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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ainda 2016: Siba e Karina Buhr espetaculares no Teatro Glauce Rocha em fotos e vídeos (14/08/2016)





Em agosto do ano passado poderia ter acontecido uma das programações musicais e culturais mais incríveis que já passaram pelo Rio de Janeiro, aproveitando as Olimpíadas, os turistas, o clima de alegria, os espaços públicos recém-inaugurados. Um golpe no governo do país e as consequentes mudanças na administração federal acabaram mudando boa parte do panorama que vinha sendo desenhando por diversos gestores da cultura.







Para terem uma ideia, tivemos chances de ter no Brasil novamente a Orchestre Poly Rythmo de Cotonou! Os planejamentos, em especial em âmbito federal, naufragaram, mas ainda assim pudemos peneirar e ver algumas coisas muito boas, grandes shows, em especial quando o horário anunciado estava correto.







Um dos grandes acertos que sobreviveu a mudanças, planejamentos interrompidos e cancelamentos (comentamos sobre isso quando da divulgação desse evento) foi a sequência de shows que Siba e Karina Buhr, ligados à música pernambucana, fizeram no teatro Glauce Rocha em um domingo com a pouco habitual presença de pessoas andando pelo centro.







Localizado na Rio Branco, perto do Edifício Central, o teatro Glauce Rocha é uma edificação que resistiu às mudanças da cidade no último século. Já foi o Cinema Parisiense e o Teatro Nacional de Comédia. Na atual fase abriga peças feitas por companhias e grupos teatrais e essa foi uma das raras ocasiões em que foi usado para shows.







Uma pena, pois a acústica agradou bastante e seria bom termos mais apresentações musicais por ali. Siba pode mostrar com tranquilidade o seu show solo, tocando músicas dos discos Avante e De Baile Solto, além de outras da época com a Fuloresta, como "A Velha da Capa Preta".







Em relação ao show de 2015 que fez no Circo Voador, a única diferença foi o baterista Thomas Harres no lugar de Antônio Loureiro. E isso gerou uma mudança sutil, porém bem interessante, no som, com Thomas atacando mais o prato de contratempo na bateria (se não me falha a memória - o show foi há meses atrás e nessas revisões estou recorrendo a anotações que fiz) e deixando as batidas na caixa mais por conta do Mestre Nico, que se vira entre a percussão e o flugelhorn.







Completam a formação Leandro Gervázio na tuba-que-faz-a-vez-do-baixo e Lello Bezerra na segunda guitarra. Siba faz mais um show irrepreensível, não só na parte musical, perfeita, mas na comunicação com o público, e falando também, da forma dele e usando como mote as olimpíadas, sobre os problemas que estávamos e ainda estamos enfrentando no país. E no caso dele enfrentando tudo isso com arte.







É o que Karina Buhr também faz na sequência. Mas de forma mais direta, através de cartazes como o da campanha da Anistia Intyernacional chamada Jovem Negro Vivo e o Fora Temer em versão olímpica que um fã entregou para a cantora.










Sem Fernando Catatau na guitarra e Guizado no trompete, que às vezes tocam com Karina, mas com o guitarrista Edgard Scandurra, além de Bruno Buarque na bateria, Mau no baixo e André Lima nos teclados, Karina faz o seu show-furacão habitual.







Desta vez, diferente de outros anos em que se apresentou pelo Rio de Janeiro, trazendo as músicas de seu terceiro disco solo, Selvática, que o Fábio já tinha visto um mês antes no Circo Voador.







Apesar de alguma mudança no repertório com o acréscimo das faixas do novo álbum, muito do que foi visto já acontecia, com a intensidade cada vez mais latente a partir dos shows do segundo disco solo, Longe de Onde, onde fica escancarada a influência do pós-punk nas criações de Karina Buhr pós-Comadre Fulozinha. E isso mesmo quando pega a percussão para batucar.







Além da parte musical, ali também está a entrega e a autenticidade mesmo em movimentos rotineiros de suas apresentações, como se arrastar pelo palco, ficar aos pés do Scandurra, usar o pedestal como metralhadora e ficar envolta pelo fio do microfone. Podem ser passos marcados, mas expõem as intenções e a coragem de Karina tanto quanto as letras ou a transparência de sua roupa.








Vídeos de Siba aqui ou abaixo:




Músicas gravadas:

- "Marcha Macia"

- instrumental





Vídeos de Karina Buhr aqui ou abaixo:




Músicas gravadas:

- "Cerca de Prédio"

- "Esôfago"

- "Eu Sou Um Monstro"

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