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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lançamentos Nacionais de 2010 - Parte 08

| 2 comentários
Tulipa Ruiz - Efêmera


01. Efêmera
02. Pontual
03. Do Amor
04. Pedrinho
05. A Ordem das Árvores
06. Sushi
07. Brocal Dourado
08. Aqui
09. Às Vezes
10. Da Menina
11. Só Sei Dançar com Você

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Don Robalo - Singles Volume 1


01. Canção de Vida Própria
02. Deixe Isso Pra Trás
03. Sábio da Montanha
04. Não Quer Dizer Nada
05. Feliz Natal (Hoje não é dia de ficar de mal)

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Fino Coletivo - Copacabana


01. Batida de trovão
02. A coisa mais linda do mundo
03. Ai de mim
04. Doce em Madri
05. Fidelidade
06. Bravo mar
07. Minha menina bonita
08. Beijou você
09. Abalando geral
10. Swing de Campo Grande
11. Nhem nhem nhem
12. Se vacilar o jacaré abraça
13. Velho dia
14. Amor meu

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MVBill - Causa e Efeito


01. Causa E Efeito
02. O Bonde Não Para (Part. Kmila)
03. Mulheres...
04. Cidadão Refém (Part. Chorão)
05. Liberte-se
06. Transformação (Part. Chuck D)
07. Estilo Vagabundo 2
08. Amor Bandido
09. Kmila CDD Apresentado Kmila
10. Sou Eu
11. Corrente
12. Tem Que Ser Guerreiro
13. Estilo Vagabundo (Verbalize Mix)

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Guizado - Calavera



01. Amplidão
02. Asfalto Quente
03. Girando
04. A Emanação Dos Sonhos
05. Mais Além
06. Rolê Beleza
07. O Marisco
08. Skate Phaser
09. Calavera
10. Vendaval
11. Wow

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Brasov, Lafayette e outros tocando Rita Lee no Som Brasil

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A Globo não é a minha emissora preferida, mas quando ela quer, ela acerta. O especial 'Som Brasil' figura na lista de feitos improváveis da emissora, que faz questão de esconder num horário pornográfico uma de suas pérolas. A última edição homenageou Rita Lee, foram convidados Brasov, Lafayette e os Tremendões, Tiê e Pitty.



Eu soube disso pelo twitter de alguém, que postou esse vídeo memorável do Brasov interpretando 'Jardins da Babilonia'. Agora bem que podia rolar um convite para Daniel Vasques e cia. figurarem na banda do Faustão!

Bacana demais ver artistas como Brasov, Tremendões e Tiê com tanto espaço na emissora, mesmo com o horário ruim e sem um repertório autoral. Sempre tem alguém que abre o olho e se junta ao grupinho que circula pelas casas tomadas por esses artistas que não fazem parte do primeiro plano da música pop (falo em termo de popularidade, não qualidade).



Você pode assistir tudo no YouTube ou pelo site da Globo, todos os vídeos estão lá. Aproveite para ver as edições passadas, tem Arnaldo, Céu, Móveis e muita gente fina.

domingo, 30 de maio de 2010

A Cena Independente BR em 2010

| 5 comentários
Um roteiro para tentar entender o que estão falando por aí sobre bandas e festivais.

Desde o começo do ano estão rolando discussões acaloradas dentro da internet sobre o atual modelo de festivais de bandas independentes, que têm se fortalecido e, hoje em dia, possuem uma visibilidade maior do que "grandes" gravadoras. Pelo menos é isso que muitos artistas, produtores culturais e jornalistas estão demonstrando. Abaixo, alguns links com os sites onde alguns dos principais personagens dessa história expõem suas opiniões.




11 de janeiro de 2010 - O Inimigo
http://www.oinimigo.com/blog/?p=3634


Pablo Capilé,
falando sobre panelinhas
Tem uma tríade aí que delimita essa coisa da banda e do festival: o público, o jornalista e o produtor. O público satisfeito com aquilo que está vendo, o jornalista que é o juiz dessa história, e o produtor é o que tem menos poder no fim da história. Se o cara tentar emplacar uma banda dele durante um ano e ela for ruim, no outro ano não anda para lugar nenhum.



E como fluiu esse diálogo com as majors?

Foi um diálogo muito mais interessante do que eu imaginava. Eu esperava mais resistência de ambos os lados, mas a gente viu que todo mundo está disposto a entender que não adianta tensionar apenas para um lado, senão a gente não arranja pactos comuns. É óbvio que em questões específicas, determinados movimentos acreditam naquilo e ponto. Enquanto o Fora do Eixo e o Música Para Baixar são intransigentes em relação ao jabá, outras entidades entendem que eles precisam legalizar a iniciativa. Então precisa achar um meio disso, uma revisão do direito autoral, uma repactuação com as emissoras de rádio comerciais e as públicas. Então a gente tenta escoar em outros debates que estão acontecendo no país algumas situações que não vão chegar a consenso. Eu respeito muito quem é intransigente com seus princípios, mas com as propostas e construções conjuntas, o processo de coalizão é sempre muito mais bacana.



E aqui a parte que de certa forma desencadeou a discussão que começou a surgir:

A gente sempre questiona muito porque as bandas daqui não vão mais ao Centro Oeste, ao Sudeste. Há uma pressão de vocês, do Circuito Fora do Eixo, para as bandas daqui “descerem” mais?

É um caminho conjunto. Não adianta ter a plataforma se a banda não tem força de vontade. Vamos pegar os exemplos locais, de Natal. Você pega o Camarones e o Sinks, um tempo atrás. O tempo todo tocando, articulando shows, rotas para se apresentar, chegando até aos produtores e não esperando que a coisa caísse do céu. Só que a grande parte das bandas do Nordeste ou só tocam na região ou no máximo vão até São Paulo. A dificuldade está muito mais no hábito de achar que é muito difícil, que não vai dar. Eu sempre faço essa crítica as bandas do Recife. Agora que a gente percebe o AMP circulando mais. O Sweet Fanny Adams tentando circular um pouco mais. Tem banda de Recife muito bacana, com mais tempo de estrada que o Macaco Bong, e o Macaco Bong já tocou em 23 estados. Nessa mesma perspectiva, Cuiabá também é tão longe quanto é Natal. Só que o Macaco Bong se preocupa em fazer um planejamento. Comprar passagens aéreas em promoção, acrescentar outros trabalhos além do show para sensibilizar o contratante. Muita banda ainda não saiu do sistema analógico. Se alguma banda falar que não tem condição de ser do tamanho do Macaco Bong, se mata. É uma banda muito bacana do cenário independente, mas que aqui em Natal tem público de 80 pessoas. É um público conquistado no laço. Em pegar e-mail após o show, em participar da comunidade e conversar com o público, em avisar quando vai voltar a cidade, em sempre cavar matérias bacanas, se bancar para ir a shows legais. E entender os festivais mais como mostra do que como plano de sustentabilidade financeira. Eu sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas. Festival é uma mostra. É entender que uma banda só vai ter um público de 6000, 7000 pessoas em Cuiabá no Festival Calango. Se a banda não entender que o principal lastro dela é público, se mata também. Tem um exemplo forte disso que é o Cidadão Instigado. O Cidadão Instigado vai numa revista e fala que a ABRAFIN é uma máfia. Só que o Cidadão está acostumado com o padrão SESC de cachê. Aí acredita que aquilo que o SESC banca para ele, é o que ele tem que receber. Só que lá em Cuiabá o Cidadão Instigado não leva 30 pessoas. Essas 30 pessoas pagando R$ 20.0 dá R$ 600.00. E o meu festival é praticamente gratuito. Mas se pagassem R$ 20.00, dava R$ 600.00. Aí a gente triplica isso pelo valor agregado, a banda esteticamente é bacana. Então além da bilheteria, vamos dar uma triplicada nisso aí. Dá R$ 1.800,00. Só de cachê o cara me pede R$ 4.000,00. Então só de cachê saímos em um déficit de R$ 2.200,00, sem contar as passagens. Então se ele não consegue equilibrar isso, entender que o festival forma público e que para ele voltar e ter público teve que construir esse lastro, fica difícil estabelecer uma negociação.



