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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Metá Metá no Circo Voador em fotos e vídeos (14/01/2017)





Não é novidade para nenhum leitor habitual do La Cumbuca. Muito menos para quem não perde um show do Metá Metá quando vem para o Rio de Janeiro. Apesar disso, esta é a primeira vez desta cumbuca após o lançamento de MM3 ano passado. Pouco antes do lançamento mostrei aqui algumas das novas que eles tocaram na Caixa Cultural. Já o show de lançamento no Rio, no mesmo Circo Voador deste último show, foi registrado integralmente pelo Fábio Fernandes.







Mas mesmo antes de ter assistido o Metá Metá pós-MM3 não há dúvidas que ainda é um dos grupos mais impactantes de se assistir ao vivo hoje. No mundo.







O Circo Voador está cheio, mas não lotado, para apreciar mais uma vez a sequência de porradas trazidas pela voz de Juçara Marçal, a guitarra de Kiko Dinucci e o sax de Thiago França, com auxílio de Marcelo Cabral no baixo e Sérgio Machado na bateria.







Todas as músicas do disco novo são tocadas além de várias dos discos anteriores. "Três Amigos" que abre tanto o MM3 quanto o show, vem mansa e se esgueirando nos versos violentos e já entra explosiva no refrão que atinge o público, que por sua vez responde com gritos e aplausos.







Quando vem "Angoulême" logo na sequência a reação é quase de incredulidade. Como já comentado de forma um pouco implícita na resenha sobre o show d'As Mercenárias, que deu início à noite, uma parte dos fãs do Metá Metá curte muito mais a ligação com o afrorreligiosidade, a linguagem Iorubá, as divindades, etc, do que com o lado barulhento, pós-punk e nervoso do grupo, cada vez mais presente e de forma cada vez mais avassaladora. E será que alguém consegue resistir a esse peso?







"Ângouleme" mostra bem esse lado do Metá Metá, conseguindo ser mais rápida e brutal que no disco. O papo aqui vai mais para o grindcore, speed metal ou algo que o valha, do que MPB ou ritmos e climas que também fazem parte do Metá Metá. Tem um pessoal que aplaude, mas ao mesmo tempo coça a cabeça. Certo que todo mundo fica embasbacado.







Não é só de porradaria que o show vive. A músicas como "Cobra Rasteira" e "São Jorge" se juntam as novas "Angolana" e "Osanyin" como momentos um pouco mais "calmos", se é que podemos dizer assim. E mesmo assim nos casos das novas tudo em algum momento fica mais abrasivo, encrespado ou descamba para um jazz-rock em fuga de quaisquer convenções, caso também de "Oba Koso".







As novidades são as músicas do MM3, as distorções da guitarra de Kiko Dinucci estarem cada vez mais parecidas com Sonic Youth e, pelo menos nesse show de verão, todos os músicos estarem de bermuda. Mas tudo dentro da trajetória musical que o Metá Metá tem estabelecido desde o consagrado Metal Metal. É deste disco que ainda saem os momentos mais celebrados, caso de "Oya", "Rainha das Cabeças" e "Obá Iná", no caso das últimas com direito a rodinha de pogo no meio do público.







E não se poderia perder a oportunidade no bis de cantar "Me Perco Nesse Tempo" d'As Mercenárias, com Sandra Coutinho e suas atuais companheiras de banda. Ótima forma de coroar uma apresentação de punk-afro-jazz-MPB... Chame do que quiser, mas chamemos de uma das melhores bandas ao vivo na atualidade.








5 vídeos aqui ou abaixo:




- "Angoulême"

- "Mano Légua"

- "Atotô"

- "Corpo Vão"

- "Me Perco Nesse Tempo" (com As Mercenárias)



Fotos de Dine Araújo. Essas e outras fotos podem ser vistas também aqui.

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