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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

5 Melhores Shows Internacionais de 2019, por Otaner




As listas mais legais de fazer são as de shows. Por ser uma oportunidade de olhar para aqueles momentos em que a música está viva na sua frente, explodindo em caixas de som prestes a trincar ou ressoando pela noite para uma comunhão com milhares de pessoas. Seja como for, a percepção de um show especial é ainda mais particular do que ouvir um disco, mas através dessas listas temos mais uma forma de preservar aquilo que guardado apenas na memória vai se dissipando até desvanecer.



E também é por isso que a lista de shows gringos do ano vale a pena ser feita mesmo que o total utilizado para o ranqueamento não seja tão expressivo. E mesmo assim não coube todo mundo que trouxe emoção a nossas vidas em 2019. Logo no começo de janeiro o Built to Spill tocou em Madureira (com Lê Almeida e sua gangue de banda de apoio e partiram junto para uma turnê mundial!) e não entra no Top 5, mas foi memorável e vale a menção.



O Queremos mais uma vez é a salvação da lavoura e pude ver boas apresentações de José Gonzalez, Hiatus Kayote e Khruangbin, além de uma das atrações aí nos 5 mais. Tive a graça de ir no Lollapalooza da Argentina e lá se destacaram uma favorita minha, a Juana Molina, mesmo com alguns desencontros entre tantos pedais de loop, enquanto Fito Paez fazia punks, idosos e crianças cantarem seu repertório de hits que qualquer argentino sabe de cor e isso é algo que dificilmente esquecerei.



St Vincent acompanhada só da própria guitarra e com bases pré-gravadas foi bem aquém do que poderia entregar, mas Arctic Monkeys encerrou bem aquela noite e poderia estar no Top 5. Só que um festival no Rio, com todos os defeitos que tem, conseguiu emplacar dois nomes abaixo.



05
King Crimson
Rock in Rio - 06/10/2019










04
Amadou & Mariam
Festival Mimo - 30/11/2019











03
Weezer
Rock in Rio - 28/10/2019











02
Kamasi Washington
Circo Voador/Queremos - 23/03/2019











01
Patti Smith
Popload Social - São Paulo - 16/11/2019






O King Crimson enfrentou um desafio dentro da falta de noção do RiR 2019, um festival que melhora cada vez mais em infraestrutura e logística, tem dinheiro a rodo para contratar quem quiser, mas derrapa no que deveria ser o mais básico que é a música. O grupo de Robert Fripp estava fazendo uma turnê mundial, tocando por mais ou menos três horas um repertório especial. No Rock in Rio foram obrigados a encurtar para uma hora de show. No fim das contas foi dentro da adversidade que eles fecharam um setlist excelente, mesmo que curto para os fãs da banda.



E fã é sempre complicado, né. Que o diga esta cumbuca, que perdoa os covers de festinha do Weezer no mesmo Rock in Rio, primeira vez deles no Rio de Janeiro. Pior: nenhuma música do disco Pinkerton! Só que ao mesmo tempo foram sete do blue album. E acabou que as versões de A-Ha, Toto e Nirvana encaixaram bem para aquele público enorme que pouco conhecia as músicas de Rivers Cuomo. Aquela vez em Curitiba é um dos shows da vida. Se esse dia na "cidade do rock" não chega aos pés, pelo menos entulha de bons momentos minha memória.



Perdi incontáveis vezes Amadou & Mariam no Rio até que o Mimo me deu mais uma chance de ver a dupla de cegos vindos do Mali que transbordaram de música boa uma Fundição Progresso que naquela hora estava com o som excelente, coisa rara para a casa, dentro do sempre bom Festival Mimo. Kamasi Washington foi aquela atração do Queremos que falei acima, e que monstro que é ele e a banda que trouxe, jazz com uma intensidade absurda.



Se o criticável Rock in Rio e o Lollapalooza Argentina fizeram bem, o Popload Festival em São Paulo ficou um pouco atrás por filas inexplicáveis para o banheiro e praticamente um crime a completa ausência de som para a atração principal, Patti Smith, maculando um belo dia onde até o Hot Chip foi divertido e os maiores destaques acabaram sendo The Raconteurs e Cansei de Ser Sexy. Mas no dia seguinte tudo foi perdoado com Patti Smith de única atração no Auditório Simón Bolívar, dentro do Memorial da América Latina. Já havia me debulhado em lágrimas em situação semelhante alguns anos atrás no auditório dentro do Primavera Sound em Barcelona, e o repeteco, se não supera a primeira vez, tem a vantagem de poder sair de lá dividindo as experiências ao lado de vários amigos que esta cumbuca foi adquirindo ao longo de tantos anos de shows, e isso no fim é o melhor de tudo.



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