Como Capilé comentou sobre a declaração de Fernando Catatau, líder do Cidadão Instigado, vamos fazer um flashback:

Setembro de 2009 - Rolling Stone Brasil
http://www.rollingstone.com.br/edicoes/36/textos/cidadao-independente

Mas, pra quem pensa que os festivais independentes serão o foco, o Cidadão mostra seu lado indignado: "Acho esses festivais e a entidade que os organiza [Abrafin] uma máfia. São sempre as mesmas bandas e toda vez que nos chamam é pra fazer show quase de graça. Não tenho mais idade pra desvalorizar a minha música. Até brincamos entre a gente que vamos fazer a Abramim - Associação Brasileira dos Músicos Independentes".



Enquanto a discussão esquentava através da seção de comentários da entrevista de Pablo Capilé até meados de fevereiro, na mesma época surgiu um portal dedicado a falar sobre os festivais independentes e as bandas que mais participam desse circuito. Criado por Anderson Foca, responsável também pelo festival DoSol, de Natal, o Nagulha mostrava suas intenções logo nos primeiros textos.


22 de fevereiro de 2010 - Portal Nagulha

http://nagulha.com.br/circuito-de-festivais-independentes-no-brasil

Foi-se o tempo em que os festivais independentes de rock espalhados pelo Brasil eram uma trincheira de resistência adolescente local, cheios de bandas obscuras e movidos a rock barulhento e testosterona esguichando. Tudo bem, ainda há esses festivais “machos”, dos quais o veterano Goiânia Noise, que chegou em novembro à sua 15ª edição, ainda é o melhor exemplo - apesar do notável amadurecimento. O fato é que o circuito de festivais têm se transformado aos poucos em um roteiro variado e inteligente, com uma produção profissional e esmerada, e também um celeiro das melhores bandas do Brasil.



http://nagulha.com.br/portal-nagulha-surge-para-mostrar-a-nova-musica-brasileira

Iniciativa do circuito Fora do Eixo, que reúne coletivos culturais de todo o país, o Nagulha quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil.



E alguns dias depois ressurge o site Laboratório Pop, do Rio de Janeiro, com forte ligação ao Festival Mada, também de Natal, assim como o Festival DoSol e o site O Inimigo. Mas em vez de elogios, este traz pesadas críticas e acusações aos festivais independentes e seus produtores. O alvo principal das reportagens costuma ser o movimento Fora do Eixo de Pablo Capilé.



começo de março de 2010 - Portal Laboratório Pop



http://www.laboratoriopop.com.br/combustao/o-racha-dos-indies/6

Os independentes estão oficialmente rachados. Criada em 2005, a Abrafin surgiu como organizadora dos eventos de música no Brasil, ganhou o apoio dos grandes, como Abril Pro Rock (Recife), Mada (Natal), Porão do Rock (Brasília) e Eletronika (Belo Horizonte), embora sua influência nunca tenha chegado a Rio e a São Paulo. Hoje inchado (contabiliza-se 44 festivais, a maioria sem expressão e com pouco público), a associação, que se move entre Goiânia e Cuiabá, está sendo duramente contestada. É acusada de favorecimento a festivais de amigos para permanecer no poder, de fazer listas negras com bandas que se recusam a tocar nos eventos de seus diretores e agora estão no centro da maior das polêmicas: uma verba de R$ 10 milhões que estaria sendo negociada com a Funarte, cuja divisão ainda não foi definida. Já se fala nos corredores até em desfiliação dos grandes em retaliação às manobras da entidade, o que a enfraqueceria.

(...)

Discussões públicas numa lista fechada na internet mostram o nível de divergência de seus associados. Criador do festival Eletronika (Belo Horizonte/MG), diretor regional da Abrafin e empresário da banda mineira Pato Fu, Aluizer Malab anunciou sua saída da entidade na própria lista na semana passada. Ao LABORATÓRIO POP, lamenta que o nome Fora do Eixo apareça bem mais do que o da própria Abrafin em algumas empreitadas. "Entidades podem colaborar umas com as outras, mas nem todos os que estão na Abrafin são Fora do Eixo. Quando começa a haver uma unificação dentro da entidade não acho saudável, em alguns momentos os interesses se confundem", afirma Malab. "Essa estrutura de só se voltar para a articulação política não dá. Não dá para ter essa lógica de trabalho, do ofício pelo ofício".


http://www.laboratoriopop.com.br/combustao/abrafin-no-foco/8

http://www.laboratoriopop.com.br/combustao/abrafin-no-foco/9

Mario Marques

Sou do tempo em que festivais independentes eram independentes mesmo. Uma época em que tudo que eles queriam era, ora bolas, serem dependentes. De patrocínio, de apoio, de verba. Claramente, sem delongas. Nada de blá blá blás. Nos anos 90, empunhei meu bloquinho pelos principais – e ainda hoje são os principais. Abril Pro Rock (Recife), Mada (Natal), Humaitá Pra Peixe (RJ) e Porão do Rock (BSB).
(...)
Isso foi no tempo em que não existiam Pablo Capilé - rapaz politizado que conheci nos bastidores do Mada e do Porão do Rock no começo dos anos 2000 aprendendo como se fazia aquilo tudo – e Fabricio Nobre – esse eu nunca ouvira falar. Foi importante a chegada desses rapazes, sim senhor. Eles pegaram o rabo do bicho e criaram regras para a coisa andar. E andou. E imagino que, adeptos de debates longos em listas pela internet, defensores de uma chatíssima tese de cadeia produtiva, ambos não queiram, como Hugo Chávez, se perpetuar no poder, né? (Vamos ver no fim do ano). A Abrafin não tem nenhuma reverberação. Isso é um fato. Não se pode, numa doce ilusão indie, afirmar que Goiânia Noise ou Bananada sejam relevantes para o crescimento de qualquer cena brasileira. Absolutamente não são.


http://www.laboratoriopop.com.br/combustao/abrafin-no-foco/13


Em abril o palco da discussão se desloca (ainda que tudo virtualmente) para São Paulo, através do site Scream & Yell do volta-e-meia-mencionado-aqui Marcelo Costa. Primeiro com uma entrevista antológica feita com Romulo Fróes, outro nome habitual no La Cumbuca. A entrevista dele toda é obrigatória pra quem quer entender um pouco sobre o que está acontecendo na música (e alguns comentários também), mas separei abaixo o trecho que tem mais relação com os textos anteriores.

Primeiro de abril de 2010 - Site Scream & Yell

Entrevistão com Romulo Fróes
http://screamyell.com.br/site/2010/04/01/entrevista-do-mes-romulo-froes

Você nunca pensou em tocar nos festivais ao redor do país?
Você tem que pagar. É simples assim. Não estou nem criticando, as regras são claras. Ano passado eu tive um probleminha com o Fabrício (Nobre), que sempre falava em entrevista que me adorava, e é verdade, ele gosta mesmo. Fui falar com ele pra eu tocar, e ele perguntou se eu tava a fim mesmo e sabia como era o esquema. Então ele me escalou pro Bananada (em Goiânia), e me mandou um e-mail longo dizendo o que eles não davam, que é nada. Basicamente era um cachorro quente e um translado. Mas era claro o e-mail dele, e eu não entendi, achei que nada não incluía a passagem. Então combinei cachê com a minha banda. Eu ia perder mil reais, dar R$ 300 pra cada um mais um rango que eu ia pagar pra eles, mas ia tocar no Bananada. Massa. Falei com o Curumin e ele perguntou: “Os caras vão dar passagem? Pra mim não deram”. Falei com o Tatá e a mesma coisa. Falei com o Bubu e a mesma coisa. Só então me liguei que tinha entendido errado. Voltei no e-mail e estava lá em maiúscula. Liguei pro Fabrício e pedi desculpa, não dava pros caras irem de ônibus, disse que entendia eles não terem dinheiro, mas pedi o da passagem. Ele me disse que não podia e arrematou: “Mas está claro no e-mail?”. “Está claro, super claro, mas eu não entendi”. Pior é que saiu na revista Bravo que eu ia tocar. Não fico puto com o Fabrício, porque as regras estavam claras. Mas se as regras são essas eu não vou tocar, não tem como eu ir tocar. Como vou pagar passagem pra minha banda ir pro Acre? Eu não sou uma banda de rock de moleque. Eu vi o Pablo Capilé numa entrevista (para o site O Inimigo – leia aqui), e estava todo mundo um pouco com razão, mas só fiquei puto de neguinho falar que o China era estrela. Isso é ridículo. Ele é um puta cara que agita as paradas dele, vai atrás. O foda dessas discussões é que neguinho daqui fica puto achando que o Fabrício e o Capilé tão comendo camarão (na beira da praia), o que não é verdade. Os caras agitaram um negócio importantíssimo. Tem problemas como todo mundo tem, mas não é verdade que eles estão enriquecendo. Agora, eles também acharem que o China é estrela não dá. O China se fode. Tem estúdio, grava o disco dele. Ele só não quer e não pode pagar (pra tocar). Está todo mundo certo e todo mundo errado. Mas eu não vou tocar em festival nenhum, porque não tenho dinheiro.


