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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Festival Multiplicidade: fotos e 3 vídeos de Gabriel Muzak





No último final de semana aconteceu uma celebração especial da décima-primeira edição do Festival Multiplicidade, que traz todo ano por várias semanas aleatórias atrações interessantíssimas e de vanguarda para o Oi Futuro Flamengo. Desde 2013 que no final do ano acontece uma expansão da Multiplicidade para outros lugares como o Parque Lage e o Planetário da Gávea, utilizando-os para ampliar percepções espaciais e sonoras.



Com a chuva que caía, ficamos menos preocupados com a parte visual e fomos conferir Gabriel Muzak dentro do Parque Lage no sábado.








Acompanhado apenas do percussionista Sandro Lustosa, Muzak aproveitou a proposta audiovisual do festival para mostrar algumas músicas do Imageria Rolo 1, sua compilação de trabalhos feitos para trilhas sonoras de filmes. Mas não faltaram também músicas de seus discos anteriores, em versões por vezes bem diferentes do que costumam ser com uma banda completa.








As música tiveram a alta qualidade de sempre e as bases eletrônicas criadas para dar sustento ao formato guitarra e percussão eram boas, mas talvez Muzak se beneficiasse se tivesse um terceiro elemento pelo menos para operar os botões eletrônicos, já que soltar base, tocar guitarra, cantar e tocar flauta quase ao mesmo tempo se mostrou uma tarefa complicada às vezes. Um autêntico "assobiar e chupar cana" que mesmo com dificuldade arrancou aplausos do público que encheu o salão nobre do Parque Lage.








Depois seria a vez de Plínio Profeta também mostrar músicas de trilhas sonoras que fez. Assim como Muzak, talvez fosse mais interessante mostrar cenas de alguns desses filmes, mas esta cumbuca acredita que faltou celebrar os 20 anos de "Eliane Galileu"! (ok, talvez não)



Em volta da piscina o DJ/produtor dinamarquês Rumpistol fazia um set muito legal de música eletrônica, tão legal que até mesmo esta cumbuca (tô exagerando nessas de "esta cumbuca"? comente) achou bom! Como o conhecimento sobre música eletrônica dentro da corporação La Cumbuca não é muito grande, classificaria como um "heavy lounge", cheio de batidas quebradas sutis e surpreendentes, que fizeram alguns se arriscarem a dançar no meio da chuva mesmo.




Em outra área do Parque aconteceu a apresentação da Orquestra Vermelha.








Que não é orquestra e é só vermelha no começo. Ao vivo é só um cara, o guitarrista Matheus Leston, em frente a uma tela que a cada música vai mudando de cor. Nas outras telas estão gravações de outros músicos. Todos estão mostrando somente suas respectivas silhuetas. A guitarra de Matheus em nenhum momento se sobressai em relação aos outros instrumentos. Não achou interessante ouvir um guitarrista interagindo com uma base pré-gravada?









Pois o negócio é espetacular. Principalmente porque o som é muito bem gravado, instrumentais que transitam entre porradas com um ou outro momento mais delicado, trazidos por guitarra, baixo, bateria, piano, teclado, sopro e vocalizações que vão se alternando nas telas a cada música.




Mas tem várias ótimas sacadas durante a performance, imagens entrando em loop, intervenções eletrônicas e as imagens dos músicos sumindo e surgindo, um ótimo e inesperado espetáculo audiovisual que fez jus a sua presença em um festival como o Multiplicidade.








Algumas outras fotos tiradas por Dine Araújo podem ser vistas aqui.




Vídeos de Gabriel Muzak podem ser vistos aqui ou clicando abaixo:



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