estúdio, então eu aproveito.  Mas acho que no meu processo de maturidade musical, até mesmo no palco, daqui pra frente, fazendo mais e mais shows, a minha intenção é ser mais minimalista

La Cumbuca: 
Até mesmo pela praticidade.

Silva:
Sim, claro.  A gente mora em um país que é difícil essa coisa da turnê, de levar os equipamentos, tudo é muito caro, transporte etc., e isso inviabiliza muito.  Por exemplo, eu não me apresentei no Nordeste até hoje por causa disso, porque fica muito caro.  Eu me preocupo bastante com isso. Então, hoje, essa é a forma que eu encontrei de fazer um show parecido com o disco, que é de usar algumas bases e a gente tocar um monte de coisas que conseguirmos para não ficar um playback completo.




La Cumbuca:
Você fez shows em lugares pequenos (Oi Futuro, CCBB, SESC) e festivais (SónarLollapaloooza, Rock in Rio Lisboa).  Qual a sua preferência, baseado no estilo de som que você faz?  Você sente muita diferença entre público grande e pequeno?

Silva:
Nem tanto.  O que eu tenho alguma dificuldade mesmo é com o lance de ter pessoas sentadas.   Não que meu show seja um show de balada mas as músicas por mais lentas que sejam, downtempo até, vejo todo mundo sentado e me incomoda um pouco.  Até percebo muita gente dançando nas cadeiras. Mas faz parte.  Inclusive, acho que aqui foi um dos melhores lugares e com a melhor acústica que já toquei, a acústica é muito privilegiada, é um local bom para gravar, para fazer um registro.  Foi aqui que a Gal Costa gravou o dvd?

La Cumbuca:
Sim, aliás, eu vim na gravação.




La Cumbuca:
Nos shows, sempre achei interessante o contraste entre você e o Hugo Coutinho.   Enquanto você está ali, concentrado, mais contido, mais suave, o Hugo está lá, espancando os pratos e os bumbos e fazendo uma barulheira que combina até com os momentos mais tranquilos do seu show.  Como se deu esse encontro entre vocês dois?

Silva:
Foi mais por necessidade.   Em 2011, quando eu lancei o meu primeiro EP, o pessoal do “Experimente” (do Multishow) me chamou para tocar e para mim, que vim do nada, que sou um cara de Vitória, uma cidade pequena, ir me apresentar na televisão era o máximo.  Fiquei super honrado mas ao mesmo tempo em que o convite foi incrível também foi assustador porque eu não tinha planos, não tinha nada.   E eu conheço o Hugo desde pequeno.   Ele foi aluno da minha mãe.  Minha mãe é bem religiosa e ele frequentava a igreja que ela frequentava, os pais dele também iam, ele chegou a tocar em igreja.  A gente se formou na mesma faculdade de música (a Universidade de Música do Espírito Santo).   Então sempre fomos amigos.   E ele sempre foi a minha primeira opção desde quando falei que ia tocar ao vivo, já chamei logo o Hugo.

La Cumbuca:
E agora tem mais um...

Silva:
Sim, o Rodolfo, na guitarra e no synth. Ele já é um músico conhecido e é uma honra muito grande tê-lo no palco comigo.





Coincidentemente, a conversa acabou girando em torno do tema "shows", talvez influenciado pelas várias apresentações que vimos do Silva até agora.


E, falando em show, vejam 11 vídeos que gravei:







Ou clique aqui.



Lista de Músicas:



- 2012 / Disco Novo

- Entardecer

- Mais Feliz

- Volta

- Cansei

- Um Girassol da Cor de Seu Cabelo

- Okinawa

- Claridão

- 12 de Maio

- A Visita

- Janeiro (encerramento do show)


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