Mas a entrevista não repercutiu nem a metade do que o barulho que o desabafo de João Parahyba, do Trio Mocotó, que saiu de uma lista de discussão e foi publicada no Scream & Yell. Mais do que a carta de João Parahyba, a discussão entre os comentários, chegando às vezes ao nível de bate-boca é que se tornou o ponto mais relevante, com desdobramentos para outros sites, como o Nagulha com bons textos do Fabrício Nobre expondo suas opiniões, no twitter com alfinetadas entre vários produtores, jornalistas e bandas e alguns meses depois no Laboratório Pop praticamente comemorando pouco comparecimento de público na edição do Festival Fora do Eixo realizada no Cinematheque, no Rio de Janeiro (!).


13 de abril de 2010 - Site Scream & Yell

Carta aberta aos músicos e artistas, por João Parahyba
http://screamyell.com.br/site/2010/04/13/carta-aos-musicos-e-artistas

E honestamente, depois de 40 anos de carreira e de ter tocado no mundo todo, não venham me dizer que festival e mostra de música é única e exclusivamente uma vitrine para quem está começando ou para quem está um pouco sumido da mídia, ou ainda, uma forma de formar público novo. Pois isso é o óbvio. Mas isso também hoje é uma vitrine para o nome do festival, para os produtores e entidades organizadores, para o marketing das grandes empresas e principalmente para o governo. E esses proponentes muitas vezes obtêm fonte de renda que mantêm toda a estrutura de suas empresas através desses editais públicos, estaduais, municipais e federais. Principalmente com dinheiro público e quase 100% sem investimento privado, digo dos pequenos empresários, os proponentes, não das grandes empresas que utilizam esses editais e leis para fazer somente marketing, e não cultura.



Dentro do que se chama "grande mídia", a Folha de São Paulo talvez tenha sido a única a se meter no assunto, mais recentemente. As matérias eram todas somente para assinantes do jornal, mas foram sendo repercutidas principalmente através do twitter. Achei um site chamado Music News que contém os três textos que fizeram.

17 e 19 de maio de 2010. Folha de São Paulo

Se o governo cismar, o indie acaba no Brasil - Por Alvaro Pereira Júnior

(in)dependente? - Por Thiago Ney

Atualmente, 44 festivais de música de todas as regiões do Brasil estão filiados à Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin).
Segundo Pablo Capilé, vice-presidente da Abrafin, apenas seis festivais ligados à associação receberam dinheiro via Petrobras neste ano.

"Sem apoio estatal, conseguiríamos fazer os festivais, mas não seria possível fazer circular muitas bandas", diz.
A opinião é compartilhada por Rodrigo Lariú, dono do selo Midsummer Madness, do festival Evidente (RJ) e integrante da Abrafin. Para Lariú, a questão que reúne os festivais indies e o dinheiro público se encaixa dentro de uma discussão mais ampla: a que envolve o uso das leis de incentivo no país.

"Hoje é quase impossível conseguir que um empresário privado patrocine diretamente um festival. Se ele pode deduzir o investimento do imposto de renda, por que ele botaria dinheiro sem leis de incentivo?"

Um dos eventos que fazem parte da Abrafin, o Goiânia Noise é dos mais conhecidos festivais indies do país. Em novembro de 2009, fez sua 15ª edição, com cerca de 60 bandas e público de 12 mil pessoas.
Segundo Leonardo Razuk, um dos organizadores do Goiânia Noise, o evento teve custo de R$ 700 mil em 2009. Eles captaram R$ 200 mil com a Petrobras via Lei Rouanet; R$ 200 mil com uma empresa de eletrodomésticos via lei de incentivo estadual; R$ 20 mil por meio de patrocínio municipal; R$ 8 mil de uma empresa de calçados; e R$ 6 mil do Sebrae.

"O resto veio com dinheiro de bilheteria e com os bares", afirma Razuk. "Nos nossos festivais, ainda dependemos de bilheteria para pagar custos."


Artista quer ser bem amado e pago - Por André Forastieri




Acho que a discussão meio que se fecha com a análise minuciosa e acho que a mais imparcial que eu li sobre a imensa discussão gerada pela carta de João Parahyba feita por Rogério Skylab.

27 de maio de 2010 - Godard City, blog de Rogério Skylab
http://godardcity.blogspot.com/2010/05/joao-parahyba-e-o-fora-do-eixo.html

O texto, ou melhor dizendo, a reportagem feita por Rogério Skylab é excelente como um todo, mas destaco aqui o final:


Nada disso, no entanto, tira o brilho da nova filosofia. “Fora do Eixo” tem o significado do que rola a margem. Não é mais alimentar antigas dicotomias do eixo, mas uma lógica que insere, ao invés de excluir.

Um sinal de que as coisas estão mudando parte das próprias empresas. O selo OI FM, ao invés de optar por nomes consagrados, iniciou seu cast com a banda “Sobrado 112”, absolutamente desconhecida. E pelos resultados de vendagem, tudo indica um novo espaço de mercado. 200 mil pessoas pagaram R$ 4,00 para o download do disco (os consumidores estão principalmente nos celulares), o que gerou uma receita de R$ 800 mil, que cobre a produção do disco, o trabalho de marketing e gera lucro. Os próximos discos serão do Fino Coletivo e da compositora paulistana Luiza Maita.

Se pensarmos no circuito de bares e universidades, aliados aos festivais e às empresas, a cadeia produtiva e criativa da música independente passa a ter sustentabilidade. Sem esquecermos que nas 12 emissoras da OI FM esse cast de artistas independentes já começam a ser tocados, destruindo uma antiga resistência. O próprio disco do Macaco Bong, pertencente ao Álbum Virtual da Trama, é um bom exemplo do quanto a antiga dicotomia já não tem mais razão de ser.




Devem existir muitos outros sites onde essa discussão está acontecendo. Para quem se interessa sobre o assunto, é importante ler os textos aí indicados e mesmo que nem todo mundo traga informações corretas (o título do texto de Álvaro Pereira Jr. da Folha, por exemplo, é um absurdo de quem finge desconhecer que os festivais, façam-se críticas a eles ou não, existem há muitos anos sem apoio do governo) é importante até para saber onde cada um se situa nessa discussão.


Da minha parte acho que quem se posiciona de forma radical nessa história está fazendo todo mundo perder. Festivais, imprensa, bandas e principalmente o público, perde quando as pessoas passam a se digladiar em vez de buscarem uma forma de fazer bandas legais tocarem pra cada vez mais pessoas e ganharem para isso.

sábado, 29 de maio de 2010

6 bandas legais dos anos 90/00

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Fui jogando outro dia no twitter alguns vídeos de bandas dos anos 90, que de alguma forma ou de outra se conectavam emocionalmente em minha cabeça, e em alguns casos estavam realmente relacionadas nos vídeos que são indicados do lado direito do youtube.


