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domingo, 29 de dezembro de 2013

Momentos 2013: 10 minutos de bombardeio na Cinelândia, uma tarde infame no Rio



01º de outubro de 2013




Quando escrevi sobre a manifestação pela educação, com dezenas de milhares de pessoas marchando pela Rio Branco, contei brevemente o que tinha acontecido no primeiro dia de outubro: vereadores, a portas fechadas, votaram um plano de cargos e salários ao qual os profissionais de educação se opunham, com grades cercando a sede do legislativo municipal e com a polícia jogando centenas de bombas nos professores na Cinelândia.


Aqui eu vou colocando uma cronologia dos acontecimentos através dos vídeos que fui gravando, de 15:45 às 19:10.






Mas o acontecimento mais cretino sem dúvidas foi às 16:30, quando a polícia jogou dezenas de bombas desde o palácio Pedro Ernesto a uma distância que ultrapassava a Biblioteca Nacional (para quem não conhece a Cinelândia, não se trata de uma trajetória curta para se lançar algo). Não que exista uma ocasião melhor do que outra para a polícia praticar um ato desses mas, entre os manifestantes, muitos eram senhores e senhoras de idade. Era uma manifestação de professores, afinal.




Mesmo para quem já está com uma certa "experiência" nessa área manifestativa de nossas vidas notou que o gás parecia ser mais intenso, com maior potência. E na quantidade de bombas que foram jogadas nem precisava ser... Gravei boa parte desses 10 minutos sem enxergar quase nada.









Mais de uma hora depois, a polícia continuava jogando bombas e mais bombas sempre que aumentava o número de pessoas na praça.








Impressionou a quantidade de pessoas que continuou resistindo até que a votação dentro da câmara se encerrou, com o plano de cargos e salários sendo aprovado, contra a vontade dos professores. Muito mais que a discussão sobre a reivindicação, fica aí gigante e incontornável o modo como prefeitura e governo estadual tratam aqueles que discordam deles.




Em um momento do vídeo dos 10 minutos de bombardeio me junto ao coro que bradava: abaixo à ditadura! Pode ser que alguém ache exagerado, mas para quem esteve naquela tarde vendo a forma como os professores foram tratados, não há outro nome para descrever a tarde de primeiro de outubro no Rio de Janeiro.





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