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sábado, 12 de dezembro de 2009

200 Discos Nacionais dos Anos 00 - 130 a 121

130 - China - Um Só (2004)

China fazia parte do excelente Sheik Tosado, e na sua estréia solo toca 6 músicas que deixa de lado a história de que "hardcore brasileiro é o frevo" e abraça uma variedade de estilos que, depois que termina o cd, parece que era um só (hein? hein?) estilo. "Contra-Informação" é samba estilo Mundo Livre S/A, só que melhor, com guitarras distorcidas aqui e ali. O mesmo dá pra dizer de "Ainda Esquento O Barracão". A melhor, contudo, é "Ultravioleta", reggae, dub e rock feito para balançar o corpo.



129 - Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (2009)

Quem não gosta de ska, bom sujeito não é. É bem verdade que discos bons dedicados exclusivamente ao ritmo que é o vovô mais agitado do reggae têm sido um pouco raros aqui no Brasil. Mas eis que surge este projeto, transformando clássicos da música brasileira em animadas festas instrumentais. Tem "Carinhoso", "Tico-Tico No Fubá", "O Guarani" (alô Voz do Brasil!), "O Barquinho" e "Águas de Março" em versão dub. É sua chance de gostar de ska. Baixe aqui.



128 - Pato Fu - Ruído Rosa (2001)

Ruído Rosa traz semelhanças com Televisão de Cachorro, de 1998. Em ambos tiveram participações de André Abujamra em uma das faixas e em cada um há uma regravação de uma música da Graforréia Xilarmônica. No meio dos dois teve Isopor (1999) e a evolução entre esses discos é notável. Pato Fu aqui está bem à vontade em colocar maluquices eletrônicas, guitarras distorcidas e vocais pouco usuais em bem construídas canções pop e animadas. "Eu", a tal música da Graforréia, é o grande sucesso deste disco, mas "Menti Pra Você, Mas Foi Sem Querer" também é muito boa.



127 - Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta - Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta (2005)

Se eu tivesse que arriscar sobre influências ou estilos próximos para tentar explicar o primeiro disco de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta eu diria que há um pouco de Los Hermanos e outro tanto do lado mais pop de Caetano Veloso, misturado com guitarras indie-pós-tropicalistas. Pavement, talvez, em "Circo"? E samba, como fica bem explícito no início de "O Drama". Rock, samba, indie, pós-punk, mpb... É bem mais fácil ouvir e curtir este ótimo disco.



126 - Curumin - Achados e Perdidos (2005)

O que tem de gente hoje em dia tentando seguir os passos de Jorge Ben nos anos 70 não é brincadeira. O multi-instrumentista Curumin, mais conhecido por tocar bateria com um monte de gente, com seu primeiro trabalho, desponta na frente de todos os outros e mostra que é o discípulo mais aplicado, tranzendo o samba-rock de Ben para uma produção cheia de detalhes e efeitos, misturados com rap, r'n'b e jazz. "Acorda, Simpático", "Guerreiro" e "Cadê o Motocó?" são os melhores representantes para um devoto de São Jorge (Ben).



125 - Lucas Santtana - Sem Nostalgia (2009)

Fazer um disco onde além da voz, o único instrumento disponível existente são o violão, seja batucando nele, sampleando ou alterando em estúdio pode ter o risco de se transformar em um estudo musical que só interessaria a produtores e músicos. O grande trunfo é que, no meio das pesquisas e experimentações em estúdio Lucas Santtana trouxe músicas que ficariam boas gravadas em qualquer formato: "Who Can Say Which Way" (com o Do Amor), "Cira, Regina e Nana", "Hold Me In", "Cá Pra Nós" e eu queria muito saber quais foram os samples utilizados em "O Violão de Mario Bros".



124 - Arnaldo Antunes - Ao Vivo no Estúdio (2008)

Não deveria fazer parte dessa lista discos ao vivo baseados no repertório de um disco que já passou por aqui, como é o caso de Qualquer, base para esse registro ao vivo sem bateria ou percussão que Arnaldo Antunes fez com sua banda dentro de um estúdio (bom, o nome do disco já explica, né?). Eu poderia justificar por causa de alguns arranjos mais interessantes ou pela inclusão de muitos de seus sucessos, como "Não Vou Me Adaptar", da época dos Titãs e aqui cantada junto com Nando Reis. Mas a verdade é que o que determinou a inclusão do disco aqui é uma música inédita, parceria de Arnaldo com Marcelo Jeneci, chamada "Quarto de Dormir", que creio ter servido de inspiração para o trabalho seguinte de Arnaldo Antunes.



123 - Moreno +2 - Máquina de Escrever Música (2001)

Moreno, Domênico e Kassin. O primeiro é filho de Caetano Veloso. O outros dois tocavam respectivamente no Mulheres Q Dizem Sim e Acabou La Tequila, bandas alternativas da zona sul do Rio de Janeiro. A saga desse trio começa aqui, revisitando sob um olhar de novidade a bossa nova e a mpb, sob a batuta de Moreno. No meio do disco ele engana que vai engrenar em ritmos mais dançantes, com as ótimas "Arriverdeci" e "Assim", mas o tom que dá ao disco é da placidez e o violão e voz baixinha nas releituras de "Deusa do Amor", "Eu Sou Melhor Que Você" e "Só Vendo Que Beleza"




122 - Tom Zé - Estudando a Bossa (2008)

Em 2008 a bossa nova fazia 50 anos e Tom Zé fez a única homenagem ao gênero que não foi soporífera. Ok, que não era uma homenagem e sim, um estudo, o terceiro da série que ele já reviu o samba e fingiu que estudou o pagode. Aqui há um estudo irreverente, debochado, original e inteligente, sem deixar de reconhecer o que para Tom Zé houve de bom na bossa. Várias cantoras participam do disco, como Fernanda Takai, Zélia Duncan e Marina de La Riva. Recomendo ouvir "Síncope Jãobim", "Brazil, Capital Buenos Aires" e "Solvador Bahia de Caymmi".



121 - Zumbi do Mato - Toma, Figurão (2008)

Primeiro disco ao vivo do Zumbi do Mato, eu tive a honra de assistir as gravações que aconteceram em Niterói, e é o disco mais esquisito dessa lista. Esquisito, instigante e libertador sobre qualquer conceito que você tenha em relação a música. Uma perfeita anarquia destrambelhada produzida por bateria, baixo, teclado, trombone e letras de uma coragem inigualável. Só graças a esses caras que músicas como "Maconha Grátis", "Buraco do Jabor", "Travestibular", "Pensou Que Foi Comigo" e "Meu Filho Diferente" podem existir, por mais que você não acredite. Baixe em http://www.zumbidomato.com por sua conta e risco.

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