Pouca gente conhece That Dog., banda dos anos 90 que já acabou faz tempo e ia numa onda musical de bandas como Weezer e The Rentals, isto é, guitarras altas em cima de uma música bem pop / açucarada. Ouve aí: http://ow.ly/1MxlO




E That Dog. leva a The Anniversary, banda "emo" (mas nada a ver com o que chamam de emo hoje em dia, hein) do final dos anos 90 e começo de 2000, com seu moogzinho nervoso soterrado nas distorções. Ouça: http://ow.ly/1MxUE




E The Anniversary era do selo de outra banda que se chama emo quando era legal ser chamado de emo (sim, já houve essa época). Então vamos ao The Get Up Kids: http://ow.ly/1My0w




E os falsetes do Get Up Kids me levam ao rock alternativo do Superchunk, o que hoje em dia chamam de indie. E o que é indie atualmente? de Pinduca a banda de metal, chamam tudo de indie. Rock "alternativo" ou "guitar" também abrigavam alguns ritmos, mas dane-se isso. Ouça e veja Superchunk em http://ow.ly/1My6Z




E os videos engraçados do Superchunk levam ao hilário video de outra banda indie/guitar/alternativa. Assistam à aula de rock (literalmente) em "Sugar Cube" do Yo La Tengo: http://ow.ly/1Myed




E video bom de banda indie dos anos 90 leva a esse clipe do Wax dirigido pelo mestre dos mestres Spike Jonze: http://ow.ly/1MysP

sexta-feira, 28 de maio de 2010

São João Carioca

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Maníaco pelas festas juninas, nosso ex-Ministro dessa vez se empolgou mesmo. Decidiu fazer no final de maio seu arraiá. Sábado agora (29), na Quinta da Boa Vista, de graça. Os shows começam às 20 horas, na escalação: Gil e sua filha Preta, Gal Costa, Vanessa da Mata, Mart'nália, Zeca Pagodinho e Alcione.

Quem chegar mais cedo curte sensacionais brincadeiras infantis com o Tio Carlos (14h); o repentista Bule Bule (17h); show de Tangino Gondim (18h); Dj Set do Rodrigo Penna (19h); e a Quadrilha do Sampaio (19h 30). Mais detalhes na página do evento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Oi Futuro em junho vem animado

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Orquestra Brasileira de Música Jamaicana - 15/05/10

Canastra e convidados

Móveis Coloniais de Acaju - 06/06/09


Nos últimos meses o Oi Futuro de Ipanema tem se firmado como O lugar para as novas bandas nacionais bacanas que tem por aí. É quase como se fosse a gente do La Cumbuca fazendo a programação.



Desde março eles têm dedicado mensalmente uma programação praticamente "temática", começando com mini big bands onde predomina a música instrumental, que traziam sons de diversas partes do mundo, como o leste europeu, áfrica e américa latina. Dentro dessa viagem instrumental pelo planeta foram chamados o Brasov, Songoro Cosongo, Paraphernalia e Abayomy Afrobeat Orquestra.



Em abril a casa resolveu mirar em Recife e trouxe quatro dos principais grupos pop de Pernambuco. Conforme já comentamos aqui, passaram por lá Mombojó, Orquestra Contemporânea de Olinda, Siba e a Fuloresta e aquele mês tinha começado com concorrida apresentação de Los Sebozos Postizos, projeto paralelo de integrantes da Nação Zumbi com o intuito de tocar um repertório menos óbvio de Jorge Ben nos anos 60/70.



Maio foi a vez da música soul com molho brasileiro tomar conta do espaço. Estiveram por lá o Funk Como Le Gusta, Black Rio, Gerson King Combo e neste final de semana o Farofa Carioca é o residente do lugar.



E em junho? Conforme La Cumbuca apurou (ou seja, ouviu falar por aí e/ou fuçou no google) três grupos já se anunciam como as atrações do próximo mês. Analisando os nomes, ao que parece o "tema" de junho será semelhante ao de março, com bandas com muitos instrumentos de sopros e bastante animação, cada uma relacionada e identifcada a uma outra de alguma forma.



A sensacional Orquestra Brasileira de Música Jamaicana leva suas versões ska de clássicos da música popular brasileira no primeiro fim de semana e tem relação com a última banda do mês, a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju (que fazia uma versão de "Se Essa Rua Fosse Minha", que caberia no repertório da OBMJ), afinal Móveis também tem muito de ska em suas músicas.



Já o Canastra, apesar do DNA rockabilly, já abriu shows do Móveis e a cada show tem demonstrado que seu som está, mais do que qualquer outro ritmo, ligado a um clima festeiro. Tem espaço aí para mais um grupo se apresentar, nos dias 18, 19 e 20, mas não descobri qual poderia ser. Se alguém souber ou a gente descobrir, atualizamos aqui. Por enquanto temos:


Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

4 de Junho de 2010 21:00
5 de Junho de 2010 21:00
6 de Junho de 2010 20:00



Canastra

11 de Junho de 2010 21:00
12 de Junho de 2010 21:00
13 de Junho de 2010 20:00



Móveis Coloniais de Acaju

25 de Junho de 2010 21:00
26 de Junho de 2010 21:00
27 de Junho de 2010 20:00


O Oi Futuro Ipanema fica na Rua Visconde de Pirajá, número 54.


Em tempo: post não-patrocinado, mas se a Oi quiser, minha conta é...




PS.: a banda que toca nos dias 18, 19 e 20 de junho é Ska Maria Pastora, de Recife.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Virada Cultural 2010 - Parte 04

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Enquanto vou organizando os pensamentos aqui sobre as últimas semanas e uma ou outra dica que pode ser interessante pra você aí, fique com um dos melhores momentos da Virada Cultural deste ano em São Paulo, que achei no youtube. O Desengonçalves de André Abujamra desconstruindo em cima do dub uma música do repertório de Nelson Gonçalves: a versão reggae para... "Negue" (reggae, negue, hã, hã).


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sexta-Feira

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Seis opções pra sair por aí e ouvir boa música.


Do Amor - 01/11/08



Gerson King Combo & Supergroove

sexta, 21/05/10

Preço: 7,50 meia

Horário: 21:00

Oi Futuro Ipanema - Rua Visconde de Pirajá 54, Ipanema





Don Robalo e Heliodorus


sexta, 21/05/10

Preço: 20 reais

Horário: 21:00

The Maze - Rua Tavares Bastos, 414 casa 66 - Catete





Cat Power


sexta, 21/05/10

Preço: 60 (meia)

Horário: do Circo

Circo Voador





Do Amor e Tono


sexta, 21/05/10

Preço: 10 reais (meia) / 15 (lista)

Horário: 20:00

Espaço Sérgio Porto - Rua Humaitá, nº163 - Humaitá






Homens do Pantano, Banda Rival e Audionova


sexta, 21/05/10

Preço: 15 reais

Horário: 21:00

Lona de Jacarepaguá - Pça. Geraldo Simonard, s/n - Jacarepaguá





Luiz Melodia


sexta, 21/05/10

Preço: 25 (meia), setor B

Horário: 19:30

Teatro Rival - Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Cinelândia

O programa de rádio do MV Bill

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Você gosta de MV Bill? Eu acho que ele tem ótimas músicas e outras nem tanto, mas Bill parece ser o nome do rap mais próximo de não ficar restrito somente ao público que gosta de rap, sem necessariamente fazer concessões ao seu discurso, como dá pra ver nesse vídeo dele se apresentando no Faustão.




(Veja a partir dos 05:30 o desespero do Faustão com as rimas de MV Bill detonando de forma bem direta a TV Globo. Faustão diz que aquela parte era improviso, mas todo mundo sabe que faz parte mesmo da letra)





Enquanto não alcança uma audiência maior, já faz uns anos que MV Bill apresenta um programa na rádio Roquette Pinto (94.1 fm) chamado A Voz das Periferias, de segunda a sexta, às 13:00, tocando só rap nacional (incluindo músicas dele, claro). A Roquette Pinto é uma das poucas rádios decentes entre as estações do Rio (junto com Oi fm e Mpb fm, conforme já falamos aqui).



