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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

10 vídeos de Bob Mould no Circo Voador (06/10/2013)





Segundo todos os relatos de quem já teve a oportunidade, assistir a um show do My Bloody Valentine pode ser uma grande experiência não só emocional como também física, uma vez que os decibéis das guitarras de Kevin Shields e cia. podem afetar sua audição. Recomenda-se o uso de protetores auditivos e não chegar muito próximo ao palco.



E o que isso tem a ver com o show do Bob Mould no domingo passado no Circo Voador? Não era evidente, por mais que os discos talvez mostrassem que sim, que os shows dele também tivessem essa proposta de alto volume, em especial em sua guitarra.



Os zumbidos no ouvido que persistiram nos dias posteriores estão longe de ser uma reclamação, já que a provável perda de audição valeu cada segundo diante das mais de 20 músicas tocadas por Mould e a dupla que o acompanha: Jason Narducy no baixo (além de Mould, já tocou com Robert Pollard do Guided By Voices e atualmente com o Superchunk) e o eternamente jovem Jon Wurster (Superchunk) na bateria.



Se os outros trabalhos dos quais Wurster e Narducy fazem parte já é bom, o currículo de Mould é para pouquíssimos. Hüsker Dü e Sugar, suas bandas anteriores ao seu atual trabalho solo, são pilares para se entender a existência do hardcore e do rock alternativo, em especial dos Estados Unidos.



Uma pena que aqui no Brasil talvez não haja conhecimento o bastante sobre essas bandas, ou então não houve divulgação o suficiente sobre sua passagem pelo Rio de Janeiro, pois um público de 300 pessoas é muito pouco para alguém não só com a bagagem dele, mas também com o show que trouxe.



Além de barulhos e melodias incessantes, o repertório que tem feito na sua turnê e repetiu no Circo Voador era um belo presente para os fãs de sua carreira. Começando com nada menos do que as 5 primeiras músicas do disco Copper Blue, do Sugar, e mais algumas pinçadas no decorrer do setlist (ano passado ele chegou a fazer alguns shows tocando o disco na íntegra).



Depois começa a tocar algumas músicas do excelente disco solo que lançou ano passado, Silver Age. E se terminasse assim ou optasse por tocar músicas de seus outros discos solo já deixaria muita gente satisfeita.



Mas a partir da tocante quase-balada "Hardly Getting Over It", começam a surgir com predominância as porradas com as quais fez história na época do Husker Du e aí o público, que estava animado, se torna eufórico e agitado, com muita gente subindo e pulando do palco, não sem antes tocar, abraçar e até mesmo beijar o idolo enquanto vão sendo tocadas "Could You Be The One" e "I Apologize".







Ídolo esse que não para um minuto e traz poucos intervalos entre uma música e outra, afinal não há tempo a perder para conseguir mostrar tudo que ele quer e mesmo assim deixar tanta coisa de fora. O melhor é que tudo que foi tocado ficou por mais alguns dias dentro de ouvidos cada vez menos resistentes e cada vez mais satisfeitos.



Gravei 12 músicas em 10 vídeos, que podem ser vistos clicando aqui ou aí embaixo.





Lista de músicas gravadas


"The Act We Act"
"Helpless"
"Star Machine"
"Hardly Getting Over It"
"Could You Be The One"
"I Apologize"
"Keep Believing"
"Something I Learned Today"
"In a Free Land"
"Flip Your Wig"
"Hate Paper Doll"
"Makes No Sense at All"

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