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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protesto no Maracanã no domingo: atitude covarde do Batalhão de Choque jogando bombas sem motivo nos manifestantes

Dia corrido, mas deixo aqui meu relato sobre o que aconteceu ontem.


Três da tarde e com um pouco de atraso fui me juntar ao pessoal que protestava ali na estação de metrô de São Cristóvão, perto da subida do viaduto que leva pro Maracanã. Vim desde lá da Praça Varnhagen, passando por várias barreiras policiais, mas tudo tranquilo. Aquela torcida higienizada e asséptica passeando e se dirigindo ao estádio, dezenas de placas e voluntários auxiliando e até um protesto artístico, pessoas pintadas segurando placas e fazendo uma coreografia sob o olhar atencioso e cordato de policiais militares... Um primeiro mundo que tenho certeza que se repetirá no próximo Fla X Vasco que acontecer ali.







Mas enfim, prossegui meu trajeto subindo o viaduto, que estava fechado para carros, assim como todo o trânsito no entorno. Comecei a gravar os helicópteros, as centenas (milhares?) de pessoas ao fundo e todas as polícias (PM, Choque, Força Nacional) que estavam enfileiradas no caminho entre eu e os manifestantes.



Não deu tempo de chegar ao protesto porque a Tropa de Choque, sem motivo nenhum, começou a atirar e jogar bombas de gás. Quer dizer, motivo tinha sim. Já estava na hora do jogo, então a turistada já estava lá dentro e, para o Sérgio Cabral, quem protesta é marginal e tem que ser tratado assim.







Detalhe: dezenas de PMs sem máscaras estavam na linha de tiro e foram alvos também das bombas, respirando o mesmo gás que eu e toda imprensa estava respirando. Vi vários policiais subindo o viaduto chorando que nem bebês e com dificuldade de respirar. Outro detalhe: era impossível usar o celular, pelo menos das operadoras Oi, Vivo e Tim, tinha sinal, mas as ligações não completavam.







Seguiram-se alguns minutos de caça desenfreada aos poucos manifestantes que permaneciam no local ou que tentavam ir até o Maraca por outros caminhos. Logo a turma resolveu se reunir ali perto da Quinta da Boa Vista, mais longe ainda do estádio, mas mesmo assim a Tropa não titubeou. Foi pra lá e mesmo com os manifestantes cantando o hino nacional e gritando "sem violência", a covardia se repetiu. Desta vez, com ônibus e carros passando e famílias que estavam indo se divertir. O Choque jogou bomba até na linha do trem!







Uma informação adicional. "Estive chegando" nos dois momentos em que a tropa de choque atacou os manifestantes. Além de em nenhum desses momentos os manifestantes terem agredido ou jogado qualquer coisa contra a polícia, também não vi nenhum torcedor sendo impedido pelos que estavam protestando de se dirigir ao estádio que construíram no lugar onde ficava o antigo estádio do Maracanã. Para os tiros e bombas na Quinta da Boa Vista, mais de meia hora depois do início do jogo, é impossível de inventarem uma desculpa.

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