E ouvir rap nacional assim no rádio, no começo da tarde, mostra o quanto o dial carioca pode ser maluco e surpreendente. Vale a pena dar uma vasculhada na programação da Roquette, entre programas com bandas novas, música afro e nordestina, de repente tem algo que te agrade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os Amigos Invisíveis de Edgard Scandurra

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Quem gostaria de estar em 1989 hoje em dia? Eu não, mas seria bom ter assistido isso aí:



Edgard Scandurra - "Gritos Na Multidão"



Esse foi o show de lançamento do Amigos Invisíveis, primeiro disco solo de Edgard Scandurra (conhecido como guitarrista do Ira!, mas que tocou também com Mercenárias e Smack)



No youtube ainda rolam esses vídeos abaixo:



1978



Abraços e Brigas



Estamos Nesse Trem

E começou a viagem do Scream & Yell pela Europa

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A vida é feita de muitas tradições. Tem gente que espera ansiosamente todo ano por mais uma festa junina, mais um natal, mais um carnaval. Nos últimos três anos eu tenho criado expectativas em torno de três datas importantes (e flutuantes). A Virada Cultural em São Paulo, o Planeta Terra, também em São Paulo. E a viagem que Marcelo Costa tem feito pelos festivais europeus.


O dono do Scream & Yell mistura críticas sobre os shows de artistas do quilate de um Leonard Cohen com impressões bastente pessoais sobre as cidades que visita e ainda por cima sobre as cervejas que bebe. E é o tipo de texto que, lógico, dá inveja e vontade de estar no lugar dele, mas ao mesmo tempo a descrição dos lugares, bandas, comidas, perrengues e alegrias é tão bom que a conclusão é de que é ele mesmo que tem que estar lá pra nos contar sobre tudo bem melhor do que qualquer outro contaria.


A viagem já começou e o primeiro show que Mac nos conta é sobre o Black Rebel Motorcycle Club. Não perca tempo e comece a acompanhar seu diário NESTE LINK.


De quebra ainda pode ver suas belíssimas fotos e da sua namorada Liliane Callegari, igual essa aí embaixo.





E se você ainda não leu os relatos dos anos anteriores, aproveite agora:



Europa 2008


Europa 2009

terça-feira, 18 de maio de 2010

Seletivas do Porão do Rock no Rio de Janeiro

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Em geral acho essa história de concurso entre bandas uma coisa bem idiota. Claro que se você vê três shows em uma noite, pode achar que teve um que foi melhor que os outros, mas quando isso vira uma disputa por um prêmio, perde pra mim um pouco do sentido de assistir um show. Fora que, geralmente, concurso de bandas siginfica um monte de gente que começou a tocar semana passada tentando um lugar ao sol.



Mas aí surge essas seletivas para escolher uma banda para se apresentar no Porão do Rock, clássico festival de Brasília que este ano acontece em setembro. E dentre as oito bandas que tentarão uma chance de tocar no festival brasiliense, nada menos que SEIS passam pelo crivo La Cumbuca sub-regional Tijuca de qualidade. Além da maioria já ter frequentado esse espaço virtual.



Então você tem a chance no domingo de ver de uma tacada só no Circo Voador: Mauk & Os Cadillacs Malditos, que eu nunca vi, mas é naquele espírito Big Trep de ser, ou seja rockabilly de primeira linha; Filhos da Judith, uma das poucas bandas promissoras da novíssima leva de bandas cariocas e hoje em dia também são a banda de apoio de ninguém mais, ninguém menos que Erasmo Carlos; Lê Almeida, dono da posição número 117 da minha lista de 200 discos da década passada; Gangrena Gasosa e seu show divertido de saravá metal, conforme já comentamos aqui; Jason, 31º colocado na minha lista de discos dos anos 2000; e Rockz, banda que já teve destaque várias vezes no La Cumbuca, sendo a última vez no show arrebatador no Festival Garimpo em Belo Horizonte. (as outras duas bandas, Glass & Glue e Zander, eu desconheço completamente)


Rockz - 02/08/08
Gangrena Gasosa - 11/09/09


Ou seja, eu nem me importo se isso é um concurso. Pra mim isso é o próprio festival. Como se não bastasse, depois ainda tocam mais quatro bandas, com destaque para Raimundos e Autoramas. Apesar que aí já deve ser um teste de resistência assistir 12 bandas em um dia...


Vai aí embaixo um copia-cola vindo do orkut, com as informações completas:




Após 12 edições de sucesso em Brasília, finalmente o Porão do Rock desembarca na Cidade Maravilhosa. No dia 23 de maio (domingo), às 17h, no Circo Voador, o maior festival independente de música do país promove seletiva para a escolha de uma banda do Rio que participará do evento, previsto para os dias 10 e 11 de setembro.


As 8 bandas concorrentes são: FILHOS DA JUDITH, GANGRENA GASOSA, GLASS & GLUE, JASON, LÊ ALMEIDA, MAUK & OS CADILLACS MALDITOS, ROCKZ e ZANDER (selecionadas por curadoria formada pela ONG Porão do Rock e por produtores musicais do Rio).


Além das oito bandas concorrentes, a seletiva carioca do Porão contará com a participação de quatro convidados de peso: o músico RODRIGO SANTOS (Barão Vermelho), e as bandas TRAMPA, AUTORAMAS e RAIMUNDOS.


Ao vivo, as bandas concorrentes serão avaliadas por um corpo de jurados, formado por produtores, jornalistas e músicos. A plateia também poderá votar.


Vai perder?!



SERVIÇO:

SELETIVA PORÃO DO ROCK – RJ

Show com as bandas cariocas Os Filhos da Judith, Gangrena Gasosa, Glass & Glue, Jason, Lê Almeida, Mauk & Os Cadillacs Malditos, Rockz e Zander em busca de uma vaga no festival Porão do Rock 2010, em Brasília.

Participação dos convidados Rodrigo Santos (RJ), Trampa (DF), Autoramas (RJ) e Raimundos (DF).


Data: 23 de maio (domingo)
Horário: 17h
Local: Circo Voador (Rua dos Arcos, S/N - Lapa, RJ)
Ingressos: R$ 15 (meia-entrada para estudantes ou quem doar 1kg de alimento ou 1 livro) ou R$ 30 (inteira).
Pontos de venda: bilheteria do Circo Voador
Classificação: 18 anos (menores somente acompanhados dos pais ou responsáveis)

Delicious Jukebox nesse sábado

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Alex Correa (MTJ!), CA Monteiro (Lost in Lost), Henrique Sauer e eu nas picapes da Pista 3 nesse sábado. 12 reais na lista amiga até 1h, 15 depois. Passa lá.

Documentários Musicais - 34

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"I am trying to break your heart", documentário do Wilco inteiro no Youtube. Dica do @ruffato.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Feliz aniversário, Josh

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Josh Homme ou Joshua Michael Homme III completa 37 aninhos. Workaholic com uma pá de projetos nas costas como Queens of Stone Age, Them Crooked Vultures e Desert Sessions. Acima com o QOTSA,'No One Knows' do excelente álbum 'Songs For The Deaf' de 2002.

Aberração

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Não tem outro nome para isso. Sério, isso tem uma carga aporrinhativa acima da média, e olha que eu tô acostumado com vizinhos funkeiros e pagodeiros. Vi no Matias e espero não ver nunca mais.

sábado, 15 de maio de 2010

Os Programas de Auditório - 04

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Fábrica do Som


Programa da TV Cultura nos anos 80, onde muitas bandas da época se apresentaram.



Raul Seixas
(playback, mas é Raul)



Titãs



Paralamas do Sucesso



Zânggoba



IRA!



Mercenárias



A Chave do Sol



Aguilar e Banda Performática



Barão Vermelho



Absyntho



Sexo dos Anjos



Itamar Assumpção


Ultraje a Rigor

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Móveis, Mallu e outros shows de graça no Fórum de Comunicação e Sustentabilidade

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No último dia do Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade (quinta feira, dia 20) rola um show para homenagear a Carta da Terra no Vivo Rio.  Segundo o site, "o show prestigiará a diversidade humana, através dos princípios que valorizam os direitos humanos, a paz e a integração entre os povos".

Estão confirmados: Seu Jorge, GOG, Mv Bill, Mallu Magalhães, Jair de Oliveira e Móveis Coloniais de Acaju. Que salada, né. Tudo de graça, só fazer sua inscrição aqui. As apresentações começam a partir de 19h 30.

