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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Show (quase) inteiro: Jards Macalé na Ocupação do Canecão



Jards Macalé - 12/08/12



Em uma resenha sobre um show do Instituto no Oi Futuro, observei que o ano de 2010 teve como perda o fechamento do Canecão e um comentário anônimo me respondia que isso era um ganho, sem explicar muito bem o porquê (veja aí). Imagino que seria na esperança de a UFRJ, dona do terreno onde está localizada a histórica casa de shows, pudesse transformar o lugar em um Centro Cultural, um pólo de produção e apresentação artística, ou até uma casa de shows nos mesmos moldes do Canecão, mas com melhor ace$$o.



O que quer que o anônimo tivesse pensado não se concretizou e dois anos depois o resultado pode ser descrito em uma palavra: abandono. Se era para deixar o lugar sem cuidados, com infiltrações, literalmente mofando e caindo aos pedaços, era melhor não ter lutado tanto para reaver o espaço. Um grupo de estudantes recentemente passou a ocupar o Canecão, e montaram acampamento por lá, reivindicando que o lugar tenha suas atividades geridas pela universidade.



E algumas atividades começaram a acontecer ali na área de entrada do Canecão, como shows, festas e filmes, além de debates sobre a ocupação e sobre o futuro do lugar. A mais representativa das ações aconteceu ontem, a pretexto de comemorar o dia dos pais, com uma apresentação de voz e violão de Jards Macalé.



Jards Macalé - 12/08/12



Jards que, segundo ele mesmo, nunca havia feito um show no Canecão, avisou no meio de "Contrastes": "Eu tava em casa, vocês me convidaram. Nos últimos dias passei uma puta dor de cabeça porque o centro de comunicações da reitoria desse negócio encheu o meu saco para não vir fazer (o show)".



O ato de coragem de Jards Macalé e das pessoas que foram lá assisti-lo teve como recompensa para todos uma apresentação no mínimo emocionante, com direito a lágrimas em "Mal Secreto", muitos pedidos atendidos ("Sem Essa", "Boneca Semiótica", "Farinha do Desprezo"), corte de unha antes de "Vapor Barato" e Macalé andando no meio do público no fim de "Juízo Final". Tudo que tenho conseguido pensar ultimamente para resumir coisas como essas é: que ano!



De umas duas dúzias de canções tocadas, conseguir gravar 17, que dão uma ideia do que foi esse show. Só clicar aí embaixo. Infelizmente, não gravei "Gotham City", onde ele pedia uma sonora vaia no final, para "relembrar" quando tocou a música no Festival da Canção de 1969.






Ou clique aqui


01. "Contrastes"
02. "Favela"
03. "Diz Que Fui Por Aí"
04. "Mambo da Cantareira"
05. "Mal Secreto"
06. "Vapor Barato"
07. "Negra Melodia"
08. "Acertei no Milhar"
09. "Hotel das Estrelas"
10. "Tarzan (O Filho do Alfaiate)"
11. "Último Desejo"
12. "Blue Suede Shoes"
13. "Boneca Semiótica"
14. "Farinha do Desprezo"
15. "Anjo Exterminado"
16. "Sem Essa"
17. "Juízo Final"

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