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terça-feira, 26 de novembro de 2013

6 vídeos de Letícia Novaes e César Lacerda no Dobradinhas (e algumas divagações)





A Praça da Bandeira está em processo de renovação e com novos lugares legais para se ir. É o que dizem os jornais há uns 20 anos. Mas, ao que parece, desta vez a realidade está se encontrando com o desejo que costumava estar impresso nas publicações com dicas de lazer, em especial se visitamos a Rua Barão de Iguatemi e encontramos quase todo mês um novo bar estilizado para se juntar ao Aconchego Carioca, Botto Bar, Bar da Frente, etc.




Mas tudo isso no campo da gastronomia/alcoolnomia. A música costuma ter atenção ali perto, na Rua Ceará, com novos bares se unindo ao Heavy Duty e fazendo a alegria de motoqueiros e quem quer ouvir sons mais pesados. Além disso, no Botto Bar também rola um som com alguns músicos do Blues Etílicos às terças.




Colado ao Aconchego Carioca, voltando à seara gastronômica, está a Forneria Santa Filomena, em rua de mesmo nome. Foi lá, na terça-feira passada, que começou a primeira edição do Dobradinhas e Outros Tais, projeto gerido & gerado pela jornalista e assessora de imprensa e, acho que agora dá pra chamar também de agitadora cultural, Julianna Sá.




Julianna que foi contaminada pelo acesso de loucura do pessoal do Circo Voador e solicitou os préstimos da La Cumbuca Sistema de Som para nesta primeira edição colocar músicas antes e depois do show conjunto de Letícia Novaes e César Lacerda, e vocês podem saber o que foi escolhido pelo La Cumbuca para ser ouvido pelo público aqui.









O terraço da forneria foi o local onde a festa aconteceu, ao ar livre, com decoração caprichada, bar, exposição e distribuição de mensagens em carimbos da Carimbaria para um público que compareceu na medida certa, cheio sem superlotar o ambiente.




Já falei aqui sobre dois aspectos que muito me agradaram logo de início sobre o Dobradinhas: o preço da entrada e a localização fora do circuito manjado para esse tipo de proposta. Claro, pipocam aqui e ali iniciativas semelhantes e com outros tantos detalhes que me atraem. E todos hão de ser louvados, porque quem entra nessa onda não parece estar ali para fazer fortuna e muito mais pela necessidade que tem de fazer as coisas, alguma coisa, qualquer coisa acontecer.




Mas lógico, isso não é tudo. Antes de fazer cosplay de DJ, jornalista, blogueiro, músico, consultor ou o que seja, me considero, antes de tudo, público, e é essa visão que tento passar aqui no La Cumbuca. O público, essa incógnita tão grande para os produtores e bandas do Rio de Janeiro, deseja ser bem tratado. Noves fora masoquistas, ninguém apoia "a cena" se isso não for uma fonte de lazer/prazer. Ingressos baratos e lugares diferentes podem resultar em uma experiência mambembe, por exemplo. Porém, o que se viu na Praça da Bandeira é um daqueles casos que eu, enquanto público, posso recomendar que as pessoas compareçam mesmo que não conheçam tão bem os artistas porque sim, elas vão se divertir.








Dos artistas dessa primeira noite, um eu estive sempre perto de ver, mas sempre deixei escapar por pouco. Cesar Lacerda demonstra equilíbrio entre despojamento e técnica e faz uma MPB que em nada deve em termos de qualidade a Lenine, Moska ou Camelo.







A outra artista já vi trocentas vezes frente ao Letuce e mesmo assim me surpreendi quando Letícia Novaes encarou o público na parte solo que cabia a ela nesse encontro (durante o set conjunto, cada um dos artistas tocou três músicas sozinho e ainda fizeram mais uma cada no bis improvisado). Tanto com músicas inéditas ao vivo, em inglês e português, quanto com músicas do Letuce, em especial com "Freud Sits Here", Letícia consegue ser um tipo de cantora/compositora de bastante originalidade, que fica mais exposta (e isso é ótimo) no minimalismo dos arranjos dessa noite. Mesmo a mais ranzinza das pessoas, se é que existia alguma por lá na semana passada, deve ter se rendido a Letícia.


E juntos, cantando Beatles e Caetano Veloso no meio de bolinhas de sabão, Letícia e César deram sentido à Dobradinhas e aos desdobramentos da vida que nos levaram até lá.



Seis vídeos do show, aqui ou abaixo.







Músicas:


- Favos de Solidão

- For No One

- Cataploft

- Five Years

- Baby

- Freud Sits Here



Hoje o Dobradinhas continua com Mahmundi e Qinho, e som por conta do DJ Fabiano Moreira da Bootie Rio. Não compareçam para dar uma força, compareçam porque é legal.



E para terminar, sugiro como uma leitura melhor sobre como foi a noite o excelente texto do DJ Lencinho do Circo Voador.

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