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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

200 Discos Nacionais dos Anos 00 - 140 a 131

140 - Vai Thomaz No Acaju (2007)

Não é um disco e sim um compacto em vinil com um nome infame que significa a junção de forças de Gabriel Thomaz (Little Quail and The Mad Birds, Autoramas) com a banda Móveis Coloniais de Acaju, tocando ocm outros arranjos clássicos do underground brasiliense dos anos 90. Começam juntando Câmbio Negro com Henry Mancini e depois partem para três músicas da antiga banda de Gabriel, Little Quail: "Stock Car", "O Sol Eu Não Sei" e "Família Que Briga Unida Permanece Unida", esta com citação a "Come Together" dos Beatles.



139 - Academia da Berlinda - Academia da Berlinda (2007)

Academia da Berlinda não dá nem dois segundos para que você duvide que a intenção deles é fazer o pessoal dançar a dois batendo coxa. Formado por músicos de outras bandas de Recife, eles deixam isso ainda mais claro no título de algumas músicas: "Ciranda Enrustida", "Cumbia do Lutador", "Brega Francês", mas o grande hit é "Ivete", que não é axé, mas poderia fazer grande sucesso no carnaval da Bahia.



138 - Paralamas do Sucesso - Longo Caminho (2002)

Longo Caminho é, antes de tudo, um disco improvável. Depois que o líder Herbert Viana sofreu um acidente de ultraleve que o deixou à beira da morte, ninguém esperava que um pouco mais de um ano depois a banda entregasse este trabalho, que já estava com as canções todas escritas antes do acidente, mesmo que em alguns momentos você tenha a sensação que o assunto esteja ali em algumas palavras. Um álbum que começa mais roqueiro com "O Calibre", mas teve seu grande sucesso na balada "Cuide Bem do Seu Amor" (é só ir nos shows e perceber como todo mundo canta essa). Mas a melhor é a agridoce música que dá título ao disco.



137 - Karnak - Estamos Adorando Tokio (2000)

Em seu último trabalho, a banda de numerosos integrantes, capitaneada por André Abujamra, deixou como registro temas que demonstraram a versatilidade musical do grupo indo da rural "Juvenar" à soturna "Zoo" (duas músicas ecológicas, aliás), passando por tudo quanto é ritmo e idiomas, existentes e/ou inventados.



136 - Canastra - Traz A Pessoa Amada Em 3 Dias (2004)

Com o Acabou La Tequila terminando, o vocalista Renato Martins resolveu levar dois ritmos que pairavam distantes por lá, o dixieland e o rockabilly, e junto de Edu Villamaior (Big Trep), que toca contrabaixo acústico, montou o Canastra, que neste primeiro disco vão além do dixieland e rockabilly e apontam para o country, a surf music e vaudeville, em músicas como "Cada Um Por Si", "Royal Straight Flush", "Olhos Pra Mim" e a íncrível "Nuvem Negra". "O Diabo Apaixonado" e "Meu Capuccino" costumam fazer sucesso nos shows da banda.



135 - Cabaret - Cabaret (2007)

Passei um bom tempo até decidir ouvir o disco do Cabaret. Não achava que ali pudesse ser captada a intensidade das performances exageradas e engraçadas do vocalista Márvio "Marvel" dos Anjos. E realmente não capta. É uma experiência diferente dos shows e (quase) tão bom quanto. Com foco voltado às músicas dá pra perceber o quanto funciona bem o glam pesado do grupo, contando histórias de uma estrela do rock.



134 - Comadre Fulozinha - Vou Voltar Andando (2009)

Neste cd, o terceiro da Comadre Fulozinha, há algumas mudanças em relação aos anteriores. Instrumentos de cordas e sopros, antes praticamente imperceptíveis, agora dão as caras um pouco mais. As composições, que no disco anterior eram divididas com Isaar França, além de outros compositores de fora da banda, agora são todas de Karina Buhr, que passou a ser a única integrante original remanescente. Mas fora esses detalhes, ainda continuam sendo um grupo com meninas cantando e tocando pandeiros, bombos, tambores e o que mais estiver pela frente que faça um bom batuque. "Saí Passada", "Falta de Sorte" e "Passarinho" são bons exemplos da qualidade deste trabalho, mas a que eu mais gosto é "Rosa Alvarinha".



133 - Sweet Fanny Adams - Fanny, You're No Fun (2008)

O myspace e todas as informações na internet dizem que a banda é de Recife, mas eu só acreditei quando assisti um show e entre as músicas eles falaram naquele sotaque característico da região. Não há um pingo de influência brasileira neste EP, que me faz lembrar Franz Ferdinand, Gang Of Four e Talking Heads. Muito melhor que grande parte das útlimas novidades internacionais.



132 - Lucas Santtana & Seleção Natural - 3 Sessions In A Greenhouse (2006)

Como o nome dá a pista, o terceiro disco de Lucas Santtana foi gravado em 3 sessões com uma banda responsa e uma pegada ao vivo. O que não afastou as camadas de efeitos que costumam estar presentes nos discos de Lucas. Ainda mais se levar em conta que boa parte das músicas tem um clima de dub, mesmo onde música africana e samba também chegam juntos. Dá pra destacar praticamente o disco todo, mas a regravação de sua "Lycra-Limão", cheia de ecos, é de outro mundo.



131 - Caetano Veloso - Cê (2006)

Volta e meia Caetano se utiliza de elementos roqueiros em suas músicas, como é possível ver em Transa (1972), por exemplo, ou sendo acompanhado pelos Beat Boys quando tocou "Alegria, Alegria" no Festival da Record em 1967. Nesta festejada volta ao diálogo com o gênero, Caetano se cercou de amigos do filho Moreno Veloso e fez um disco que, apesar das guitarras de Pedro Sá, é menos sobre rock e mais um grito seco e confessional sobre o fim de seu casamento. E isso resultou em boas músicas, como "Rocks", "Outro", "Homem", "Não Me Arrependo" e "Odeio".

2 comentários:

André Monnerat disse...

Bicho, em ideia de onde consigo baixar o Vai Thomaz no Acaju? Já procurei algumas vezes e nunca encontrei!

Otaner disse...

André, dá pra baixar aqui: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=85091