O evento reúne alguns palestrantes interessantes, vale a pena olhar a programação completa.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Show do Los Hermanos em 2010

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Marcelo Camelo:

Com qual frequência você fala com o pessoal do Los Hermanos?
De vez em quando. Vamos fazer dois shows no segundo semestre, dois shows fechados. Um em Recife e um em Salvador. E eu tô adorando. Pô, sinto mó saudade deles, outro dia fiquei vendo uns vídeos nossos em casa.

Sente falta dos amigos ou da banda?
Dos amigos, das músicas que a gente fez, de fazer música junto, do nosso repertório, da nossa relação pessoal, da nossa viagem, da equipe que a gente formou. Eu tenho saudade de quem eu sou quando estou com eles.

Quão perto vocês estão de uma volta?
Sinto que só deveríamos voltar pra fazer um disco novo, com repertório novo, pra não ficar nessa coisa de só tocar coisas velhas. Mas por enquanto cada um está com seu trabalho solo, criando coisas novas. O Rodrigo tem uma frase interessante que é: “Tempo a gente tem o quanto a gente dá”. Estamos dando um tempo para outras coisas.



Entrevista completa em Páginas Negras - Marcelo Camelo





Alex Werner, produtor do Los Hermanos:

Na verdade existe a ideia e conversas, mas está longe de ser um show confirmado ainda.


em resposta pelo twitter sobre a possibilidade desses shows no Nordeste mencionados por Camelo na entrevista.





Bruno Medina:

O que posso lhes dizer é que recebemos, sim, propostas para shows em duas cidades pelas quais temos enorme apreço, Recife e Salvador. Ao que me consta não está nada acertado ainda, mas o desejo da banda é, definitivamente, que se concretizem. Solicitamos apenas que as apresentações ocorressem em espaços menores do que de costume, em teatros quem sabe, porque consideramos esses nossos lugares preferidos para tocar, por serem mais adequados no que se refere à acústica. E pronto, isso é tudo que sei até o momento.


Leia o post completo em seu blog Instante Posterior - O buchicho

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Virada Cultural 2010 - Parte 03

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O(s) Palco(s) Independente(s)


Caldo de Piaba - 07/02/10

Mallu Magalhães na Virada Cultural SP



Em 2008, a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) teve um palco dentro da Virada Cultural para escolher que bandas deveriam tocar. Algumas das escolhas foram determinantes para que eu tivesse ido à São Paulo, afinal era um oportunidade sem igual de, além dos outros palcos, poder assistir algumas das principais bandas que não estão na TV ou tocando no rádio, sabe-se lá porque.


Assisti só um pouco do Mundo Livre S/A e voltei para assistir um surpreendente show empolgante do Vanguart, com boa sintonia com o público. Luisa Mandou Um Beijo teve problemas com o som durante boa parte do tempo. Só passei lá novamente no começo da manhã e peguei o final do Boddah Diciro. Com isso, deixei de assisti durante a madrugada Macaco Bong, Retrofoguetes, Trilobit e Fóssil.


Vi ainda de manhã Diego de Moraes passando o som e com um sol forte de meio-dia assisti o Do Amor antes de almoçar. Na volta, uma sequência incrível de shows: Superguidis, MQN e, uma das razões principais para eu estar lá, Siba e a Fuloresta.


Em 2009 a turma independente passou em branco pelos palcos da Virada e volta este ano em dose dupla: um palco para a turma da Abrafin e outro dedicado a nomes alternativos em sua maioria que transtiam mais em São Paulo. A comparação com a ótima escalação de 2008 chega a ser até covardia. Como eu já havia dito, o palco independente-paulistano decepciona por deixar de convocar um monte de nome bacana que a cidade têm produzido nos últimos anos.


Ainda assim, alguns artistas têm boas chances de agradar ao público, como é o caso de Detetives, Tulipa Ruiz, Dudu Tsuda, Rodrigo Campos e - porquê não? - Mallu Magalhães. Mas minha expectativa maior é com Karina Buhr, já que pra mim seu disco Eu Menti Pra Você é um dos grandes lançamentos de 2010.


E o Independente-nacional também perde na comparação com 2008. Os destaques desse palco são Caldo de Piaba e Cabruêra. Já vi três shows do Caldo de Piaba este ano e é a melhor dessas novas bandas que tem surgido de cantos distantes do Brasil, neste caso do Acre. O último disco do Cabruêra cresce a cada audição e o show deve ser animado.


Outros shows que podem agradar são da Camarones Orquestra Guitarrística, Black Drawing Chalks (ambas vão tocar no dia anterior no Festival Fora do Eixo no Circo Voador), Vendo 147 (vi na Bahia no começo do ano, muito bom) e Terra Celta. E, pelo olho de Thundera, dá até vontade de passar pelo palco às 4 e 10 da manhã para ver uma banda com o nome de Baba de Mumm-Rá se apresentando.


A programação dos dois palcos segue abaixo:


Casper Líbero
Washington Luís
R. Casper Libero, próximo a Rua Mauá, virado para a Rua Washington

19h00 Juliana Kehl
20h40 Detetives
22h20 Tulipa Ruiz
00h00 Dudu Tsuda
01h40 Cacau Brasil
03h20 Comma
05h00 Naná Rizzini
06h40 Banda Dc
08h20 Rodrigo Campos
10h00 Sambô
11h40 Rubra Pop Show
13h20 Karina Buhr
15h00 Sweet Flavour Band
16h40 Mallu Magalhães



Mauá
Av. Casper Libero, próximo a Rua Washington, virado para a Rua Mauá

18h10 Musica do Mato (MT)
19h50 Caldo de Piaba (AC)
21h30 Black Drawing Chalks (GO)
23h10 Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
00h50 Galinha Preta (DF)
02h30 Plastique Noir (CE)
04h10 Baba de Mumm-Rá (TO)
05h50 Vendo 147 (BA)
07h30 Hey Hey Hey (RO)
09h10 4Instrumental (MG)
10h50 Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
12h30 Nervoso e os Calmantes (RJ)
14h10 Terra Celta (PR)
15h50 Rinoceronte (RS)
17h30 Cabruêra (PB)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Clipe "Japan Pop Show" - Curumin

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Curumin - Japan Pop Show from greenvision films on Vimeo.

Bem foda isso heim. Ótimo trabalho da Greenvision, a mesma produtora daquele doc sobre tecnobrega.

Virada Cultural 2010 - Parte 02

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A discografia de Nei Lisboa para download




Então, qual o melhor show após ouvir o apocalíptico Krisiun ao nascer do sol na Virada Cultural? De repente algo completamente diferente, como o Nei Lisboa, artista gaúcho que faz uma mistura própria de mpb, blues, pop, soft-rock e influência do Rio Grande do Sul, com mais de 30 anos de carreira.



O blog Então Era Wilson disponibilza os oitro primeiros discos de Nei Lisboa para download.



BAIXE AQUI A DISCOGRAFIA DE NEI LISBOA



E o próprio Nei Lisboa libera seu último disco, de 2006, em seu site oficial. Baixe aqui Translucidação.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Festival Fora do Eixo no Rio de Janeiro

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Nesta quarta, quinta e sexta-feira, 14 bandas de várias partes do país se espalham em três palcos do Rio de Janeiro. É o Festival Fora do Eixo saindo da cabeça de produtores culturais de cidades como Cuiabá e se espalhando para o que seria "o eixo".


Muitas das bandas são conhecidas de quem lê este blog. Na quinta feira alguns favoritos de muito tempo aqui tocam no Teatro Odisséia: Do Amor, prestes a lançar seu novo disco, e o Brasov. O Porcas Borboletas teve um bom disco lançado ano passado e os paranaenses do Nevilton têm sido muito elogiados em blogs por aí por conta de seus shows. Estou bem curioso em ver. O Tereza, de Niterói, impressionou por levantar o público do Circo Voador no começo do ano e tem a chance de mostrar se evoluíram na parte das composições.


