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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

BaianaSystem e Otto na Marina da Glória em fotos e vídeos (10/02/2017)





Nas últimas duas semanas a Marina da Glória recebeu um festival com tobogã, food trucks e o que nos interessa aqui, que são ótimas atrações musicais. Falamos aqui da programação do Pepsi Twist Land e conferimos os shows de Otto e BaianaSystem na quinta-feira passada.







A situação era a seguinte: dia de semana e em local onde o acesso mais apropriado é de carro, táxi, Uber e congêneres. Logo só gente nova e chique, certo? Não tanto. Embora um público da zona sul formasse a maior parte dos presentes, é provável que por conta dos escalados para essa noite felizmente tivemos um pouco mais de diversidade do que seria esperado. Em especial tivemos fãs dos artistas que iam se apresentar.







Então foi para uma tenda lotada que Otto começou seu show com a equivocada "Exu Parade", do seu disco mais recente, The Moon 1111, lançado em 2012. Com cinco anos sem lançar disco novo, o repertório do show a partir daí buscou acertar no alvo com algumas das melhores músicas da discografia do visigodo pernambucano.







Nessas horas é que Otto brilha, conduzindo os músicos que ele chama de Jambro Band e relembrando canções do primeiro disco, Samba Pra Burro (lançado em 1998), sendo alguns exemplos os quase mantras dançantes "Bob", "Low" e "TV a Cabo" ou trazendo aquelas de seu melhor trabalho, Certa Manha Acordei de Sonhos Intranquilos (de 2009), e aí temos "Janaína", "Saudade" e as pungentes "Crua" e "6 Minutos", estas duas com participação da cantora Duda Brack.







Já quando ele fica acompanhado de seus dois percussionistas em "O Celular de Naná" (uma do Samba Pra Burro que quase sempre está presente nos shows), onde ele desce do palco e vai para o meio da plateia, e também em "Condom Black", são dois momentos em que o bom ritmo do show é quebrado. Pelo menos vale para Otto emendar "Emoriô" (de João Donato) e "Patrão, Prenda Seu Gado" (de Pixinguinha, Donga e João Da Bahiana, gravada entre outros por Martinho da Vila) na primeira e "O Sino da Igrejinha" na segunda. E ainda cantarolou "Em Plena Lua de Mel" para, sem razão aparente, explicar que devia ter homenagem no carnaval carioca ao Reginaldo Rossi.







E é nessas horas em que resolve se comunicar com os espectadores entre as músicas que talvez seja o momento de maior polarização na performance de Otto. Nesses momentos ele mais balbucia que pronuncia palavras randômicas como "Rio de Janeiro", "profissionalismo", "lua" e "fundamental". Poderia entrar aí "chocolate", "muro" e "inveja" que continuaria não fazendo muito sentido. Tem gente que que fica maravilhada, outras pessoas acham graça, outras preferem ver ele cantando. Mas ninguém duvida que Otto está feliz com o show. E ele tem razão de estar.







O BaianaSystem não demora muito para entrar no palco ao lado. Também não demora para o público enlouquecer. Em outros shows que La Cumbuca já acompanhou, como o do Back2Black ano passado, esse "enlouquecimento" era gradual. Desta vez o grupo abusou e já começou com os riffs empolgantes de "Forasteiro", onde o destaque é a guitarra baiana de Roberto Barreto com a pressão das bases eletrônicas guiadas por Mahal Pita e João Milet Meirelles.







A cada vez que o BaianaSystem vem tocar no Rio fica mais claro o quanto o som e a proposta do grupo soteropolitano foram assimilados por uma quantidade de pessoas que os coloca como uma banda atualmente no mesmo patamar de uma Nação Zumbi. Se com "Forasteiro", que nem está nos discos do Baiana a coisa já pegou fogo, a ebulição se mantém quando mandam "Lucro (Descomprimindo)", com citação a "Afoxoque" e "Funk (Até o Caroço)" (esta de BNegão, que costuma participar dos shows do Baiana, mas desta vez ausente).







Não são só as bases eletrônicas pesadas que explicam a vibração em torno do BaianaSystem. O domínio do palco por parte do vocalista Russo Passapusso tem alta dose de responsabilidade. Mas esta noite graças à ótima e surpreendente qualidade sonora desse palco do festival, talvez o maior destaque fique por conta dos graves trazidos pelo baixista Marcelo Seco (ou Seko Bass), em especial na passagem dub dentro da viagem por vários ritmos das duas partes de "Jah Jah Revolta".







Nem sempre é fácil identificar o nome das músicas, já que os arranjos nem sempre parecem ser os mesmos dos discos e Passapusso, mesmo que não seja o caso, dá a impressão às vezes de ir encaixando pedaços das letras de forma livre, como um toaster jamaicano. Daí que desta vez um trecho de "Xororô" vem colado na novíssima "Invisível", para citar algo diferente de apresentações anteriores.







A participação de Larissa Luz, cantando "Bonecas Pretas" cheia de trejeitos e poses, não desagradou a audiência, mas não alcançou o mesmo clima que o BaianaSystem vinha impondo. Isso foi logo corrigido com a retomada do repertório do grupo numa parte final que incluiu "Barra Avenida" com Larissa colocando "Eu Sou Negão" (Gerônimo) e "Reza" (sucesso com Elis Regina) no meio da roda e a sequência final explosiva de "Terapia" e "Playsom". Deixaram o público pedindo por muito mais.








Para vídeos do show do Otto, clique aqui ou abaixo:





Músicas gravadas:

- "Ciranda de Maluco"

- "Condom Black" / "Sino Da Igrejinha"

- "Low"









Vídeos do show do BaianaSystem podem ser vistos clicando aqui ou abaixo:





Músicas gravadas:

- "Forasteiro"

- "Calamatraca"

- "Invisível"

- "Terapia"

- "Playsom"



Fotos do show do Otto também podem ser vistas aqui e do BaianaSystem aqui.

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