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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bloc Party no Circo Voador - 10/11/08

Sempre que ouço alguém dizer que as bandas internacionais não vêm mais para o Rio de Janeiro por falta de público, como se fosse culpa do público, que não comparece, fico intrigado. Afinal, público é problema ou solução? Não seriam os ingressos caros demais, a cidade violenta demais, o horário de shows tarde demais, a divulgação fraca demais, alguns dos culpados para menos pessoas frequentarem os espaços? Está sendo formado algum público no Rio de Janeiro, através de rádio, tv, internet, jornal, revista, qualquer canal que faça as pessoas saberem e se interessarem pelo que acontece aqui? E que tipo de público as casas de shows/produtores/bandas querem? Um interessado em música, um interessado em zoar, a zona norte faz parte dos planos ou só a zona sul?



Na contramão de tudo isso, o Circo Voador tem trazido bandas gringas na raça, convencendo elas a diminuirem o cachê ou receberem parte da bilheteria por um bom motivo: tocar no Rio de Janeiro. E tocar no Circo Voador, que seria um lugar de shows históricos no Rio. Foi assim que eles trouxeram o Franz Ferdinand, que só se apresentaria em São Paulo, abrindo pro U2. Vieram para o Rio e fizeram um show histórico em fevereiro de 2006, para mais de 2.000 pessoas, tornando em realidade a mística do Circo.



Passados mais de dois anos, as coisas não mudaram muito por aqui. Os shows continuam com pouco público, e o Circo trazendo bandas de fora para não muita gente, mas sempre animados, como o Mudhoney por exemplo, apesar de nada ter sido perto do que foi Franz Ferdinand. Até que uns dez dias atrás, o Circo e seu público salvaram uma banda.



Bloc Party vinha de shows bastante criticados, tanto em Buenos Aires quanto em São Paulo, no Terra. Sem falar naquele playback vergonhoso que eles fizeram no VMB. A impressão que dava é que logo a banda iria acabar, a se julgar pelos relatos dos shows mornos que eles vinham fazendo. Então ninguém esperava muito deles na segunda-feira do dia 10 de novembro. Deviam haver umas 800 pessoas no Circo. Algumas poucas (eu, por exemplo) do lado de fora por problema$$$ para entrar, se me entendem. Mas eles começaram a tocar, e as pessoas a se animarem, eles a gostarem da animação e tocando com mais vontade, e o som chegando nas pessoas e elas mais animadas ainda, todos mais preocupados em se divertir do que analisar a banda e... Talvez seja melhor ver os vídeos completos do show, mais uma vez do Felipe, porque fica muito mais fácil. Aconselho a prestar atenção a partir da décima música mais ou menos, que é quando a coisa começa a pegar fogo.





Ou aqui.



O público do Rio de Janeiro pode não ser grande, mas é vendo coisas assim que faz garantir que pelo menos uma parte da cidade merece ver bons shows.

4 comentários:

Matheus Pinheiro disse...

Menção honrosa para o segurança obeso que destratou a gente.

Felipe Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe Nunes disse...

Fala, Otaner.
Só pra dá o parabéns pelo blog. Não conhecia, mas agora frequentarei. Fiz parte do 'TL' por algum tempo, mas nunca nos falamos. Fiz um blog recentemente, somente para experimentar, de qualquer forma fica ai o link http://butecoalternativo.blogspot.com/.
E se me permiti, coloquei o link do blog na minha lista.
Abraço.

Otaner disse...

Muito obrigado, Felipe!

Matheus, menção horrorosa pro segurança. Mas a loura entrando de grátis é que foi dose...