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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Resenha e vídeos: Alabama Shakes no Circo Voador (01/04/13)

Quem diria que numa segunda-feira no Rio de Janeiro o show de uma banda como o Alabama Shakes, que (acho que) não toca em nenhuma rádio da cidade, estaria tão cheio? Tudo bem, o nome do grupo começou a ser ventilado fortemente com a participação que fariam no festival Lollapalooza Brasil durante o fim de semana retrasado em São Paulo. Mas estamos falando de um grupo de uma espécie de blues-rock-soul com um molho bem gorduroso (no bom sentido) da música sulista americana. Não está entre os 20 ritmos mais populares entre os cariocas.




Teria sido só o famigerado hype que levou ao sucesso da apresentação deste grupo com apenas um disco na bagagem? Independente das motivações do ótimo público para se aventurar no Circo Voador naquela noite de segunda-feira, é certo que todos se encantaram com aquilo que chama atenção desde o início no Alabama Shakes, que é o vozeirão da cantora e (ótima) guitarrista Brittany Howard.




"Hold On"


De formas tulipescas, Brittany arrancava urros e aplausos da plateia sempre que abusava de seus dotes vocais que, embora com alguma justiça sejam comparados a Janis Joplin, trazem também semelhanças com portentosas cantoras de soul e R&B dos anos 60. E o começo do setlist ajudou a animação generalizada, com uma boa trinca formada por "Rise to the Sun", "Hang Loose" e a mais conhecida do grupo, "Hold On", esta com a estrofe inicial cantada pelo público antes mesmo da cantora começar a cantar.




Mas a partir daí as músicas do Alabama Shakes, por mais que o grupo seja extremamente competente em executá-las, vão caindo numa uniformidade onde fica difícil em diferenciar umas das outras, onde o ponto de salvação é sempre a voz carregada de emoção e alma de Brittany. O que é um pouco um problema. Ter esse trunfo pode impressionar um público ansioso justamente para ouvir uma hora e pouco dessa cantora que realmente é incrível, mas não pode ser o bastante se o grupo busca aspirações musicais maiores.




Talvez o Alabama Shakes nem saiba ainda quais aspirações desejam como grupo, dada a velocidade com que chegaram aos grandes shows e festivais pelo mundo. Mesmo assim, na parte final do set, e também no bis, dão melhores impressões com músicas que, se não primam pela originalidade, são mais aceleradas e interessantes. Eles já estão em um caminho onde Jack White e o Black Keys trilham com desenvoltura (e de onde o Kings of Leon se perdeu completamente, para mencionar outra banda americana de "rock sulista"), mas podem ganhar algo mais se, ao vivo, a voz de Brittany não for a única coisa que faça o público tremer por eles.





Vejam cinco músicas que registrei do show:




Lista de músicas gravadas:

- Hang Loose
- Hold On
- Be Mine
- Mama
- Heavy Chevy



Registre-se que foi ótimo que, numa segunda-feira, o show tenha começado cedo (para padrões cariocas) e tenha acabado antes da meia-noite. Gostamos e queremos mais shows assim.

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