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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Virada Cultural 2013, parte 2: Metá Metá enlouquecendo a 25 de Março





Como disse na primeira parte, até tinham certa razão os ~roqueiros~ querendo bandas pesadas na Virada Cultural deste ano. Era estranho que esses mesmos roqueiros não tenham aproveitado algumas bandas que desferem verdadeiras porradas nos ouvidos, caso do Elma e Chinese Cookie Poets, que foram assistidos por um público que acho seguro definir como hipster. Vá entender...



E às 10 da noite estava programada aquela que talvez fosse a banda mais pesada de toda essa edição. O Metá Metá tocaria no novo palco colocado na rua 25 de Março. Como a distância para chegar até lá era considerável, o melhor foi desistir de ver a Gal Costa, já que sem credenciamento talvez ficasse impraticável ter boa visão do Palco Júlio Prestes, onde ela se apresentou, e rumar para o tradicional centro de comércio popular de São Paulo.



A distância não foi um problema tão grande. Depois de passar por um palco de rap e por um pequeno coreto onde um grupo de chorinho tocava, o pior foi caminhar por ruas às escuras quase que em sua totalidade, um problema maior ainda considerando o pouco de gente que estava circulando por ali naquela hora.




Mesmo assim deu tudo certo, e por conta de atrasos no palco, ainda foi possível assistir boa parte do show do Lucas Santtana. Um show que tinha a diferença, pelo menos para os cariocas, em relação à banda que o acompanhava.





Lucas Santtana - "Jogos Madrugais"




Fora isso, o usual repertório com base no último disco O Deus Que Devasta Mas Também Cura junto com algumas das melhores de sua discografia. Um show sobre o qual já falamos aqui e aqui, mas o ponto negativo era o som, muito grave (o que poderia ser bom, mas não era o caso), embolado e estourado. A maquininha sofreu pra captar esse áudio.





Lucas Santtana - "Lycra-Limão"




Após o fim do show de Lucas, a preocupação era que a entrada do Metá Metá não demorasse muito, afinal de contas a noite seria longa. Felizmente até que o atraso não foi tão grande e o som passou de horrível para ruim, em especial o baixo de Marcelo Cabral, por vezes cobrindo o som do resto da banda.




Mas espantou o furor que a mera passagem de som começou a causar na plateia. Para vir para um lugar tão longe, o pessoal tinha que saber o que estava indo ver, e aquelas pessoas sabiam. Imagino que 90% frequentadoras da Rua Augusta em sampa, mais especificamente o recém-fechado Studio SP.





Metá Metá - "Exu"




Mesmo que não soubessem, é difícil não se emocionar com a voz de Juçara Marçal. Vê-la cantando sozinha, antes do show começar propriamente, é algo que ajuda a aquecer a alma, algo bem-vindo no frio que estava fazendo. E quando Thiago França ajusta seu saxofone, já deixa um monte de gente boquiaberta.




Junto com Kiko Dinucci, Jurçara e França formam o núcleo do Metá Metá, o trio que gravou o primeiro disco de forma quase acústica e mesmo assim já eram de uma violência desmedida, como foi possível testemunhar no Oi Futuro Ipanema ano passado. Um dos três melhores shows do ano passado.





Metá Metá - "Oya"




Quando lançaram o segundo disco com baixo e bateria, e com o Kiko passsando do violão pra guitarra, não dava para deixar de imaginar como ficaria o show, tendo um upgrade de potência em algo que já era alcançado no limite máximo em formato mínimo.




Se vocês estão clicando nos vídeos entre os parágrafos, já devem ter uma ideia de que o resultado foi explosivo, para dizer o mínimo. Mesmo com o som do palco meio capenga (que foi melhorando um pouco até o final do show), o que os cinco (além dos já citados Marcelo, Juçara, Thiago e Kiko, na bateria estava Sérgio Machado) faziam era algo que não dá só para classificar como música afro-religiosa com toques de free jazz e riffs pesados de rock.





Metá Metá - "Orunmilá"




Há um certo desespero nos dedos e vozes de cada um deles, uma vontade de não se conter, de gritar. Pouquíssimas bandas proporcionam uma "entrega" ao vivo tão grande quanto o Metá Metá hoje em dia. Uma força que teve ótima resposta do público, cantando ou pelo menos embromando as letras, muitas em iorubá e/ou outro dialeto africano. Um afrojazzcore para justificar o esforço para estar lá.





Metá Metá - "Rainha das Cabeças"



A saída, com mais gente do que horas antes, foi mais tranquila, apesar da iluminação precária por aquelas redondezas. Próxima parada: Black Star no Palco Júlio Prestes.

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