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sexta-feira, 7 de março de 2014

Do Pipoca & Guaraná ao Bloco Virtual, o primeiro dia de Carnaval no Rio (28/02/2014)






É bom que a sexta de carnaval comece leve, afinal de contas você não quer gastar todas as suas energias sabendo que ainda tem quatro (ou mais) dias de festa pela frente. O que não quer dizer que não possa começar desde cedo e este ano apareceu uma opção curiosa para começar a folia: o bloco Pipoca & Guaraná, com músicas de seriados, desenhos e comerciais de televisão.




Não havia muita gente e o clima, apesar das fantasias do grupo e de alguns foliões, ainda não parecia de carnaval. Só cheguei no finalzinho, quando eles fizeram um medley inacreditável de Pokemon com Cavaleiros do Zodíaco. Só conhecia a última, que acabei gravando. Ainda não consegui decidir se esse foi um momento fabuloso ou grotesco do carnaval, mas está entre os mais inusitados. Ah vá, foi legal sim.







Com um novo trajeto, por conta das obra$ no$ trilho$ do bondinho em Santa Teresa, havia a curiosidade em retornar ao Bloco das Carmelitas, há anos tomado por um excesso de foliões que o bairro de ruas estreitas não comporta.


Retorno frustrado, pois o novo percurso, bem mais longe de onde costuma ser, não desanimou dezenas de milhares de pessoas a subirem as ladeiras até a altura do CEAT (Centro Educacional Anísio Teixeira) na rua Almirante Alexandrino, com destino ao Hospital Silvestre, já no Cosme Velho.



A "equipe de reportagem de um" do La Cumbuca desistiu dessa loucura quando chegou ao Largo dos Guimarães, completamente tomada por uma multidão que, em muitos casos, sequer sabia que tinha que subir muito mais.




A leitora Beatriz Conde mandou o relato de sua experiência no bloco:


"Fui hoje fazer uma aventura, tentando chegar ao Carmelitas. Ônibus não subiam e mototaxis estavam cobrando 15 reais. Depois de duas horas caminhando sem parar, cheguei. O trajeto, não sei como o IBAMA autorizou, como a Associaçao permitiu, ficou em plena Área de Proteção Ambiental. O corpo de bombeiros sem poder sair e o Hospital Silvestre com aquele barulhão. Muita gente, sem lugar para escapar, na beira de um abismo, sem ruas paralelas para quem quisesse sair, sem rota de fuga, portanto. Até cinema tem rota de fuga. Não é possível que a organização de um bloco que tem mais de dez anos seja incapaz de pensar nestas questões essenciais. Detalhe: a MATA ESTÁ IMUNDA. Milhares de latinhas jogadas em plena floresta. Será que o prefeito achou que os garis da Comlurb sairiam rolando ou voando para pegar esse lixo todo? Lamentável. Um lixo. Nunca mais vou. Adicionalmente, se a idéia era diminuir a quantidade de pessoas, não conseguiram. Apenas deixaram Santa Teresa, que é um bairro tão bonito, um lugar sujo, caótico. AMBIENTALMENTE INSUSTENTÁVEL! Completamente diferente do que vi no Bloco Fogo e Paixão. Lindo. Provou que é possível brincar carnaval com segurança e conforto."

(detalhe que quando ela mandou o relato, a greve dos garis ainda não tinha tomado força)



Diante da boa escolha que fiz em desistir do Carmelitas no meio do caminho, restou dar uma olhada no Bloco Virtual, no Leme, o local mais longe que fui na zona sul durante um carnaval onda passei boa parte do tempo pelo centro da cidade, Santa Teresa e Glória.





Foi uma boa oportunidade poder chegar cedo e ver a preparação do bloco com calmae ainda com pouca gente em volta. Começou bem bonito. Mas tanta calma e um comecinho de chuva no fim da tarde acabaram arrefecendo os ímpetos carnavalescos. Ainda havia muito a acontecer para os próximos dias...


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