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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Ainda 2016: Bixiga 70 no Mimo Festival (12/11/2016)





O festival Mimo em sua edição carioca de 2016 deixou de ter como "base" o Parque Lage e foi para a Praça Paris, além dos concertos e apresentações em igrejas e outros locais históricos, que é um dos objetivos do festival desde seu começo, em Olinda. Louve-se essa preocupação de ocupação dos espaços públicos, é o que mais gostamos de divulgar aqui no La Cumbuca.







Mas é necessário equacionar melhor os objetivos. Fazer propaganda em todo canto do Rio para shows que acontecem em um local que abrigaria no máximo 5.000 pessoas tem que ter como contrapartida um cuidado ainda maior com uma praça que, convenhamos, talvez não tenha o tamanho necessário para a empreitada.







No momento em que Jards Macalé e Otto se apresentavam em um palco que ficava à frente de... um lago, o público ficava nas laterais. O show seguinte desse palco, com João Bosco e Hamilton de Holanda, teve que ser interrompido algumas vezes para que algumas pessoas saíssem de dentro do lago.







Já falamos das partes ruins, então vamos falar do que foi legal, já que não dá para ninguém discordar que a escolha dos shows foi mais uma vez muito boa. Esta Cumbuca se concentrou no palco que ficava na outra ponta da praça e lá não tinha lago, tinha espaço, o som estava uma beleza, tudo bem ajeitado para o Bixiga 70 fazer bonito mais uma vez no Rio e Janeiro e eles não perderam a chance.







Para evitar a fadiga e a repetição de palavras, o leitor é convidado a ler essa resenha sobre o show que o Bixiga 70 fez no derradeiro Humaitá Pra Peixe em 2014. Quase tudo que foi escrito ali se aplica a esse show na Praça Paris: "o que chama mais a atenção entre o ataque que os dez músicos fazem de forma impiedosa", "o pessoal dos sopros vem pra frente, mas o resto continua à toda. Os percussionistas trazem seus instrumentos para o centro do palco, mas precisam bater com força neles, porque o resto da banda não dá descanso", "há afrobeat no som do Bixiga 70 não há dúvidas, mas há também uma construção que nos faz acreditar que os músicos se tratem de ouvintes daqueles discos dos fins dos anos 60 e começo dos anos... 70", etc etc.







O que tivemos de diferente neste show de novembro passado foi a participação de BNegão, cantando "Essa é pra Tocar no Baile" e "Dança do Patinho" junto com a máquina sonora do Bixiga 70. Ficou bonito.







Sobre o maravilhoso show seguinte, do Pat Thomas & Kwashibu Area Band, já falamos aqui.



Três vídeos do Bixiga 70 aqui ou abaixo:





Nome das músicas:


- Ocupai

- Mil vidas

- Balboa da Silva / Essa é pra Tocar no Baile / Dança do Patinho



Essas e outras fotos de Dine Araújo aqui.

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