Do Amor - 12/07/08

Brasov - 17/02/09


Já na sexta, o festival alcança o Circo Voador e traz alguns dos nomes que mais participam dos festivais independentes. Black Drawing Chalks é a evolução do rock "sujo" goiano, com forte influência de Queens of the Stone Age. O Macaco Bong já tivemos o privilégio de assistir em 2008 no festival Humaitá Pra Peixe e garanto: é uma força de natureza a presença do trio instrumental em cima do palco.


Deve ser até difícil para o também instrumental Camarones Orquestra Guitarrística tocar num mesmo palco que eles, mas se ao vivo eles tiverem a mesma qualidade evidenciada na produção das músicas disponíveis pra download no myspace, podem fazer bonito. Já o Stereológica e o Mini Box Lunar são completas incógnitas pra mim. E o Canastra é sempre certeza de um ótimo show.


Canastra


Segue embaixo um pequeno copia-cola com todas as informações sobre o festival:


Dia 12 de maio de 2010 (4ª feira)
Local: Cinemathèque
Shows: Lespops (RJ), Brown-Há (DF) e Os Outros (RJ)
Preços:
R$ 15,00 (preço regular)
R$ 12,00 (para quem participar da comunidade do coletivo Ponte Plural (http://cfe.colivre.net/profile/ponte-plural)
R$ 10,00 (para quem chegar até 22h ou levar 1kg de alimento não perecível)


Dia 13 de maio de 2010 (5ª feira)
Local: Teatro Odisséia
Shows: Tereza (RJ), Nevilton (PR), Porcas Borboletas (MG), Brasov (RJ) e Do Amor (RJ)
Preços:
R$ 20,00 (preço regular)
R$ 17,00 (para quem participar da comunidade do coletivo Ponte Plural (http://cfe.colivre.net/profile/ponte-plural)
R$ 15,00 (para quem chegar até 22h ou levar 1kg de alimento não perecível)


Dia 14 de maio de 2010 (6ª feira)
Local: Circo Voador
Shows: Stereologica (RJ), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Mini Box Lunar (AP), Macaco Bong (MT), Canastra (RJ) e Black Drawing Chalks (GO)
Preços:
R$40,00 inteira e R$20,00 meia-entrada para estudantes e para quem levar 1kg de alimento não perecível

Mais informações: http://festival.foradoeixo.org.br

domingo, 9 de maio de 2010

Gorillaz no Planeta Terra 2010?

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Falei ali embaixo sobre festivais brasileiros que quase nunca tratam com respeito o público e o Planeta Terra é um dos poucos que, em suas três edições, foi elogiado justamente por entender que os fãs de música não querem comer o pão que o diabo amassou para assistir shows de seus artistas preferidos. Estive nas edições de 2008 e 2009.


Em 2008, apesar de ter sido feito na distante Vila dos Galpões, na cidade de São Paulo, só precisei comprar um bilhete de metrô a partir da rodoviária e com algumas baldeações chegava sem problemas no local. Com boa estrutura, banheiros relativamente limpos e cerveja cara-mas-não-abusiva, era possível não penar com contratempos e se concentrar em assistir em um dia shows de Curumin, Mallu Magalhães, Jesus and Mary Chain, Foals, Spoon, Breeders e Kaiser Chiefs, que foi o que eu vi e comentei no blog.


E isso por um preço "possível", ainda mais comparando com aberrações como o show do R.E.M. na Arena da Barra que acontecia no mesmo dia e custava, para assistir a banda de perto, mais do que o triplo que custava para assistir Breeders & cia. Falei sobre isso aqui e o Túlio deu sua cutucada aqui, comparando o Planeta Terra com o finado Tim Festival.


Em 2009 o festival custou um pouco mais e se mudou para o Playcenter. Novamente os organizadores capricharam na estrutura e ainda havia um bônus de poder usar alguns dos brinquedos do parque de diversões paulistano. Discorri longamente sobre o festival aqui e, passado alguns meses, o que fica sobre a lembrança dos shows - Móveis Coloniais de Acaju, Maximo Park, Primal Scream, Sonic Youth, The Stooges - é um saldo muito positivo.



Essa introdução toda é só para falar sobre as especulações de quais bandas devem tocar este ano no festival que deve acontecer novamente no Playcenter, em novembro. Alguns nomes estão sendo fortemente desejados, como Pavement e Pixies. E talvez facilite o fato dos baixistas das duas bandas já terem tocado lá com outras bandas, respectivamente o Mark Ibold que veio com o Sonic Youth ano passado e Kim Deal que trouxe o seu Breeders em 2008.



Mas quem lançou o primeiro nome como integrante da escalação de 2010 foi Maurício Valladares, apresentador do melhor programa de rádio do planeta, o Ronca Ronca. Em seu blog, MauVal escreveu que "a macacada está chegando!". E abaixo colocou um vídeo de uma performance do Gorillaz no programa de Jools Holland. Embaixo do vídeo, ele escreveu que a banda toca no festival Planeta Terra e na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. No mínimo o grupo liderado por Damon Albarn, se já não está confirmado, deve estar em "avançadas negociações", como se costuma dizer nesse meio empresarial/musical.


Gorillaz lançou recentemente o disco Plastic Beach e tem em sua agenda shows nos festivais europeus de Roskilde e Benicassim.

Tá todo mundo falando 04

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Woodstock Brasil

Há algumas semanas atrás começou a circular a informação que aconteceria um festival chamado Woodstock Brasil em outubro na cidade de Itu, interior do estado de São Paulo.


O site da Billboard Brasil inclusive garantia que o festival seria realizado na Fazenda Maeda nos dias 7, 8 e 9 de outubro.


Eduardo Fischer, o empresário que está por trás da possível realização do Woodstock no Brasil, prometeu em seu twitter há um mês que divulgaria informações oficiais sobre o assunto em 30 dias.


E esse dia foi ontem. Porém, a única informação oficial divulgada por Fischer no seu twitter por enquanto é que as chances do festival acontecer são grandes, "mais de 70%", segundo ele, e que o local escolhido será mesmo no estado de São Paulo, mas não confirmou se será em Itu.


Fischer disse ainda que trará para o festival "o espírito do Coachella e Glastonbury", mas não adiantou quais bandas pretende trazer. Entre os nomes especulados pela imprensa e blogosfera musical, são constantemente mencionados Green Day, Linkin Park, Rage Against The Machine, Limp Bizkit e Foo Fighters.


Bom, na minha opinião, apesar de nunca ter estado nem no Coachella, nem no Glastonbury, e muito menos no Woodstock, me parece que são festivais com "espíritos" diferentes. As atrações que estão sendo especuladas fazem crer que aqui será realizado um festival com as bandas que tocaram no malfadado Woodstock de 1999 (o Green Day tocou na edição de 1994 do festival americano e o Foo Fighters nunca participou).


Aliás, as atrações dos outros 3 Woodstocks que já aconteceram nos Estados Unidos você pode ver no wikipedia (acreditando que as informações lá estão certas):

Woodstock 1969

Woodstock 1994

Woodstock 1999


O festival inglês Glastonbury, uma das proferidas inspirações de Eduardo Fischer, conta este ano como atrações principais U2, Muse e Stevie Wonder, entre dezenas (ou centenas, não consegui contar) de artistas que você pode conferir aqui. Glastonbury também já teve casos de violência no passado e muita, mas muita lama quase todos os anos.


Já o não-enlameado Coachella, que teve sua edição realizada há poucas semanas, contou com essa escalação em três dias de Festival, tendo como destaque o projeto solo de Thom Yorke, do Radiohead. E importante notar, custando mais ou menos 300 dólares para assistir mais de 100 bandas em um fim-de-semana.


Apesar de eu não ter a experiência de passar um fim de semana em uma fazenda do interior de São Paulo como sonho de vida, acredito que Eduardo Fischer possa fazer um grande Woodstock se realmente juntar o melhor desses três festivais: muitas atrações boas e variadas (os boatos por enquanto não estão mostrando isso), preço dos ingressos condizentes com a realidade brasileira e tratar bem o público, coisa que quase nunca acontece aqui no Brasil e, como se pode ver, nem sempre acontece lá fora também. Se acontecer, dá até pra perdoar caso ele traga coisas como Limp Bizkit.

sábado, 8 de maio de 2010

Os Programas de Auditório - 03

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Em questão de "bandas em programas de auditório", o Perdidos Na Noite do Faustão é um capítulo à parte. Dezenas (centenas) de bandas do rock brasileiro dos anos 80 passaram por lá. E felizmente o VHS já começava a se popularizar, então há um maior acervo por aí brotando no youtube.


