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sábado, 12 de janeiro de 2008

Die Apokalyptischen Reiter (parte I)

Minha estréia em La Cumbuca não poderia ser sobre outro assunto que não fosse a minha obsessão há quase um ano: a maior banda do mundo (sim senhor!), o Die Apokalyptischen Reiter. Para quem não conhece aviso logo: é totalmente impossível rotular ou definir o som da banda. Para facilitar poderíamos nomear como heavy/thrash/death/qualquercoisa metal devido ao peso, velocidade e brutalidade (principalmente nos primeiros discos). Mas chamá-los assim seria uma cretinice sem tamanho, porque eles são muito, muito loucos, e cada faixa dos discos deles traz uma surpresa diferente, com muitas mudanças de andamento e uma maravilhosa e espontânea profusão de estilos diferentes. Eles são capazes de alternar trechos muito pesados e brutais com outros limpos, etéreos, de ópera, salsa, ou o que der na telha, sem aviso prévio e muitas vezes de forma irônica. Esse é bem o tipo de mistura explosiva que soaria estranha e forçada nas mãos de uma banda qualquer, mas não nas do Die Apokalyptischen Reiter. Não dá para explicar aqui o que eles fazem exatamente, só ouvindo para saber, mas vou tentar da melhor maneira possível. Vamos começar pelo começo.

A banda foi formada em 1995, na Alemanha, por Fuchs (vocal e guitarra), Volk-man (baixo e berros), Dr Pest (teclados) e Skelleton (bateria e mais berros). Em Maio de 1996 eles lançaram a demo "Firestorm". No ano seguinte já assinam contrato e lançam o primeiro disco.


O Soft & stronger (1997), talvez por ser o primeiro, é o mais fraco e menos original da banda, e quase todas as letras são em inglês. À primeira audição parece um disco padrão de metal, mas prestando atenção nos detalhes dá para notar as sutilezas que se escondem em cada faixa. Os destaques aqui são Dragonheart, com o maravilhoso teclado de Dr Pest (o verdadeiro destaque do disco), parecendo um órgão; Iron fist e Execute, com suas bases de teclado quase infantis, como se viessem de um desenho animado ou joguinho antigo de videogame, contrastando com a gritaria ao fundo; Dostulata, uma das podreiras mais interessantes que eu já ouvi; Human end, linda do início ao fim, principalmente do meio em diante; e Der arme kunrad, que além de barroca, grandiosa e belíssima, é cantada em um irresistível tom de chacota (e em alemão, a única). The hit e Eye of a rose são passáveis; Downfall, Instinct, Metal will never die, Slaves of hate, To live is to die, e Enslaved são boas músicas, mas que poderiam estar em qualquer disco de metal e não têm o toque mágico do DAR; The almighty e V.A.D.E.R., além disso, são beeem chatas mesmo, dentre as piores da banda.



O segundo disco Allegro Barbaro (1999) é quase uma versão evoluída do primeiro. O mais pesado da discografia deles, com uma bateria muito potente e precisa que não decepciona em momento algum, e um teclado sempre competente e criativo. Destaco logo de cara a poderosíssima Dschinghis Khan, de longe a melhor; Perfect without mercy, Heavy metal e Total human end, bons exemplos da alternância de climas que eles fazem; Game of violence, com os bumbos dilacerando os ouvidos o tempo todo; Dance with me, a volta dos teclados "infantis e bobinhos" (não é a toa que o clipe dessa música é um show de marionetes; pena que Dr Pest não faz mais essas coisas atualmente); No questions e The smell of death, com solos lindos de Dr Pest (já disse o quanto ele é genial?) e Fuchs; e Price of ignorance, indescritivelmente maravilhosa. As demais, como eu disse anteriormente, são músicas meio sem brilho, comuns de se encontrar no metal.

Esses discos marcam a primeira fase da banda, muito pesada e calcada no basicão do metal, com alguns exotismos aqui e ali; muito longe de ser ruim, mas sinto que nessa época eles ainda estavam construindo a sonoridade única e inconfundível que caracteriza o Die Apokalyptischen Reiter. Na segunda parte da matéria a chapa começa a esquentar de verdade e os clássicos aparecerão.

Um comentário:

Túlio disse...

Pelo pouco que eu conheço o DAR é uma banda mediana, não vi nada de muito original nele...
Mas é bom ouvir coisas novas, eu recomendo pro pessoal que não ouve muito metal, pra tentar descobrir se tem alguma afinidade com o estilo