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domingo, 10 de dezembro de 2017

Vídeos: BaianaSystem consagrador no Circo Voador (08/12/2017)





Madrugada de dezembro de 2017. Rio de Janeiro em um verão atípico, menos inclemente até agora do que nos últimos anos. De repente, num solavanco, sou transportado para mais de sete anos atrás, há poucos dias do carnaval em Salvador. Janeiro, calor, Lucas Santtana, Bnegão, Márcia Castro, Retrofoguetes, sons periféricos de várias partes do mundo ressoando pelo Pelourinho. Chico Corrêa, Roberto (antes Robertinho) Barreto, guitarra baiana, um tal grupo de rap Ministereo Público, um tal Russo Passapusso, um tal BaianaSystem. Aquela noite onde tudo isso acontecia ao mesmo tempo foi surpreendente e até hoje é guardada em flashes da memória, textos e fotos.







O solavanco que proporciona essas lembranças é causado pelo BaianaSystem hoje. Para ser mais exato, pelo público pulando de forma ensandecida por um Baianasystem que já era algo alucinante em 2010, mas não dava para prever que chegaria ao patamar do que foi testemunhado sexta-feira na Lapa. Finalmente fazendo um show como atração principal no Circo Voador, já grande demais para o Circo, ingressos esgotados com mais de um mês de antecedência, tanto é que em janeiro retornarão ao Rio para se apresentar na Fundição Progresso, mas não tinha como deixar de passar por esse rito de passagem de certa forma importante na cena musical nacional.







Abertura com BNegão em versão DJ, parceiro do BaianaSystem desde sempre (já estava lá em 2010) e que também participa da parte final, cantando inclusive uma versão eletrônica-pesada (heavyrônica?) da "Verdadeira Dança do Patinho" que nos faz sonhar com uma volta do Turbo Trio. Além do Patinho, BNegão comandou vários "furacões", com o público rodando pela lona abarrotada. Público que desde o começo do show explodia com "Forasteiro". Quem tentar ver os vídeos que esta Cumbuca se arriscou em registrar no meio da panela de pressão em que se transformou o Circo talvez tenha uma ideia.







A massa só sossegava um pouco (mas não muito) nos momentos em que o dub chegava forte, amassando graves (cortesia em grande parte de Seko Bass) e espalhando ecos e efeitos com uma beleza que, olha... Se um dia o Baiana quiser fazer um show só assim, em modo Lee Perry, ninguém haverá de reclamar.







Mas ainda falta tempo para eles "amansarem" o som e não há indicativo que isso aconteça tão cedo. O domínio da banda é total, da sonoridade às projeções criadas por Filipe Cartaxo, membro "visual" do Baiana, com Russo Passapusso encaixando suas frases e ideias que também evoluíram nesses anos junto com o som do grupo. Das habituais citações de, entre outras "(Funk) Até o Caroço" (dos Seletores de Frequência de, mais uma vez, BNegão), "Afoxoque" (do Curumin, parceiro da carreira solo de Russo) e "Depois Que O Ilê Passar" do Ilê Aiyê, somou-se "Glorioso Santo Antônio" de Antônio Carlos e Jocafi.







A guitarra baiana de Barreto começa tímida e vai rosnando cada vez mais estridente com o passar dos temas, acompanhadas ultimamente da guitarra "convencional" de Juninho Costa. Nesta noite em particular as bases programadas e a percussão conseguem ser mais frenéticas do que em shows como o que fizeram no Sesc Tijuca ou no começo do ano na Marina da Glória. Se o show do Back2Black já foi considerado aqui como o melhor do ano passado, imagina o que não achamos desse no Circo.







Enquanto público/cronista/registrador-de-shows, esta Cumbuca teve o privilégio de acompanhar a evolução do BaianaSystem nos últimos 7, 8 anos e testemunhar eles se tornarem nos palcos a principal banda brasileira da atualidade. Os olhares de alegria e quase de incredulidade que os integrantes e a equipe técnica trocavam ao final do show, assim como a ensurdecedora reverência da plateia indicam que todos ali sabem que algo muito especial foi realizado no Circo Voador.







Fotos em PB de Dine Araújo. Outras fotos podem ser vistas no Flickr.


14 vídeos gravados de forma epiléptica, "no olho do furacão", com trechos de boa parte do setlist, você pode ver aqui ou abaixo:





Lista das músicas gravadas:


- "Forasteiro"

- "Lucro: Descomprimindo"

- "Bala na Agulha"

- "Jah Jah Revolta Pt 2"

- "Jah Jah Revolta Pt 2"

- "Dia da Caça"

- "Duas Cidades"

- "Invisível"

- "Calamatraca"

- "Barra Avenida Pt 2"

- "A Verdadeira Dança do Patinho"

- "Terapia"

- "Playsom"

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