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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Ainda 2016: Fotos e Vídeos de Stéphane San Juan no Boulevard Olímpico (19/08/2016)





Resumindo o que esta cumbuca já escreveu em outros textos: o período olímpico no Rio de Janeiro ano passado tinha um planejamento cultural incrível; a instabilidade política e o golpe parlamentar jogaram boa parte desse planejamento no lixo; mesmo assim, ainda deu para aproveitar bastante coisa. Principalmente para a equipe La Cumbuca e seus amigos & seguidores, porque algumas atrações não tiveram um mínimo de divulgaçãoe acabaram não chegando ao "grande" público. Foi o que aconteceu com quase todas as atrações do palco Amanhã, que ficava próximo dos armazéns na Avenida Rodrigues Alves na região da Praça Mauá e tinha como "vizinho" uma sequência de banheiros químicos.







Quem soube do show e foi assistir à apresentação de Stéphane San Juan, ou mesmo quem estava passando ou na fila do banheiro, deve ter descoberto um artista muito maior do que se supunha. O baterista francês, que já fez parte da banda de Amadou & Mariam e que a partir do contato com músicos brasileiros como Kassin acabou vindo para o Brasil tocar com a Orquestra Imperial e mais uma infinidade de cantoras, cantores e outros projetos, trouxe a esse pouco comentado palco olímpico a sua faceta como cantor, ainda que neste caso tocando também bateria.







La Cumbuca já sabia da qualidade do que seria oferecido desde quando ele lançou seu disco Système de Son no Teatro Sérgio Porto, em 2014, um dos melhores discos daquele ano, e quem clicar no link pode ter mais algumas informação sobre as características do que nos foi apresentado ao vivo, com San Juan acompanhado de Iuri Brito e Guilherme Lírio se revezando entre baixo e guitarra, Gabriela Reily nos vocais de apoio, Thomás Jagoda nos teclados e um trio de metais que tinha Marlon Sette no trombone, Diogo Gomes no trompete e José Carlos Bigorna no sax.







Diferente de alguns companheiros de Orquestra Imperial, artistas talentosos mas às vezes acanhados no contato com o público, Stéphane não tem só um excelente repertório para mostrar. Mesmo detrás da bateria ele conseguiu muito facilmente naquele começo de noite ser um grande showman, se comunicando com a plateia, pedindo para o pessoal chegar mais perto, fazendo todos gritarem seu nome, brincando com seu sotaque, sua nacionalidade e admoestando seu conterrâneo pouco esportivo no salto com vara. Somado com sua voz gainbourguiana e as doses de samba, jazz e outros ritmos brasileiros e do mundo muito bem costurados dentro de seu som elegante, conquistou fácil um público que poderia ser bem maior. Stéphane merece mais.







Além das músicas do Système de Son, outras não-inclusas no disco como "Brise", "Le Samba" e uma versão para "O dia em que o morro descer e não for carnaval", de Wilson das Neves, sempre reverenciado por Stéphane, também foram tocadas. Três Vídeos do show podem ser vistos aqui ou abaixo:






Músicas gravadas:


- "Brise"

- "Souffle Moi Nos Plus Beaux Moments"

- "Système de Son"

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