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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

200 Discos Nacionais dos Anos 00 - 110 a 101

110 - Rogério Skylab - Skylab VII (2007)

Rogério Skylab é um cara que achou o seu "jeitinho" de se expressar através de uma persona que une escatologia, terrir, filosofia e palavrões aleatórios em uma série de discos que aqui já estava em sua sétima parte. Tem que dar a mão à palmatória se um sujeito ainda não esgotou seu repertório de porraloquice poética sete discos depois. Isso fica comprovado (pra mim, pelo menos) em "Qual Foi o Lucro Obtido?", "Eu Chupo Meu Pau", "Corpo e Membro sem Cabeça", "Dá um Beijo na Boca Dele" e "O Primeiro Tapa é Meu".



109 - Momo - Buscador (2008)

Folk, música psicodélica e um clima triste de doer a alma. É assim a música de Momo, o Marcelo Frota, rei da quarta-feira de cinzas, mesmo quando está cantando sobre "como é lindo o nosso amor", na música "Bonita", que tem cara mais de saudade do que de realidade. O contraste maior é quando ele diz que "o sol nascerá" em uma música chamada "Tristeza" e a sensação é que uma chuva fina cai num dia frio. O público brasileiro não costuma ser receptivo a discos tão tristes assim, mas estão perdendo a beleza de "Preciso Ser Pedra".



108 - Capital Inicial - Aborto Elétrico (2005)

O Capital Inicial pode não ter sido muito feliz nos trabalhos mais autorais nesta década (bem infeliz, aliás), mas neste projeto de regravar músicas do Aborto Elétrico eles conseguem manter a dignidade justo onde seria mais difícil. Seminal banda punk de Brasília que resultou no surgimento tanto do Capital quando da Legião Urbana de Renato Russo, o Aborto Elétrico nunca teve um registro oficial. Aqui o Capital Inicial não inventa e registra as canções da época com competência e até mesmo uma certa reverência, numa produção bem acertada. É a oportunidade de ouvir músicas praticamente desconhecidas como "Love Song One", "Submissa", "Heroína" e "Benzina".



107 - Walverdes - Playback (2005)

Estava aqui pensando sobre o que dizer a respeito deste disco do Walverdes e coloquei ele pra ouvir, para ver se surgia alguma inspiração. E enquanto ia balançando a cabeça ao som de porradas como "Seja Mais Certo", "Sexta-Feira" e "Eu Não Dou Explicação" eu decidi dizer que é um disco bom pra caralho. Pronto. Recomendo pra quem gosta de Mudhoney e Nirvana na época do Bleach.



106 - André Abujamra - Retransformafrikando (2007)


Este é o segundo cd levando o nome de André Abujamra, embora antes ele já tivesse lançado três cds com o Karnak e outros tantos em projetos e trilhas sonoras tão diversos que dá até pra duvidar que sejam de uma mesma pessoa ou de uma pessoa só. Em Retransformafrikando, Abujamra continua a mostrar canções que são bem diretas, quase infantis, para tratar de questões universais, união de raças e ao mesmo tempo defesa da diversidade cultural e étnica, ecologia... Coisas que não tem muita gente falando. "Pangea", "Estrago o Ninho", "Arroba de Dor", "Menor é Melhor" e "Ceilão" dão uma idéia da amplitude deste trabalho. Até onde eu saiba o disco veio em mp3 encartado em um revista de tecnologia, junto de outros projetos de Abujamra. Não encontrei uma "capa" por aí.



105 - Céu - Céu (2005)

Por um lado, existem as cantoras-de-mpb. Por outro existe a turma residente em São Paulo que revisita a mpb trazendo elementos de música jamaicana, africana, rap e eletrônica. Todo esse pessoal tem que olhar pra cima para se encontrar com Céu. Maria do Céu une todos esses elementos no seu primeiro disco com músicas autorais que já dão sensação de standards antes mesmo de você terminar a ouvir. E "Lenda", "Malemolência", "Rainha" e "Ave Cruz", mesmo que não fossem ótimas canções, valeriam só por poder ouvir a voz de Céu.



104 - Tom Zé - Jogos de Armar (2001)

A proposta deste cd é que haveria um outro chamado Cartilha de Parceiros com trechos de músicas que estão no cd principal para que o ouvinte a utilizasse para completar com sua bandinha ou para samplear e usar como DJ. Acho que é isso, mas na era de download esse outro cd não veio aqui quando eu baixei... E também não lembro de ter visto nenhum remix usando essas faixas por aí. Então não sei se isso deu muito certo. Mas o que importa? O interessante está no cd principal mesmo. Músicas novas, antigas e reconstruções de clássicos brasileiros como "Pisa na Fulô" e "Asa Branca".



103 - Skank - Maquinarama (2000)

É o primeiro disco de uma banda completamente diferente daquela que já havia lançado discos de sucesso durante os anos 90 e estourado pelo Brasil com hits como "Garota Nacional" e "Jackie Tequila". Quer dizer, a banda é a mesma, mas o som é outro. Há mais melodia, mais rock, mais guitarra, mais arranjos, menos metais. É o Skank mergulhando fundo em um disco com camadas e sons e uma produção incrível, de Tom Capone e Chico Neves. "Balada do Amor Inabalável" foi o maior sucesso, mas não deixe de ouvir "Três Lados", "Ela Desapareceu", "Fica" (que mistura um pouco dos "dois" Skanks) e a faixa que dá título ao disco.



102 - Ortinho - Somos (2006)

No seu segundo trabalho, Ortinho dá um salto em relação ao primeiro, especialmente na construção de uma identidade própria e única, onde não afasta os elementos do mangue beat e a mistura sonora, nem a mpb que esteve presente no primeiro disco e ao mesmo tempo apresenta isso de forma original e com uma unidade que impressiona. As músicas são circulares e as letras são curtas, como se fosse uma ciranda de rock. A voz de Ortinho está mais crua e, por isso, melhor. Ouça "Cirandagem", "Muvuca", "Avenida Norte" e o frevo "Não Me Ame", que encerra o disco.



101 - Matanza - A Arte do Insulto (2006)

Matanza é o tipo de banda que você ouve já sabendo o que espera: hardcore, punk, um pouco de metal, country e letras sobre bebidas, brigas, mulheres, cadeia, como se estivessem no meio-oeste americano ou em Tijuana. Qualquer um dos três discos de estúdio gravados poderiam estar aqui, ou mesmo os três ao mesmo tempo, mas no seu último eles aprimoraram não só "A Arte do Insulto", como também o formato, o peso e velocidade das canções, tirando excessos dos discos anteriores e realçando o que já era interessante. Caricato, porém muito divertido.

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