LEGIÃO URBANA


ENGENHEIROS DO HAWAII


HERÓIS DA RESISTÊNCIA


PLEBE RUDE


RPM


VIOLETA DE OUTONO


IRA!


MUZAK


PARALAMAS DO SUCESSO


KID ABELHA


ZERO


CAMISA DE VÊNUS

Os Programas de Auditório - 02

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Mas também tem coisas fantásticas antigas que não são necessariamente galhofeiras.



ROBERTO CARLOS CANTANDO "JESUS CRISTO" NO PROGRAMA FLÁVIO CAVALCANTI


TRECHO DE RAUL SEIXAS CANTANDO "AL CAPONE" NO CHACRINHA



Ok, mas a maioria é playback e/ou piada.


PADUA NO CARLOS IMPERIAL


ZÉ RODRIX NO CARLOS IMPERIAL


MAGAZINE NO CLUBE DO BOLINHA


ROBERTO RIBEIRO NO GLOBO DE OURO (não tenho certeza se foi playback, mas a música é boa demais pra deixar de mostrar)


FAUSTO FAWCETT NO CHACRINHA


LEGIÃO URBANA NO CHACRINHA


E nem vou colocar os vídeos dos Titãs tocando no Chacrinha que já são bem manjados.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os Programas de Auditório - 01

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Não tem coisa mais viciante que ficar seguindo links relacionados nos vídeos do youtube. Nessas, por causa da música do Fábio, assisti a uma autêntica "presepada" de um programa de TV do Carlos Imperial, onde o Fábio não consegue entrar no auditório por causa de uma multidão de fãs enlouquecidas atrás dele, hahahahaha.


Vejam:


PRIMEIRA TENTATIVA


SEGUNDA TENTATIVA


E na terceira vez ele finalmente consegue fazer o seu playback. Sensacional.

Fábio: Lindo Sonho Delirante

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Em uns desses blogs com discos antigos para downloads, acho que no Brazilian Nuggets, tinha esse single do Fábio, obscuro cantor dos anos 60/70, inclusive contendo um texto do Senhor F sobre o tal compacto, que de tempos em tempos desde que baixei eu volto a ouvir. No post do Brazilian Nuggets já tem bastante do que você precisa saber sobre a faixa "Lindo Sonho Delirante" e baixar. Ou então você pode ouvir direto aí embaixo.






O paraguaio-brasileiro Fábio, que manteve grande amizade com Tim Maia, ficou mais conhecido com a música "Stella", que eu sinceramente nunca tinha ouvido antes. Você pode ver aqui o cantor apresentando "Stella" em um programa recente do Silvio Santos que trazia artistas que faziam sucesso no passado e hoje estão meio esquecidos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rádio do Canibal

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Que bela surpresa. Não costumo a me debruçar sobre o hip hop, mas esse disco acabou aparecendo. Foi num podcast do Só Pedrada Musical, a música 'American Nightmare' (player abaixo) com sample do genial Pedro Santos me chamou atenção.

Trata-se de  BK-One, um DJ que foi buscar novos ritmos no Brasil. Ele foi atrás de novas batidas e conseguiu mesclar de forma extraordinária com as rimas dos MCs .



O nome do disco é inspirado no "Manifesto do Canibal" de Oswald de Andrade, sobre a antropofagia cultural brasileira. O disco caracteriza bem isso ao unir diversos alelos musicais tupiniquins com o hip hop.

"Rádio do Canibal" é muito bem produzido, não é uma colcha de retalhos, em que um ritmo é sobreposto a outro em nome de uma 'nova ordem' (desordem). BK-One e Benzilla criam um conceito a partir dos samples em cada faixa. Saem músicas incríveis que constroem um ótimo disco.

Alguns depoimentos curtos permeiam o disco. Tom Zé (escute aqui, vinte segundos só, fundamental), Caetano e Hyldon são invocados entre as faixas para abordar o tropicalismo e a soul music brasileira.

Procurando sobre, eu encontrei essa excelente resenha. O autor tem uma base infinitamente maior que a minha, fala bem das pessoas por trás do disco, muitos desconhecidos por mim. O Pirate Bay te ajuda no resto.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Virada Cultural 2010 - Parte 01

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A Discografia do Krisiun para download






Um dos grupos mais singulares de toda a programação da Virada Cultural que acontece no dias 15 e 16 de maio em São Paulo é a banda gaúcha Krisiun. O death metal ultra-agressivo do grupo vai soar como o mais aterrador despertador do centro da cidade, no palco dedicado às bandas de rock, às 5 e meia da manhã.


O blog Shadows Within disponibilizou boa parte dos discos do Krisiun para download. É sua chance de decidir o quanto quer ficar perto (ou muito longe) desse verdadeiro massacre musical.


BAIXE AQUI A DISCOGRAFIA DO KRISIUN



(eu quero ficar perto)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Documentários Musicais - 33

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O diretor Leon Hirszman em 1969 foi ao subúrbio buscar um artista marginal. Longe dos luxos que cercavam os bossa novas, Nelson Cavaquinho vivia na simplicidade e cantava que acha rico ser pobre.

Quinze minutos que transitam entre músicas e pequenas histórias contadas pelo próprio Nelson. Pedaço de um cotidiano com o bafo especial da vida de quem tanto bebeu e ajudou a compor uma parte muito importante da nossa música.

Tais imagens foram restauradas pela Cinemateca Brasileira e correm pela internet. Seja gentil e semeie o torrent para que mais pessoas consigam assistir.

A batalha de capas de discos

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Já imaginou Ozzy Osbourne comendo a cabeça do Rivers Cuomo, do Weezer? As capas de discos entram em guerra nessa animação.




Dica do nosso phd em dicas de shows, o Fabio Fernandes.

Moreno, Domênico e Kassin por Romulo Fróes

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Romulo Fróes - 28/11/09



Enquanto Rogério Skylab traça um perfil musical de Romulo Fróes, o compositor de um dos 10 melhores discos da última década (na minha opinião) fez um estudo acadêmico sobre os álbuns que compõem a trajetória do +2, grupo/projeto de Moreno Veloso, Domênico Lencelotti e Kassin.


E não estou exagerando quando digo "estudo acadêmico". Se trata de um artigo publicado no Scielo, que, segundo o próprio site, é "uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros".


Entre no link para ler Te convidei pro samba e você não veio



(foto kassin+2: peguei no Overmundo)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Romulo Fróes por Rogério Skylab

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Um dos nossos gênios da música, Rogério Skylab fez em seu blog um pequeno tratado sobre a discografia do cantor Romulo Fróes.

Romulo Fróes - 28/11/09
Rogério Skylab - 18/07/08

O assunto começa com a análise da unidade dos dois primeiros discos de Romulo:


Mas o que vai chamar atenção, colocando em perspectiva o conjunto de sua obra, é justamente esse caráter de duplicidade da estética do longe. Seus dois primeiros discos, Calado e Cão, são um primeiro momento onde a unidade prevalece. Tivesse parado aí sua carreira, não seria Rômulo Fróes. A dor e a tristeza perpassam cada canção, sem nenhuma sombra de duplicidade e malgrado sua voz.

Há que se abrir aqui um parênteses porque a voz de Rômulo é o primeiro indício de distância. É uma voz sem grande envolvimento, uma voz fria e inexpressiva. Mas que adquire um sentido melancólico nos dois primeiros discos, em função do violoncelo, do clarinete e do tom grave que perpassa suas faixas. São discos tristes, dos mais tristes na música popular brasileira, e isso já lhe daria uma posição de destaque.



E segue fazendo conexões entre outros artistas e em como a música de Romulo Fróes vai tomando outros caminhos. Leia o texto completo no blog do Skylab.