Novidades musicais de todos os tempos. Também estamos em:

Flickr : Youtube : Twitter : Facebook

Destaques do site:




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em fotos e vídeos o Festival Picolé com Mahmundi, Tássia Reis e Anelis Assumpção (Circo Voador - 26/01/2017)





O festival Picolé no Circo Voador, em suas duas edições anteriores, aconteceu em vários dias durante janeiro, tentando aplacar o calor através da iguaria que dá nome ao festival, mais piscina, chuveiradas e música.







Reduzida desta vez a um único dia, o festival manteve as refrescâncias necessárias e na última quinta-feira apostou na força de três mulheres negras para a parte musical. A primeira foi Mahmundi. Marcela Vale veio com uma banda completa para mostrar as músicas do seu disco lançado ano passado. Veio também com câmeras, gruas e transmissão online para um aplicativo.







A cada vez mais solta no palco, Mamhundi hoje em dia até dança quando larga a guitarra e se apoia na densidade dos teclados e sintetizadores, talvez um pouco menos densos do que costumavam ser. Uma sequência de músicas mais calmas no meio do repertório teria dado uma esfriada no show, se a temperatura do Rio de Janeiro permitisse isso, mesmo com o festival tendo o nome que tem.







Então poderíamos dizer que poderia ter deixado o show morno. Mas as composições sem arestas da Mahmundi compensam isso. E terminando com "Calor do Amor" não tem como não esquentar. Um show redondo.







Se o show da Mahmundi é redondo, o da Tássia Reis é sinuoso como uma montanha-russa. No La Cumbuca já tínhamos presenciado o show dela ano passado, dentro da turnê conjunta Salada das Frutas, onde também se apresentavam As Bahias e a Cozinha Mineira e Liniker. Mas o que vemos agora é algo muito mais esplendoroso.







O hip-hop com influências e soul e jazz de Tássia agora tem auxílio luxuoso de uma banda com baixo, bateria, sopros e teclados, além do DJ e da vocalista de apoio Lívia Máfrika. Começou levezinho, curiosamente com sonoridade próxima ao da Mahmundi, até. De repente era "pôu, pôu, pôu, pôu" para todo lado, letras de rap contundentes mas sem deixar de dançar ou rebolar até o chão quando queria.







Carismática e extremamente comunicativa, Tássia ainda lembrou duas vezes de Rafael Braga, o único manifestante-não-manifestante no mundo que foi condenado por porte de Pinho Sol e comentava sobre algumas letras e ideias antes de cantar alguma música, por exemplo quando falou sobre relações abusivas antes de "Sem Abuso".







Uma das músicas mais conhecidas, a melosa "No Seu Radinho" veio logo no começo, mas o destaque foi para a versão que fez de Nina Simone, "Backlash Blues", apropriada por Tássia como se fosse dela, traduzindo para sua realidade algumas partes da música.







Anelis Assumpção deveria ser o show principal, mas é aquela coisa curiosa que costuma acontecer quando se colocam três shows em uma quinta-feira à noite: depois de meia-noite as pessoas começam a ir embora. E mesmo assim ainda ficou bastante gente e quem ficou pode ter perdido o horário de acordar no dia seguinte, mas não foi sem um bom motivo.







Não é preciso falar muito mais do que as músicas da Anelis já dizem. "Oi, tudo bem", é assim que ela tem começado os shows desde o lançamento do último disco, com a música "Cê Tá Com Tempo?". A introdução é de Anelis e também é de seus Amigos Imaginários, a banda de conhecidos músicos da cena paulistana que a acompanha, gente que toca no Bixiga 70 ou que acompanha Karina Buhr, Céu, Curumin...







Pegando elementos de vários estilos, do reggae ao rock, passando pelo samba e a MPB, com algumas semelhanças com o trabalho da amiga Céu, mas com construções e ideias mais "destemidas", Anelis envolve fácil a plateia. Filha de Itamar Assumpção, sempre é um grande momento quando canta "Nego Dito". Antes disso ainda teve "Negra Melodia", de Jards Macalé.







Teria sido mais um ótimo show de Anelis Assumpção, se não fosse o final, já no bis, quase duas da manhã, que o alçou à categoria de épico. Primeiro, Anelis pede para as luzes todas serem desligadas. Então começa sua versão para o dancehall "You Don't Love Me (No No No)", que costuma ser um dos pontos altos do show. De repente Anelis desce do palco e começa a cantar no meio do público, que a cerca e abraça a cantora. A banda vai transformando a música num aparente improviso e, de uma levada bem dub, cheia de efeitos, vai acelerando até o ponto do Circo Voador em entrar em ritmo de carnaval. O final de um festival chamado picolé no meio do verão não poderia ser diferente de todo mundo derretendo.









6 vídeos dos shows podem ser vistos aqui ou abaixo:





Músicas gravadas:

Mahmundi - "Quase Sempre"
Mahmundi - "Meu Amor"


Tássia Reis - "No Seu Radinho"
Tássia Reis - "Desapegada"
Tássia Reis - "Backlash Blues"


Anelis Assumpção - "Declaração"


Essas e outras fotos podem ser vistas aqui.

Nenhum comentário: