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sábado, 19 de dezembro de 2009

200 Discos Nacionais dos Anos 00 - 060 a 051

060 - Lô Borges - Bhanda (2006)

Um disco pouco ouvido, assim como tem acontecido com o restante da discografia de Lô Borges nos últimos anos, talvez porque as pessoas prefiram lembrar de suas glórias passadas junto ao Clube da Esquina ou suas mais recentes parcerias com o Skank. Uma pena, pois as pessoas estão deixando de conhecer um disco de pop rock, meio folk/psicodélico cheio de melodias influenciadas pelos Beatles. Bhanda é, inclusive, superior aos discos lançados pelo grupo mineiro de Samuel Rosa. Comprove isso em "Segundas Mornas Intenções", "Gira", "Bicho de Plástico", "Nossa Mágica", "Carnaval de Cor" e "O Som das Estrelas".



059 - Wado - A Farsa do Samba Nublado (2004)

Farsa do Samba Nublado é o último disco onde participa a banda que o acompanhava, o Realismo Fantástico (que é tão participativa que surge como apêndice ao nome do artista) e, apesar de sambinhas como "Alguma Coisa Mais Pra Frente" e reggae, como "Gargalhada Fatal" é o álbum mais roqueiro do alagoano/catarinense. É também, como sempre acontece na carreira de Wado, um disco cheio de canções radiofônicas, se rádio fosse uma realidade no Brasil. Ou vai dizer que "Carteiro de Favela", "Deserto de Sal", "Tormenta", "Grande Poder" e principalmente "Se Vacilar o Jacaré Abraça" não poderiam estar na boca do povo?



058 - Orquestra Contemporânea de Olinda - Orquestra Contemporânea de Olinda (2008)

Em Recife você tem banda que é feita pra dançar; banda que é feita pra prestar atenção nas letras e/ou nas melodias; banda pra você reparar nos timbres dos instrumentos e em como eles casam com as batidas e/ou com a percussão. E tem banda que tem tudo isso junto, como é o caso da Orquestra Contemporânea de Olinda. Nela, há a seção de metais, vinda do Grêmio Musical Henrique Dias, com arranjos de sopro com sax, trompete, trombone e... tuba! Já ganha pontos aí. E na outra parte há a banda com integrantes de outros grupos de Recife, e o resultado desse embate é bastante empolgante. O disco todo é bom, mas se tiver que escolher três músicas pra ter uma idéia, ouça "Canto da Sereia", "Brigiti" e "Saúde II".



057 - Autoramas - Vida Real (2001)

Informação nº2: Gabriel Thomaz costuma arregimentar os músicos mais interessantes que há por aí. Se isso já não estava claro no disco anterior (ver nº 112 da lista), fica transparente em Vida Real, gravado ao vivo dentro de um estúdio, como se fosse um show, aparentemente sem overdubs (adição de guitarras ou vozes). É assim que brilha o ritmo da bateria de Bacalhau e o baixo de Simone do Vale e, claro, a guitarra e voz de Gabriel. Simone também está cantando mais, o que é ótimo por vermos a dupla dividindo vocais em "Paciência", "Sonhador", "Deus Me Deu Um Cérebro" e "Copersucar". Simone ainda tem um momento solo em "Rio-São Paulo". Ouça também "Eu Era Pop" e "Mais ou Menos".



056 - Móveis Coloniais de Acaju - C_mpl_te (2009)

Sendo considerado por muitos (eu, por exemplo) como o melhor show no Brasil atualmente, havia uma grande expectativa de como soaria o segundo disco dos Móveis Coloniais de Acaju. O show continua sendo melhor, até porque é covardia comparar com o que eles fazem em cima do palco, mas mesmo assim saiu um ótimo trabalho, onde o produtor Carlos Eduardo Miranda apesar de ter diluído a sonoridade do leste europeu presente nos metais da banda, compensou tascando guitarra em todos os lugares. Melhores: "Lista de Casamento", "Falso Retrato (u-hu)", "Sem Palavras", "Cão Guia" e "Indiferença".



055 - Moptop - Moonrock (2005)

Moptop, o Strokes brasileiro. Isso muitas vezes é escrito como algo negativo para falar sobre o trabalho do grupo carioca. Já eu não consigo ver como algo ruim, ainda mais quando o resultado são as músicas existentes na primeira demo da banda. A maioria dessas músicas foram regravadas no primeiro cd oficial, mas eu prefiro essa gravação, mais crua e suja. Gosto de "Ninguém Pra Te Esquecer", "Moonrock", "Sempre Igual", "Melhor Nem Vir" e "Bem Melhor".



054 - Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta - Frascos Comprimidos Compressas (2009)

Desde a primeira vez que ouvi Frascos Comprimidos Compressas que associo imediatamente ao Mulheres Q Dizem Sim, grupo onde tocou Pedro Sá, que é o produtor de Frascos. Pedro Sá também foi produtor do disco , de Caetano Veloso, que também parece ser influência direta para que os baianos do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta criem seu caminho entre o indie rock e a mpb. É um daqueles discos que o maior destaque é como a coleção de canções funcionam tão bem juntas, mas dá pra destacar "Quem Vem Lá", "Aquela Dança", "Tanto Fez, Tanto Faz" e a faixa-título.



053 - Kassin + 2 - Futurismo (2006)

É difícil dizer o que faz de um disco do trio +2 melhor que o outro porque, apesar de cada um (antes de ímã) ter tido um dos músicos como principal compositor e cantor, há uma certa linha pouco perceptível, porém visível, entre eles. Talvez seja a bossa nova de segunda geração de nomes como Marcos Valle e João Donato (este uma influência forte nas composições de Kassin), repaginada, atualizada, alterada e reprocessada. Em Futurismo há um pouco da leveza de Moreno, do experimentalismo de Domênico e principalmente do lado pop de produtor de Kassin, que conduz a turma pra terras distantes, de "O Seu Lugar" (com participação de Donato) ao thrash-mangue "Astronauta", passando por "Quando Nara Ri", "Ponto Final", "Mensagem", "Homem Ao Mar" e "Tranquilo".



052 - Céu - Vagarosa (2009)

Boa compositora e cantora, Céu evolui ainda mais em Vagarosa em uma música que pega bastante de reggae/dub, outros tantos de samba, trip hop, afrobeat, se mistura àquela turma da ponte aérea São Paulo-Recife e o resultado é um trabalho que aponta para novos rumos dentro da música brasileira e, apesar de ter sido lançado este ano, vai ser referência no futuro pra muita gente. Provavelmente já está sendo. As que você não pode deixar de ouvir: "Cangote", "Bubuia", "Cordão da Insônia", "Sonâmbulo" e "Espaçonave".



051 - Walverdes - Anticontrole (2002)

Ok, então temos mais um disco do Walverdes na lista e meu lado fã fica novamente meio sem saber o que dizer. Vamos lá. É um disco de rock, com guitarras barulhentas e velocidade na bateria, sem que isso em nenhum momento me faça vir a palavra "punk" à mente, mas não deixa de ser vizinho disso, um vizinho um pouco mais inteligente, talvez. Há aquela influência de Mudhoney, Nirvana, há o que hoje se chama de rock stoner, e se você se sentir familiarizado com algo que eu disse aí em cima, faça o favor de ouvir "Viajando na AM", "Refrões Ao Lado-Classe Média Baixa Records", "Novos Adultos", "Eu Vou Vivendo" e "Ação e Reação", que são os melhores momentos tanto em música quanto em letra.

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