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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O show do Dorgas e o visual do The Maze, no Catete (19/07/2013)





Em julho, entre uma bomba de efeito moral e um spray de gás de pimenta, resolvi assistir a um show da banda Dorgas. Mais que isso, também aproveitei para conhecer o The Maze, um bar/albergue/espaço para festas que fica na favela Tavares Bastos, no Catete.



Pode-se dizer que a favela Tavares Bastos foi a primeira a ser "pacificada" há mais de dez anos atrás, com a instalação da sede do BOPE no local. Poderíamos discutir a questão de segurança pública no nosso ridículo e(E)stado, ou como em mais de dez anos e com tantas oportunidades, filmagens de estúdios hollywoodianos e visitas turísticas ainda faltem melhores condições de infraestrutura para os moradores da comunidade. Mas não dá para negar que o visual de lá de cima é uma beleza. Lá embaixo, a Baía de Guanabara, o Pão de Açucar.



Dentro do The Maze, tantos estilos arquitetônicos que dá até para se sentir um pouco perdido nos corredores e escadas da edificação que tem ambientes fechados, escuros, claros, semiabertos, terraço, uma construção no topo que se assemelha a um castelo rudimentar... Não é à toa que o nome da festa é Labirinto (e, claro, a tradução em português para Maze). Incrível, um espaço um tanto quanto mágico no meio da realidade da favela, pois por mais pacificada que possa ser, a realidade tende a ser dura.



Cheguei no final da atração de abertura, Rubel Pearl. Com algo de Los Hermanos e outro tanto de folk, talvez até Leoni, violão, contrabaixo acústico e boas levadas, e com um bom número de pessoas assistindo, que ao que parece foram exclusivamente para assistir o artista/grupo. Pareceu tudo muito agradável/com vontade de agradar.



Já o Dorgas, a atração seguinte, está uma mistura meio Weather Report, meio A Flock of Seagulls, fusion e new wave improvavelmente unidas na imaginação dos músicos que, tenho poucas dúvidas, discordariam dessas referências. E digo que o Dorgas "está" porque esta é uma banda em constante movimento desde as primeiras músicas lançadas há pouco mais de 3 anos atrás.



O público perdia e ganhava interesse enquanto o agitado guitarrista-tecladista Gabriel Guerra alternava seus falsetes com os vocais empostados-sonolentos do baixista Cassius Augusto e o guitarrista Eduardo Verdeja de chinelos, sentado numa cadeira, solando com uma aparente tranquilidade enquanto Guerra está em cima de um banquinho. Montes de contrastes, que marcam o interessante som etéreo-quebrado-dançante que estavam fazendo na época. De julho para cá talvez já estejam fazendo outra coisa.




4 vídeos aqui ou abaixo. Não dá para ver muita coisa, mas dá para ouvir.





Músicas

jam / "Vice-Homem"


"Vander"


"Egocêntrica"


"Hortência"

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