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terça-feira, 19 de junho de 2012

Campanha por Tame Impala no Imperator traz esperança para Zona Norte e subúrbio do Rio




O Queremos volta e meia é assunto aqui (1 2 3 4 e por aí vai), com seus shows que dependem do cachê para a banda estar garantido previamente, conseguido através de cotas entre o público, para que aconteçam.



Motivado pelo fato de muitos produtores de shows considerarem o Rio uma cidade deficitária, já que na cidade, estranhamente, o público que gosta de música não é telepata para descobrir sem um mínimo de divulgação que alguma banda vai se apresentar por aqui, o Queremos tem esse lado bem positivo de nos dar a oportunidade de assistir bandas que talvez não viessem à cidade, ou viriam em um esquema bem pior do que o proposto pelos organizadores da iniciativa. São os casos de LCD Soundsystem, Thurston Moore, Mogwai, Metronomy, Chromeo... Já são dezenas os exemplos.




Por outro lado, considero a divulgação bem tímida, a cargo basicamente da internet e da esperança de os compradores-cotistas de ingressos iniciarem uma campanha boca-a-boca que alcance um número suficiente de pessoas para que a casa fique cheia. Algo fácil num caso de um Belle & Sebastian ou dos Paralamas do Sucesso tocando o disco Selvagem? na íntegra, mas mais complicado se os nomes são as pouco conhecidas e maravilhosas meninas do Warpaint (um dos melhores de 2011 na minha lista) ou o James Blake num dia de chuva. E isso com a certeza prévia do cachê pago através das cotas.





Essa é uma reserva que eu tenho ao grande e importantíssimo trabalho que o pessoal do Queremos tem feito, e que talvez um dia eu elabore melhor. Mas aí chega essa notícia da reabertura do Imperator, antiga casa de show do Méier, agora com o nome de Centro Cultural João Nogueira. A programação do novo Imperator tá aí do lado na nossa agenda, e por enquanto, está bem sofrível. Mas uma atração internacional, o Tame Impala, vai tocar dia 16 de agosto lá justamente graças ao Queremos, que deixa um pouquinho a Lapa e a tradicional parceria com o Circo Voador para ir para a Zona Norte do Rio de Janeiro.




Lugares relegados ao esquecimento quando o assunto é cultura - e não precisa ser show gringo indie não, pode ser qualquer manifestação artística - a zona norte, oeste e o subúrbio carioca têm grandes contigentes de fãs de música que simplesmente abdicaram de assistir apresentações que acontecem em geral na lapa e na zona sul (ou pior, na Barra...) em horários que varam madrugada afora por preços pouco convidativos.




Quando acontece qualquer coisa, como um Stanley Jordan nas lonas culturais de Jacarepaguá e Vista Alegre, a resposta em termos de presença e empolgação indicam que as pessoas só querem ter uma oportunidade para um pouco mais de cultura do que a televisão oferece.




Acho o Tame Impala bem marromenos, mas é um começo promissor para uma casa que já abrigou shows dos Beastie Boys e Bob Dylan.




E o melhor de tudo, os preços estão ótimos: 140 reais para quem quiser comprar a cota, garantir o show e, talvez, receber até mesmo o dinheiro de volta, dependendo das vendas depois (e é aí que eu acho que a divulgação não devia ser só dos cotistas) e 40 reais a meia-entrada. Com um preço desses e tendo a oportunidade de conhecer o Imperator, já que nunca tinha em show lá antes de fechar, me dá até vontade de ver se ao vivo o Tame Impala (me) convence. Essa até que é legal.










Para comprar as cotas, se ainda sobrou alguma, vá até o site do Queremos.

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