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terça-feira, 26 de junho de 2012

Mahmundi no Circo Voador (24/06/12)

Mahmundi - 24/06/12




No Rio de Janeiro, acho que mesmo quem não é da cidade sabe bem, temos esse problema dos horários dos shows serem uma incógnita completa, às vezes até mesmo para o artista. É como se a decisão coubesse ao feeling do momento.




Já esperei horas e já até mesmo perdi shows inteiros ou desisti de ir por não saber que horas começa uma apresentação. No caso de um artista iniciante e ainda com um repertório muito, mas muito curto mesmo, isso pode ser fatal. Pelo que entendi, assisti a mais ou menos metade do show da Mahmundi no Circo Voador no domingo. O que significou ter assistido a umas quatro músicas e perdido umas outras quatro? Enfim, como se avaliar um show ou uma artista no que é praticamente um pocket show, e ainda pela metade?



Mahmundi - 24/06/12




Uma vez eu ouvi no rádio o Marcelo Nova do Camisa de Vênus contando uma história sobre Chuck Berry. Que ele foi tocar num lugar e depois de 20 minutos saiu e estava indo embora, para desespero do produtor, que pedia para voltar porque as pessoas não pagaram para ouvir só 20 minutos de música. O que Chuck Berry respondeu: "Mas eles não tiveram 20 minutos de música, tiveram 20 minutos de Chuck Berry", e foi embora. Talvez essa história tenha sido com o Jerry Lee Lewis. Talvez eu tenha inventado.




Outra história que eu não sei se é verdade ou a imaginei é sobre os shows do Jesus and Mary Chain no começo de carreira serem um verdadeiro pandemônio e não durarem mais do que 15 minutos e mesmo assim, ou exatamente por isso, mais e mais pessoas quererem vê-los. Hã, vejo agora que essa história tem algum fundamento.



Mahmundi - 24/06/12




Bem, Marcela Vale, a garota que lidera, ou é, o Mahmundi, ainda não é o Chuck Berry, o Jerry Lee Lewis, ou os irmãos Reid. Mas tem um pequeno punhado de canções que escondem um ou outro tesouro. Enquanto uma música carece de algo mais do que marcação de palmas e teclados etéreos (o nome da música é "Leve"?), dá para ver em "#89 {Felicidade}" e "Calor do Amor" uma maturidade muito grande que justifica a expectativa que tem gerado em vários blogs de música indie, e até mesmo justifica que um show seja feito mesmo que o número de músicas a serem apresentadas não passe de um dígito.








Muito além de montes de timbres oitentistas e referências, hum, dezistas? (XX, James Blake, além de toda essa sonoridade que sei lá eu porque é chamada de chillwave), o trio de guitarra, baixo e muitos teclados, pedais de loops e efeitos, serve como um pano de fundo sonoro bem atual para algo permanente, que são as boas canções de Mahmundi, mesmo que ainda sejam tão poucas. Que os próximos shows sejam em um horário mais definido... e duradouro, pelo menos. O pouco que foi valeu a pena.

Um comentário:

Letz disse...

Estive no Circo no mesmo dia e adorei o show. Foi o meu primeiro contato com a banda. Fiquei para conferir por dica de uma amiga e já indiquei o EP. A versão da Rita Lee é ótima e foi uma pena não terem tido tempo para emendar o 2º bis. De cara eu simpatizei com Desaguar, Calor do Amor e Fotografe. Não sei se a voz natural da cantora possui aquela leve rouquidão apresentada ao vivo, mas deu um charme a mais. Veio em mente muitas (e boas) referências durante o show e espero que continuem mandando ver. Quero assistir de novo e dessa vez levarei os amigos! :}
Abs,