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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

5 Melhores Discos Internacionais de 2019, por Otaner





Estamos chegando ao fim de janeiro de 2020, mas acho que ainda vale indicar para os amigos que esbarram no La Cumbuca o que mais me interessou na música feita ano passado, através dessas listas de discos. Como sempre, a divisão nacional / internacional é porque no fim das contas a gente consegue prestar muito mais atenção no que é feito no Brasil, enquanto o recorte do que é feito no resto do mundo provavelmente não reflete o melhor produzido por aí, falo isso há dez anos! (e nossa, Black Keys melhor que o terceiro do LCD, Otaner? tsc tsc)



Do que consegui ouvir, não acho que tenha sido um ano particularmente especial no quesito discos produzidos lá fora. Entendo aqui disco como algo completo, da primeira à última faixa. Música boa tem ao monte, agora um trabalho que tenha me agradado de ponta a ponta não encontrei tantos assim. E de qualquer jeito daria para indicar mais do que cinco discos dentre os perto de duzentos que ouvi. The National e Wilco mantiveram o padrão que exibiram durante toda a década e quem já gosta acho que tem pouco para reclamar deles. Na seara do pós-punk (ou pós-pós-punk ou pós-punk-na-linha-do-The-Fall) que tanto me agradou ano passado, tivemos o Black Midi beliscando meu top 5.



A música africana, particularmente a música tuaregue, guitarras no deserto, etc, que também é sempre objeto de apreço aqui, tivemos Mdou Moctar (Ilana: The Creator) e os reis Tinariwen (Amadjar) com obras boas de ouvir do começo ao fim. Indiezada velha tipo Sebadoh (Act Surprised) e Guided By Voices (Zeppelin Over China) fizeram boa companhia aos ouvidos. Mas no fim das contas fechei meus cinco preferidos com os álbuns abaixo.






05
Angélique Kidjo - Celia







04
The Specials - Encore







03
Fontaines D.C. - Dogrel







02
Purple Mountains - Purple Mountains







01
Michael Kiwanuka - Kiwanuka






A cantora Angélique Kidjo já tinha surpreendido ano passado com a reinterpretação original que fez do disco Remain In Light, do Talking Heads. Desta vez faz algo totalmente diferente, chacoalhando o repertório da cantora cubana Celia Cruz, com participações do baterista Tony Allen e do Sons of Kemet. E o resultado consegue ser ainda melhor. The Specials conseguiu chegar o mais perto possível da formação original (mas sem Jerry Dammers e Neville Staple) para apresentar um álbum que remete ao Specials do passado sem soar saudosista demais.



O Fontaines D.C. é o meu pós punk preferido de 2019, com aqueles toques de Mark E. Smith, mas com vontade de alcançar o mundo (em vez de só brigar com o mundo), e me parece que estão num bom caminho pra isso. Purple Mountains é lindo demais, a despedida do planeta deixada por David Berman, do Silver Jews. E Michael Kiwanuka sobe alguns degrauzinhos em relação ao disco anterior, Love & Hate (2016), que tinha algumas músicas espetaculares, mas com Kiwanuka é que ele traz um disco com consistência, pra ouvir até o final e botar pra ouvir de novo.



Próximo: 5 Melhores Discos Nacionais de 2019

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