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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Em vídeos, a primeira noite do Back2Black2013, com Milton Nascimento, Criolo, Tony Allen e Femi Kuti





Difícil encontrar alguém que negue: em relação a escalação de artistas, não tem festival no Brasil, seja Planeta Terra, Lollapalooza, Porão do Rock ou o (hahaha...) Rock in Rio que tenha a quantidade de acertos que o festival Back2Black tem, só encontrando curadoria de qualidade similar na abrangente Virada Cultural de São Paulo e no experimental Novas Frequências.




Este ano dá até para dizer que, comparando com as edições passadas, o festival veio mais "fraco". Por exemplo, ano passado tivemos, entre outros: Siba, Jupiter and Okwess International, Lauryn Hill, Hugh Masekela, Emicida, Missy Elliott, Dona Onete, Gal Costa, a surpresa Fatoumata Diawara, Santigold... Como superar algo nesse nível?




(você pode assistir 45 vídeos desses shows do Back2Black do ano passado aqui)




A resposta: trazendo Bobby Womack, Orchestra Baobab, Blind Boys of Alabama, Criolo com participação de Tony Allen, Femi Kuti e Milton Nascimento.




Só pelos Baobab já valeria a ida à Barra, na Cidade das Artes, a antiga (e segundo dizem, superfaturada) Cidade da Música do César Maia.









Sim, o festival, que costumava acontecer na charmosa (por dentro) Estação Leopoldina, se transferiu para essa Cidade das Artes. Com decoração e iluminação para enfeitar, até que o lugar não fica tão feio assim. Com passagem subterrânea fazendo a ligação com o Terminal Alvorada, chegar e sair de lá também não foi um grande problema. Mas as muitas pistas na Avenida das Américas e as muitas outras largas avenidas e o Carrefour ali ao fundo na paisagem nos lembra que estamos na Barra.











Dentro da sala onde Milton Nascimento se apresentava, não era possível ver nenhum hipermercado, somente o cantor com sua excelente banda. A voz de Milton parece que de vez em quando não vai engatar, mas aí de repente acho que a garganta dele pega uma ladeira e corre que é uma beleza.





"Raça" / "Maria, Maria"



Lá fora era a vez de Criolo se apresentar, com a participação do "beat por atrás do afrobeat", o baterista Tony Allen. Antes disso, alguém nos lembrou que nem sempre parece, mas a Barra também é Rio de Janeiro e que não vamos esquecer tudo que tem acontecido por essas redondezas desde junho (e desde muito tempo). Pobre do baixista Marcelo Cabral, quer toca na banda do Criolo e compartilha do mesmo sobrenome do nosso governador...








Criolo já começa arrasador com o novo single "Duas de Cinco" e nesse show, se comparado com outros que já assisti no Circo Voador e na Fundição Progresso, trouxe mais novidades e resgatou mais coisas além das músicas do Nó Na Orelha. Uma das mais interessantes foi "É O Teste", do disco anterior Ainda Há Tempo, creio que poucas vezes executada. E mais músicas desse disco mereciam o upgrade de serem tocadas com a quase orquestra arregimentada pelo tecladista e espécie de maestro Daniel Ganjaman.








A participação de Tony Allen na bateria lá pela metade do curto show (e a produção do festival pareceu bem inflexível com a possibilidade de um bis) deu aquele toque especial e emoção às músicas do Criolo, inclusive com uma que pareceu ser bem nova, que o Fábio chamou de "Pode Chover Borracha". Além disso, ainda tivemos a oportunidade de ver o baterista do Fela Kuti tocar uma música do Candeia, "Saudação a Toco Preto", que já era "afrobeat" antes do afrobeat tomar forma completa na Nigéria com Fela Kuti & Tony. Não é toda noite que dá para ver algo assim...








Vídeos do show do Criolo podem ser vistos aqui ou abaixo.





Músicas: "Duas de Cinco" // "Subirusdoistiozin" // "É o Teste" // "Freguês da Meia-noite" // "Não Existe Amor em SP" // "Cálice" // "Pode Chover Borracha" // "Sucrilhos" // "Saudação a Toco Preto" // "Bogotá"




E na sequência continuamos com Fela Kuti pairando sobre a Barra da Tijuca, desta vez com um dos filhos do Homem. Femi Kuti não chega a ser uma força da natureza da forma que é seu irmão, Seun Kuti (um cara que começa a soltar fumaça do corpo no frio de São Paulo às três da manhã, como aconteceu na Virada Cultural do ano passado). Mas não há duvidas que Femi também representa muito bem o legado do pai, com o apoio de sua big band e de suas três vocalistas/dançarinas sacolejantes.



A banda até que cria climas mais silenciosos de vez em quando, mas a eletricidade não parece ser desligada por muito tempo do corpo de um Kuti e logo ele está à toda, criando uma sucessão de ápices cantando, ao saxofone ou ao teclado, com uma força de apoio que, além de positiva, também é agressiva, quase um afrocore.







Três vídeos do show aqui ou abaixo.










No dia seguinte, Blind Boys of Alabama e Orchestra Baobab, mas conto sobre isso depois. Atualizando: contei só um pouquinho (mas coloquei vídeos) aqui.

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