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quarta-feira, 26 de março de 2014

"Pós-Pós" Carnaval 2014 ou... Já começou o Carnaval 2015? Agytoê e Vamo ET mostram que o carnaval não tem mais fim




Este provavelmente foi o carnaval mais longo de todos no Rio de Janeiro. Começou no dia 12 de janeiro, com a abertura do carnaval não-oficial e foi até... Hoje é dia de 26 de março e a pergunta mais correta talvez fosse: será que acabou? Ou já começou o carnaval de 2015?




Normalmente temos blocos até o domingo depois do carnaval, quando o Monobloco leva centenas de milhares de pessoas para se espremer na Rio Branco de manhã e este ano tivemos até bloco-manifestação no Maracanã.




Pois na segunda sexta-feira após o carnaval ainda tinha gente se recusando a tirar a fantasia do corpo. Na Escadaria Selarón, Lapa, se reunia à noite o bloco Planta Na Mente, para uma "ressaca feminista", seja lá o que isso signifique.




Mais tarde, já no Largo São Francisco de Paula, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, centro do Rio, um novo bloco fazia um baile "transante" de pós-carnaval.




Era o Agytoê, que surgiu, segundo dizem as lendas, porque o Viemos do Egyto (veja como foi o desfile do bloco este ano) ia ter uma bateria de verdade, além da discotecagem trazida pela "bananobike", mas algum desentendimento fez a bateria criar seu próprio bloco.













Antes do bloco começar, o som ficava por conta do DJ Mam, e por volta de meia-noite o Largo já não era tão largo assim para abrigar tanta gente, mostrando que não são os poucos que desejavam a continuidade do carnaval.



O som seguia linha bem próxima ao Viemos do Egyto, ou seja: axé e samba-reggae dos anos 80, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Olodum. Mas também tinha um grande espaço nas músicas pré-bloco para uma linha poptropicalsucessos que incluía até O Rappa.









A todo momento era anunciado ao microfone a "transância" do evento. Será que um bloco que se autodenomina como "transante" precisa de toda essa auto-afirmação meio forçada? Mas, quando os percussionistas tomaram o centro da praça, em um formato meio "bloco-banda" ou "trio elétrico sem caminhão", a coisa ficou bem mais divertida.








Impressionou não só a bateria, mas também toda a organização, o pessoal com os bambolês, o figurino, o estandarte. E mesmo assim, ou por causa disso, observa-se que existe menos do espírito anárquico que é percebido no Viemos do Egyto durante o carnaval.



O objetivo aqui é menos o de comparar um bloco com o outro, embora seja inevitável, já que a temática e as músicas sejam basicamente as mesmas, com o Viemos pendendo mais pro eletrônico. Mas lamenta-se um pouco que não seja tudo um mesmo bloco, com a espontaneidade do Viemos aliada à organização e capricho do Agytoê. De qualquer forma, temos aí os dois blocos para aproveitar ano que vem (se não se apresentarem ao mesmo tempo novamente).




Três semanas depois que, em tese, o carnaval devia ter acabado, o bloco Vamo ET anuncia uma "rebordose".






O Vamo ET era, no princípio, só uma espécie de "fantasia coletiva" onde uma turma de amigos levava um boneco enorme do personagem famoso do filme de Steven Spielberg para os blocos. A partir da popularidade do boneco surgiu o bloco trocadilhesco, que este ano se apresentou na Glória durante o carnaval e que resolveu fazer esse "pós-pós" no Museu de Arte Moderna.



Com a ameaça de chuva no sábado, mudança de localização, aproveitando que a Praça XV ainda tem a proteção do que ainda resta do viaduto da Perimetral. Bom para matar as saudades do Saravaço e ver o cenário apocalíptico-bizarro que as obras vão se tornando, ainda mais com metade de um manequim encostado em uma grade...







O bloco, tendo o ET majestosamente colocado no vão de uma das bases do viaduto, teve alguma dificuldade para conseguir ajustar o som, mas ainda conseguiu tocar uma música ou outra com microfones e instrumentos. Só não dava para entender muito bem o que estavam cantando.








Quando desistiram e deixaram tudo por conta de bateria e alguns instrumentos de sopro, melhorou bastante. Tudo muito na base da improvisação, o que é sempre o ingrediente especial do carnaval.







Foram 69 dias entre o baile do Vamo ET na Praça XV e a abertura do carnaval não-oficial, onde, aliás, o Vamo ET também se apresentou, o que torna o número de dias ainda mais pitoresco e fecha bem um ciclo, que talvez não tenha fechado ainda.




Mas do começo de janeiro ao fim de março foram muitas histórias, emoções e, principalmente, muita música e alegria pelas ruas do Rio de Janeiro, tudo gratuito e livre para todos que se permitam estar nas ruas sonhando.



Este especial de carnaval finalmente chega ao fim e o La Cumbuca volta à sua programação quase normal, mas pensando aqui: já começou o Carnaval 2015?



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