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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

200 Discos Nacionais dos Anos 00 - 080 a 071

080 - Wonkavision - Wonkavision (2004)

Tendo surgido na mesma leva de bandas gaúchas como Bidê ou Balde aí debaixo e Video Hits, Wonkavision em seu álbum de estréia ia fundo no power pop guitarreiro e alternativo dos anos 90, com destaque para os sintetizadores falando alto e as bonitas e grudentas melodias cantadas por Manu e Will, em faixas como "Comprimidos", "O Plano Mudou", "Errado" e mais do que tudo, "A Garota Mais". Recomendo também buscar na internet a demo que foi feita antes do disco, com versões ainda mais legais dessas músicas. Recomendado pra quem gosta de Weezer, That Dog, The Anniversary e Ash.



079 - Bidê ou Balde - Se Sexo É O Que Importa, Só O Rock É Sobre Amor (2000)

A estréia de Bidê ou Balde em disco era mais um dos bons lançamentos vindos do Rio Grande do Sul no começo da década e segue a fórmula power pop-new wave do disco posterior, Outubro ou Nada (já listado aqui), chegando ao cúmulo de gravar uma versão em português de "Buddy Holly" do Weezer, que muita gente não gosta, mas eu acho bem legal e combina bem com "Melissa", "Sr. Promotor", "E Porque Não" e "(Eu Te Amo) Lucinda".



078 - Arnaldo Antunes - Iê Iê Iê (2009)

Antes de ser dos Titãs, Arnaldo Antunes foi do Titãs do Iê-Iê. Ah, era a mesma banda, mas com esse sobrenome ela indicava de onde vinha a inspiração de parte das canções da banda, como "Insensível" e "Sonífera Ilha", em uma jovem guarda ingênua e meio brega (ou se vocês preferirem, kitsch). Depois de passar por diversas "fases" em seu trabalho solo, Arnaldo Antunes resolve olhar novamente para esse universo, mas com a diferença de toda a experiência adquirida ao longo dos anos. Adicione a isso a produção do guitarrista Fernando Catatau e uma banda onde se destacam Edgard Scandurra nos riffs e vocais, Marcelo Jeneci nos teclados e Curumin na bateria. O resultado é uma fileira de músicas incríveis.



077 - Momo - A Estética Do Rabisco (2007)

Gravado de forma caseira, o primeiro disco de Marcelo "Momo" Frota difere do segundo (Buscador, que já passou aqui na lista) pela crueza acentuada e pela presença constante da craviola, que serve de base para as canções. De resto, é o início da psicodelia e folk dele, onde em músicas como "Flores do Bem", "Leão", "Tempestade" e "Tão Feliz" há uma sensação agradável de melancolia que não dói, porque não dá pra ficar mal com algo tão bonito.



076 - Ed Motta - Chapter 9 (2008)

Sempre com uma novidade a cada projeto, depois de fazer música instrumental e música para dançar, Ed Motta vem com este disco com músicas em inglês, onde exercita ritmos não tão usuais em sua carreira. "Tommy Boy's Big Mistake" é um rockão setentista, "You Supposed To Be" tem um jeito de new wave romântica anos 80 e "Sky Is Falling" aparece tirando uma onda com o dub sem ser reggae, só para ficar em alguns bons exemplos.



075 - Eddie - Carnaval no Inferno (2008)

Cada vez mais certeiro nas palavras, Eddie começa o disco mais recente com a participação da ex-integrante Karina Buhr cantando "Ainda há fogo em mim / Queria sempre assim" ("Bairro Novo / Casa Caiada"). Após 20 anos de atividade e há pelo menos uns 5 anos com uma sonoridade cada vez mais definida, em Carnval no Inferno o Eddie parece reggae, parece rock, parece frevo, afrobeat, gafieira, mas não é nada disso. É Eddie.



074 - Lobão - Uma Odisséia No Universo Paralelo (2001)

Gravado durante a fase independente do Lobão, este disco talvez não seja o melhor "ao vivo" da lista, mas certamente é o que traz as performances mais arrebatadoras, com Lobão berrando palavras desesperadamente em "El Desdichado" ou cantando cada sílaba bem separada em "Noite Dia" e "Me Chama". Em formato de power trio, com uma ou outra programação eletrônica, o que se ouve é um rock empolgante em faixas como "Tão Menina", "Lullaby", "Samba da Caixa Preta", a inédita "Mano Caetano" em "homenagem" a Caetano Veloso, e especialmente empolgante em "Panamericana".



073 - Comadre Fulozinha - Tocar na Banda (2003)

Já passou por aqui um disco desse grupo feminino que é 99% vozes e percussão tocando de forma própria ritmos de Pernambuco. Karina Buhr e Isaar, que também já tiveram discos solo aqui listados, eram as integrantes nessa época e junto com outras meninas tocavam coco, ciranda e o que mais da cultura pernambucana tivesse passado pelo ouvido da dupla que já havia participado de grupos de maracatu da região. E apesar da proposta de ser boa parte do tempo só percussão e voz, há um aspecto pop inegável em canções como "Amaralina", "Se o Mal" e "Chumbo de Vidro".



072 - Rockz - A Tão Sonhada Bicicleta (2009)

Depois de um primeiro disco que é uma obra-prima a banda perde seu ótimo vocalista e principal letrista. Para muitas bandas isso seria fatal, mas nem todas as bandas possuem um músico tão criativo quanto Gabriel Muzak (ex-Funk fuckers), como é o caso do Rockz, que assume vocais e letras no lugar de Diogo Brandão e segura a onda de uma banda ainda dançante, porém mais pesada, onde não há uma música ruim e podemos destacar "Divertido e Veloz", "Alienígenas", "Bombardeio Cego" e a louquíssima "Tô Planejando".



071 - Rogério Skylab - Skylab V (2005)

O quinto disco da série Skylab é interessante não só pelo que traz, mas também pelo que não traz. Com uma tiragem inicial de 1.000 cópias, foi aumentada para 20.000 ao ser encartada junto com a revista Outracoisa, sob uma condição: retirar a música "Fátima Bernardes Experiência", de longe uma das melhores músicas de toda a extensa discografia do cantor. Isso não quer dizer que as outras músicas deste disco estejam tão abaixo em níveis de qualidade como é possível ouvir em "Os Ratos", "Você Vai Continuar Fazendo Música", "22X2=43", "Eu Tô Pensando", "Eu Fico Nervoso" e "Você é Feia", num dos discos mais pesados de Rogério Skylab.

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