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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tame Impala no Imperator (16/08/12)

A boa viagem dos australianos no Méier.


Tame Impala - 16/08/12




Devia fazer tempo que o Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, não via tanta gente diferente andando pela rua Dias da Cruz, ainda mais numa quinta-feira à noite. Hipsters, descolados, moderninhos, escolha o nome que quiser dependendo da década em que você nasceu, mas depois de muitos anos uma banda gringa de rock se apresentava no reaberto Imperator.




Tame Impala - 16/08/12




Estive lá semana passada assistindo a excelência jazzística de Ron Carter e já fiz alguns comentários sobre o lugar, mas dessa vez a animação do público e a procura por cerveja era maior. Uma meia hora depois do horário anunciado para início do show e com uma casa que não parecia lotada, mesmo com os ingressos tendo sido anunciados como esgotados, os australianos do Tame Impala subiram ao palco.





"Why Won't You Make Up Your Mind?"




Eles entram forte no material da segunda fase da carreira dos Beatles e no começo da obra do Pink Floyd. E fazem uma bem-vinda evolução ao som ruinzinho do MGMT. Desnecessário dizer, com esses referenciais, que a onda deles é psicodelia, correto? É uma banda onde o som parece requisitar que algum tipo de entorpecente seja utilizado para uma correta apreciação.



Tame Impala - 16/08/12



E ao mesmo tempo, não. Há um certo "controle" que nunca deixa a loucura ir muito longe e as músicas são tocadas muito bem, naquela levada do som ser "cuidadosamente" estourado e embolado. A viagem deles nunca é turbulenta a ponto dos cintos terem que ser apertados. E embora as expressões faciais deles não demonstrassem, pelo menos o vocalista e guitarrista Kevin Parker parecia honestamente empolgado com a ideia de que foram os fãs que se mobilizaram para trazer a banda e arriscou algumas palavras em português, que talvez tenham sido tantas quantas ele falou em inglês - poucas.




Tame Impala - 16/08/12




E os fãs, que presentearam o vocalista com o disco do Chico Buarque Meus Caros Amigos, responderam bem ao som da banda. Apesar de nunca haver um momento de catarse, a reação é calorosa em músicas como "Why Won't You Make Up Your Mind?", "Half Full Glass of Wine" e na nova "Elephant".





"Elephant"




O que mais me chama a atenção no Tame Impala, no meio de toda essa psicodelia arranjada através de efeitos na voz lennonzística e arrastada de Parker, e teclados e guitarras que às vezes predominam entre os instrumentos dependendo da música, é o quanto os riffs são memoráveis, onde é possível notar influências de Cream e Black Sabbath.



Tame Impala - 16/08/12



O grande porém da noite, contudo, foi o setlist, ridiculamente curto. Mesmo sendo uma banda apenas prestes a lançar um segundo disco, havia mais material a ser mostrado. De qualquer forma valeu a experiência de ver uma turma muito mais acostumada com a zona sul sair satisfeita de um bom show de rock no Méier.




5 comentários:

luiz carlos disse...

Eu vi alguns trechos no Multishow que transmitiu ao vivo e devo admitir que achei um tanto quanto chato. Tudo bem, vou escutar novamente para fazer uma uma nova avaliação.

Agora, achar o MGMT ruinzinho eu não admito. Fala sério.

Otaner disse...

Realmente MGMT não me desce muito bem, mas o que seria do verde se todos gostassem do vermelho e confundisse os daltônicos? Pense nisso.

luiz carlos disse...

Naturalmente é nas diferenças que está a graça em tudo.

Mas você já escutou Congratulations do MGMT? Po, não é tão ruim pros ouvidos.

Enfim...

Otaner disse...

O disco? Aquela capa pavorosa me afugentou... Mas eu lembro de ter ouvido "Brian Eno", por curiosidade pelo título. Tô ouvindo aqui de novo e... não rola mesmo, hehe. Abs

Laura. disse...

O problema do setlist não foi nem ter sido curto, mas a ordem das músicas. As quatro melhores serem as quatro primeiras me deixaram meio sem expectativa pro resto do show.